Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014
«Estrela» de Mourinho brilha em Manchester

O Manchester City, apontado como principal favorito, a par do Arsenal, à conquista do titulo inglês, não resistiu ao Chelsea e sofreu a primeira derrota no campeonato no seu novo estádio .

A equipa do antecessor do português no Real Madrid e mais tarde sério opositor do El Especial quando treinava o Málaga, o chileno Manuel Pellegrini, não ultrapassou a estratégia montada pelo agora Happy One, embora se deva salientar que o sector ofensivo dos Citizens não contou com os principais goleadores.

Um golo de Ivanovic, três bolas na barra - uma enviada pelo ex-benfiquista Matic - e a «batuta» empunhada pelo belga Hazard chegaram e sobraram para os raros momentos de perigo criados pela equipa de Manchester.

José Mourinho, contudo, transmite a ideia de não pensar no título neste primeiro ano de regresso a Londres, e apresenta o exemplo do seu rival Arsène Wenger, responsável pelo líder Arsenal.

«Podemos [vencer o título] se eles [Manchester City] o perderem. O Arsenal está a trabalhar há muitos, muitos anos na evolução da sua equipa. O que nós estamos a fazer esta época é aquilo que o Arsenal está a construir há muitos anos. Não significava nada para nós chegar aqui, estacionar o autocarro, e vencer por 1-0 com um lance de sorte. A evolução é mais importante», acentuou.

Discurso positivamente para inglês ouvir e manter a chama dos adeptos de Stamford Brigde.



publicado por António Castro às 23:51
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
Revolução nas hierarquias europeias

A Europa teve uma temporada fora do habitual. Os candidatos às principais vitórias em diversos países não concretizaram os objectivos e saltaram para a ribalta estreantes e outros clubes com tradições sequiosos de troféus.

O caso do Montpellier foi surpreendente, já que os novos campeões franceses não se incluíam entre os favoritos, tanto mais que nunca viveram essa alegria desde a fundação (1974).

Da Inglaterra também surgiram novidades. O Manchester City, que jejuava há 44 anos - tinha apenas dois títulos em longo histórial - aguentou até ao último momento a pressão do rival da cidade, o United de Alex Fergusson, e enriqueceu o seu palmarés e o do técnico italiano Roberto Mancini.

A hegemonia do Barcelona nos últimos quatro anos foi quebrada pelo regresso do Real Madrid ao topo, êxito celebrado por alguns jogadores portugueses ao dispor de José Mourinho que, por sua vez, concretizou a ambição de ser campeão em quatro países diferentes.

Há uma semana, a Juventus voltou à ribalta na Itália depois de lhe ser retirado um campeonato e descido de divisão por "negócios escuros". Regressado ao lote dos grandes, superiorizou-se agora aos rivais Inter e Milan, com precioso contributo do genial veterano Del Piero, muitas vezes contestado pelos adeptos, finalmente rendidos à sua classe no momento de colocar ponto final na carreira.

O Chelsea atingiu o estatuto da vedeta na época menos esperada desde que José Mourinho "deu" dois títulos de Inglaterra a Abramovich, ao conquistar pela primeira vez a Liga dos Campeões. Afastou o Barcelona e, no desempate por grandes penalidades, decidiu a seu favor a final com o Bayern em plena Allianza Arena de Munique.

O futuro promete se a UEFA conseguir impor a regra do fair-play financeiro.



publicado por António Castro às 18:32
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Quinta-feira, 8 de Março de 2012
Calcanhar de... Xandão

 

Afastado da Liga dos Campeões, eliminar o FC Porto por um total de 6-1 na anterior eliminatória da Liga Europa e perder (1-0) em Alvalade nunca esteve nas previsões de Roberto Mancini, treinador do Manchester City, líder do campeonato inglês.

Dois escândalos intervalados de demasiadas facilidades nos confrontos com os dragões. Consequência da sobranceria de um lote de jogadores em que se incluem nomes como Dzeko, Aguero e David Silva.

Estas palavras podem ser mal interpretadas por responsáveis e adeptos, mas a irregularidade da época nunca permitia admitir que os leões pudesssem superar a diferença descomunal de investimento dos dois clubes.

À falta de humildade de britânicos conjugou-se o inesperado acerto da dupla de centrais e o trabalho desenvolvido pelo meio-campo e ao calcanhar de Xandão, a imitar recente golo de Cristiano Ronaldo ao serviço do Real Madrid.

Ricardo Sá Pinto, ainda à espera que lhe seja reconhecido valor para orientar uma equipa com ambições - nos últimos anos sempre frustradas - explicou assim a exibição e o resultado perante o City: «Foi uma vitória da humildade, da qualidade também, do rigor táctico, da inteligência e do grande espírito de equipa. Tudo isto é fundamental. Equipas que não tenham esta forma de estar, dificilmente têm êxito. Eu não quero uma equipa para um jogo ou dois, mas sim para 30 jogos do campeonato e para o que resta nas outras competições todas.»

Não haver dois jogos iguais é ideia que prevalece no futebol, pelo que a segunda parte da eliminatória em Manchester deve ser encarada com realismo, embora sem perder a esperança num brilharete.



publicado por António Castro às 22:45
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