Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012
Florentino discorda de Mourinho

O empate (2-2) consentido pelo Real Madrid na visita do Espanhol a Santiago Bernabéu causou escândalo nas hostes merengues e houve quem não gostasse de José Mourinho admitir que «conquistar a Liga era quase impossível».

Se o atraso de 13 pontos em relação ao Barcelona foi o assunto mais explorado, um discurso do presidente no dia seguinte, na tradicional cerimónia da campanha da Fundação Realmadrid denominada “No Natal nenhuma criança sem brinquedos” teve idêntico impacto.

«O Real Madrid tem como princípio desportivo nunca se render, por mais difícil que seja o obstáculo. Ninguém deve jamais render-se, nem no desporto nem na vida», disse o presidente do clube de Madrid, antes dos futebolistas Cristiano Ronaldo, Kaká e Pepe e dos representantes dos basquetebolistas Rudy Fernández y Sergio Llull terem distribuído simbolicamente brinquedos a algumas crianças carenciadas, iniciativa alargada a duas mil.

Propalado desde há tempos que presidente e treinador estão de costas voltadas, logo os analistas interpretaram aquela frase como “dura” resposta de Florentino a Mourinho.



publicado por António Castro às 22:04
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Quarta-feira, 16 de Junho de 2010
Queirós despreza jornalistas

A selecção portuguesa voltou aos treinos depois da desilusão do empate - pior ainda foi a exibição - com a Costa do Marfim. Os portugueses residentes na África do Sul deram mais uma prova de apoio ao comparecer em elevado número - era dia feriado na região -, alguns dispondo-se a percorrer quilómetros para ver os jogadores.

Como é normal, apenas se deslocaram ao recinto de treinos de Magaliesburgo os jogadores que não participaram no jogo da estreia no Mundial, com excepção de Danny, mas viveram-se horas de fervor patriótico nas bancadas, e Carlos Queirós colaborou na festa ao acompanhar os atletas junto dos adeptos e também distribuir autógrafos.

Os jornalistas aproveitaram para apresentar algumas questões ao seleccionador, que respondeu com um sorriso e algumas palavras de circunstâncias.

Quando alguém ousou conhecer uma opinião sobre a reacção de Deco no final do jogo - repetiu uma, duas, três vezes.. - Carlos Queirós nem teve a amabilidade de informar a recusa em abordar o assunto. Se o fizesse, estava no seu pleno direito. Ao mostrar-se deliberadamente surdo à pergunta, não primou pela educação.

Decididamente, a comunicação social é um dos seus calcanhares de Aquiles...



publicado por António Castro às 23:55
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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010
Jesualdo irritado com jornalistas

O FC Porto conquistou mais um troféu. Os jogadores do Desportivo de Chaves, apesar do empenho e espírito de sacrifício alardeado nas eliminatórias da Taça de Portugal, não conseguiram evitar a superior capacidade da equipa do Dragão. Ao melhor jogo dos portistas até ao intervalo, a render dois golos (Guárin e Falcão) e mais algumas oportunidades, os flavienses responderam com melhor organização e apenas amenizaram a desvantagem (2-1) no declinar da partida. 

O Jamor foi palco, ao contrário do habitual, de um confronto entre conjuntos que não disfarçaram as frustrações de uma época menos conseguida. O FC Porto porque cedeu o título de campeão e falhou a conquista do segundo penta; o Desportivo de Chaves, devido à despromoção, consumada oito dias antes, da Liga de Honra.

Estas amargas realidades parecem ter afectado mais Jesualdo Ferreira do que Tulipa, reacção natural face às diferentes responsabilidades. O treinador do Dragão começou por criticar os órgãos de comunicação social pela deficiente promoção de um acontecimento que sempre apelidam de «festa do futebol» e defendem o Jamor como palco ideal. Estava em causa, nestas palavras, o desgaste da viagem do adversário de Trás-os-Montes a Lisboa.

Jesualdo Ferreira tem todo o direito de criticar a linha editorial de jornais, sites ou televisões, mas deve aceitar sem azedume as críticas dos jornalistas sobre os frequentes black-out que os portistas decretam quando as coisas não correm bem desportivamente.

O treinador, no entanto, ainda foi mais longe e mostrou-se irritado quando confrontado - pela milésima vez em poucas semanas, é certo - sobre o seu futuro imediato no FC Porto. Certamente, a maioria dos presentes não merecia aquela resposta, atendendo à maneira como o seu trabalho foi enaltecido nos anos anteriores.

Há dias que uma pessoa não deve sair de casa... 



publicado por António Castro às 08:00
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Domingo, 7 de Março de 2010
Dirigentes leoninos não gostam de estabilidade

O Sporting não realizou a habitual conferência de imprensa antes do encontro com o Belenenses, e Carlos Carvalhal, após a goleada no Restelo, com quatro golos de Liedson, avisou logo o repórter da SporTV que faria uma declaração sobre o jogo e não responderia a perguntas. Não escondeu que cumpria uma determinação das «estruturas» do clube e falaria apenas como treinador.

Que mosquito mordeu às «estruturas» de Alvalade para, além de não divulgarem a lista dos convocados para aquele jogo, parecem agora zangados com a comunicação social, cumprindo apenas os serviços mínimos.

Não se vislumbram factos graves que conduzam a este procedimento - em qualquer circunstância sempre inadequados e sinónimo de vistas curtas dos responsáveis - numa altura em que os jogadores surgem libertos de complexos e conseguem vitórias e exibições mais de acordo com o exigível ao plantel.

A menos que a prematura divulgação de um nome como possível treinador na próxima época tivesse provocado complexos de culpa, face à exemplar postura e desempenho de Carlos Carvalhal.

Neste caso, o alvo será outro. O boicote deverá ser imposto a todos os responsáveis directivos, porventura a começar pelo presidente, tendo em conta exemplos do passado.



publicado por António Castro às 23:55
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
discurso acalorado

«Agradeço esta qualificação aos meus jogadores, que jogaram como homens, frente a um Uruguai que nos deu muita luta. Ganhámos a qualificação sem a ajuda de ninguém, com toda a honra. Dedico-a a todo o povo argentino, à família, mas há um sector (jornalistas) que não a merece, porque me trataram como lixo» Diego Maradona (15/10/09)

 

Reflexão - Além daquelas palavras, o treinador argentino dirigiu ofensas aos jornalistas que tentavam registar as suas declarações ainda no relvado do estádio, devido às críticas de que foi alvo nas últimas semanas sobre o comportamento da selecção. Aliás, o surpreendente é a atitude de Maradona causar admiração, pois todos sabem que, no tempo da sua gloriosa mas atribulada carreira de futebolista, chegou a disparar uma arma para afastar representantes da comunicação social das imediações da sua residência.



publicado por António Castro às 21:40
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Domingo, 16 de Novembro de 2008
Jornalistas na mira do Benfica e Nacional

Aos eventuais leitores deste blogue, desde já as minhas desculpas. Comecei a utilizar esta maneira de comunicar apenas com o objectivo de transmitir opiniões, tal como qualquer outro blogger, mas chegou a altura de assumir uma posição sobre factos que ocorrem na área que foi a minha profissão, o jornalismo. Reformado mas exercendo a actividade como free-lancer, com a indispensável carteira profissional, torna-se impossível ficar indiferente a decisões que nos últimos dias estão relacionados com elementos da comunicação social.

Começou com o Benfica. Os seus dirigentes, descontentes com uma notícia da Lusa sobre os rendimentos dos administradores da SAD na época passada, resolveram, primeiro, impedir os jornalistas da agência de assistir ao útimo treino da equipa de futebol realizado num centro de estágio, algures no Seixal. A culminar a exaltante e corajosa decisão, proibiu a sua entrada no jogo da Luz com o Estrela da Amadora.

Na Madeira, região que já nos habituou, através do seu Governo Regional, às maiores diatribes dialécticas, surgiu outro ataque aos jornalistas, protagonizado  pelo presidente do Nacional. Num jantar de convívio clubístico, convidou os adeptos a serem mais "guerreiros" e  "hostis" para a comunicação social, defendendo que certos repórteres devem ser tratados "à bofetada".

Longe de defender um estatuto de impunidade para os jornalistas, limito-me a lembrar que todos os desmandos praticados por elementos da classe, como qualquer outro cidadão, têm um lugar próprio para ser analisados e julgados: os tribunais.

A semana teve outro episódio insólito, este no reino do Dragão. O treinador do Vitória de Guimarães, Manuel Cajuda, encontrou portas de acesso à sala de imprensa fechadas, e andou às voltas até encontrar os jornalistas. Será que esta foi a maneira que os responsáveis do FC Porto encontraram para se vingar da posição dos vimaranenses quando do caso da Liga dos Campeões? Simplesmente caricato.

Aberto este parêntesis - seria para rir se não fosse grave - voltemos à indignas atitudes do Benfica e Nacional, só explicáveis por saírem de mentes que ainda não assimilaram o princípio da liberdade de expressão próprio de uma democracia.

O silêncio da Federação e da Liga perante estas tropelias dos "patrões" da bola tornam cúmplices aqueles que podiam e deviam regulamentar certos comportamentos.

 



publicado por António Castro às 23:15
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Sábado, 25 de Outubro de 2008
"A culpa é dos jornalistas"

Sem papas na língua, de dedo acusador apontado, Vicente de Moura não poupou os representantes dos órgãos sociais que estiveram na China. Explicou as razões: "Além de não poderem ir onde estavam os atletas, alguns nem sequer nos locais de competição podiam entrar, tinham de responder à exigência vinda de Portugal para arranjar notícias. O que fizeram? Pressionaram os atletas que não estão habituados a falar e procuraram o que de pior aconteceu em Pequim. Enxovalharam os atletas" (Extracto de A Bola do dia 18).

Brilhante. O presidente do COP deu uma lição de jornalismo na cerimónia da posse do reeleito presidente da Federação Portuguesa de Natação, Paulo Frishknecht, atleta que vimos actuar nos Jogos de Montreal 76. A propósito, relembramos que em 30 anos foram inúmeros os sucessos dos portugueses olímpicos na modalidade... Desculpem, repito: foram inúmeros os recordes nacionais obtidos em todas as edições até 2008. Por culpa de quem? Haja quem responda como membro do COP e enuncie aquilo que fez para inverter a situação.

Se as palavras de Vicente de Moura, dirigente por quem tinha grande admiração, são intoleráveis, o silêncio do Sindicato dos Jornalistas também é inexplicável.

Afinal, Portugal merece este presidente do COP, que até ameaça recandidatar-se... sem programa!!!!



publicado por António Castro às 08:00
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Sábado, 18 de Outubro de 2008
Jornalistas na berlinda devido à selecção

Já cá faltava a referência a elementos da comunicação social sobre as críticas dirigidas ao seleccionador nacional, depois dos primeiros quatro jogos de qualificação do Mundial 2010.

Jesualdo Ferreira saiu em defesa de Carlos Queirós e considerou que se "está a bater (no técnico) desde a primeira hora" e "quando se chega á indignidade, como já se viu em alguns aspectos, estamos em desacordo".

Certamente que o responsável do FC Porto não está a fazer lobby em defesa de treinadores portugueses ou de amigos, a avaliar pelo que dele conheço há muitos anos, mas também acreditará que não tenho espírito cooperativo em relação aos jornalistas. Há bons e maus em todas as profissões.

Se é verdade que Carlos Queirós não tem o dom de mágico de Luís de Matos, não será menos certo que ao tomar determinadas decisões fica, como toda a gente, sujeito a críticas. Construtivas, reclamar-se-à. De acordo.

O argumento da falta de tempo também afectará técnicos de outros países, que começaram a trabalhar com idênticos condicionalismos. A diferença pode existir na qualidade dos futebolistas ao  dispor no momento, no déficite de forma de outros e na ausência de habituais titulares. 

A questão reside, amigo Jesualdo, no realismo e eficácia de certos conceitos na abordagem de cada um dos jogos em que não era plausível ceder pontos.



publicado por António Castro às 08:00
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