Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Quinta-feira, 2 de Junho de 2011
Golpe de rins de Blatter

«Peço à FIFA que introduza imediatamente procedimentos e estruturas democráticas e transparentes, pois os clubes europeus não aceitarão por mais tempo ficar à margem dos processos de decisão sobre questões que lhes dizem respeito», avisou o antigo internacional alemão Karl-Heinz Rummenigge, presidente do Bayern de Munique e da Associação Europeia de Clubes (ECA), que prometeu ainda «acompanhar de perto os progressos da FIFA» nestes domínios e «tomar medidas caso não se verifiquem melhorias».

Joseph Blatter, consciente da contestação em torno da sua acção na entidade máxima do futebol, logo após a reeleição para o último mandato anunciou alteração profunda na escolha dos países organizadores dos futuros Mundiais. No sistema anterior, que definiu os organizadores das fases finais de 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar), essa prerrogativa pertencia ao Comité Executiva da FIFA, mas agora a responsabilidade passa para as 208 federações que integram o congresso.

Além disso, o presidente propôs outros dois projectos que visam aumentar a transparência no seio do organismo  mundial: passará a contar com um Comité de Ética com poderes reforçados, e um Comité de Soluções, cujos contornos ainda estão por definir.

O presidente reeleito demonstrou de novo excelente golpe de rins e conseguiu desviar as atenções para as recentes polémicas por graves questões detectadas no seio do organismo.

Alguém pagou por culpas próprias e alheias.



publicado por António Castro às 22:49
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011
Azia espanhola

 

A Espanha futebolística está desolada. Os campeões da Europa e do Mundo não foram contemplados pelos eleitores dos prémio de 2010 atribuídos pela FIFA/France Football, tanto a nível de jogadores como de treinadores.

Tinham quatro candidatos entre seis nomeados por seleccionadores e respectivos capitães de todo o mundo, e por jornalistas daquela publicação. Acabaram por ser o argentino Messi a conquistar o segunto troféu consecutivo como futebolista,  e José Mourinho o vencedor na estreia do prémio para técnicos. De fora ficaram Iniesta e Xavi, jogadores do Barcelona como Messi, e Vicente del Bosque, responsável técnico pelo título mundial e Pep Guardiola, orientador do Barça.

A única compensação é que os dois laureados estão ao serviço de clubes espanhóis, mas não foram suaves as críticas aparecidas nos sites espanhóis. Colocaram em causa uma escolha que há muito se sabe estar sujeita a critérios subjectivos, e consideraram-na como perseguição ao futebol espanhol.

Curioso será respigar, com a devida vénia, o conteúdo de um blogue da Marca, no qual se apresentam dez razões para odiar estes prémios.

 

«Como se esperaba, la gala de Zurich se solventó con división de opiniones, poniendo de manifiesto una vez más que los premios futbolísticos que no se consiguen en el césped carecen de valor y, en muchos casos, de lógica. Al calor de los últimos acontecimientos, ahí van otras 10 razones para hacerse ateo en estas cosas de la FIFA. Añádanse a las otras 10 de hace unas semanas:

1. ¿Y el fútbol español? 2010 fue, por antonomasia, el año del fútbol español. Ni un sólo reconocimiento individual al trabajo de los nuestros. Llamativo, ¿no?

2. Otras veces, sí pesó el Mundial. En otras ocasiones, como en el año que lo ganó Cannavaro, el Mundial fue definitivo. Esta vez, parece que el Mundial ha sido un torneo veraniego.

3. Messi es el mejor, pero no de 2010. Estamos de acuerdo en que Messi es el mejor pero ser el mejor no es lo mismo que ser el número uno del momento. Se votaba al mejor de 2010 y, haciendo una buena campaña, no podemos olvidar que Messi pasó por el Mundial sin pena ni gloria y que "sólo" ganó la Liga.

4. Lo que vale para Mourinho, no vale para Sneijder. Si a Mou le dan el premio al mejor entrenador por los tres títulos del año pasado, ¿por qué Sneijder, que ganó lo mismo y jugó la final del Mundial, ni aparece en el podio?

5. Dos trabajos distintos. No se puede meter en el mismo saco el trabajo de un seleccionador y el de un entrenador de club. Uno trabaja a rachas y tiene que estar a tope en tres semanas. Otro, curra cada día, con la dificultad que también entraña. Habría que hacer dos distinciones.

6. Es un poco tarde, ¿no? Malo es que los premios sean anuales y no por una temporada natural. Peor todavía que los premios de 2010 se entreguen en 2011. Si se descuidan, los dan en Semana Santa.

7. ¿De verdad hacen falta? ¿Es necesario que el Barça al completo tenga que ir hasta Zurich para que le digan que tiene la mejor cantera y que es la mejor escuela? ¿No es suficiente con poner la tele cada domingo?

8.  Las migajas. Ver a Casillas, VIlla, Lucio y compañia estar allí sólo para recoger las migajas es una pérdida de tiempo. Lo del equipo ideal es un premio inflado que no tiene ni pies ni cabeza. Resulta que Forlán, nominado mejor jugador del Mundial, ni siquiera estaba en el equipo.

9. El gran fracaso de las filtraciones. Este año, ha sido el gran fracaso de los soplos y eso hay que ponerlo en el debe del periodismo. Al menos, Marca.com adelantó el triunfo de Mourinho sin ningún género de dudas.

10. Lo ganó Cannavaro. Hubo un día en que el Balón de Oro lo ganó Cannavaro. Por Dios... ¡Cannavaro!

 

A digestão dos espanhóis da «jantarada de prémios» de Zurique vai durar muitos dias.

 



publicado por António Castro às 08:00
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Quarta-feira, 12 de Maio de 2010
Que sejam muito felizes!

Um «tornado» passou ontem pelo futebol português. Vinte e quatro horas depois do anúncio dos 23 - afinal eram 24 -convocados para a África do Sul, o seleccionador divulgou mais seis nomes que constam da primeira lista obrigatoriamente enviada à FIFA até a meia-noite de ontem (hora local).

As críticas, que já se tinham ouvido antes, multiplicaram-se, tanto mais que entre os novos nomes figuram jogadores que se pensava com presença garantida no Mundial e um que nem sequer apareceu num lote de 50 apresentado - há pouco tempo, relembre-se - por Carlos Queirós.

Perante os factos, prescindimos ontem de «blogar» sobre o mesmo assunto da véspera, à espera que a poeira assentasse, tanto mais que expressáramos um apelo no sentido de «agora deixem Queirós trabalhar», e não se correr o risco de criar um ambiente de desconfiança em relação aos 23 (24) eleitos.

Ao contrário do que esperava, dormir sobre o assunto não alterou em nada a análise ao insólito da situação. Na verdade, não existem razões relevantes de ordem técnica ou física - ao contrário do que acontece, por exemplo, com Pepe - a justificar o afastamento de alguns futebolistas que tanto sofreram ao longo da qualificação, nalguns casos por lapsos do próprio treinador.

Carlos Queirós acaba de contribuir para que decresça o pouco entusiasmo que já reina em torno da selecção, tornando infrutíferos os mal sucedidos esforços mediáticos, dada a caricata encenação feita na Covilhã.

Que tenha boa viagem.   

 

 

 



publicado por António Castro às 08:15
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