Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Quinta-feira, 6 de Fevereiro de 2014
Quaresma e Ghilas no pedestal

O apuramento do FC Porto na Taça de Portugal não foi muito diferente do conseguido na véspera pelo Benfica. O sofrimento dos vencedores foi quase idêntico, embora com diversas nuances.

O Estoril entrou no Dragão com aspirações e até inaugurou o marcador. Quase a terminar a primeira parte, Quaresma, regressado à Cidade Invicta em boa hora, restabeleceu a igualdade a dois minutos do intervalo.

Seguiu-se um longo penar para Paulo Fonseca, dada a insatisfação dos adeptos, pois a vitória apenas aconteceu quase no final. Ghilas, quatro minutos de substituir Quaresma, foi o obreiro da reviravolta.

Assim chegaram os portistas ao confronto com os encarnados antes da final do Jamor. Um deles ficará pelo caminho e não atingirá um dos objectivos traçados pelos responsáveis no princípio da época. Acontece...



publicado por António Castro às 15:07
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Domingo, 2 de Fevereiro de 2014
«Pequenos» perdem respeito aos «grandes»

O FC Porto deixou três pontos na Madeira. O Benfica cedeu dois na visita ao Gil Vicente. O Sporting também permitiu à Académica a saída de Alvalade com um ponto no bornal.

Que se passa entre a elite do campeonato? FC Porto e Benfica estão menos fortes ou Marítimo e Gil Vicente são exemplos que alguma coisa mudou nas equipas consideradas há anos incapazes de encontrar antídoto para anular o potencial dos «grandes»?

Creio que os resultados deste fim-de-demana resultam de diversos factores, independentemente das incidências das diferentes partidas.

Sem pretender estabelecer uma ordem nas razões que explicam a actual conjuntura, deixamos as nossas ideias.

Alguns dirigentes de clubes com menores recursos financeiros mostram-se mais realistas nas contratações, tanto a nível nacional como no estrangeiro, e prestam especial atenção ao trabalho desenvolvido nas camadas jovens.

Nos últimos anos surgiram treinadores com formação de nível mais elevado, substituindo aqueles que, embora com conhecimentos e bons palmarés, eram na maioria experientes ex-jogadores dirigidos por reconhecidos técnicos estrangeiros. Os cursos em Portugal não contribuíam para a necessária formação e muitos eram autodidactas. Os êxitos ficaram a dever-se a grande esforço e estudo individual.

O Sporting merece uma referência especial. Sob a orientação de Leonardo Jardim, por direito próprio incluído na nova geração de técnicos, constituiu em poucos meses uma equipa-surpresa, comparada com o comportamento dos últimos anos, mas ainda está a consolidar o plantel, devido à chegada de novos jogadores. De considerar ainda um calendário que tanto pode confirmar a inclusão imediata no lote dos «maiores», como adiar por mais algum tempo as ambições dos responsáveis de Alvalade.

Os próximos jogos serão decisivos para saber qual o seu verdadeiro patamar na hierarquia do presente campeonato.



publicado por António Castro às 22:25
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Sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013
Do bom portista ao suficiente encarnado

O FC Porto voltou a dar espectáculo no Dragão. Mais importante do que a goleada (4-0) ao Olhanense foi a exibição do brasileiro Carlos Eduardo, que andou meses "esquecido" na equipa B. Três assistências e um golo de excelente execução confirmaram a  imagem transmitida no último jogo e devem garantir-lhe em definitivo a titularidade.

Paulo Fonseca não terá ficado agradado com o rendimento dos dragões até ao intervalo, apesar do golo de Mangala, mas os restantes 45 minutos concederam-lhe mais tranquilidade. Voltou a ver um ataque eficaz, consequência do melhor aproveitamento da movimentação de Jackson, do "aparecimento" de Herrera, e da coesão transmitida ao meio-campo por Carlos Eduardo, além dos dotes de goleador.

Se na Liga dos Campeões, o FC Porto esteve aquém das expectativas, a nível das competições nacionais Paulo Fonseca tem à disposição um lote de jogadores capaz de lutar pela renovação do titulo. Assim disponha as peças no tabuleiro em função das suas características.

O Benfica, por seu turno, saiu do Bonfim com uma vitória, mas sem convencer. Não fez um remate, na primeira parte, à baliza dos sadinos. Apenas algumas alterações de Jorge Jesus depois do intervalo concederam maior equilíbrio ao meio-campo e conduziram aos golos de Rodrigo (54 m) e Lima (69 m, de grande penalidade).

A mensagem de Natal de Filipe Vieira ainda não foi apreeendido pelos jogadores, e o treinador parece não ter encontrado as soluções para tornar a manobra da equipa mais consistente.

«Houve diferenças de uma parte para a outra. É normal. Na primeira tivemos dificuldades, com o Vitória a defender muito bem. Na segunda, alterámos posicionamentos, tivemos outra ideia de jogo, e a partida tornou-se mais fácil, também porque não houve tanta intensidade por parte do adversário», explicou o técnico dos encarnados.

A vitória permitiu não descolar dos campeões e aproveitar eventual deslize do Sporting. Mantém-se, no entanto, a irregularidade nas exibições.



publicado por António Castro às 23:50
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Domingo, 15 de Dezembro de 2013
Águias e dragões voltam às vitórias

Benfica e FC Porto souberam ultrapassar as anunciadas dificuldades em Olhão e Vila do Conde e mantiveram o atraso de dois pontos em relação à equipa-surpresa da época. Os desaires da Liga dos Campeões já pertencem ao passado.

Jorge de Jesus, que cumpriu o último jogo de castigo na bancada, sofreu mais que Paulo Fonseca, pois os algarvios estiveram duas vezes em vantagem, mas a pressão atacante dos lisboetas prevaleceu, com Sulejmani a resolver, em lance vistoso, a conquista de três pontos no início da segunda parte.

Raul José confessou as dificuldades que o Olhanense de Paulo Alves apresentou aos encarnados e reconheceu a influência do sérvio na decisão da partida: «A equipa precisava de largura e sentimos que Sulejmani, pelas suas características diferentes de Ivan Cavaleiro, podia ser importante dentro de campo naquele momento.»

O FC Porto teve mais facilidades no confronto com o Rio Ave, que sentiu dificuldades em impor uma manobra consistente, assinalada desde que passou a ser orientado por Henrique Calisto.

Cerca dos 20 minutos, o vila-condense Fraga ainda respondeu ao tento prematuro de Maicon, mas Jackson concretizou com mais um golo a superior eficácia portista, e Danilo (82 m) colocou ponto final na discussão do resultado.

Paulo Fonseca introduziu alterações no onze derrotado pelo Atlético Madrid, com a titularidade atribuída a Carlos Eduardo e Licá, e o primeiro confirmou boas condições para ser uma mais-valia.

«A equipa apresentou-se bem. Foi uma vitória natural. Carlos Eduardo deu outra dinâmica à equipa. O Rio Ave povoou muito o corredor central e o Carlos foi inteligente e percebeu que poderia fazer a diferença junto aos corredores laterais», salientou o treinador portista.

Uma nova vedeta está a despontar no Dragão.



publicado por António Castro às 23:31
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Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013
Dragão desilude até ao fim

«Quem comete tantos erros não merece seguir em frente». Frase insuspeita do El Comandante Lucho Gonzaléz que explica a desoladora carreira do FC Porto na Liga dos Campeões.

Uma equipa que não consegue ganhar um único jogo em casa na fase de grupos - Atlético Madrid (1-2), Zenit (0-1) e Áustria de Viena (1-1) - compromete irremediavelmente o apuramento. Garantiu a presença na Liga Europa com os mesmos pontos (5) do último, porque os austríacos só melhoraram de rendimento na fase final da competição.

A equipa de Viena, que goleou (4-1) na visita aos russos na última jornada, escancarou as portas dos oitavos-de-final aos portugueses, mas Paulo Fonseca não conseguiu a vitória no campo do dominador do grupo, o eficaz Atlético de Madrid.

Diego Simeone, o treinador e antigo jogador dos colchoneros, fez gestão do plantel, acautelou as linhas recuadas e explorou o contra-ataque, mortal para os portistas. E, apesar de quase todas as estatísticas se apresentarem a seu favor, os dragões não tiveram talento para evitar dois golos em Vicente Calderón.

Assim caiu do céu o apuramento ao Zenit de Sampetersburgo.

Paulo Fonseca continua fragilizado no Dragão e de pouco servirão as reacções ao encontro em Espanha: «Poderíamos ter saído daqui com outro resultado, mas quem sofre estes golos dificilmente tem hipótese de passar nestas competições. Não é este resultado que deixa o FC Porto fora da Champions. Foi claramente em casa que falhámos.»

E que falhanço!



publicado por António Castro às 22:45
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Sábado, 30 de Novembro de 2013
Académica alarma campeão

Aconteceu quando menos se esperava. A descida de rendimento da equipa de Paulo Fonseca, com incidência mais preocupante na ineficácia atacante, reconhecida pelo próprio treinador, era evidente. Admitia-se, no entanto, não ser em Coimbra que os dragões perdessem o comando do campeonato.

Sabia-se que Sérgio Conceição recorreria a uma estratégia para controlar o mais possível o adversário, mas ninguém acreditava no colapso perante uma Briosa de menores recursos.

O treinador do Dragão voltou a fazer uma análise ao jogo que indicia encontrar-se numa encruzilhada: «Não fomos determinados, não fomos agressivos. Tentámos, nem sempre da melhor forma, mas a verdade é que fomos incapazes de ultrapassar a organização defensiva da Académica.»

E fez uma pergunta, para a qual parece não ter resposta aceitável. «Como se explica essa menor determinação? Fruto da situação, dos resultados que não foram conseguidos, é a única explicação que encontro», concluiu.

É pouco para os adeptos, pois, como acentua, «o FC Porto é um clube habituado a ganhar», e a última vez que sofreu uma derrota na Liga portuguesa foi a 29 de Janeiro de 2012, na visita ao Gil Vicente (3-1) na primeira época (2011/12) com Vítor Pereira como treinador.

Passaram-se 671 dias! Demasiado para que Pinto da Costa não tente travar este ciclo menos positivo. Como é habitual no Dragão, eventuais medidas só virão a público quando o presidente quiser.



publicado por António Castro às 23:12
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Sábado, 23 de Novembro de 2013
Benfica sofre e FC Porto treme

O Benfica, com Jorge de Jesus de castigo na bancada, teve de penar para levar de vencida um Sporting de Braga que perdeu pela quinta vez consecutiva na Liga.

Duas bolas na barra da baliza de Artur podiam ter amenizado a amargura de Jesualdo Ferreira, mas a ilusão acabou quando Matic tirou uma bola ao bracarense Mauro e obteve o tento da salvação (73 m).

Raul José, que dirigiu os encarnados do banco, considerou que o técnico principal não é necessário porque «os jogadores sabem o que fazer em campo», mas a ausência do lesionado Cardozo teve influência na eficácia atacante dos encarnados, pois Lima foi quase sempre um "homem só" na frente de ataque.

Melhor que os três pontos foi o empate imposto ao FC Porto pelo Nacional, no Dragão. Paulo Fonseca, embora tenha reconhecido que «faltou marcar», recorreu a estatísticas do jogo francamente favoráveis aos portistas, mas esqueceu-se da falta de inspiração dos seus jogadores, em termos individuais e colectivos.

Manuel Machado foi pragmático: «Não digo que conseguimos um empate com justiça, mas conseguimos com trabalho».

A "besta negra" dos portistas fez regressar os assobios ao Dragão, situação nada agradável antes da visita do Áustria de Viena para a Liga dos Campeões.



publicado por António Castro às 23:51
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Terça-feira, 22 de Outubro de 2013
Duplo azar: Herrera e Hulk

«Não estando contente com o resultado, acho que demos uma demonstração de grande solidariedade. Melhorámos em muitos aspectos do jogo, mesmo com dez. Só tenho de estar orgulhoso daquilo que os jogadores fizeram. Mesmo com dez, e dando o domínio do jogo ao adversário, conseguimos criar ocasiões para marcar. Só posso estar insatisfeito com o resultado, mas satisfeito com o que produzimos, com a entrega dos jogadores».

Paulo Fonseca tem razão ao considerar que o FC Porto, no confronto com o Zenit, teve uma das melhores prestações dos últimos tempos. Curiosamente, o resultado não correspondeu a essa subida de rendimento.

Os portistas ficaram reduzida a dez elementos, por expulsão de Herrera a partir do sexto minuto, e do outro lado estava um jogador que despontou no Dragão e dá pelo nome de Hulk.

A ausência de um elemento obrigou a redobrada atenção e esforço por parte dos companheiros, que viriam a acusar esse esforço. O brasileiro foi constante ameaça e só não venceu o duelo com o guarda-redes Helton. No entanto, participou no tento da vitória dos russos ao marcar um canto que levou a bola à cabeça de Kerzakov - saído do banco pouco antes - e decidiu a partida.

Acrescente-se que o Zenit, embora uma equipa de ataque, está formatada no sector recuado de molde a adormecer os adversários com frequentes passes, e só quando teve de enfrentar a velocidade e o improviso de Varela sentiu maiores dificuldades.

Uma jornada de conjugação negativa de factores para o FC Porto a complicar as contas finais do grupo da Liga dos Campeões, no qual tem como dominador absoluto o Atlético de Madrid.

A próxima deslocação a Sampetersburgo pode dar pistas sobre o futuro dos campeões nacionais a nível internacional.



publicado por António Castro às 23:44
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Sábado, 19 de Outubro de 2013
Taça dos pequeninos

Trofense e Cinfães nunca pensaram que apenas sofreriam um golo dos credenciados adversários da terceira eliminatória da Taça de Portugal. O portista Varela foi o protagonista da vitória no Dragão; o benfiquista Ola Johan desferiu o remate decisivo no Estádio Municipal Prof. Cerveira Pinto.

Multiplicaram-se as estreias nos conjuntos do primeiro escalão. Habituais suplentes ou elementos das equipas B foram aproveitados por Paulo Fonseca e Jorge Jesus com dois objectivos: testar as promessas e dar descanso a quem esteve ao dispor de selecções, para acautelar os próximos compromissos na Liga dos Campeões.

Compete aos treinadores tomar estas decisões, mas a apelidada festa da Taça torna-se numa fantasia, tanto para adeptos como protagonistas das equipas mais fracas, pois esperam ver em acção e defrontar os nomes sonantes dos adversários.

Os responsáveis federativos devem ponderar neste problema e encontrar soluções para não desprestigiar a segunda prova do calendário nacional.

Nos tempos da defesa de fair-play em diversas vertentes - disciplinar e financeiro, nomeadamente -, incluir o competitivo só beneficiaria o futebol português.



publicado por António Castro às 23:40
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Domingo, 6 de Outubro de 2013
Candidatos ao título sem rasgos

Se Cardozo resolveu a partida do Benfica no Estoril, Jackson Martinez foi decisivo na vitória mais folgada do FC Porto em Arouca.

Na Amoreira, as dificuldades benfiquistas voltaram a estar patentes, mesmo depois da expulsão de um adversário no início da segunda parte. E quando a vantagem ficou reduzida a um golo, Jorge Jesus não teve descanso no banco até ao final da partida.

Em Arouca, alguns jogadores portistas estiveram uns furos abaixo do nível habitual, pelo que Paulo Fonseca apreciou uma movimentação agradável da equipa e momentos menos bons, a denunciar rendimento irregular.

A expressão do resultado foi diferente graças a outro colombiano - Quintero - a fazer o gosto ao pé um minuto após entrar em campo já em período de descontos, portanto com o resultado praticamente decidido.

Assim vão os principais candidatos ao título. É pouco!



publicado por António Castro às 23:45
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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013
Não há vergonha

Segunda-feira (dia 23) de notícias sobre exposições e processos. Um clube e um dirigentes associativo são os protagonistas: FC Porto e Nuno Lobo.

Um resumo dos casos, seguindo o horário das informações vindas a público.

O presidente da Associação de Futebol de Lisboa revela, na sequência do Estoril-FC Porto :«Vou avançar com uma queixa-crime contra dirigentes portistas por agressão e injúrias verbais, das quais são testemunhas as pessoas que estavam nos camarotes adjacentes. A própria Guarda Nacional Republicana (GNR) identificou essas pessoas para testemunharem no processo-crime. Aliás, toda a gente que estava na bancada viu o que se passou.»

Horas depois, um elemento afecto ao clube do Dragão revela à agência Lusa que Nuno Lobo «está a tentar uma manobra de diversão e será processado judicialmente por estar a mentir, como o pode atestar quem esteve no local.»

Nesse dia, mais tarde, adianta-se que o FC Porto iria fazer uma exposição à UEFA sobre alegados comentários racistas do presidente da AFL através da rede social Facebook. ao futebolista Hulk, agora a actuar no Zenit da Rússia. Acrescente-se que este assunto ocorreu entre Fevereiro e Abril de 2011, antes do dirigente associativo ser eleito presidente da AFL.

Não há vergonha em certos agentes do futebol português.



publicado por António Castro às 22:15
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Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013
Trio de ataque não perdoa

Jackson, Licá e Josué são sempre influentes nas vitórias do FC Porto. Rematam certeiro, marcam penalties e fazem assistências decisivas. Não são as únicas unidades influentes na equipa, mas complementam com grande percentagem de êxito a produção dos companheiros.

Mais uma vitória por 3-0, desta feita na visita do Marítimo ao Dragão, que antes derrotara o Benfica no Funchal.

No futebol utiliza-se muito o conceito que «uma equipa só joga o que a outra deixa jogar». Os madeirense no Porto estiveram em noite não, mas sobram motivos para dizer que os pupilos de Paulo Fonseca foram os principais responsáveis. Panorama oposto aconteceu há oito dias, pois nem Marítimo nem Benfica conseguiram libertar-se da mediania.

Conclusão: os lisboetas da Luz têm razão para se mostrarem preocupados.



publicado por António Castro às 17:18
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Domingo, 11 de Agosto de 2013
Dragões começam a somar

Mudou o treinador. Saíram jogadores influentes. Entraram novas caras, este ano com alguns portugueses contemplados. E nada se alterou, pelo menos na estreia oficial.

Paulo Fonseca armou a equipa durante as últimas semanas e, em Aveiro, conquistou novo troféu para o FC Porto - a Supertaça. Três golos na primeira parte resolveram a questão com facilidade - Licá (estreia e golo logo aos cinco minutos), Jackson e Lucho.

Argumenta-se que o Vitória de Guimarães pouco mais poderia fazer. pois Rui Vitória está a trabalhar com uma equipa praticamente nova, mas os portistas presentes ficaram especialmente satisfeitos com a acerto na manobra e a ambição dos seus jogadores, afinal também influente nas debilidades reveladas pelos vimaranenses.

O treinador Paulo Fonseca teve uma boa estreia oficial ao serviço dos campeões, pelo que se justificam as declarações finais: «Realizámos um bom jogo. Não que o Vitória não tenha complicado a nossa tarefa, mas acabámos por conseguir um triunfo que se podia ter expressado com outros números».

Bom aperitivo, portanto, para os próximos compromissos da I Liga.



publicado por António Castro às 19:13
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Sábado, 8 de Junho de 2013
Vítor Pereira "saiu" há meses

Pinto da Costa e Vítor Pereira mantiveram um tabu, com a duração de meses, sobre o futuro responsável dos dragões, e algumas semanas para se saber o destino do mal-amado treinador de muitos portistas e, pelos vistos, também de Pinto da Costa.

Agora que o Al Ahli contratou Vítor Pereira, mantém-se a incógnita sobre o substituto, pois o presidente do FC Porto, apesar de todas as notícias apontarem para o nome de Paulo Fonseca - salta do Paços Ferreira para o campeão -, fixou de quarta-feira como o dia DO (divulgação oficial).

A ideia que se retira desta dupla novela é que houve muito jogo de bastidores, à boa maneira de um dos intérpretes.



publicado por António Castro às 23:56
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Sábado, 13 de Abril de 2013
Braga tira troféu a dragões

As críticas que se teceram quando se criou a Taça da Liga estão na lembrança de todos, aliás como aconteceu com a Liga Europa, antes de a UEFA ter alterado o modelo de disputa, com grupos a duas voltas. Em Portugal, para que a prova tivesse mais prestígio impunha-se também que permitisse acesso à actual segunda prova europeia. Assim se explica o desinteresse dos principais clubes, em especial aqueles que nos últimos têm conseguido mais espaço nas competições internacionais.

Vítor Pereira não alterou agora o discurso dos dragões por acaso, já que apenas lhes resta uma prova, em termos matemáticos, possível de ganhar, afinal a mais importante do panorama português. Só que os êxitos por vezes considerados "menores" não servem para «tapar buracos», e o

FC Porto não teve sorte nem talento para levar de vencida o Sporting de Braga na final de Coimbra.

O técnico pode alegar erros de arbitragem - apenas recorre a esse expediente nas derrotas - e argumentar com a pressão exercida sobre os minhotos durante grande parte do jogo.

Nem sempre os seus jogadores encontraram antídoto para a clarividência defensiva e irreverência atacante dos bracarenses. E, em circunstâncias normais, 45 minutos chegariam para colmatar a falta de um elemento e a desvantagem do golo.

De elogiar não se esquecer de dar os parabéns ao Braga, vencedor pela primeira vez depois do trabalho desenvolvido pelo presidente António Salvador, e simultaneamente de José Pereiro, a quem já apelidavam do Raymond Poulidor do futebol português, comparando a sua carreira à do ciclista francês, a viver sempre na sombra de Eddy Merckx e Jacques Anquetil.



publicado por António Castro às 23:25
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