Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013
Desculpas fora de moda

Os intervenientes directos o jogo - dirigentes, treinadores, adeptos e até os mais diversos fazedores de opinião - continuam a não prescindir de certas frases feitas.

«Pelo que construímos na segunda parte, o resultado é injusto, porque criámos muitas ocasiões. Na primeira parte, houve alguma pressão do adversário, mas tentámos reagir. Fizemos uma segunda parte de grande nível», disse Paulo Bento após o desafio do Algarve.

Sejamos realistas. Por razões perfeitamente explicáveis, nem sequer jogámos melhor que os holandeses e, de uma vez por todas, reconheçamos que bolas que não passam o risco da baliza não são golos. Simplesmente oportunidades desaproveitadas e, no caso português, a maioria das vezes por falta de engenho.

A Holanda, também distante do seu melhor, empatou, e o resto é conversa para entreter.



publicado por António Castro às 23:55
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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013
Fergusson segura Mourinho

«Apeteceu-me estrangular Cristiano Ronaldo!» Desabafo de Rio Ferdinand quando o português marcou o tento do empate em Santiago Bernabéu. Este constitui o maior elogio do defesa inglês ao seu ex-companheiro de equipa no final do encontro da Liga dos Campeões, resultado que, teoricamente, concede maiores probabilidades a Alex Fegusson de continuar em prova.

José Mourinho tem legitimidade para alimentar aspirações, tal como Mircea Lucescu, apesar do Shaktar ceder também um empate 2-2) perante a Juventus, mas tanto ingleses como italianos tem demonstrado grande qualidade durante a temporada.

O treinador do Real Madrid, por seu turno, tem dupla tarefa, pois a Decima ficou um pouco mais longe, tal como acontece na Taça do Rei – empate na capital espanhola – os troféus matematicamente ao alcance  dos merengues.

Eventuais desaires poderão ser decisivos no futuro imediato do El Especial, agora considerado vulgar.



publicado por António Castro às 23:03
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Terça-feira, 22 de Novembro de 2011
Quem tem Aimar tem quase tudo

 

O Benfica estava a viver momentos difíceis quando Pablo Aimar, inesperadamente a jogar de início frente em Manchester, teve mais um dos seus rasgos de génio e estabeleceu a igualdade. Naquele lance ficou decidido o apuramento dos portugueses para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, embora só após a última jornada se decida quem beneficiará do privilégio de ocupar o primeiro lugar.

Jorge Jesus começou cedo a ter razões para estar satisfeito, pois ao terceiro minuto uma iniciativa de Gaitán obrigou Phil Jones a introduzir a bola na própria baliza. Naquela altura nada era definitivo, mas um golo de vantagem dava esperanças, pois o rendimento dos comandados de Alex Fergusson tem-se mostrado muito irregular nos últimos tempos.

De qualuer forma a reacção surgiu, por Berbatov (30 m) e Flechter (59), e Old Trafford acreditou na vitória e na rectificação do empate da Luz.

Puro engano, pois Aimar, ainda antes de ser substituído, fez aquilo que não conseguia há sete anos nesta competição. Marcou um golo verdadeiramente de ouro, dado que a intensa pressão dos britânicos na fase final da partida já não alterou o resultado.

Agora é ganhar na Luz ao Otelul Galati para acbar como líder do grupo.

 



publicado por António Castro às 23:00
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Domingo, 13 de Março de 2011
Sorte de Azenha e azar de Jesus

O Portimonense conquistou um ponto na Luz e provocou no seu treinador a seguinte exclamação: «Não sou atrasado mental». Com um percurso autónomo curto e pouco feliz, Carlos Azenha terá qualidades que ainda não conseguiu mostrar na fugaz passagem pelo Vitória de Setúbal e pelos algarvios, porventura devido à debilidade dos respectivos plantéis.

Não pode esquecer-se, no entanto, que a «proeza» frente aos ainda campeões ficou a dever-se ao facto de Jorge Jesus, num curto espaço de quase três semanas, passar da aposta pela revalidação do título para a eliminação do Paris Saint-Germain, na tentativa de continuar a pensar na Liga Europa. Nesta perspectiva procedeu a uma revolução no plantel e banalizou a equipa dos encarnados. De qualquer forma está satisfeito: «Ganhei muito, só não ganhei o jogo.»

Viu, pelo menos mais um golo decisivo de Nuno Gomes, cuja paciência parece infinita e mantém o sentido de humor. «Aproveito para provar que estou vivo», ironizou o jogador.

 



publicado por António Castro às 23:45
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Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011
Domingos precisa de paciência

Domingos Paciência parece um «elevador» no conceito dos observadores. Sobe de cotação quando elimina os polacos do Lech Posnan. Críticas e  hipóteses de despedimento surgem quando o Braga não ganha, e repetiram-se, agora, no empate com a Naval.

Entretanto, volta a falar-se na substituição por Leonardo Jardim, que desistiu inesperadamente do Beira-mar, embora quem pretenda os seus serviços antes do termo da época tenha de «conversar» com os dirigentes do clube de Aveiro, segunda afirma o próprio técnico.

O presidente bracarense, devido ao seu silêncio, faz figura de cúmplice nesta «novela», pelo que Domingos Paciência deve ignorar a questão, fazer o seu trabalho e aguardar calmamente pelo desenrolar dos acontecimentos.

A sua postura, pessoal e profissional, verificada até ao momento, aponta para não ter problemas de emprego quando António Salvador decidir o final que desde há muito tem preparado, porventura ajudado por alguém, para o último episódio. 



publicado por António Castro às 23:30
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Sábado, 17 de Julho de 2010
Experiências pagam juros

Dezenas de jogos de pré-época realizaram-se por toda a Europa. Os treinadores fazem experiências, analisam as potencialidades da matéria-prima ao dispor, pressionam os dirigentes na tentativa de reforçar sectores da equipa mais débeis.

O Benfica foi um exemplo dos riscos próprios destas situações e não teve no torneio do Vitória de Guimarães capacidade defensiva - alguns dos elementos do sector ainda não regressaram de férias devido ao Mundial - para superar o Groningen (empate a três golos), holandeses na véspera derrotada pela equipa de Manuel Machado.

Nada de alarmante para o campeão nacional, esta época a pagar o preço, tal como tantos outros clubes pelo mundo fora, de uma preparação a prestações.

Jorge Jesus considerou que, «jogar com todos tornou a equipa menos forte», e frente ao Vitória de Guimarães terá necessidade de repensar as escolhas para repetir o êxito da época passada no torneio minhoto.

A sua ambição não lhe permite conceder facilidade duas vezes consecutivas. 

 



publicado por António Castro às 23:50
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010
Basta de palhaçadas

A vitória sobre Moçambique em jogo de preparação na África do Sul deixou toda a gente ligada à selecção tranquila. Marcaram-se três golos (pelo menos dois foram ofertas do adversário) e Danny, na lado esquerdo, pareceu o elemento ideal para colmatar o ausência de Nani.

Enfim, depois da pobre exibição e empate com Cabo Verde e o também pouco meritório êxito sobre os Camarões, criou-se a ideia que qualquer selecção africana que aparecesse no caminho tinha o caminho traçado.

Com estes testes muita gente minimizou o valor da selecção da Costa do Marfim, tanto mais que havia a esperança de Drogba ficar no banco dos suplentes.

Perante tanta confiança, começou por surpreender os receios revelados pela manobra inicial da  equipa portuguesa, muito cautelosa nos sectores recuados e pouco ambiciosa e sem velocidade na movimentação atacante.

Carlos Queirós terá caído numa armadilha. Acreditou naqueles que enalteciam o valor de alguns futebolistas da Costa do Marfim, mas concluíam ser tradição nunca atingirem nível aceitável como equipa, por falta de espírito de entreajuda. E, mais do que isso, menosprezou a capacidade do sueco Sven-Goran Eriksson transmitir alguma coesão àquela «família desavinda» em tão pouco tempo.

Equívocos sucessivos não permitem sequer apresentar desculpas relacionadas com a relva, o barulho das vuvuzelas ou a utilização de Drogba com uma protecção no braço, cuja utilização a FIFA deixou ao critério do árbitro. Agora soam a falso todo o tipo de desculpas.

Da mesma forma que a reacção de Deco ao desempenho de missões que considera não se adaptarem às suas características deveriam ser discutidas em devido tempo com o treinador e no balneário.

Estão criadas as condições, portanto, para a terceira selecção do ranking da FIFA começar a despachar a bagagem desnecessária para Lisboa, deixando o Brasil, Coreia do Norte e Costa do Marfim resolverem entre eles o acesso aos oitavos-de-final.



publicado por António Castro às 23:53
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
Del Bosque «lembra» Cabo Verde

Carlos Queirós deu uma explicação muito soft para o empate do confronto (jogo-treino, antes designado jogo de preparação) com  Cabo Verde, e os mais assanhados críticos calaram-se e ficaram à espera de ver o que acontecerá com a selecção dos Camarões.

Nem toda a gente, no entanto, desvalorizou o resultado do desafio e, aqui ao lado, na vizinha Espanha, alguém aproveitou o pobre ensaio da equipa capitaneada por Cristiano Ronaldo para alertar as suas «tropas».

Vicente del Bosque, responsável pela selecção detentora do título europeu, conquistado sob a direcção do seu compatriota Luis Aragonés, serviu-se daquele exemplo para lembrar as consequências dos jogadores, por vezes, subestimarem o valor de certos adversários.

Na actualidade, até os treinos diários são considerados de vital importância para criar rotinas de competição ao mais alto nível, não para desentorpecer os músculos. A intensidade de trabalho exigida pelos treinadores deve aproximar-se das bitolas exigíveis nos jogos de competição, sob pena de comprometer os objectivos dirigidos pra grandes conquistas.

Caso contrário, está-se mais sujeito a sofrer permanentes desilusões e a criar intranquilidade no grupo de trabalho.

 



publicado por António Castro às 23:52
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Terça-feira, 25 de Maio de 2010
Selecção: estamos conversados

«Que sejam muito felizes» era o título do nosso blogue do dia 12, após a divulgação, por parte do seleccionador, da lista de 24 convocados - um a mais do permitido pela FIFA, certamente para acautelar a eventualidade de Pepe não recuperar fisicamente a tempo -, mais tarde acrescentada de sete nomes que passaram de eleitos na fase de qualificação a «suplentes» para a África do Sul. E desejamos a Carlos Queirós que tenha boa viagem.

Sobre o empate a zero com a selecção de Cabo Verde, jogo de preparação na Covilhã, limitamo-nos, por isso, a transcrever, com o devido respeito, textos de dois sites.

 

«Portugal encontrou uma equipa a defender com 11 homens, disciplinada, unida e forte a sair para o contra-ataque, ainda que extremamente ingénua. Este é o retrato, a papel químico, dos norte-coreanos. A Costa do Marfim, insistimos, não é chamada para esta história.

O filme deste jogo é, aliás, primário. A Selecção Nacional teve muita bola, exagerou nos passes lateralizados e à retaguarda, limitou-se ao óbvio, sem criar desequilíbrios suficientes para atormentar a defesa africana.

Melhorou na segunda parte, atrelada na subida da predisposição de Cristiano Ronaldo, embora sem alcançar um nível acima do razoável. Os trabalhos estão a começar, é certo, mas não derrotar um conjunto com as fragilidades de Cabo Verde exorta fantasmas antigos.»

                                                                                                                                                                                 Por Pedro Jorge da Cunha in Maisfutebol

 

«Para aqueles que não entendem aquilo que se passa na preparação de uma equipa é fácil tecer alguns comentários adequados à realidade. Os jogadores vêm de alguns dias de trabalho intenso e o ritmo não pode ser o maior. Mas fizeram aquilo que eu queria, que era principalmente jogar com disciplina e organizados. Não queria que a equipa se desorganizasse pelo facto de Cabo Verde não ter arriscado»

                                                                                                                                                                        Declarações de Carlos Queirós in A Bola

 

Cada um retire a conclusão que entender.                                                     



publicado por António Castro às 03:50
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010
Quique redime-se do fracasso no Benfica

Do rescaldo da Liga Europa surge como curiosidade um dos confrontos das meias-finais - Atlético de Madrid-Liverpool - incluir clubes que afastaram equipas portuguesas, e o Fulham ser o outro representante inglês nas duas competições europeias, cabendo-lhe defrontar o Hamburgo, depois de afastar com certa supresa os também alemães do Wolfsburgo, com vitórias nos dois jogos.

O Atlético de Madrid treinado pelo ex-benfiquista Quique Flores, tal como aconteceu frente ao Sporting, voltou a passar a eliminatória sem ganhar (nos últimos seis jogos na prova empataram cinco e ganharam um). Apenas foi suficente o número de golos marcados no terreno do Valência

(2-2, agora 0-0). 

O encontro não teve nada de pacífico e a equipa de Manuel Fernandes - a jogar com grande segurança a defesa central, posto que ocupou pela terceira vez na sua carreira - considerou-se prejudicada pelo árbitro. Um penalty não assinalado a seu favor foi a acusação do técnico Unai Emarery.

Quique Flores liberta-se assim dos traumas contraídos na Luz, embora dispor de jogadores com o valor de Reyes, Aguero, Simão e Fórlan, além do jovem guarda-redes De Gea, obrigaria a estar melhor posicionado na Liga espanhola, embora discuta a final da Taça do Rei com o Sevilha.

A prova internacional apresenta-se como argumento em que se baseia o presidente dos colchoneros para ter garantido a continuidade do treinador no clube de Madrid.

O Liverpool não será o adversário mais desejável para atingir a final de Hamburgo em 12 de Maio, mas quem chegou até aqui tem legitimidade para sonhar. 



publicado por António Castro às 20:30
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010
Hertha refreou o fulgor do Benfica

Tudo se conjugava para que o Benfica saísse de Berlim com o apuramento garantido para os oitavos-de-final da Liga Europa: a veia goleadora da equipa, a confiança do técnico ao afirmar que o clube da Luz «quer fazer história na Europa» e o facto do Hertha ser o último classificado do campeonato alemão. Ao terceiro minuto, quando Di Maria marcou o primeiro golo no Estádio Olímpico, pareciam consolidados os fundamentos daquele raciocínio.

Puro engano. Javi Garcia, 30 minutos depois, teve uma intervenção infeliz e a bola saiu dos seus pés em direcção à própria baliza, sem possibilidades de defesa para Júlio César.

Um tento salvador para o treinador Friedhelm Funkel, a quem não auguram muito tempo no comando do Hertha. A partir desse momento os germânicos ganharam alento e acabaram, depois do intervalo, por controlar as acções benfiquistas e mostrar um futebol envolvente que se pensava não estar ao seu alcance.

As três substituições dos encarnados não alteraram a feição dos acontecimentos, e ficou a sensação que o Benfica começa a perder o fulgor de há tempos, e alguns jogadores denotam fragilidades a actuar no estrangeiro.

As possibilidades de qualificação do Benfica mantêm-se intactas, mas a Jorge Jesus ainda viverá momentos de muita agitação junto às quatro linhas antes de concretizar os seus objectivos.



publicado por António Castro às 23:57
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009
Algarve demasiado quente para lisboetas

Olhão proporcionou um mau espectáculo. Em termos de futebol contam-se pelo dedos os lances de alguma beleza. Disciplinarmente, a amostragem de nove cartões amarelos e dois vermelhos, num total de três expulsões, é sintomática quanto à maneira como se comportaram os jogadores. Nas bancadas também não primou a serenidade, ambiente provocado por alguns que não gostam de ver o adversário marcar.

Por último, o Benfica das goleadas e, até este jogo, par do líder Sporting de Braga, empatou com o Olhanense das derrotas e alumiado pela lanterna vermelha.

E graças a um golo marcado, nos útimos minutos, pelo capitão Nuno Gomes, um suplente apenas utilizada quando Jorge Jesus já não sabe como dar a volta aos resultados.

«Um jogo atípico», definiu o treinador da Luz, questionado sobre a pobre exibição do Benfica. «Tenho mulher e filhos para sustentar», lembrou Jorge Costa quando solicitado para abordar algumas decisões da arbitragem.

Não são de desprezar as declarações dos dois treinadores. Fica-se mais esclarecido sobre a desoladora realidade do nosso futebol.

 

 



publicado por António Castro às 01:50
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Sábado, 24 de Outubro de 2009
Braga ao alcance do Benfica

Tudo está agora nas mãos do Benfica. Uma vitória, na segunda-feira, frente ao Nacional, levará a actual equipa de Jorge Jesus a igualar, no topo da I Liga, o clube que deixou quase no início desta temporada.

A deslocação do Sporting de Braga a Vila do Conde obrigou o ainda líder a desperdiçar dois pontos, apesar do domínio exercido, em especial até ao intervalo. Foi nesse período que consentiu um tento e os jogadores não tiveram talento para alterar o rumo dos acontecimentos, apesar do constante assédio à baliza dos vila-condenses.

O empate deixou desolado Domingos Paciência. «Perder dois pontos custa, porque merecíamos outro resultado. Fomos superiores em todos os aspectos», desabafou.

Carlos Brito ficou satisfeito com o empate («É um ponto conquistado», reconheceu), embora considerasse que «o golo podia ter dado outro alento» à equipa.

O campeonato, embora o empate cedido pelos bracarenses possa constituir apenas um acidente de percurso, parece aproximar-se do ponto de viragem.

Voltam-se às «guerras» do passado.



publicado por António Castro às 23:55
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009
Optimismo não chega para ganhar

O «pleno» ficou à espera de nova oportunidade. A desilusão não residiu tanto nos resultados, e foram as exibições de duas equipas a merecer mais críticas, com saliência para o jogo que proporcionou a única vitória portuguesa na segunda jornada da Liga Europa.

O Sporting marcou um golo ao Hertha de Berlim, conseguiu o primeir êxito da sua história sobre equipas germânicas em 17 confrontos, e jogadores e treinador saíram de Alvalade sob um coro de assobios pela má exibição da equipa, que ninguém contesta. Até Paulo Bento a considerou a pior da época.

O Benfica deslocou-se à Grécia com a ideia de se «vingar» da goleada do Olympiakos na época passada e saiu mal no «retrato» com o AEK. Jorge Jesus tenta amenizar a derrota com as condições do relvado e os ditames da sorte. Ficou patente, no entanto, que a «equipa das goleadas» não mostrou a inspiração e o fulgor das últimas semanas, a conduzir os adeptos a longínquos tempos de semelhantes estados de euforia. Um desaire que pode não causar prejuízos de maior  na permanência em prova e tenha a virtude de alertar o técnico para as «injustiças» do futebol, sempre factor a considerar num jogo.

O Nacional teve um início promissor em Viena e Mário Machado chegou ao intervalo com a vantagem de um golo de Ruben Micael. Só que faltavam mais 45 minutos e os madeirenses

não impediram o desembaraço de um adversário chamado Schumacher. Dois pontos deixados pelo caminho, talvez com a exibição melhor conseguida do trio que apenas somou quatros pontos em nove possíveis.

Não fica nada mal descer à terra e arranjar antídotos para contrariar a descida no ranking da UEFA, durante os derradeiros anos uma bandeira sempre presente, graças ao... FC Porto.

 

DISCURSO DIRECTO

«Foi o pior jogo da época. O mérito da vitória é dos jogadores, o demérito da exibição é meu. Iremos à procura de convencer os sócios e simpatizantes. Mas não sou hipócrita. Não vai ser um ano fácil. Estão todos avisados, os que estão acima de mim e os jogadores que estão ao mesmo nível do que eu. Não vou desistir  nem deixar que ninguém que esteja à minha volta desista» Paulo Bento (01/10/09)

«Foi um resultado injusto. Queria ganhar mas não foi possível. O Benfica tentou tudo e no fundo fez um bom jogo. Perder em Atenas não terá consequências na nossa equipa» Jorge Jesus (01/10/09)

 



publicado por António Castro às 02:58
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
"Passarinhos" de Queirós em voo rasteiro

Mais um empate da selecção. Novamente incapacidade confrangedora de marcar golos.

A consequência lógica de uma manobra colectiva deficitária, insuficiência de soluções na manobra atacante. Lentidão, individualismo, falta de engenho para criar espaços e remates normalmente desenquadrados com a baliza.

Beto foi excepção à mediocridade exibicional da maioria dos jogadores, e será justo referir que logo em dia de estreia na selecção se ficou a dever ao guarda-redes do Leixões não ter o adversário alcançado um resultado histórico frente a Portugal.

Mesmo assim, a exibição da Letónia honrou a despedida do guarda-redes Mart Poom e as comemorações dos cem anos da respectiva Federação, entusiasmou os milhares de adeptos. Muitas vezes controlou os portugueses no meio-campo e colocou-os em dificuldade nos contra-ataques.

Naturalmente, Tarmo Ruutti treina a equipa de um país com futebol mediano, sem especial cotação. Mas em Tallin demonstrou ter argumentos para segurar e, por vezes, assustar, os "passarinhos" de Queirós.

Dentro de três meses acabarão as "férias" da selecção e entrar-se-à na hora da verdade. 



publicado por António Castro às 23:54
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