Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Terça-feira, 28 de Junho de 2011
Platini compensa saída de Madaíl

Gilberto Madaíl considerou-se injustiçado quando foi afastado do comité executivo em recentes eleições na UEFA e o respectivo presidente também lamentou o facto do presidente da FPF deixar de participar no organismo europeu.

Michel Platini e seus pares atenuaram agora a situação e, ao abrigo das competências de escolher elementos para diversos comités, nomearam-no como primeiro vice-presidente do Comité das Federações Nacionais, no biénio 2011/2013.
Surpresa surgiu da escolha de Luís Figo para o Comité do Futebol, sinónimo do prestígio do ex-internacional português, ainda ligado à estrutura directiva do Inter de Milão no sector das relações internacionais. Terá como companheiros no referido comité, além de outros, como Dejan Savicevic, Fernando Hierro, Demetrio Albertini, Matthias Sammer, Davor Suker e Grzegorz Lato.
Mais um nome a juntar a outros portugueses incluídos em diversos comité do organismo europeu, pelo que nem sempre será justo criticar Platini por atitudes e palavras menos agradáveis em relação a Portugal, como recentemente ocorreu depois da final da Liga Europa em Dublin, especialmente em relação ao FC Porto.

Tem dias...  



publicado por António Castro às 23:02
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Terça-feira, 22 de Março de 2011
UEFA puniu brandura de Madaíl

Acabou o «reinado» de Gilberto Madaíl na UEFA. O presidente da FPF teve uma votação demasiado pobre e não conseguiu a reeleição para um dos sete lugares disponíveis, entre 13 candidatos, para membro do conselho executivo.

O dirigente português considerou a votação «extremamente baixa para aquilo que estava à espera» - 17 votos na primeira volta, quando precisava de 27, e 10 na seguinte, sendo suficiente a maioria simples dos 53 votantes.

Como explicação para o fracasso, Gilberto Madaíl considerou que a «má imagem do futebol português terá influenciado a votação», como se pode ler no site do Público. Uma dedução legítima pelo impasse - ainda persiste - na alteração dos estatutos da FPF, do qual não pode, contudo, enjeitar responsabilidades.

A inexistência de uma posição firme e esclarecedora das consequências junto das associações contestatárias. Os frequentes contactos com a UEFA e a FIFA em tentativas, ao sabor de certas conveniências, para encontrar uma solução de consenso, não conseguiram ter receptividade nas duas entidades, em especial  quando não existe um lobby forte. Não será de estranhar, portanto, que todo este processo tenha fragilizado a sua posição.

Quem não conseguiu impor-se em Portugal a gente que apenas defende interesses pessoais ou de grupo, dificilmente poderia ter uma avaliação que permitisse manter o lugar num cenário internacional, onde os jogos de bastidores são quase sempre determinantes.

 



publicado por António Castro às 22:48
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011
Solidariedade tem limites

Gilberto Madaíl terá ficado satisfeito com o decorrer da reunião do Conselho de Presidentes da Liga, realizado com o fim de encontrar consensos para se conseguir que, na assembleia geral extraordinária da FPF, no sábado, seja aprovada a alteração dos estatutos em consonância com o Regime Jurídico das Federações Desportivas.

Não compareceram todos os clubes, mas o actual presidente federativo ficou com esperanças de, finalmente, o futebol entrar na normalidade regulamentar e tenha possibilidades de restabelecer os contratos-programas agora suspensos. Revelou, entretanto a intenção de se recandidatar se for aprovada a proposta liderada pela Liga dos Clubes.

Horácio Andrade, o candidato que reunia os votos das associações contestatárias, decidiu-se pela retirada, enquanto o benfiquista Fernando Seara anunciou, que disputaria o lugar de presidente, caso os estatutos fossem alterados.

Ainda não há muitas semanas o presidente da Câmara de Sintra garantira que nunca disputaria a liderança a Gilberto Madaíl, mas a sua solidariedade em relação ao ainda presidente teria limites. Pelo menos os da ambição do poder, já que não poderá acumular ordenados. Ou entrará no número das excepções, das quais o próprio Presidente de República prescindiu.



publicado por António Castro às 23:24
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Sábado, 18 de Setembro de 2010
Equívocos na escolha do seleccionador

O desejo da Federação Portuguesa de Futebol em ter José Mourinho como responsável pela selecção nos próximos dois jogos esteve rodeado de equívocos.

Gilberto Madaíl, antes de falar com o treinador, deveria ter contactado o Real Madrid e saber da receptividade dos dirigentes à dispensa durante alguns dias de um funcionário a quem paga milhões de euros. Depois de estar em Espanha, e apesar de não ter rerelado um procedimento ético, ficou confrontado com o «desprezo»dos merengues, que nem sequer deram hipóteses do assessor de Florentino Perez receber o dirigente português, mesmo que tivesse de deslocar-se a San Sebastián.

Depois de observar, via televisão, o encontro entre a Real Sociedad e o Real Madrid, pairou a sensação de que José Mourinho terá ainda muito trabalho a desenvolver para transformar a equipa da capital naquilo que responsáveis e dirigentes pretendem: espectáculo e vitórias. O êxito muito sofrido, como se tornou evidente na tensão do técnico em todo o encontro, foi conseguido, mas a imprensa espanhola logo nessa noite lembrou que o seu antecessor, o chileno Manuel Pellegrini, pelo menos conseguiu que os seus jogadores marcassem golos e dessem espectáculo. Faltou-lhe o resto: títulos.

José Mourinho também se equivocou ao sobrepor os apelos sentimentais ao seu habitual calculismo. A tarefa no Real Madrid é exigente e necessita de um líder apenas concentrado em melhorar o enquadramento das vedetas, portanto liberto de outras preocupações.

Gilberto Madaíl e José Mourinho não tiveram a serenidade suficiente para avaliar as consequências de uma inciativa sem vantagens garantidas.



publicado por António Castro às 23:49
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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010
Passo em falso de Madaíl

O presidente da FPF anda com azar. Depois de ser forçado a despedir o seu amigo Carlos Queirós, fez um viagem intempestiva a Madrid, sem o mínimo de precauções éticas. Se pretendia aliciar um funcionário do Real Madrid para o desempenho de uma missão, mesmo temporária, devia falar antecipadamente com as estruturas dirigentes do clube, fossem os responsáveis desportivos ou o presidente.

Gilberto Madaíl, a avaliar pelas declarações conhecidas em Espanha ao preferir primeiro saber da disponibilidade de José Mourinho para o desempenho de um missão suicida, e só depois de conhecer a sua opinião contactar com a entidade patronal, condenou de imediato uma ténue hipótese de acordo.

O treinador, fiel a palavras proferidas há anos, não descartou a possibilidade de dirigir a selecção nos dois próximos jogos de qualificação - sem encargos, frizou - mas remeteu o assunto e a decisão para o patrão Florentino Perez.

Embora se anuncie um encontro entre os dois presidentes para a próxima semana, Gilberto Madaíl não deverá ter sucesso nessa diligência e criou mais um problema, pois nem todos os treinadores disponíveis estarão na disposição de iniciar um trabalho com a certeza de que não merecem a confiança do principal dirigente da federação.

Londres está a ficar cada vez mais longe. 



publicado por António Castro às 23:47
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
Só podem estar a brincar

Gilberto Madaíl quer José Mourinho na selecção. O Sporting vence em Lille, para a Liga Europa. O FC Porto derrota, no Dragão, o Rapid de Viena, também na primeira jornada da fase de grupos daquela prova.

O treinador do Real Madrid tem o condão de tornar «menores» as notícias mais importantes do dia.

O Sporting conseguiu em França aquilo que ninguém esperava. O atrevimento de Paulo Sérgio em alterar quase por completo a equipa que empatou com o Olhanense - até Rui Patrício foi substituído por Tiago - resultou em pleno e criou dupla expectativa para o embate com o Benfica: quem jogará na Luz e quais os reflexos da vitória.

O FC Porto atingiu em pouco tempo um andamento de cruzeiro e André Villas Boas só colecciona vitórias (8) em jogos oficiais. Por isso resolveu «admoestar» aqueles que tiveram palavras menos simpáticas para algumas exibições da pré-época. O jovem treinador deve ter em atenção duas coisas: Portugal não voltou ao antes de 25 de Abril, pelo que a opinião continua livre; a sobranceria normalmente não é boa conselheira.

Resta falar no caso da selecção e de... José Mourinho. Sinceramente, torna-se difícil avaliar aquilo que é mais surpreendente: a ideia de Gilberto Madaíl ou a receptividade do técnico em orientar a equipa nacional em dois jogos.

O presidente da federação tinha a obrigação de preservar a tranquilidade do treinador português mais credenciado do momento, empenhado em tarefa muito espinhosa: - pôr a equipa do Real Madrid a dar espectáculo e, ao mesmo tempo, conquistar títulos.

José Mourinho corre dois riscos: ser acusado de desviar as atenções de uma missão paga principescamente e, por outro lado, nada acrescentar de positivo à duvidosa qualificação para a fase final do Euro 2012.

Florentino Perez tem a palavra e espera-se que corresponda à sua lucidez como empresário. Um «não».



publicado por António Castro às 23:41
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
Madaíl e Queirós devem desculpas aos adeptos

Se no relvado do estádio de Braga se assistiu a uma jornada vergonhosa (adjectivação unânime utilizada pelos órgãos de comunicação social sobre o comportamento da selecção), os momentos posteriores ao jogo com a Albânia não tiveram mais dignidade.

Gilberto Madaíl, presidente da FPF e responsável pela escolha de Carlos Queirós, pode ter "problemas fisiológicos" em qualquer altura, mas depois de beber a "água das pedras" tinha obrigação de se deslocar aos balneários. Confortar ou... desancar jogadores e treinador. Aquilo que entendesse mais útil na circunstância. 

Carlos Queirós, independente do pretexto que tivesse e do número de escadas a percorrer, deveria dar a cara na televisão logo após o escandaloso resultado. Nem que fosse para revelar que vive num mundo de fantasia, ao afirmar mais tarde que está a trabalhar para ter uma grande equipa a longo prazo. 

Com esta filosofia deve trabalhar com as camadas jovens e, porventura, potenciar aquilo que é feito nos clubes. À selecção principal exigem-se resultados em consonância com a matéria-prima disponível, que os próprios responsáveis dizem ser de elevado grau.

Para os jogadores apenas um conselho: dignifiquem a profissão e respeitem quem vos idolatra. E o exemplo deve começar pelo "capitão", sem comportamentos de "puto" e empenhado em voltar aos tempos "maravilha".  



publicado por António Castro às 08:00
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