Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013
Fergusson segura Mourinho

«Apeteceu-me estrangular Cristiano Ronaldo!» Desabafo de Rio Ferdinand quando o português marcou o tento do empate em Santiago Bernabéu. Este constitui o maior elogio do defesa inglês ao seu ex-companheiro de equipa no final do encontro da Liga dos Campeões, resultado que, teoricamente, concede maiores probabilidades a Alex Fegusson de continuar em prova.

José Mourinho tem legitimidade para alimentar aspirações, tal como Mircea Lucescu, apesar do Shaktar ceder também um empate 2-2) perante a Juventus, mas tanto ingleses como italianos tem demonstrado grande qualidade durante a temporada.

O treinador do Real Madrid, por seu turno, tem dupla tarefa, pois a Decima ficou um pouco mais longe, tal como acontece na Taça do Rei – empate na capital espanhola – os troféus matematicamente ao alcance  dos merengues.

Eventuais desaires poderão ser decisivos no futuro imediato do El Especial, agora considerado vulgar.



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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012
A vaidade de Cristiano e a resposta de Casillas

Os esforços de José Mourinho para controlar o futebol do Real Madrid não se resolveram com o afastamento de Jorge Valdano. Um balneário dividido constituiu uma realidade, apesar dos desmentidos do EL Especial, e sucedem-se pequenos episódios a confirmar certa instabilidade.

Iker Casillas e Sergio Ramos assumem confrontos verbais com Mourinho, algumas vezes centradas no alegado diferente tratamento do treinador aos jogadores portugueses.

O choque de personalidades de Casillas e Cristiano Ronaldo foi agora reavivado quando o avançado afirmou que votaria em si próprio para a "Bola de Ouro", caso lhe fosse permitido. Surgiu resposta imediata do capitão dos merengues: «Francamente, não seria capaz de o fazer, não conseguiria votar em mim mesmo para ganhar um prémio assim. Prefiro que o meu reconhecimento venha do exterior e não de mim próprio. Não o faria por ética profissional.»

Se Cristiano Ronaldo peca por excesso de vaidade, reconheça-se que Iker Casillas deveria evitar uma resposta na imprensa. Ser capitão implica responsabilidades, e o guarda-redes, embora mais sensato, colocou-se ao nível de Cristiano Ronaldo.



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Sábado, 8 de Setembro de 2012
Tristezas ou invejas?

Continua o tabu sobre as tristezas de Cristiano Ronaldo, mas confirma-se a conversa entre o jogador e o presidente Florentino Pérez. O diário desportivo espanhol As garante que cumpridos os compromissos da selecção e o regresso do internacional português, o clube deverá pronunciar-se sobre um caso que tomou proporções mundiais. Adianta o periódico existir  possibilidade do contrato, que termina em 2005, ser ampliado e aumentado - Cristiano garantiu que não havia qualquer problema de dinheiro, mas o certo é que tanto ele como Messi são vedetas actuais que menos ganham, em especial depois dos "ataques" do Manchester City e dos russos do Anzhi - e seria apreciado o problema do apoio a candidato a Bola de Ouro, aliás uma queixa que implicará alguns colegas da equipa, em especial o guarda-redes Iker Casillas, afinal um guarda-redes de grande categoria, legítimo merecedor de um prémio da FIFA.

De tudo isto é legítimo concluir que as questões financeiras serão também "tristezas" de Cristiano, enquanto as de reconhecimento internacional  foram referidas e condizem com a sua personalidade.

Situações destas são comuns em qualquer profissão ou actividade, pelo que "telhados de vidro" são próprios do ser humano.

Importa, para já, que o Azerbaijão não cause qualquer amargo de boca em Braga, e depois haverá tempo para conhecer as verdadeiras razões para tanta inesperada amargura.



publicado por António Castro às 22:15
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
Revolução nas hierarquias europeias

A Europa teve uma temporada fora do habitual. Os candidatos às principais vitórias em diversos países não concretizaram os objectivos e saltaram para a ribalta estreantes e outros clubes com tradições sequiosos de troféus.

O caso do Montpellier foi surpreendente, já que os novos campeões franceses não se incluíam entre os favoritos, tanto mais que nunca viveram essa alegria desde a fundação (1974).

Da Inglaterra também surgiram novidades. O Manchester City, que jejuava há 44 anos - tinha apenas dois títulos em longo histórial - aguentou até ao último momento a pressão do rival da cidade, o United de Alex Fergusson, e enriqueceu o seu palmarés e o do técnico italiano Roberto Mancini.

A hegemonia do Barcelona nos últimos quatro anos foi quebrada pelo regresso do Real Madrid ao topo, êxito celebrado por alguns jogadores portugueses ao dispor de José Mourinho que, por sua vez, concretizou a ambição de ser campeão em quatro países diferentes.

Há uma semana, a Juventus voltou à ribalta na Itália depois de lhe ser retirado um campeonato e descido de divisão por "negócios escuros". Regressado ao lote dos grandes, superiorizou-se agora aos rivais Inter e Milan, com precioso contributo do genial veterano Del Piero, muitas vezes contestado pelos adeptos, finalmente rendidos à sua classe no momento de colocar ponto final na carreira.

O Chelsea atingiu o estatuto da vedeta na época menos esperada desde que José Mourinho "deu" dois títulos de Inglaterra a Abramovich, ao conquistar pela primeira vez a Liga dos Campeões. Afastou o Barcelona e, no desempate por grandes penalidades, decidiu a seu favor a final com o Bayern em plena Allianza Arena de Munique.

O futuro promete se a UEFA conseguir impor a regra do fair-play financeiro.



publicado por António Castro às 18:32
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Quarta-feira, 14 de Março de 2012
Rebeldes apuram Chelsea

Drogba, Terry e Lampard, apontados como os principais contestatários dos métodos de trabalho de André Villas-Boas, marcaram os três primeiros golos do Chelsea à Roma e abriram caminho à qualificação, com recurso a prolongamento, para os quartos-de-final da Liga dos Campeões.

Pura coincidência. Nem a "parva" Deolinda acredita nisso.

Estas três vedetas, a caminho de, mais tarde ou mais cedo, arrumarem as botas com as contas bancárias bem recheadas, fizeram tudo para demonstrar ao treinador português que ainda não chegou a altura de se sentarem com frequência no banco dos suplentes.

Estado de espírito bem explorado pelo novo responsável Roberto di Matteo ao apostar no orgulho ferido da velha guarda da equipa para atingir objectivo que parecia impossível.

O Real Madrid obteve vitória idêntica (4-1) com uma exibição com poucos momentos de fulgor perante um CSKA de Moscovo que causou alguns calafrios à defensiva merengue, incluindo o guarda-redes Casillas.

As reacções de José Mourinho, com o habitual arremesso da garrafa de água para o banco num lance comprometedor da defensiva quando o apuramento ainda não estava seguro, apesar do empate a um golo na Rússia, prova que os jogadores de Santiago Bernabéu confiaram em demasia na superioridade individual sobre a lucidez táctica dos russos.

Dentro de horas será conhecido o adversário do Benfica num sorteio que integra também Real Madrid e Barcelona, Chelsea, Bayern de Munique, Marselha, Milan e... APOEL.



publicado por António Castro às 23:30
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2011
Mourinho dá uma no cravo e outra na ferradura

«Neste momento, a equipa que merece toda a atenção e todos os elogios, pelo inesperado da situação, é o Levante, porque é a equipa mais pequena. É digno que se diga que é o líder.» Palavras de José Mourinho depois da última jornada da Liga espanhola, na qual o Barcelona ocupa o primeiro lugar com o mesmo número de pontos da modesta equipa de Valência, mas com superior diferença de golos.

O treinador do Real Madrid não perde qualquer oportunidade para a "guerrilha" com o Barcelona.

 

 Aliás, muito se tem escrito em Espanha sobre o comportamento de José Mourinho nos últimos tempos. Algumas notícias, consideradas simples rumores, sobre o relacionamento do técnico com os jogadores e o ambiente no balneário desde há semanas surge agora confirmado num artigo do El País, no qual se acrescenta que o ambiente ficou desanuviado no último encontro com o Espanhol, no qual actuaram pela terceira vez juntos e como titulares os cinco merengues campeões do mundo na África do Sul.

Esta versão dos bastidores do Real Madrid, a corresponder à realidade, explica aquilo que antes se apontava como reflexo da inveja dos detractores de José Mourinho. O El Especial terá aprendido que o ambiente do futebol de Inglaterra é muito diferente do que viveu em Itália e está a constatar em Espanha.

E adaptar-se às circunstâncias através do diálogo, sem perder o respeito dos jogadores e manter um clima de exigência, é uma da suas qualidades.

  



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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011
Mourinho sofre e Falcão rejubila

José Mourinho está a ver a vida a andar para trás no Real Madrid. O ex-portista Falcão, pelo contrário, entusiasma os adeptos do Atlético da capital espanhola.

Depois da derrota frente ao Levante, o treinador português deixou mais dois pontos em Santander, onde o modesto Racing o "presenteou" com um empate a zero. Precisamente na jornada em que o provisório líder Valência, no recinto de Mestalla, apenas consentiu que o Barcelona empatasse (2-2).

As hostes merengues estão agitadas, e o próprio treinador considera que «a situação é preocupante», enquanto o "capitão" e guarda-redes Casillas confessa: «Não estamos ao melhor nível de um Real Madrid». Aliás, a visita aos balneários do presidente Florentino Peréz, supostamente para dar ânimo aos jogadores e um abraço a José Mourinho, é elucidativa do ambiente que se vive no clube.

E a situação não ficou mais complicada porque o Barça, ainda a referência da prova, apesar de estar atrás do Valência, Málaga e Bétis, continua apenas com um ponto de vantagem sobre o eterno rival de Madrid.

Radamel Falcão está a viver um momento de sonho. A vitória (4-0) do Atlético de Madrid sobre o Sporting Gijón foi construída com dois golos do colombiano, que contabiliza tantos na Liga como Messi e Soldado, e mais um tento do que Cristiano Ronaldo, desta vez sem a tradicional raça de goleador e ao nível do fraco rendimento do conjunto.

Mourinho tem quase sempre dado a volta por cima, mas surge sempre na vida uma hora menos boa.



publicado por António Castro às 23:42
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Sábado, 3 de Setembro de 2011
Porque não se cala Ricardo?

«Sim [magoou]. É muito forte, uma linguagem militar, chamar-me desertor. Com a mesma linguagem eu podia chamar-lhe mercenário. Quando alguém vai para guerra pago, chama-se mercenário. Eu estou na selecção por amor, ele é seleccionador porque lhe pagam. Não merecia que me tratasse dessa maneira... Foi um sentimento muito forte que tive. Foi a quente. Quando cheguei do treino, achei que não me tinham respeitado, senti que estava a mais, fizeram-me sentir assim. Cheguei ao quarto e nem troquei de roupa. Não foi nada premeditado, estava com a cabeça quente e não falei com ninguém. Foi o meu grande erro, não me passou pela cabeça. Estava tão desorientado naquele momento.»

Estas afirmações de Ricardo Carvalho demonstram total incoerência. Não se considera «desertor» mas confessa ter cometido um «grande erro» não ter falado com ninguém antes de abandonar o estágio. Um dirigente ou o próprio treinador. Porque não o responsável técnico da equipa, imediatamente acima na hierarquia e o responsável de ter denunciado através dos treinos não lhe dar a titularidade em Chipre.

A jogador do Real Madrid disse ainda que se pretendesse usar uma linguagem tão «militar», poderia chamar-lhe mercenário.

Esta frase enferma do esquecimento de que Paulo Bento também representou a selecção, e nem Ricardo Carvalho pode garantir que um dia não seja treinador, de clube ou de selecção.

Tanto disparate!



publicado por António Castro às 23:37
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Terça-feira, 7 de Junho de 2011
Coentrão indigesto para Benfica

«Se alguém pagar a cláusula de rescisão não podemos fazer nada», declarou Luís Filipe Vieira à TVI, a 30 de Maio. Passados sete dias, uma eventual transferência do jogador do Benfica para o Real Madrid está a rodear-se de polémica.

Face a declarações do jogador ao jornal desportivo espanhol ÁS, os dirigentes da Luz ameaçam queixar-se à FIFA de «assédio» dos merengues e instaurar um processo disciplinar ao futebolista, por infringir os regulamentos do clube, que obrigam a prévia autorização para conceder entrevistas.

Desde há semanas que aquela hipótese é manchete na comunicação social de Portugal e Espanha, adiantando-se a possibilidade da entrada de 25 milhões nos cofres benfiquistas e a integração no plantel da Luz do central argentino Garay, e nessa altura nunca os responsáveis do Benfica tomaram qualquer atitude, apenas negando aceitar troca de jogadores.

Coentrão também há alguns dias não tem escondido o interesse em continuar a carreira na equipa de José Mourinho - em Janeiro recusou a hipótese de sair a meio da temporada - e essas duas posições nunca mereceram censura por parte dos benfiquistas.

A "lei da rolha", como é habitual, apenas se aplica quando interessa. Entretanto, a liberdade de expressão, mesmo que apenas se expresse um desejo ou uma opinião sem ofender terceiros, é uma treta na sociedade portuguesa.

 



publicado por António Castro às 23:23
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Mundo às avessas

José Mourinho foi castigado pela UEFA. A Catalunha rejubila. O Real Madrid admite pedir explicações para a suspensão de cinco jogos, já que não foram revelados os motivos para além da expulsão.

A comunicação social está dividida. A sediada na capital espanhola, reconhecidamente afecta aos merengues, vacila entre as razões do treinador e a maneira de expressar a sua indignação. A próxima do Barcelona estranha: «Só cinco jogos!!!»

Os adeptos do Benfica, que durante a época nunca condicionaram o apoio ao presidente e ao técnico, mesmo nos piores momentos, começam a exigir eleições antecipadas e o despedimento de Jorge Jesus. Razão: perderam quase tudo com que sonharam em noites delirantes.

Se esta gente não consegue tornar a breve passagem por este mundo numa coisa séria e agradável, o melhor é viver como os bichinhos.



publicado por António Castro às 23:26
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Quarta-feira, 27 de Abril de 2011
Mourinho com mais duas batalhas

A "guerra" entre o Real Madrid e o Barcelona desta temporada ainda não terminou e a Liga dos Campeões inclui três batalhas.

A primeira já foi ganha pelos catalães ao vencerem em Santiago Bernabéu o encontro da primeira eliminatória das meias-finais. Messi foi o herói com a marcação de dois golos, mas apenas depois de Pepe se ter tornado no carrasco da própria equipa.

Até este momento, também fatídico para José Mourinho, pois foi para "trás das grades" junto ao relvado, assistira-se a mais do mesmo. O Barça a desenvolver o famoso tiki-taka, cuja única vantagem se manifestava na estatística da posse de bola, e os merengues a explorar com rapidez as mais ocasionais posses de bola para desenvolver velozes contra-ataques. Tudo já demasiado visto, a roçar o enfadonho, com excepção da fenomenal jogada de Messi a fixar o resultado final.

Seguir-se-ão as duas restantes batalhas. Uma, certamente imediata, terá como palco os bastidores da UEFA e "réus" o futebolista Pepe, pela falta que todos os madrilenos dizem não ter cometido, e o treinador português, devido à expulsão e às afirmações proferidas na conferência de imprensa, com ataques subtis  - ou nem tanto - a Pepe Guardiola, ao Barcelona e a certas estruturas da UEFA.

O Nou Camp será o cenário da última batalha, sendo a guerra provavelmente favorável aos catalães, depois dos acontecimentos na capital do País.



publicado por António Castro às 23:03
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011
Silêncio aquece mais "derby" espanhol

O treinador do Real Madrid, presente na conferência de imprensa de antecipação ao primeiro dos próximos embates com o Barcelona (Liga) ao lado do seu adjunto, resolveu ficar calado e dar a palavra a Karanka. Este explicou que Mourinho pretendia com esta decisão não «aquecer o ambiente» em torno do derby, pois as suas declarações normalmente causam certa tensão.

Afinal, o responsável técnico dos merengues conseguiu mais polémica ao ficar em silêncio do que se tivesse respondido às questões dos jornalistas.

A maioria dos representantes da comunicação social de Madrid e alguns estrangeiros decidiram abandonar a sala, e Karanka ficou quase a falar sozinho com alguns catalães e repórteres da rádio.

Situação duplamente desagradável. O português terá aprendido a não hostilizar demasiado os jornalistas em Espanha, pois revelam um espírito de classe inexistente, por exemplo, em Portugal. Por outro lado, foi criada uma situação desagradável ao técnico adjunto que, no entanto, não será tão inocente para admitir que tudo seria pacífico.

Pep Guardiola, do Barcelona, seguiu percurso contrário. Considerou o Madrid favorito, agora «mais forte» do que há meses, e elogiou o colega por saber incutir nos seus jogadores «maneiras de jogar distintas com grande facilidade».

Os objectivos são idênticos, só os processos diferentes. Nem Pep acredita no que disse, nem José ficou calado para preservar a paz.

 

 



publicado por António Castro às 23:33
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011
Mourinho enfrenta maior repto

O Schalke 04 constitui a grande surpresa das meias-finais da Liga dos Campeões. Afastou o Inter, campeão em título, com duas vitórias, a de Milão por números concludentes, mais calculista o encontro disputado na Alemanha. Curiosidade também a presença do espanhol Raúl, a manter a veia goleadora que o celebrizou ao serviço do Real Madrid. No caminho da equipa de Geselkirchen surgirá agora o Manchester United.

José Mourinho terá de novo pela frente o Barcelona, na sequência do golo marcado no campo do Tottenham, ao qual se juntaram os quatros obtidos em Santiago Bernabéu.

O treinador português e Pep Guardiola terão até final da época mais quatro confrontos directos - na Liga espanhola, em Madrid, com o Barça destacado na classificação; decisão da Taça do Rei em Valência; as meias-finais da Liga dos Campeões.

Os catalães são reconhecidos como o conjunto mais forte do mundo na presente época, pelo que atarefa dos merengues não está nada facilitada, apesar da fome de títulos que atormenta Florentino Peréz. Alguns confiam na "magia" do Special One, mas ninguém pode esperar milagres no seu primeiro ano em Espanha. A experiência aponta para a necessidade de trabalhar dois anos seguidos no mesmo clube.

Haverá disposição do Real Madrid, e do próprio Mourinho, face a problemas conhecidos, esperar mais uma temporada?

 

 



publicado por António Castro às 23:43
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
Berlusconi "agita" Mourinho

O treinador do Real Madrid reagiu ao desejo manifestado pelo presidente do Milan em contratar Cristiano Ronaldo, em contraste com o silêncio dos dirigentes do clube da capital espanhola.

José Mourinho, além de afirmar que em Itália tudo é possível, ameaçou sair do clube merengue caso se concretizasse a transferência e criou a curiosidade de saber a quem se dirigia o recado. Ao presidente do Madrid? Ao eterno dono do Milan? Ao futebolista?

Qualquer dos alvos não oferece garantias de se assustar com aquelas palavras.

Florentino Peréz, se a proposta for aliciante, ouvirá a opinião do seu conselheiro Jorge Valdano e tomará uma decisão sem atender a possíveis consequências.

Sílvio Berlusconi está habituado a mandar em tudo e até a controlar aquilo que se julgaria independente num país considerado cumpridor dos padrões da democracia.

Cristiano Ronaldo, na irreverência e a ambição dos 25 anos, também não seria sensível às palavras de um treinador que alinhou, em tempos, nas acusações, de ser exímio em "atirar-se para a piscina", embora esse i9incidente verbal pareça sanado.

Nem José Mourinho acreditará na influência das suas palavras. Apenas terá procurado centrar as atenções num assunto marginal, com o objectivo de as desviar de mais dois prováveis confrontos com o Barcelona. Neste momento estudará um expediente diferente daquele que lhe permitiu eliminar, ao serviço do Inter, a eficácia do tiki-taka da equipa dirigida por Pep Guardiola, implacável agora na visita do Shakhtar Donetsk.



publicado por António Castro às 23:41
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011
"Estrela" de Mourinho em Lyon

O Real Madrid não acabou com a mala pata em Lyon - nunca marcara e ganhara em Gerland nos últimos anos - mas ficou com mais confiança com o golo e o empate conseguido em Gerland. Tudo ficou a dever-se à «estrelinha» que tem acompanhado o Special One ao longo da sua carreira de treinador. Aos 63 minutos trocou Adebayor por Benzema, e um minuto depois o ex-jogador do clube francês marcou um golo em que a bola andou pelos pés de Ozil e Cristiano Ronaldo. O mérito pertence sobremaneira a Benzema ao procurar o terreno e o momento certo do remate e fazer passar a bola entre as pernas do guarda-redes.

Até aquela altura, em especial na primeira parte, o treinador português não tinha razões para estar satisfeito com a incapacidade dos seus jogadores em se libertarem da pressão adversária. Depois do intervalo pode lamentar so lances de Cristiano Ronaldo e Sérgio Ramos em que o poste e a barra substituiu o guarda-redes Lloris no caminho da bola para a baliza, e um eventual penalty não assinalado na sequência de novo livre do CR7. Estava escrito, no entanto, que o Lyon acabaria por empatar através de Gomis, a sete minutos do final da partida.

Metade do objectivo foi conseguido, o resultado é um dos considerados positivos quando obtido em terreno do adversário, mas os merengues não podem estar descansados, pois Claude Puel dispõe de argumentos suficientes para pregar um susto em Santiago Bernabéu, caso aos espanhóis não estejam mais inspirados do que em França.



publicado por António Castro às 23:42
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