Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Quarta-feira, 20 de Novembro de 2013
Treinadores portugueses no Mundial

Portugal contará com três técnicos a dirigir equipas na fase final do Mundial do próximo ano.

Além de Paulo Bento, também no play-off europeu Fernando Santos conseguiu apurar a Grécia no confronto com a Roménia. Antes, Carlos Queirós tinha garantido para o Irão a presença no Brasil.

A este trio juntam-se dezenas de responsáveis técnicos nacionais a orientar clubes e selecções no estrangeiro, prova do reconhecimento do seu valor. E alguns regressaram com títulos conquistados em diferentes países.

O mercado português tornou-se atractivo, tanto para treinadores como para jogadores, mas neste aspecto não haverá grande contributo para debelar a crise, dado o número de sul-americanos que se servem dos clubes portugueses como trampolim para outros países europeus, onde auferem vencimentos muito superiores.



publicado por António Castro às 19:31
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Sexta-feira, 11 de Outubro de 2013
Selecção desmantelada

Portugal podia ter ganho a Israel, mas o seleccionador e os jogadores cometeram demasiados erros para garantir de imediato a presença no play-off.

Paulo Bento foi confrontado com ausências por lesão e castigos e recorreu a jogadores menos experientes e rotinados no esquema habitual da equipa. Atenuante que não invalida a sua passividade num jogo em que a equipa melhor organizada era Israel e, por outro lado, deveria ter visto mais cedo que do meio-campo para a frente havia demasiada lentidão e falta de ideias para anular a pressão do adversário.

O lapso de Rui Patrício marcará a história do jogo, mas outros protagonistas tiveram tanta ou mais responsabilidade no empate. Lembrar que que o golo nasceu da iniciativa dos centrais - Pepe e Ricardo Costa - ilustra o baixo rendimento de Nani, Hugo Almeida e Cristiano Ronaldo.

O jogador do Manchester United funcionou como um travão à progressão do ataque, enleado em fintas e a fazer cruzamentos sem direcção e perigo; Hugo Almeida andou perdido no campo e pouco inspirado no remate; Cristiano Ronaldo raramente teve um companheiro que fizesse um lançamento imprevisto para ter espaço em direção à baliza contrária, e estava manifestamente em dia não.

A responsabilidade de Paulo Bento foi esperar que Israel fraquejasse na coesão e pressão da defesa e meio-campo e não aproveitasse elementos do banco capazes de dar velocidade ao jogo.

Desta maneira, caso subsista a possibilidade de efectuar mais dois jogos depois do Luxemburgo, não haverá vaga no Brasil para Portugal.



publicado por António Castro às 23:55
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Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013
Desculpas fora de moda

Os intervenientes directos o jogo - dirigentes, treinadores, adeptos e até os mais diversos fazedores de opinião - continuam a não prescindir de certas frases feitas.

«Pelo que construímos na segunda parte, o resultado é injusto, porque criámos muitas ocasiões. Na primeira parte, houve alguma pressão do adversário, mas tentámos reagir. Fizemos uma segunda parte de grande nível», disse Paulo Bento após o desafio do Algarve.

Sejamos realistas. Por razões perfeitamente explicáveis, nem sequer jogámos melhor que os holandeses e, de uma vez por todas, reconheçamos que bolas que não passam o risco da baliza não são golos. Simplesmente oportunidades desaproveitadas e, no caso português, a maioria das vezes por falta de engenho.

A Holanda, também distante do seu melhor, empatou, e o resto é conversa para entreter.



publicado por António Castro às 23:55
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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013
Hora da verdade

Vitória de Guimarães e Benfica fecharam a época, mas o futebol ainda não acabou nos relvados portugueses, agora com a primeira das três finais da qualificação para a fase final do Mundial do Brasil.

A Rússia, já com a presença quase assegurada, enfrenta em Lisboa a selecção portuguesa que, como vem sendo habitual, está com a corda na garganta e não pode desperdiçar três pontos no dia 7 de Junho, na tentativa de ainda garantir um lugar num play-off e disputar a última vaga europeia.

Paulo Bento revelou os convocados e André Martins constitui a novidade da lista de 25 jogadores, mais dois do que os habituais. O treinador explicou a decisão no sentido de precaver eventuais lesões ou problemas de ordem física, mas pareceu pouco satisfeito com uma questão colocada pelos jornalistas. A resposta foi elucidativa.

«Ainda não consegui encontrar um momento em que houvesse um jogo da selecção no momento adequado. Se é em Agosto é porque é o início da época, se é Setembro é porque é o início da Champions, se é em Outubro e Novembro é porque é a decisão da Champions, se é em Fevereiro é porque é o final da Champions, se é agora é no final da época».

De resto, Paulo Bento está agora mais preocupado com a capacidade da selecção treinada por Fabio Capello e na expectativa de não complicar mais o apuramento para uma prova a realizar em terras onde se fala português.

Numa temporada de desilusões para muitos adeptos de vários clubes, haja esperança numa alegria de todos os portugueses.



publicado por António Castro às 19:01
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012
Sem papas na língua

«Não me meto no trabalho dos dirigentes e, por isso, não admito ingerências no meu trabalho nem dos meus próprios dirigentes, quanto mais de um presidente que não trabalha comigo. Houve jogadores com a mesma importância de João Moutinho que jogaram, um 90 minutos (James Rodríguez), outro 80 (Jackson Martínez), um pouco mais longe, com uma diferença horária superior».

Assim respondeu o seleccionador a Pinto da Costa sobre o encontro no Gabão, sem esquecer que a Colômbia defrontou o Brasil em Nova Jérsia (EUA).

Afinal, nova manifestação da personalidade de Paulo Bento, conhecida como treinador principal no Sporting, funções em que demonstrou frontalidade a lidar com casos complicados.

Diversas vezes tem estado ao lado do presidente em jogos no Dragão, mas isso não o impediu de demarcar a fronteira entre as respectivas funções.

O “papa” do FC Porto não tem estômago para digerir “sapos vivos”, mas aquilo que o futebol menos precisa é de novo foco de guerrilha.

Os seus principais agentes tem redobradas responsabilidades, e apenas se deseja  um diálogo construtivo.



publicado por António Castro às 23:05
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012
Selecção está avisada

«Possivelmente não consegui passar a mensagem da melhor maneira. Se calhar não foi tão consistente e tão boa como devia ter sido. Tentamos inverter essa situação neste intervalo de tempo entre os dois jogos».

Desabafo de Paulo Bento sobre  fraca exibição na estreia da fase de qualificação no Mundial 2014 com o Luxemburgo, e antes da visita do Azerbaijão, selecção cotada praticamente ao mesmo nível no ranking da FIFA.

O treinado português assumiu as culpas que devem também ser partilhadas pelos jogadores, incapazes de impor uma velocidade ao jogo suficiente para anular as cautelas defensivas do adversário e, pior do que isso, facilitar-lhes o contra-ataque.

O Azerbaijão, pelo empenho com que os jogadores encaram cada partida, será adversário mais perigoso do que os luxemburgueses, e têm como treinador o alemão Berti Vogts, ex-futebolista de renome e treinador da Alemanha (94/9(, portanto com grande experiência.

Cristiano Ronaldo e companheiros não podem facilitar uma segunda vez, sob pena de haver mais gente triste...



publicado por António Castro às 18:27
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012
Paulo Bento evita "caso" CR7

Cristiano Ronaldo só entra nas "contas" de Paulo Bento como jogador da selecção e recusa referir-se ao assunto do momento - a tristeza confessada pelo jogador do Real Madrid.

«O problema que o Cristiano Ronaldo teve quando chegou, e que foi aquele que tratámos, era de ordem física. Em relação à outra questão, para mim, temas que são do clube são para tratar no clube, temas que são da selecção são para tratar na selecção nacional», disse o técnico na véspera do encontro de estreia na qualificação para a fase final do Mundial 2014, no Luxemburgo.

Certamente que Paulo Bento será uma das poucas pessoas pelo menos com pistas sobre os problemas que preocupam o CR7, mas pretende que não contagiem a selecção e, por outro lado, não esquece as frustrações do seu antecessor no apuramento do Europeu 2012.

Compreende-se o aviso: «Ninguém ganha por antecipação. O adversário vai jogar num bloco muito baixo, com densidade defensiva muito elevada. Entregará o domínio do jogo para tentar sair em contra-ataque.»

Ainda há quem se lembre que a selecção luxemburguesa já venceu Portugal num jogo marcado pela estreia Eusébio na equipa nacional. E os números não foram muito agradáveis (4-2).



publicado por António Castro às 17:45
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012
Selecção inicia novo ciclo com "velho" treinador

O silêncio deste blogue teve, naturalmente, razões fortes. Poupo explicações aos leitores e considero mais importante apresentar-lhe desculpas, extensivas aos responsáveis do SAPO, com os quais me comprometi a ter uma presença assídua, independente da valorização concedida ao seu conteúdo.

Muita coisa aconteceu no campo desportivo e, em especial, no futebol nestes últimos tempos. Alguns perfeitamente dispensáveis e caricatos, que futuros acontecimentos permitirão, certamente, ainda abordar sem cair no simples exercício de recordar o passado.

Num dos quatro feriados que os portugueses deixarão de ter no próximo ano - certamente um contributo decisivo para o início da recuperação da crise -, Paulo Bento inicia novo ciclo na carreira de treinador. Dos juniores do Sporting foi requisitado para minimizar crise cíclica da equipa principal, da qual também saiu a meio do percurso.

Seguiu-se a entrada na FPF com o objectivo de tentar a qualificação para o Europeu, já muito comprometida. O play-off com a Bósnia foi a tábua de salvação, e o torneio organizado pela Polónia/Ucrânia deixou boas recordações: ceder por grandes penalidades, nas meias-finais, perante o campeão em título que repetiu o êxito na final, constitui novo marco do futebol português. Só os eternos sonhadores poderiam exigir mais.

O seleccionador vai agora começar um ciclo que tem por objectivo imediato a presença no Mundial do Brasil. Antes de enfrentar o Luxemburgo, Azerbaijão, Rússia, Irlanda do Norte e Israel na luta por um lugar na viagem para terras do samba, fez um teste com Panamá, adversário estreante detentor do 54.º lugar no ranking da FIFA (560 pontos contra 1213 de Portugal, na quinta posição).

Ensaio agradável tendo em conta que a a maioria dos escolhidos por Paulo Bento ainda não tem ritmo competitivo, o técnico optou por utilizar de início elementos que não actuaram no último Europeu e, finalmente, repetiram-se atitudes de sinal positivo - empenho, entreajuda e versatilidade nas acções ofensivas.

Dois golos e boas promessas dos mais novos foram notas salientes. Por vezes, os encontros de preparação tornam-se monótonos, mas o público presente em Loulé não teve razões para ficar desiludido. Pelo contrário viveu uma noite de confiança para os compromissos oficiais em Setembro.



publicado por António Castro às 23:56
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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011
Que pena, Carlos Queirós!

Carlos Queirós parece ter intenções de continuar a falar da selecção nacional, pelo menos sempre que se regista um resultado negativo. Depois da desoladora exibição e "normal" derrota na Dinamarca, veio de novo a terreiro, não propriamente contra o seleccionador, mas repetindo acusações já conhecidas. «Se Laurentino Dias e Amândio de Carvalho não tivessem criado toda aquela turbulência à volta da selecção com falsas acusações e com questões que só serviram interesses privados e partidários, a nossa qualificação teria sido absolutamente normal», afirmou o actual seleccionador do Irão à Antena 1.

Recorde-se que Carlos Queirós quando saiu a segunda vez pela porta das traseiras da FPF, Portugal tinha obtido apenas um ponto em seis possíveis nesta fase de qualificação, sendo dois pontos cedidos escandalosamente em Guimarães no empate (4-4) com Chipre.

Se meditarmos nos conselhos que, entretanto, faz a Paulo Bento, conclui-se que o treinador responsável por os Sub-20 terem conquistado dois títulos de campeão do mundo (Riade e Lisboa), ficou traumatizado, para toda a vida, com as passagens pela Federação.

Um comportamento, realmente, «patético».

 



publicado por António Castro às 23:30
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Sábado, 1 de Outubro de 2011
Selecção com final atribulado

Paulo Bento, desde que assumiu o comando da selecção nacional, quase nunca teve problemas nas convocatórias - raras foram as ocasiões em que se viu obrigado a prescindir de jogadores por questões disciplinares ou lesões. Teve o condão - e a sorte - de transmitir coesão nos desígnios de um grupo que andava disperso, sem uma linha de orientação coerente, por vezes sem perceber os verdadeiros objectivos de certas decisões.

Quando já se pensava que Portugal interromperia um ciclo de presenças nas principais provas internacionais, apareceram as vitórias e no horizonte voltou a haver sol. Está agora a dois jogos -  recepção à Islândia e visita à Dinamarca - e, pelo menos, a quatro pontos da presença no Europeu Polónia-Ucrânia 2012.

Precisamente nesta altura, o seleccionador, por várias razões, apresentou um lote de convocados com sete alterações em relação ao encontro com Chipre. Ausentes Fábio Coentrão, Pepe e Hugo Almeida (lesões), Ricardo Carvalho (castigo da FPF), Quim, André Santos e Silvestre Varela (opções técnicas). As alternativas são Sereno (cedido pelo FC Porto ao Colónia), Ricardo Costa, Nuno Gomes, Carlos Martins, Eliseu, Ruben Amorim e Ricardo Quaresma.

Os treinadores têm tendência a subestimar eventuais preocupações em casos semelhantes, para manifestar às "caras novas" total confiança, expediente que se compreende mas não corresponde totalmente à realidade. Será que Paulo Bento prescindiria daquele lote de todos os lesionados e do castigado?

Não existem motivos, no entanto, para não confiar numa equipa e num treinador neste momento mais limitado nas escolhas. A união tem sido a verdadeira força desta selecção nos últimos meses, e nada indica que não continuará no mesmo plano.

Esperar para ver. 

 



publicado por António Castro às 20:12
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Domingo, 15 de Novembro de 2009
Casos do período de ausência (IV)

Era óbvio que alguma coisa tinha de acontecer, mas não se esperava que antes do encontro com o Rio Ave houvesse novidades em Alvalade. Mas na sexta-feira (dia 6) a pedra caiu no charco com o anúncio da demissão de Paulo Bento como treinador do Sporting.

Mais uma vez o técnico, saído dos juniores para dirigir quatro anos e quatro meses os seniores, teve uma atitude que o dignifica como homem. Sem dramatismos, com a serenidade de ter dado ao Sporting tudo o que tinha e sabia, com a consciência de se ter dedicado ao cargo sem limites, não teve pejo em confessar o prejuízo provocado ao Sporting pelos «quatro meses a mais» no exercício de funções. 

Os adeptos leoninos devem estar agora arrependidos da maneira como se comportaram quando os resultados dos jogos não correspondiam às suas expectativas, tal como os que se manifestaram selvaticamente em Alvalade.

José Eduardo Bettencourt também deve assumir a responsabilidade de não ter mais cedo colocado ponto final no clima de agitação do clube.

Sem qualquer propósito de auto-elogio, lembra-se o que escrevemos no blogue de 10 de Outubro: «O treinador leonino, detentor de todos os dados da crise, deve fazer profunda reflexão e assumir uma atitude corajosa. Se admite que rapidamente altera a situação, continua no seu posto de trabalho. Caso contrário, desobriga o presidente José Eduardo Bettencourt do compromisso forever e  deixa espaço para profunda mudança de processos».

Segundo referiu agora Paulo Bento, até nesta altura já era demasiado tarde.

 

 

 

 



publicado por António Castro às 21:56
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
Crise de Alvalade passa por Paulo Bento

Paulo Bento ficou preocupado com a exibição e o resultado do Sporting em Guimarães. Foram os minhotos que praticaram melhor futebol na estreia do novo técnico (Paulo Sérgio substituiu Nelo Vingada), e mostraram em momento difícil aquilo que os leões nunca conseguiram. Segurança na defesa, organização no meio-campo, que manietou totalmente o adversário na primeira parte, e inteligência nos movimentos ofensivos, a levar o pânico, por vezes, à área de Rui Patrício.

Os jogadores da equipa lisboeta, cuja estrutura da equipa é definida por um treinador «residente» há quatro anos, perderam referências, jogam anarquicamente, complicam o fácil e estão a contribuir para os piores momentos da carreira de um técnico que se admitia auspiciosa.

O Sporting obteve um «golo do nada», como disse Paulo Sérgio, e consentiu o empate num período em que os seus jogadores não souberam controlar a posse da bola longe da baliza. «Faltou ser mais matreiro», considerou Paulo Bento, enquanto Liedson repetiu que o «Sporting tem de começar a ganhar jogos».

O treinador leonino, detentor de todos os dados da crise, deve fazer profunda reflexão e assumir uma atitude corajosa. Se admite que rapidamente altera a situação, continua no seu posto de trabalho. Caso contrário, desobriga o presidente José Eduardo Bettencourt do compromisso forever e  deixa espaço para profunda mudança de processos.

 

 



publicado por António Castro às 07:00
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009
Mais uns tantos ausentes dos estádios

Na viragem do campeonato, o FC Porto aparece, finalmente, no topo da classificação.

A utilização da palavra "finalmente" justifica-se pela superioridade exercida nas últimas épocas e pelo facto de ter sido a equipa menos irregular na primeira fase da prova.

Que os portistas estão longe do passado recente é notório, e o próprio comportamento do treinador Jesualdo Ferreira, enfadado com uma pergunta sobre a arbitragem do jogo de Braga, demonstra que nem tudo anda bem no reino do dragão.

Só que entre águias e leões as coisas não caminham melhor, pelo contrário. Enquanto Paulo Bento encontra sempre explicações para os desfechos menos felizes dos seus comandados e assume a responsabilidade de todos os desaires, o seu colega da Segunda Circular já muda o discurso e critica abertamente alguns dos jogadores que tanto empenho mostrou em trazer para a Luz. Alguns, infelizmente para eles e para o clube, longe do valor que os elogios antes das contratações faziam crer. Até parece que Quique Flores não os conhecia.

No meio de tudo isto, Vítor Pereira, o expert da arbitragem portuguesa, estará satisfeito. Mais algumas pessoas deixarão de deslocar-se aos estádios, pois as arbitragens da jornada convidaram a não ver mais cenas tristes.

Podem todos limpar as mãos à parede...



publicado por António Castro às 23:45
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Domingo, 30 de Novembro de 2008
Trofense respira melhor e Sporting esquece Barça

O Trofense conseguiu vencer pela primeira vez no seu terreno, passadas dez jornadas. Continua no fundo da tabela, mas agora já tem companhia, e Tulipa, o treinador que inverteu a tendência de resultados negativos do estreante na I Liga, poderá trabalhar com mais tranquilidade. Diminuiu a tensão, mas a pressão manter-se-à, pois permanecer no escalão principal exige muitos pontos.

O Guimarães, em certa medida, defraudou as expectativas em Alvalade, pois Hélder Postiga e Liedson cedo estragaram os planos de Manuel Cajuda. Dois golos de diferença ao intervalo não é nada impossível de anular, mas os vimaranenses estão a debater-se com a falta de algumas unidades fundamentais e não tiveram condições para importunar um adversário superior, como confessou o próprio responsável vimaranense.

Paulo Bento, depois do "desastre"  frente ao Barcelona, desfrutou de 90 minutos de acalmia, bem necessária para "esfriar" a cabeça e fazer planos para recuperar o tempo perdido e a confiança dos adeptos e, também, dos seus próprios conceitos.

Afinal, aquilo que o benfiquista Quique Flores, traumatizado por uma derrota contundente em Atenas, precisa frente ao Setúbal. É que a conquista de três pontos colocará o clube no comando, à  frente do Leixões, e atenuará as críticas que começam a esboçar-se sobre o acerto nas contratações da temporada.

 



publicado por António Castro às 23:45
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
A "ditadura" dos treinadores

Paulo Bento, em Portugal, e José Mourinho, em Itália, estão em foco por razões semelhantes.

O treinador do Sporting, na última semana, resolveu afastar dos convocados Miguel Veloso e Djaló por falta de empenho nos treinos e nos jogos, tendo o primeiro já manifestado a recusa em ser utilizado como defesa esquerdo. Aliás, o número de futebolistas que já manifestaram desacordo por decisões de Paulo Bento começa a ultrapassar o limite do razoável, pelo que parece ser altura de os intervenientes fazerem uma autocrítica e perfilhar caminhos em benefício dos profissionais e da entidade patronal.

O treinador do Inter desancou a equipa na sequência do empate cedido ao Génova em Milão e logo ameaçou a exclusão de alguns jogadores, facto concretizado na convocatória para a deslocação de hoje a Florença - Adriano e Júlio César, brasileiros, foram os "contemplados".

A discussão está a generalizar-se em torno deste problema, dado estarem em causa aspectos antagónicos. Por um lado importa preservar a imagem do técnico, caso contrário perde o respeito dos jogadores; por outro, sucessivos afastamentos dos jogadores desvalorizam os activos dos clubes.

Neste contexto, qual é a posição dos empresários? Pelo que se sabe, a maioria acirra os ânimos, pois o princípio da rotatividade muito em uso na formação das equipas apresenta-se como relevante argumento económico quando aplicado a clubes.



publicado por António Castro às 14:00
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