Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Quinta-feira, 11 de Junho de 2015
Benfica termina com tabu

Luís Filipe Vieira anunciou, finalmente, o substituto de Jorge Jesus. As conversações mantidas com o Vitória de Guimarães culminaram na contratação de Rui Vitória por três épocas.

O treinador de 45 anos entrará na à Luz na sequência de quatro épocas no clube minhoto, onde ganhou a Taça de Portugal em 2013, precisamente frente ao Benfica. Antes, no Paços de Ferreira, chegou à final da Taça da Liga.

A personalidade de Rui Vitória agrada aos dirigentes benfiquistas, em especial ao presidente, mas a tarefa não será fácil para o homem nascido em Alverca. Embora se anunciem contratações, o clube lisboeta entrará em período de "vacas menos gordas". A aposta no trabalho desenvolvido na formação está decidida, com o aproveitamento dos melhores valores, em contraste com uma política totalmente oposta no passado recente.

O novo treinador chega a um clube grande aos 45 anos e 14 de carreira, e nunca foi despedido nos clubes onde trabalhou.Começou por dirigir o Vilafranquense  (2002/2003), onde tinha feito grande parte da carreira de jogador. Percurso como médio que terminou aos 32 anos e aproveitou os tempos livres para se formar em Educação Física pela Faculdade de Motricidade Humana.

Passadas duas épocas treinou os juniores do Benfica e em 2006 surgiu-lhe a oportunidade de trabalhar de novo com os seniores do Fátima,onde esteve quatro temporadas com curioso percurso: subiu à II Liga, voltou a descer e repetiu a subir.

Em 2010 abrem-se as portas da I Liga no Paços Ferreira, termina em sétimo lugar e comparece na final da Taça da Liga, perdida com o Benfica. Ainda começa a temporada seguinte, mas muda-se no final para Guimarães, onde se manteve quatro temporadas. Conseguiu também o apuramento para a Europa por duas vezes.

Agora tem pela frente diferentes problemas e exigentes objectivos.



publicado por António Castro às 23:32
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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2013
Paulo Sousa sobrevivente na Liga Europa

Paços de Ferreira, Vitória de Guimarães e Estoril tinham o destino traçado (eliminação) antes da última ronda da fase de grupos da Liga Europa.

Com duas equipas a jogar em casa esperava-se que conseguissem, pelo menos, arrecadar alguns euros, mas foi o conjunto que actuou no estrangeiro o único a partilhar o prémio com o adversário.

O Paços de Ferreira foi à Roménia defrontar o Panduriu e regressou com um empate (0-0). O Guimarães recebeu os franceses do Lyon e perdeu (2-1), tal como o Estoril, que perante os checos do Liberic sofreu idêntica derrota.

Em termos de classificação. os vimaranenses ficaram em terceiro lugar (5 pontos) no seu grupo, os pacenses também a seguir aos apurados (3 pontos) e os estorilistas em último (3).

Uma participação confrangedora, a juntar ao comportamento do FC Porto e Benfica, relegados da Champions para a Liga Europa, o que indicia um futuro nada prometedor, logo à partida com menor número de clubes nas competições europeias.

Paulo Sousa é a única nota positiva até este momento. Como treinador conduziu o Maccabi Telavive ao segundo lugar do respectivo grupo e ascendeu ao patamar para onde desceram portistas e benfiquistas.

Parabéns ao antigo internacional, campeão mundial de Sub-20 em 1989, e com vários títulos em clubes europeus no palmarés.



publicado por António Castro às 23:15
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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2013
Nem uma vitória na Europa

Três derrotas (FC Porto na Liga dos Campeões; Guimarães e Paços de Ferreira na Liga Europa) e dois empates (Benfica (LC); Estoril (LE). Este o balanço dos portugueses na terceira jornada da fase de grupos das provas da UEFA.

Treze pontos foram desperdiçados e alguns milhares de euros ficaram na posse dos adversários.

Chuva, arbitragens, expulsões e penáltis não assinalados serviram para desculpar esta semana negra do futebol português.

Quase todos os responsáveis dos clubes, no entanto, não acreditam que a continuidade nas duas provas esteja em risco, e nem sequer admitem mudar de rumo. Se o Governo também pensa o mesmo da solução da crise através do aumento de impostos, não há razões para preocupações.

Menos pontos dos clubes e inferiores rendimentos dos cidadãos não comprometerão o futuro, segundo os teóricos.

Portugal está no melhor caminho para o descalabro em todos os sectores do País.



publicado por António Castro às 23:34
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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013
Atitudes e palavras inexplicáveis

Domingo (dia 22) para esquecer. O azar do Guimarães na visita do Benfica; os incidentes no final deste encontro, nos quais desnecessariamente participou Jorge Jesus; as infelizes palavras do treinador Paulo Fonseca depois do FC Porto ceder um empate no Estoril; por fim, a polémica em torno da arbitragem dos dois jogos.

Um remate de Cardozo esteve na origem do golo da vitória da equipa da Luz. A bola bateu no peito de Marco Matias e traiu o seu colega da baliza Douglas. Nessa altura já Rui Vitória tinha em campo menos um jogador por expulsão de Addy. Mais um contributo para o mau espectáculo oferecido pelas duas equipas. Apenas os adeptos da Luz estavam satisfeitos, mas o excesso de entusiasmo acabou por originar comportamento incorrecto de Jorge Jesus.

O FC Porto, ao sétimo jogo, não ganhou na Amoreira e Paulo Fonseca digeriu mal a  perda de dois pontos. Nos comentários à partida voltou as baterias para um colega de profissão.

«Quero dar os parabéns ao Jorge Jesus, que conseguiu jogar em três campos. Houve uma clara influência da equipa de arbitragem. Parabéns a quem condicionou, não apenas este, mas também o jogo do Sporting. Quem ganhou foi a estratégia de Jorge Jesus. Não tenho dúvidas que as preces de Jorge Jesus foram ouvidas.»

Há dias em que o melhor é estar calado.



publicado por António Castro às 19:46
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Sábado, 17 de Agosto de 2013
Evandro e Maazou inspirados

Estoril e Vitória de Guimarães aproveitaram os jogos da estreia da Liga da melhor maneira e sem grandes sobressaltos. As vítimas foram, respectivamente, Nacional e Olhanense, a denunciar que se cumpriram as expectativas.

Marco Silva, apesar de ter perdido elementos influentes da época passada - Steven Vitória, Jefferson, Carlos Eduardo e Licá - conseguiu manter o equilíbrio do plantel, embora com algumas dificuldades, enquanto o conjunto de Manuel Machado ainda estará menos sincronizado e defrontou um adversário moralizado pelo apuramento na Liga Europa.

Rui Vitória encontrou no Olhanense do estreante Abel Xavier o adversário ideal, depois de baquear, frente ao FC Porto, na Supertaça.

Dois nomes, no entanto, fizeram história nestes encontros.

O estorilista Evandro compensou, ainda na primeira parte, o susto causado pelo tento inaugural dos madeirenses (Djaniny), e bisou no primeiro minuto do segundo, afinal a confirmação da vitória na sequência de um remate certeiro de Carlitos(45+4).

O nigeriano Maazou, um dos reforços dos vimaranenses, foi o marcador de serviço e resolveu a contenda depois do intervalo.

A curiosidade residirá em especial, agora, na recepção do Sporting ao Arouca e nas deslocações do Benfica e FC Porto, respectivamente à Madeira (Marítimo) e Setúbal (Vitória).



publicado por António Castro às 23:30
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Domingo, 11 de Agosto de 2013
Dragões começam a somar

Mudou o treinador. Saíram jogadores influentes. Entraram novas caras, este ano com alguns portugueses contemplados. E nada se alterou, pelo menos na estreia oficial.

Paulo Fonseca armou a equipa durante as últimas semanas e, em Aveiro, conquistou novo troféu para o FC Porto - a Supertaça. Três golos na primeira parte resolveram a questão com facilidade - Licá (estreia e golo logo aos cinco minutos), Jackson e Lucho.

Argumenta-se que o Vitória de Guimarães pouco mais poderia fazer. pois Rui Vitória está a trabalhar com uma equipa praticamente nova, mas os portistas presentes ficaram especialmente satisfeitos com a acerto na manobra e a ambição dos seus jogadores, afinal também influente nas debilidades reveladas pelos vimaranenses.

O treinador Paulo Fonseca teve uma boa estreia oficial ao serviço dos campeões, pelo que se justificam as declarações finais: «Realizámos um bom jogo. Não que o Vitória não tenha complicado a nossa tarefa, mas acabámos por conseguir um triunfo que se podia ter expressado com outros números».

Bom aperitivo, portanto, para os próximos compromissos da I Liga.



publicado por António Castro às 19:13
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Domingo, 26 de Maio de 2013
Assim não...

... se tem sucesso. Uma equipa que que se apresenta na final da Taça de Portugal completamente transfigurada em relação à maior parte da época e, depois de marcar um golo de pura felicidade, pensa apenas gerir a vantagem durante mais de 60 minutos, está a convidar o adversário a fazer das fraquezas forças e perseguir um velho sonho. A frustração (quarta da temporada) voltou a bater à porta do Benfica, e o Vitória de Guimarães viveu uma dia inesquecível, talvez o mais importante do seu historial.

 

... pode reagir um jogador profissional com a experiência de Cardozo. Qualquer que seja o motivo, o paraguaio nunca deveria ter aquela atitude para Jorge Jesus - empurrão em pleno relvado - ou sequer manifestar publicamente desagrado pela actuação de um colega. Mais uma acha para a actual fogueira da Luz.

 

... se respeitam as mais elementares regras do fair-play. Os jogadores benfiquistas deveriam esperar pelos adversários até subirem à tribuna, abrir alas e felicitar os vencedores.

 

... faz sentido considerar a Taça de Portugal uma festa do futebol. Se o espectáculo inicial ficou aquém do mínimo exigível, no final sobressaiu total desorganização. Longos minutos esteve Cavaco Silva à espera para entregar a Taça aos jogadores de Guimarães, que chegaram à tribuna a conta-gotas.

 

Por fim, o hino não ser cantado pela quase totalidade dos jogadores da Luz. Aceita-se por serem estrangeiros, mas é inacreditável que não falem português e ninguém os tivesse informado que na cerimónia final estava o Presidente da República de Portugal.

 

As últimas são as primeiras, também quanto às ideias, expressas neste texto.

Parabéns, Vitória de Guimarães!



publicado por António Castro às 23:39
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Domingo, 18 de Novembro de 2012
Taça leva festa a Arouca

A eliminatória da segunda prova nacional teve poucas surpresas. Nos últimos encontros sobressaiu o Arouca que, contra todas as expectativas, eliminou uma equipa que o jovem treinador Nuno Espírito Santo tem colocado na ribalta no primeiro terço da I Liga.

Desta feita, o Rio Ave consentiu um golo (Clemente, 37 m), mas alcançou a igualdade pelo eterno João  Tomás (84). No prolongamento, os vila-condenses sofreram o tento decisivo obtido pelo sérvio Kovacevic (98 m).

Arouca viveu o ambiente de euforia próprio dos tomba-gigantes, situação que esteve para acontecer em Mirandela, pois o Gil Vicente (1-1) também recorreu ao tempo extra para eliminar os transmontanos, graças a grande penalidade de Cláudio (118 m)

Idênticas dificuldades teve a Briosa. O Penalva do Castelo resistiu (0-0) e a decisão foi encontrada no prolongamento, graças a novo penalty de Edinho (108 m)

Emoção redobrada aconteceu em Setúbal. Os Vitórias foram para o intervalo empatados (1-1), tal como no final do tempo regulamentar (2-2), em ambos os casos com alternâncias sucessivas no marcador.

Na sorte das grandes penalidades, a “taluda” saiu aos vimaranenses.



publicado por António Castro às 23:45
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Domingo, 26 de Agosto de 2012
Dragões só adiaram goleada

O técnico dos portistas não escondeu o desagrado pela exibição no campo do Gil Vicente. E não esteve com paninhos quentes. Na visita do Guimarães substituiu quem esteve menos inspirado e estreou alguma das novas aquisições como titulares.

Um bom golo de Lucho Gonzalez (16 m) sugeria que os vimaranenses não resistiriam por muito tempo, mas a realidade tornou-se diferente. A equipa de Rui Vitória, que desiludira tanto como o Sporting na primeira jornada da Liga, fez das fraquezas forças e atingiu o intervalo apenas com um golo de desvantagem.

Um remate fulminante de Hulk na segunda parte fez claudicar o Vitória minhoto e a machadada final pertenceu de novo a Lucho. O golo de Jackson Martinez (grande penalidade) constituiu apenas a "cereja" na goleada e nas decisões tomadas pelo treinador Vítor Pereira.

A segunda amostra foi bem mais positiva, resta saber se questões financeiras não originam outras adaptações.



publicado por António Castro às 12:29
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012
Vimaranenses e leões ainda sem equipa

Mais um espectáculo pobre em Guimarães, novo empate na jornada e o Sporting a demonstrar no início da temporada as deficiências da época passada. Alvalade tem como garantia o sofrimento, e o Vitória de Guimarães, a passar por uma fase crítica, precisa de um Rui Vítória com disposição de formar com jovens uma equipa minimamente adulta. Trabalho exigente para um técnico que já demonstrou capacidade para superar dificuldades. Mas também precisa de alguma sorte.

O discurso e entusiasmo de Sá Pinto não se alteram com exibições menos conseguidas e resultados comprometedores, mas um dia isso não chegará para manter acesa a esperança dos adeptos de Alvalade, além do indispensável apoio.

Os dirigentes e outros responsáveis dos leões e dos vimaranenses necessitam de muito engenho para atingirem os respectivos objectivos, que ninguém ignora serem diferentes.

O alarme pode disparar de um momento para o outro no D. Afonso Henriques e em Alvalade.  



publicado por António Castro às 20:26
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Segunda-feira, 12 de Março de 2012
Chuva (golos) em Alvalade

Os leões ultrapassaram finalmente a "seca" de golos. De um passaram a cinco frente ao Vitória de Guimarães, goleada inesperada, possivelmente até para Ricardo Sá Pinto.

O grau de oposição tem sempre influencia no rendimento de qualquer equipa, mas outros factores terão determinado a capacidade ofensiva observada em Alvalade.

Só agora, depois do início prometedor com Domingos Paciência, começa estar menos ocupado o departamento clínico, e algumas das figuras daquele período atingem rendimento mais de acordo com as expectativas.

Izmailov, por exemplo, passou a ser determinante na manobra ofensiva; Matías Fernández está a reencontrar-se com as capacidades de organizador de jogo; Wolfswinkel quebrou jejum de longos meses e abriu o activo frente aos minhotos; por fim, Jeffren, com presenças esporádicas devido a lesões, contribuiu duplamente para a festa.

A confirmarem-se estes pressupostos, pode esperar-se mais do Sporting do «coração de leão, mas o técnico deve ser realista quanto ao futuro na Liga Europa, a passar agora pela visita a Manchester.



publicado por António Castro às 10:48
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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011
Sporting e Braga: do oitenta ao oito

Sporting de Braga perdeu a oportunidade de se incluir no duo de líderes do campeonato. O Sporting ganhou um jogo que ao quarto minuto prometia uma goleada e perto do final esteve em risco de empatar ou até de perder.

Dos quatro treinadores que dirigiram os últimos dois jogos da jornada do campeonato apenas Domingos Paciência estava satisfeito e teve oportunidade de afirmar - é duvidoso que tenha razão, excepto pelas três vitórias consecutivas - que «as coisas estão a correr melhor». O seu companheiro do Rio Ave, pelo contrário, estava pesaroso e revoltado com o destino. Carlos Brito viu a sua equipa recuperar os dois golos iniciais de desvantagem, desaproveitar oportunidades oferecidas pela defesa de Alvalade, e continuar sem obter pontos quando o alto norte-americano  de Alvalade, Onyeou, dirigiu a bola para a baliza na sequência de um canto apontado por Capel.

Rui Vitória (Guimarães) e Leonardo Jardim (Braga) devem ter ficado pouco satisfeitos com os jogadores, que raramente conseguiram ultrapassar um rendimento mediano, falho de talento, numa partida disputada em ritmo demasiado lento.

Enfim, há dias assim.



publicado por António Castro às 23:46
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011
Sonho acaba em pesadelo para dois

Como previramos há dias, a presença das quatro equipas no play-off da Liga Europa foi decepcionante. Pelo caminho ficaram duas com derrotas contundentes para quem pensava que poderia alterar a imagem de inferioridade transmitida dias antes.

Se alguém tinha esperança que o Guimarães poderia superar os dois golos de desvantagem trazidos de Vicente Calderón, cedo teve de render-se à realidade. O Atlético de Madrid marcou logo no primeiro minuto e estava decidida a eliminatória. Manuel Machado e os jogadores vimaranenses ficaram siderados e a equipa nunca mais se encontrou. Pelo contrário, afundou-se de maneira a sofrer quatro golos.

O Nacional confirmou em Inglaterra que o empate a zero na Madeira não oferecia grande margem de manobra. O Birmingham, sem dificuldade, foi aumentando a diferença até aos três tentos.

Leonardo Jardim foi o único técnico que apresentou argumentos para contrariar o favoritismo dos suíços do Young Boys depois do empate a zero em Braga. Conseguiu-o através dos golos marcados fora (2-2), mas os bracarenses continuaram a demonstrar a raça que os conduziu, na época passada, à portuguesa (FC Porto) final da prova em Dublin.

O Sporting continua sem encontraro rumo certo, situação complicada para Domingos Paciência, que já viveu momentos felizes na curta carreira de treinador. Os leões acompanham o Braga na fase de grupos, mas não sentiram menos problemas do que há um ano perante os mesmos modestos adversários dinamarqueses.

Começa a desenhar-se a queda no ranking europeu, pondo em causa o brilhante comportamento de 2010/2011.

 



publicado por António Castro às 23:29
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Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
Nacional goleador

Três golos - Luís Alberto e dois de Mateus - até ao intervalo quase decidiram a terceira pré-eliminatória da Liga Europa a favor do Nacional no confronto com os suecos do BK Hacker. O treinador dos madeirenses, Ivo Vieira, parece ter encontrado uma solução para o ataque, e nem mesmo a natural baixa de eficácia depois do intervalo evitou o sofrimento dos nórdicos.

O Vitória de Guimarães foi a antítese dos insulares na deslocação à Dinamarca. Manuel Machado, pouco satisfeito com a maneira como decorreram os jogos de preparação, decidiu colocar «trancas na baliza» e limitar ao máximo os riscos do Midtjylland marcar. Apesar de uma exibição a roçar o decepcionante dos minhotos - apenas remataram uma vez com direcção à baliza -, conseguiram atingir os objectivos. Arrancaram um nulo, sem prestígio e, pior do que isso, perigoso. A menos que os portugueses mudem de atitude e os dinamarqueses sejam tão fracos como demonstraram no seu país.

O Nacional tem ao seu alcance o apuramento para o play-off. Ao Guimarães exige-se não ficar já pelo caminho, sob pena de, começar a época com inesperada desilisão. 

 



publicado por António Castro às 23:45
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011
A luta continua

O Braga não deixou os leões aquecerem o terceiro lugar, por onde andaram vários meses. Antes do início da jornada, os lisboetas tinham um ponto de desvantagem em relação aos bracarenses e derrotaram a Académica. Acertado o calendário no AXA com a visita do Guimarães, Domingos Paciência recuperou a vantagem com uma vitória indiscutível.

Antes do intervalo, os vimaranenses executaram quase na perfeiçãp os intentos de Manuel Machado em não permitir espaços para os adversários expressarem o seu futebol.

Tudo mudou com a vivacidade que a entrada de Alan transmitiu aos anfitriões e a marcação do primeiro golo. Manuel Machado considerou o lance como falha dos seus jogadores, tal como o terceiro, como se fosse uma coisa do outro mundo o êxito neste tipo de lances. Se os próprios técnicos arranjam expedientes para tornar estas jogadas menos perigosas, também procuram alternativas para serem letais.

Restam quatro jornadas para saber quem terá o acesso à Liga Europa mais facilitado, e ao contrário do que se tem afirmado, a decisão pode acontecer antes da última jornada da prova.

Vejamos o calendário do Braga e do Sporting. Aos arsenalistas do Minho compete visitar a Naval, receber a União de Leiria, deslocar-se a Coimbra e ser anfitrião do Sporting. Os leões começam com um clássico no Dragão, seguem-se duas visitas em Alvalade - Portimonense e Setúbal -, e, finalmente, a referida deslocação a Braga.

Convidamos os leitores a tecer os duplos vatícinios e aproveitar o espaço dos comentários para os divulgarem. Cá estaremos para ver quem acertará.



publicado por António Castro às 23:35
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