Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Domingo, 6 de Março de 2011
Arrastar a cruz até ao fim

O Sporting acabou com o jejum de oito desafios sem ganhar, mas continua sem fazer uma exibição convincente. O Beira-Mar, agora orientado por Rui Bento, aguentou o zero até aos 78.º minuto, altura em que o árbitro decidiu punir os aveirenses com uma grande penalidade. Matías Fernández, encarregado da marcação do castigo, deixou os adeptos dos verdes um pouco menos preocupados, mais ainda não tranquilos.

Até José Couceiro analisou o comportamento dos leões sem grande entusiasmo: «Foi um jogo dentro do que antevi... As dificuldades foram patentes.»

Depois da exibição na Luz ante o Benfica na Taça da Liga, esperava-se mais. Deve existir uma explicação para o frequente «sobe e desce» das exibições, uma constante no tempo de Paulo Sérgio e, pelos vistos, também José Couceiro ainda não encontrou solução. Apesar do próprio treinador elogiar o empenho do plantel, para quem está de fora são inexplicáveis estas oscilações.

Os futebolistas do Sporting têm de lutar até ao limite das suas forças pelo único objectivo da temporada: o terceiro lugar. Tenham pela frente o Benfica, FC Porto ou qualquer outro adversário de menor cotação, que demonstram empre mais coração e capacidade futebolística.

Não existem adversários de primeira e de segunda. A experiência mostra que, contra o actual Sporting, todos são de primeira e cabe aos jogadores leoninos demonstrar o contrário.

O adeus à Europa na próxima época já esteve mais longe, e será uma realidade se não mudar rapidamente a mentalidade dos seus profissionais. As desculpas com o momento conturbado a nível directivo, desde que o clube esteja a cumprir com os seus compromissos, já não fazem sentido.  



publicado por António Castro às 23:33
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Domingo, 28 de Novembro de 2010
Jesus engasga-se com «pastilha» da TVI

O Benfica conseguiu, em Aveiro, libertar-se do fantasma de Israel. Ganhou ao Beira-Mar e tudo começou com um tento de grande penalidade, obtido em altura crucial do jogo: no minuto final da primeira parte. Até aí evidenciou ter superiores argumentos do que o adversário, mas o técnico aveirense montou uma «teia» à frente do seu guarda-redes a impedir os encarnados de desenvolver uma manobra lúcida e eficiente.

O paraguaio Cardozo, no entanto, acabou por ser o «abono de família» - ainda sem as deduções decretadas pelo Governo - da equipa ao marcar mais um golo de excelente execução e uma assistência para Saviola dar o golpe fatal no jogo.

Consequência, não propriamente, de melhoria substancial de rendimento, mas das liberdades consentidas pela decisão de Leornardo Jardim ter feito alterações para chegar com mais facilidade à baliza de Roberto, iniciativa que abriu comprometedoras brechas na defensiva lisboeta mas apenas rendeu o golo final.

Jorge Jesus considerou que o Benfica, salvo em reduzido tempo de jogo, voltou aos bons tempos da época passada, numa manifestação de optimismo para «adepto acreditar». A sensação é que nada está consolidado no actual conjunto e o próprio profere estas palavras para atenuar o seu próprio nervosismo.

Caso contrário, tinha discernimento para contornar a pergunta do jornalista da TVI quando questionado sobre o ambiente no balneário da Luz, e não abandonava intempestivamente o diálogo. Nos últimos tempos, Jorge engasga-se demasiado com certas pastilhas...

 

 



publicado por António Castro às 21:57
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Domingo, 21 de Novembro de 2010
Taça esteve quase cheia

Hoje houve Taça. Qual delas? A Taça de Portugal, disputada há muitos anos, agora enfeitada com um «aditivo» que me dispenso de referir, pois não recebi qualquer contrapartida de publicidade. Ou foi a prova surgida há poucos anos, com um nome esquisito e que é mais popular na Inglaterra, embora seja adoptada noutros países, e dá pelo nome de Taça da Liga, em que participam clubes profissionais da I Liga e da Liga de Honra.

Devia pedir desculpa por esta pergunta, mas a responsabilidade não é minha. Os calendários surgem misturados, as diversasa eliminatórias distribuem-se, às vezes, por várias semanas, e só os peritos em puzzles são capazes de acertar à primeira.

Neste domingo, graças à cimeira da NATO - como lamento o prejuízo causado às televisões! - realizou-se a maioria dos jogos da eliminatória. «Tresmalhado» ficou o Benfica-Sporting de Braga, pois parecia mal passar do oito ao oitenta.

Na posse destes elementos cheguei à conclusão que se tatava da Taça de Portugal, cuja final se realiza tradicionalmente no Estádio Nacional, facto contestado por certos sectores mais provincianos, normalmente com origem no Norte.

Sinceramente, pelo que ouvi e li, melhor seria que se concedesse um descanso aos portugueses depois da azáfama dos dias anteriores e das emoções fortes de ver constantemente aquele que chamam o homem mais poderoso do mundo e a sua longa fila de serviçais.

A cimeira não teve novidades - tudo já estava tratado - e à Taça de Portugal também faltou qualidade.

A única diferença foi que no primeiro caso dizem que todos ganharam, e no segundo houve vencidos. Só que alguns dos vencedores - FC Porto e Sporting, por exemplo - pouco mais e melhor fizeram que os respectivos adversários. Apenas marcaram um golo, em qualquer dos casos com ajuda do... destino.   



publicado por António Castro às 23:15
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Sábado, 24 de Julho de 2010
Leões surpreendem e águias desarrumadas

Sporting e Benfica obtiveram resultados positivos perante adversários de maior cotação. Os leões, a começar o jogo com o Manchester City na sexta-feira (já sábado em Portugal pela diferença horária) em Nova Iorque, mostraram atributos que há muito não se viam no clube de Alvalade.

Os ingleses de Roberto Mancini têm como atenuante para justificar a débil exibição as ausências dos jogadores agora contratados e dos elementos presentes no Mundial.

Deve reconhecer-se, no entanto, que os sportinguistas revelaram algo de novo na maneira de actuar: segurança defensiva; pressão sobre os adversários; boa circulação de bola e preenchimento racional dos espaços vazios. Tudo isto, aliado ao instinto goleador de Yannick Djaló resultou em dois golos antes do intervalo e o controlo dos acontecimentos no tempo restante.

Se Paulo Sérgio conseguir que a equipa mantenha este nível com regularidade, ao contrário do que aconteceu na época passada, e disciplinar elementos mais contestatários (Liedson rebelou-se com o facto de ser suplente não utilizado) sem prejuízo para o clube, os adeptos podem readquirir, por agora, a alegria de ver jogar a equipa.

O Benfica apresentou-se com o Mónaco na Luz e, com grande surpresa, chegou ao intervalo a perder. Estamos em fase de experiências, alega Jorge Jesus, suficientemente inteligente para reconhecer que a pré-época que reconduziu os encarnados ao título foi bem mais afirmativa. Coube aos mais «velhos» dar a volta ao resultado, mas seria prejudicial esconder que houve muita confusão em certos momentos, talvez pela necessidade dos «novos» pretenderam afirmar-se.

O treinador aniversariante (56 anos) tem de dar outra arrumação aos «móveis», a começar pelos guarda-redes.



publicado por António Castro às 23:50
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Sábado, 12 de Junho de 2010
Coreia do Sul à imagem de há oito anos

As primeiras vitórias surgiram na África do Sul. Nos dois encontros do Grupo B não houve «empatas» e aconteceu uma surpresa. A Coreia do Sul, que há oito anos contribuiu para a frustrante prestação da selecção de António Oliveira, não deu margem de manobra aos gregos que, curiosamente, travaram duas vezes os portugueses treinados por Luiz Felipe Scolari no Europeu 2004 e tiraram-lhe um título que nunca esteve tão próximo.

Algures vi escrito que os coreanos vingaram Portugal pela vitória sobre os gregos. Além do mau gosto - em termos pessoais, é claro - da palavra «vingança» aplicada ao futebol, não se encontram os motivos de  satisfação dos portugueses por esta derrota da Grécia.

Os coreanos denunciaram as qualidades que tivemos oportunidade de observar no Mundial Coreia/Japão, então sob a orientação de Guus Hiddink. Espírito de luta e contra-ataque em elevada rotação deixaram o adversário sem capacidade de reacção eficaz.

As manifestações de Diego Maradona pela vitória tangencial (1-0) sobre a Nigéria pareceram exagerados. Os africanos tornaram-se presa fácil para uma selecção que impressionou mais pela falta de ligação entre os diversos sectores, já que toda a manobra girou em torno de Messi. Talvez uma das razões para explicar a discreta exibição de Di Maria, isolado na esquerda, sem bola e com falta de apoio.

Saúdem-se os golos e aguarde-se pela atitude dos argentinos perante adversários de superior capacidade.

 



publicado por António Castro às 23:48
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Domingo, 23 de Agosto de 2009
Benfica sofre e Nacional facilita vida a dragões

Jorge de Jesus e Jesualdo Ferreira fizerem as «pazes» com as vitórias. De maneira sofrida o treinador da Luz, com a vida facilitada pelo mau comportamento dos adversários o tetracampeão.

No brasileiro Ramires esteve a tardia solução para os benfiquistas saírem de Guimarães com os pontos suficientes para evitarem novo empate. Num penalty e expulsão, por protestos, de dois jogadores do Nacional, encontraram os portistas o caminho do golo já depois do intervalo e, consequentemente, as portas escancaradas para o aparecimento de mais dois.

Nelo Vingada e Manuel Machado, como será natural, não ficaram satisfeitos. O primeiro por considerar que a produção dos vimaranenses merecia um prémio; o técnico dos funchalenses ao contestar - em termos contidos para satisfazer o «recente pedido dos responsáveis da Liga» - o critério do árbitro, mormente a sua falta de sensibilidade para compreender o estado de espírito dos seus pupilos mais exaltados.

Sporting de Braga comanda, as vitórias aparecem, e os protestos aumentam em Alvalade, com o trabalho de Paulo Bento em causa através de um movimento para a sua demissão.

O eventual afastamento da Liga dos Campeões pode agitar as águas em que navega à vista o sector do futebol na presidência de José Eduardo Bettencourt.

 



publicado por António Castro às 23:57
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
Vitória entrou no léxico dos portugueses

Dois clubes conseguiram, finalmente, inverter o ciclo de derrotas ou empates nos confrontos europeus da presente temporada.

O Benfica ainda concedeu alguma margem de manobra aos ucranianos até ao intervalo, embora tenha regressado às cabinas com um golo de vantagem obtido por Di Maria. No regresso ao relvado, porém, as palavras de Jorge Jesus tiveram maior impacto na mente dos jogadores e a equipa reduziu o adversário à sua verdadeira dimensão. Além de uma vitória que dificilmente será anulada, apesar do técnico português admitir a utilização de outras «peças» do seu xadrez, sobressaiu o rendimento da equipa, mais próximo dos melhores momentos da fase de preparação.

O Nacional ultrapassou as expectativas, e se Manuel Machado não viaja para a Rússia com mais tranquilidade não foi por falta de golos marcados (quatro). Os três sofridos, o último já a finalizar a partida, transmitiram ao embate inesperada frisson, mas também revelam a existência de alguns lapsos, Estar duas vezes em vantagens de dois golos e ceder parte do «ouro ao bandido» deve merecer alguma reflexão do técnico.

A viagem dos madeirenses a Sampetersburgo não permite admirar as belezas da cidade e obrigará a estar atento à reacção de uma equipa com qualidades ofensivas.

 

 



publicado por António Castro às 23:52
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Sábado, 30 de Maio de 2009
Portugueses brilham no estrangeiro

Desde 2007 que o Chelsea não conquistava qualquer título. O holandês Guus Hiddink, ao terminar o compromisso com Abramovich, quebrou o jejum do clube inglês desde a saída de José Mourinho.

O novo Wembley assistiu à vitória dos blues sobre o Everton na final da prestigiosa Taça de Inglaterra, mas apanharam um susto quando Saha marcou o primeiro golo aos 25 segundos, o mais rápido de sempre na história da prova. Drogba repôs a igualdade e, depois do intervalo, Lampard, outro indiscutível da equipa desde há anos , selou a vitória.

Bosingwa foi o único português a contribuir directamente para este êxito, enquanto o guarda-redes Hilário esteve no estádio como suplente.

O argentino Diego e o português Hugo Almeida (ex-portistas) contribuíram para o êxito do Werder de Bremen na final da Taça da Alemanha com o Bayer Leverkusen, enquanto o treinador José Romão levou o Raja Casablanca ao título de campeão de Marrocos.

Na ausência de sucessos, nos últimos anos, do futebol português nas competições internacionais, resta acompanhar os êxitos dos "novos" e bem remunerados emigrantes, à espera de melhores tempos.

Haverá agora dois compromissos da selecção de Carlos Queirós, a única oportunidade de inverter a tendência negativa dos últimos resultados.



publicado por António Castro às 23:53
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