Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011
Jesus versus Fergusson

«Quando sobe ao relvado e ouve o hino da Champions League, um jogador sente logo a adrenalina elevada porque sente que está a actuar com os melhores, por isso não há muita diferença entre jogar com o Manchester United ou, por exemplo, com o Basileia. A motivação dos jogadores está sempre alta em ambos, porque estão a jogar na Champions League, que é o máximo.»

 

Jorge de Jesus in Público

 

«O jogo de abertura é o mais difícil para nós. O Benfica é sempre um problema e esperamos sempre um jogo difícil. Vi um par de jogos deles como visitantes na época passada e foram absolutamente brilhantes... Defrontar o Benfica fora de casa é o tipo de jogo que temos de respeitar. Penso que precisamos de mais experiência em Lisboa.»

 

Alex Fergusson in Público

 

 

O treinador do Benfica não encontra diferenças entre jogar com o Manchester United e o Basileia, em termos de motivação. A "velha raposa" do Manchester United preferiu elogiar o adversário e admitir a utilização de jogadores mais experientes na Luz. Discursos diferentes de antevisão ao mesmo jogo, dos quais se podem retirar curiosas ilações sobre a personalidade e experiência do português e do escocês.



publicado por António Castro às 22:21
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
A lição de Nuno Gomes

Sete dias afastado deste espaço, por razões que se podem ler no post anterior, nada de novo aconteceu no futebol português, além das sucessivas referências transferências que ainda não se concretizaram, e as confirmadas pouco dizem aos adeptos dos respectivos clubes, por se tratar de estrangeiros de capacidade por provar. O mercado apenas se agitou - no sentido negativo, acrescente-se -, pela confirmação da saída de Nuno Gomes do Benfica.

 

Neste blogue escrevi, em 3 de Maio, subordinado ao título "Nuno Gomes premiado com ingratidão", o seguinte texto:

Jorge Jesus convocou para o último jogo da Liga o avançado Nuno Gomes, depois de uma operação realizada no mês passado. Durante uma longa época, o treinador obrigou o jogador a "estagiar" entre o banco de suplentes e a bancada. Nas poucas oportunidades que lhe concedeu (88 minutos em sete jogos) teve o azar de ver Nuno Gomes marcar (cinco vezes) e, nalguns casos, até dar pontos ao Benfica, tão carecido deles nesta penosa época.

Esta convocatória só pode ter um objectivo para Jorge Jesus: permitir ao jogador uma despedida da Luz por parte dos adeptos, o mínimo que poderia fazer. O treinador, ao chamar o jogador numa altura em que ainda não estará nas melhores condições físicas, mesmo para defrontar a União de Leiria, procura libertar-se de alguns problemas de consciência sobre a maneira como tratou o capitão. Dizer agora que o «jogador tem sido espectacular», no mínimo soa a falso.

Nuno Gomes, entretanto, continua fiel ao seu exemplar comportamento e revela aguardar pelo resultado de uma conversa entre o presidente e o treinador para decidir o futuro.

Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus devem assumir mais este erro da extensa lista cometida esta época.

 

O presidente acenou-lhe, como se admitia, com um lugar na SAD do clube - para ajudar Rui Costa ou garantir já a sua substituição? Quanto ao treinador, teria saído melhor deste filme se antecipasse num ano a "birra" a que os adeptos do Benfica nunca se conformaram, e podem agora admitir ser mais um contributo para desastrosa época.

A Nuno Gomes será de louvar a verticalidade revelada até ao último momento, inclusive ao não aceitar um cargo - ou ratoeira? - em que, pelo menos esporadicamente, teria de contactar com um treinador que, além de outras insuficiências, tem pouca habilidade para lidar com casos especialmente sensíveis.

 



publicado por António Castro às 23:50
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011
«Tiki-taka» até adormece Barça

O espectáculo do Emirates Stadium, em Londres, correspondeu às expectativas. O Barcelona foi quase igual a si própria até ao intervalo, com excepção da eficácia ofensiva. O Arsenal sentiu enormes dificuldades nesse período, embora nunca transmitisse a sensação de se entregar sem luta ao tão reclamado tiki-taka dos catalães.

A surpresa aconteceu na segunda parte. Os comandados de Pep Guardiola admitiram que as constantes trocas de bola em pequenos espaços fossem suficientes para manter em respeito a equipa de Arsène Wenger. Mas esta toada, por vezes provocar olés dos culés, mas também bocejos entre os espectadores descomprometidos, só funciona se terminar em acelerações repentinas a caminho da finalização e perante um adversário que não esteja disposto a correr o risco do fora-de-jogo.

Aconteceu que, desperdiçadas as oportunidades anteriores, os campeões de Espanha adormeceram com aquele ineficaz tiki-taka e deixaram que algumas vedetas dos gunners mostrassem o seu valor e, mais do que isso, alardeassem agressiva manobra atacante (2-1).

Estão criadas as condições de redobrada expectativa na visita dos ingleses ao Nou Camp. Quanto a prognósticos, nem pensar.

A Roma provou não se encontrar no melhor momento e permitiram uma vantagem tangencial, é certo, aos ucranianos, mas por números (2-3) pouco favoráveis para a visita a Donetsk.

 



publicado por António Castro às 23:41
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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010
É fartar, rapaziada!

Depois da tempestade vem a bonança, diz o povo. Ainda mal digerido o colapso do Benfica em Lyon, a jornada de ontem da Liga Europa só ofereceu alegrias - e golos - aos portugueses.

O FC Porto, em deslocação considerada difícil ao Besiktas, saiu do Estádio Inonu com os adeptos turcos rendidos à sua superioridade e a bater palmas a Hulk, autor de dois golos e responsável por muitos outros calafrios da defesa adversária.

André Villas-Boas já tem estruturada uma equipa coesa a defender, operária e criativa no meio-campo e eficaz na frente de ataque - o colombiano Falcão abriu o caminho do golo ao brasileiro. Tão ou mais importante do que isso, resistiu a duas expulsões - Maicon  e Fernando, este quase no termo da partida  -, a outro lance de Falcão que resultou em golo mal anulado, em suma, a uma arbitragem pelo menos pouco inspirada.

Em Portugal e no estrangeiro, o líder destacado do campeonato só dá alegrias a Pinto da Costa e oportunidade para quebrar estratégicos períodos de silêncio.

O Sporting, tal como confessa o «ressucitado» Hélder Postiga, não se compreende. A equipa não sabe ganhar nas provas portuguesas e goleia quando participa nos jogos da Liga Europa. Paulo Sérgio deve andar perplexo com a irregularidade do conjunto e sem explicações para tão insólita situação

Cinco golos marcados aos belgas do Gent e Liedson com o contributo de dois na noite em que bateu recordes, em termos estatísticos, quantos aos jogos disputados com a camisola do Sporting e aos tentos marcados na Taça UEFA/Liga Europa.

Esta vitória e o nível da exibição, embora perante adversário demasiado acessível, contrasta com as infantilidades cometidas quase de forma regular desde o início da temporada.

Alguma coisa está errada se o comportamento na prova europeia não assenta em causas fortuitas.



publicado por António Castro às 08:00
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Domingo, 1 de Novembro de 2009
Benfica descarrila em Braga

Jorge de Jesus encarou com bastante fair-play  a derrota sofrida em Braga. Cumprimentou o treinador adversário no final do jogo e teve palavras elogiosas para a equipa: «O campeonato tem mais um candidato ao título: o Braga». Não deixou passar em claro a polémica questão do golo invalidado e, logicamente, lembrou: «Ainda há muito campeonato.»

Domingos Paciência, que terá vivido um momento ímpar da ainda curta carreira de treinador, face à manifestação de alegria após a marcação do segundo golo, evitou entrar em clima de euforia ao declarar: «Não podemos assumir a candidatura ao título».

O treinador dos minhotos incutiu nos jogadores a tranquilidade necessária para evitar o desnorte no confronto com uma equipa que vinha de goleadas sucessivas. Se «a partida não correu bem» na opinião de Jorge Jesus, muito se deve à maneira como os bracarenses conseguiram travar os grandes argumentos do adversário, caso de Aimar, longe da influência em jogos recentes, e as «cavalgadas» do ataque benfiquista. Por fim, o treinador do líder explorou o atrevimento atacante, como prova a marcação de dois golos.

Dois «meninos» estragaram um bom desafio, sendo expulsos no túnel e, espera-se, tenham castigo ao nível dos incidentes. Não evitaram, no entanto, o espectáculo público, sempre desagradável, para além do mau exemplo. Estes sul-americanos...



publicado por António Castro às 14:02
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