Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Terça-feira, 5 de Março de 2013
Emoção e dignidade em Old Trafford

Cristiano Ronaldo, Nani, Modric e Mourinho contrariaram a ideia de que num jogo de futebol as individualidades são importantes mas nem sempre decisivas.

O encontro em que o Manchester United recebeu o Real Madrid com a vantagem de ter empatado (1-1) na capital espanhola foi recheado de situações que fizeram daqueles nomes o centro das atenções, mas raramente os principais protagonistas vivem tais sensações e demonstram semelhantes comportamentos, numa mistura de sentimentos à margem do próprio jogo.

Cristiano Ronaldo viveu momentos que, segundo confessou, nunca esquecerá. A recepção prestada pelos adeptos do United foi de tal maneira carinhosa que acabou por condicionar a própria prestação do jogador. No entanto, na história ficam os dois golos – um em Espanha e outro em Inglaterra – que decidiram a eliminatória. Momentos não festejados por respeito ao clube que o projectou mundialmente, mas sem haver hesitações no momento decisivo.

Nani, que se mostrava influente no domínio do Manchester United – esteve na origem do primeiro golo –, foi vítima de expulsão rigorosa e a sua saída modificou o decorrer da partida.

Modric foi a solução encontrada por José Mourinho para explorar a inferioridade numérica dos ingleses, demasiado perturbados pelo incidente, tal como Alex Fergusson, e o Real Madrid passou da eliminação ao apuramento, graças a portentoso tento de sérvio e do lance resultante de toque subtil de Osil, do centro de Higuaín e da decidida intervenção de Cristiano Ronaldo.

O treinador português também deu um bom exemplo ao confessar que «a melhor equipa perdeu» e admitir que se jogassem 11 contra 11 o Madrid não ganharia, pois antes não conseguiu «segurar a bola».

Um jogo entre grandes equipas analisado com serenidade e sem facciosismo gera sentimentos inesperados. Neste, não houve lugar a vencidos.



publicado por António Castro às 23:13
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Sábado, 28 de Maio de 2011
Barcelona sem piedade

«É a melhor equipa que já vi e toda a gente reconhece. Aceito perfeitamente. Não é fácil aceitar esta derrota e nenhuma equipa nunca tinha conseguido dominado deste modo os meus jogadores», confessou Ferguson, treinador do Manchester United, depois de ter felicitado o colega de profissão Pep Guardiola pela vitória do Barcelona na Liga dos Campeões.

Estas palavras de Sir Alex constituem a melhor homenagem prestada aos campeões de Espanha, vencedores do terceiro título europeu (1980, 2009 e 2011) e a Guardiola, com carreira ímpar desde que assumiu o comando dos clube catalão há três anos.

O Manchester, a actuar em Wembley, começou em alta pressão e durante alguns minutos impediu que Iniesta e companhia  construíssem a habitual "teia" anestesiante dos adversários. O golo de Rooney, a responder ao de Pedro, concedeu suspense à segunda parte, mas cedo a "pulga" Messi deu a picada fatal nos ingleses e catapultou os espanhóis para exibição de luxo.

Todo o mundo - expressão sem exagero, dada a audiência da transmissão televisiva - ficou rendido à capacidade de uma equipa fiel a um estilo, nem sempre vibrante, mas invariavelmente a proporcionar espectáculo de grande beleza e... golos.

Uma dúvida, no entanto, pode colocar-se: será que Alex Ferguson utilizou os jogadores certos para contrariar a manobra do Barça? Terá preferido alguns jovens em detrimento de elementos com mais experiência, e obrigou outros a desmultiplicarem-se em tarefas pouco adaptadas às suas características.

Reflexão que em nada retira os elogios devidos à melhor equipa europeia do momento, por muito que custe ao Real Madrid e a José Mourinho.



publicado por António Castro às 23:32
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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
Liedson e adeptos em lágrimas

Desculpa Liedson, não merecias este empate! Obrigado mais uma vez, pelo menos a última com o leão ao peito, por teres resolvido! Os teus dois golos evitaram mais uma derrota em Alvalade. Perante o lanterna vermelha que o brasileiro Carlos Mozer tenta conduzir a lugares mais tranquilos.

Mais deprimente para ti, companheiros e treinador terá sido, no entanto, a maneira como a Naval actuou. Jogadores sem complexos, com uma ligação entre sectores apreciável, bastante eficazes na ocupação de espaços e na pressão sobre os adversários; atrevidos no ataque pela zonas laterais, a levarem o pânico aos defensores à frente de Rui Patrício e desfeiteando três vezes o promissor guarda-redes do Sporting.

Liedson, fez pena estares entre aqueles companheiros. Em vez de se movimentarem sem bola, para criar linhas de passe, esperavam estáticos pela bola; quando era necessário pressionar o adversário, limitavam-se a esperar que perdessem a bola; caíram invariavelmente na armadilha do fora-de-jogo, com confrangedora insistência por parte Hélder Postiga e Vukcevic, a colocar em causa a indispensável concentração ou o baixo grau de inteligência.

Alvalade transformou-se num «vale de lágrimas». Chorava Liedson. Choravam os adeptos pela saída do Levezinho e de... raiva.

Paulo Sérgio pode ter muitas razões de queixa dos dirigentes demissionários e dos «competentes» funcionários para tomar a decisão de não se demitir. Reconheça-se, no entanto, que a sua presença em Alvalade já nada acrescentará à equipa, pois ao fim de seis meses não conseguiu, mesmo com a matéria-prima ao seu dispor, construir uma equipa mais personalizada e, pelo menos, a jogar melhor do que o último classificado.

Garantiu que «vai continuar a pegar o bicho pelos cornos», mas está provado que o «leãozinho» já o atirou contra as tábuas.

 



publicado por António Castro às 23:51
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
Virar de páginas no Dragão

O terceiro embate da época entre FC Porto e Benfica foi pródigo em surpresas. A primeira reporta-se à vitória (0-2) do Benfica, conseguida no Dragão na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Os campeões em título conseguiram inverter os resultados negativos da Supertaça (2-0, em Aveiro) e a famosa goleada (5-0) sofrida na Cidade Invicta na primeira volta da I Liga.

De registar o indiscutível mérito da exibição dos benfiquistas, assente em diversos aspectos. Jorge de Jesus terá aprendido com os erros do passado, e com um conjunto a subir de rendimento teve o engenho de definir uma estratégia eficaz para anular os pontos mais fortes do adversário, mesmo já sem contar com a presença do central David Luiz.

A confirmação de que os portistas já viveram «melhores dias» no fase inicial da temporada, como denunciaram os últimos resultados, pois o colectivo cometeu alguns erros e certos jogadores não tiveram capacidade para ultrapassar os obstáculos colocados no seu caminho para as balizas de Júlio César. Acresce que nem souberam aproveitar a expulsão de Fábio Coentrão, sintoma da intranquilidade que minou a equipa a partir do segundo golo.

Por fim, realçar o comportamento dos treinadores. Além de se cumprimentaram depois do encontro, André Villas-Boas reconheceu o mérito do adversário e conduziu com elevação o diálogo com os jornalistas. Jorge Jesus respeitou a natural desilusão do adversário, além de fazer uma análise lúcida sobre o desenrolar do jogo, sem manifestação de sobranceria quanto ao desfecho da eliminatória.

Os mind games terminaram com o apito inicial do árbitro. Atitude que se mantenha no futuro.

 



publicado por António Castro às 23:52
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Sábado, 11 de Setembro de 2010
Nortada no campeonato

O Dragão superou o Santiago Bernabéu. Perguntar-se-à: qual a relação entre o FC  Porto-Sporting de Braga e o Real Madrid-Osasuna. Simplesmente que o primeiro foi um grande jogo de futebol - facto raro em Portugal - e o segundo primou pela monotonia, não teve vivacidade nem emoção. Valeu o golo do português Ricardo Carvalho para os merengues conquistarem os três pontos, mas não evitou os assobios do público, descontente com a exibição das vedetas de Florentino Perez. Manifestação aceite por José Mourinho, com a garantia de nunca criticar semelhante comportamento.

Antes da festa do futebol vivida no Porto, o Sporting voltou a mostrar que dificilmente fará manchetes nos jornais pelos êxitos, tornando-se notícia apenas pela negativa. Agora foi o Olhanense, trocado pela Académica por Jorge Costa e treinado por Daúto Faquirá, que manteve em respeito os «gatinhos» de Alvalade. Leões já é passado...

Os portistas deram mais uma amostra das suas potencialidades, agora sobre a batuta do jovem André Villa Boas, e recuperaram de duas situações de desvantagem perante um Braga mais refinado em comparação com a época passada. Domingos Paciência queixa-se de erros a impedir a vitória, mas não deve esquecer a influência da pressão antagonista na viragem do resultado.

Qualquer das equipas - respectivos treinadores e jogadores - estão de parabéns.

Neste momento, a força dos clubes nacionais está no Norte.  



publicado por António Castro às 23:50
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
Arbitragem tornou-se vedeta

Os árbitros Jorge Larrionda (Uruguai) e Roberto Rosseti (Itália) constituiram-se em figuras centrais de dois dos encontros dos oitavos-de-final: Alemanha-Inglaterra e Argentina-México. Quando assim acontece, o futebol não sai prestigiado, por existirem sempre argumentos - muitas vezes pouco consistentes - para colocar em causa a verdade desportiva.

Um golo inacreditavelmente anulado ao inglês Lampard, que permitia à equipa de Fabio Capello anular a desvantagem de dois golos consentida nos primeiros 32 minutos. Além disso permitia conjecturar sobre a hipótese da Inglaterra inverter a tendência do jogo e travar o espectáculo até então oferecido pelos alemães.

Deve reconhecer-se que esta possibilidade sempre se apresentou remota, pois a Alemanha, antes e depois daquele lance, provou ser superior em todos os aspectos. Se foi errado - insólito, até, dada a clareza do lance  - o facto do árbitro e auxiliar terem feito vista grossa ao trajecto da bola, seria injusto qualquer resultado que não fosse o apuramento dos germânicos.

A discussão, no entanto, deve continuar, não apenas para os responsáveis do futebol abdicarem de conceitos velhos de mais de um século, e porque este caso trouxe à memória o que se passou na final do Mundial de Inglaterra (1996), nessa altura supostamente a favor dos britânicos.

A Argentina, próxima adversária da Alemanha, continua imparável e a vitória sobre o México não deve ser contestada. Um senão importante: a cavalgada dos comandados de Diego Maradona começou com um golo em fora-de-jogo de Tévez, lance que até se viu no ecrã gigante do estádio, exibição impedida pela própria FIFA. Facto que deixou em maus lençóis o árbitro italiano. A avaliar pelas imagens televisivas, ele e o auxiliar aperceberam-se do facto mas não podiam servir-se daquele meio para alterar a decisão.

Todos fazem votos para que esta triste jornada arbitral não se repita, e os  desfechos dos jogos Holanda-Eslováquia (15.00) e Brasil-Chile (19,30) não sejam marcados por suspeições de qualquer espécie.



publicado por António Castro às 09:00
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010
Parreira define rota dos Bafana Bafana

Houve entusiamo, espectáculo, música, cor, bons lances de futebol, golos, e suspense na fase final do encontro de abertura.

Mostraram-se demasiado exigentes aqueles que deram uma nota negativa à organização ao estabeleceram comparações com edições anteriores. Ignoram que um continente, durante centenas de anos explorado por aventureiros de outras paragens, flagelado por lutas tribais e ditaduras ferozes, pela primeira vez se empenhou num acontecimento desportivo desta envergadura. Esquecem-se de estarem a tomar contacto com um povo muito diferente do europeu, americano, seja do Norte ou do Sul, asiático ou da Oceânia.

A exibição futebolística da África do Sul constituiu uma surpresa. No confronto com os mexicanos, mais experientes em competições deste género, apenas durante o período inicial sentiram a responsabilidade da estreia, mas conseguiram, gradualmente, controlar a manobra do adversário e estabalecer um diálogo equilibrado.

O espectacular golo de Siphiwe Tshabalala demonstrou que o brasileiro Carlos Alberto Parreira aproveitou o pouco tempo disponível para preparar os Bafana Bafana e, mais do que isso, transmitir-lhe as suas ideias sobre o funcionamento de uma equipa. O lapso defensivo dos sul-africanos a permitir o empate de Rafael Marques não coloca em causa o currículo do técnico, presente na sexta final de um Mundial, com um título conquistado a quando orientou a canarinha em 1994.

No outro encontro do Grupo, disputado na Cidade do Cabo, a França continua a desiludir e os uruguaios mostraram os mesmos defeitos, incluindo os disciplinares (um jogador foi expulso). Explicação para o fraco expectáculo e um resultado sem golos.

Tanto Raymond Domenech como Oscar Tabárez não ficaram com motivos para encarar o futuro com tranquilidade.

 



publicado por António Castro às 23:55
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Quarta-feira, 31 de Março de 2010
Felizmente a bola voltou a rolar

Depois de quilómetros de prosa escrita nas últimas 24 horas sobre as entrevistas a dois presidentes de clubes, outra ao responsável da Comissão Disciplinar da Liga - além de alguns desmentidos, será mais saudável  prestar atenção à bola, a melhor coisa do futebol como se dizia há anos.

A eliminatória da Liga dos Campeões teve dois jogos de alta tensão e de resultados «apertados» para as quatro equipas envolvidas.

É certo que o Barcelona de Pep Guardiola obteve um resultado (2-2) com boas perspectivas de qualificação quando da visita à Catalunha do Arsenal de Arsène Wenger. O técnico francês ficou insatisfeito com as ofertas concedidas ao internacional sueco Ibrahimovic, embora não poupasse elogios aos seus jogadores pela recuperação no marcador.

A vitória tangencial (1-0) do Inter de José Mourinho na visita do CSKA de Moscovo de Leonid Slutsky a Milão não é tranquilizadora, apesar de o conjunto italiano ter mostrado maior agressividade atacante depois do intervalo. Só Milito, no entanto, teve engenho para bater o guarda-redes russo, e isso pode custar caro na deslocação à Rússia.

Na alta roda europeia mais um português faz companhia a José Mourinho. Agora será a vez de Jorge Jesus conduzir o Benfica no duelo com o Liverpool, também orientado pelo latino Rafa Benitez. Enquanto aquele considera o jogo uma final antecipada da Liga Europa, o espanhol reconhece que o adversário está agora muito melhor.

O primeiro confronto no ambiente escaldante da Luz já poderá fornecer algumas pistas. 



publicado por António Castro às 23:47
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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010
Mas... do Sporting tudo há a esperar

Quem diria? Depois de sete jogos sem ganhar e perante um Everton em subida de forma, era difícil admitir que Alvalade vivesse  uma jornada tão positiva na Liga Europa.

A exibição fora promissora no primeiro período, mas não dava garantias que os ingleses, a qualquer momento, não resolvessem a eliminatória com mais um golo.

O leão apareceu depois do intervalo com algumas garras de fora e aconteceu o impensável. A equipa começou a desenvolver um futebol que há muito não se via em Alvalade e já se pensava ser Carlos Carvalhal incapaz de impor ao conjunto.

O primeiro golo de Miguel Veloso a viragem no jogo e na eliminatória. Pedro Mendes e Matias Fernandez deram a cor final ao espectáculo.

Nas hostes leoninas deseja-se que tenha sido a alavanca para levantar o moral dos jogadores, de molde a atenuar até Maio tão penosa época.

Uma noite ainda com as surpresas da continuidade de Ismailov, pelo menos até final da temporada, e da contratação do ex-internacional Costinha. Não como jogador, «apenas» como responsável pelo futebol. E esta, hein! 



publicado por António Castro às 23:55
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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Barcelona dá lição ao Inter

É um regalo ver jogar o Barcelona. O futebol praticado pelos comandados de Pep Guardiola não parece ter paralelo, neste momento, em qualquer parte do mundo.

A bola rola rápida mas suavemente, sem intermitências e precipitações. Está sempre um jogador no sítio certo para a receber em condições de progredir no terreno e ultrapassar sem esforço qualquer adversário. Na área, a espontaneidade, o talento, a rapidez de execução e a excelente visão periférica da maioria dos jogadores abre com facilidade o caminho para o golo.

O Inter foi, perante antagonista deste calibre, um conjunto vulgar, dependente da vontade do adversário, pelo que não admira os elogios de José Mourinho.

Além do Barcelona, garantiram já o apuramento o Arsenal e a Fiorentina, juntando-se ao Bordéus, Manchester United, Chelsea, FC Porto, Lyon e Sevilha. O Liverpool terá de contentar-se com a presença na Liga Europa.

FC Porto e Chelsea estarão agora em confronto no Dragão. Tanto o treinador português como o italiano Carlo Ancelotti ambicionam o primeiro lugar do grupo, e Jesualdo Ferreira não esconde certo optimismo: «Jogar bem para ganhar aos ingleses.»  



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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
A alegria e a tristeza de uma goleada

A jornada da Liga teve um resultado que apenas acontece de tempos a tempos. A Luz viveu um dos momentos mais entusiásticos dos últimos meses, e acrescentaram-se novos argumentos ao trabalho desenvolvido por Jorge de Jesus.

Cinco golos na primeira parte, mais três marcados e um sofrido depois do intervalo levaram os adeptos ao rubro e a pensar ter chegado a hora da tão esperada viragem no rendimento da equipa.

A produtividade dos jogadores do Benfica, a maneira como encaram cada lance, o ressurgimento de alguns que se arrastaram na época passada, a velocidade que imprimem ao jogo e a facilidade no remate foram apontamentos que atingiram o brilhantismo e não constituíram obra do acaso.

Reconheça-se, no entanto, terem sido consentidos por um adversário que viveu um defeso em agonia, perdeu a maioria do plantel e encontrou quase no limite do prazo possível para disputar a prova um antigo presidente disposto a evitar o naufrágio.

As consequências dos erros cometidos nos anos anteriores estiveram à vista: uma equipa constituída na maioria por jogadores inexperientes, ainda com preparação deficiente, comandados por um treinador audaz, mas que precisa de tempo e mais alguma matéria-prima.

Eis um exemplo dos reflexos da hipocrisia em que tem vivido o futebol português.



publicado por António Castro às 23:58
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