Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011
Domingos precisa de paciência

Domingos Paciência parece um «elevador» no conceito dos observadores. Sobe de cotação quando elimina os polacos do Lech Posnan. Críticas e  hipóteses de despedimento surgem quando o Braga não ganha, e repetiram-se, agora, no empate com a Naval.

Entretanto, volta a falar-se na substituição por Leonardo Jardim, que desistiu inesperadamente do Beira-mar, embora quem pretenda os seus serviços antes do termo da época tenha de «conversar» com os dirigentes do clube de Aveiro, segunda afirma o próprio técnico.

O presidente bracarense, devido ao seu silêncio, faz figura de cúmplice nesta «novela», pelo que Domingos Paciência deve ignorar a questão, fazer o seu trabalho e aguardar calmamente pelo desenrolar dos acontecimentos.

A sua postura, pessoal e profissional, verificada até ao momento, aponta para não ter problemas de emprego quando António Salvador decidir o final que desde há muito tem preparado, porventura ajudado por alguém, para o último episódio. 



publicado por António Castro às 23:30
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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011
Jorge Jesus eufórico

O treinador do Benfica não sem contém nos elogios. O desenrolar do jogo entre benfiquistas e o Marítimo, decidido a favor do campeão em título no último segundo de período de descontos mereceu de Jorge Jesus o seguinte comentário: «O Benfica está a fazer um campeonato diabólico...»

Neste confronto da Luz, o bom desempenho da equipa não lhe permitiu evitar que os madeirenses se colocassem em vantagem ao minuto 77, empataram cinco depois e chegaram à vitória num remate no último instante, fruto de um remate de inspiração de Fábio Coentrão, no período de ataque avassalador final dos lisboetas.

Se, nestas circunstâncias, a equipa de Jorge Jesus está a fazer um campeonato diabólico, como se deverá qualificar o desempenho dos líderes da Liga?

Haja calma nos momentos de maior tensão.



publicado por António Castro às 23:46
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Sábado, 26 de Fevereiro de 2011
E falta menos um a André

Menos uma jornada nas contas de Jorge de Jesus para chegar ao título. Na véspera do Benfica receber o Marítimo, O FC Porto acabou com a invencibilidade dos comandados de Daúto Faquirá em Olhão.

É certo que André Villas-Boas mostrava um semblante carregado quuando recolheu aos balneários para o intervalo, pois os algarvios ainda tinham conseguido manter- com alguma sorte, mas também muito mérito - as balizas invioláveis. A partir do minuto 66 tudo se complicou, graças a um remate portentoso de Belluschi e ao instinto goleador de Falcão (dois), finalmente recuperado após prolongada lesão.

O ataque portista atinge outra dimensão e eficácia com a presença do colombiano, tanto mais que o brasileiro Hulk atravessa inesperado período de jejum - não de remates, mas de golos.

Dos cinco desafios que o treinador do Dragão considerou necessários vencer para admitir a conquista do título, já subtraiu um, que somou à contabilidade do homólogo da Luz.

O sábado voltou a mostrar um Paços de Ferreira sem problemas perante o aflito Vitória de Setúbal de Manuel Fernandes e, portanto, a espreitar os lugares da Europa. Quanto ao panorama final da classificação à entrada do último terço do campeonato, faltam mais de 24 horas para melhor clarificação.



publicado por António Castro às 23:49
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Sporting "navega" à vista

«Bastou uma conversa sensata entre pessoas de bem», segundo disse o técnico, para se concretizar o divórcio entre o conselho directivo do Sporting, em função de gestão até às eleições, e Paulo Sérgio, a desempenhar uma tarefa mantida por demasiado tempo.

O rendimento da equipa de Alvalade impunha, dada a mentalidade reinante no futebol de muitos países, com mais incidência nos de populações latinas, que Paulo Sérgio tivesse salvaguardado mais a sua imagem. Mostrou personalidade, convicção nos seus processos de trabalho sem receio de assumir riscos, mas também permitiu juízos injustos quanto às intenções de não abdicar do cargo.

Teve azar em cair num clube que desde há anos não tem conseguido escolher as pessoas mais indicados, em diversos sectores vitais da sua actividade, capazes de travar a progressiva caminhada para o abismo.

Desta época nada de bom há mais a esperar e só o facto de José Couceiro, contratado para director-geral, ter de treinar a equipa - não está em causa a qualificação para desempenhar o cargo - demonstra como se desperdiçaram anos sem preparar um futuro sustentável para reduzir ao mínimo eventuais prejuízos de cíclicas crises.

E vão seguir-se mais uns meses de indefinição, de consequências imprevisíveis, dada a perturbação económica e financeira que assola o País.

 



publicado por António Castro às 18:00
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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011
Chegar, ver e vencer

Ulisses Morais dirigiu dois treinos e conduziu a Académica à vitória em Guimarães, na abertura da 21.ª jornada da I Liga. Alegria que os estudantes não viviam desde  há oito jornadas. O trabalho desenvolvido por Jorge Costa no início da temporada, e a presença de José Guilherme à frente da equipa até ao momento em que pressentiu ser mais problema do que solução e decidiu demitir-se, atitude rara no panorama futebolístico, não foi esquecido pelo novo técnico.

A explicação para esta viragem de rumo da Académica não pode assentar exclusivamente no trabalho desenvolvido durante dois dias, e assim sendo surge a tão debatida questão dos efeitos das chamadas chicotadas psicológicas.

Na realidade, os jogadores não terão conseguido assimilar em pleno os conceitos do novo responsável técnico, mas terão reagido em termos mentais à mudança. Os futebolistas Éder e Laionel foram os protagonistas finais da surpresa que Ulisses Morais preparou para Manuel Machado. «O segredo foi desorganizar o Vitória», disse.

O técnico vimaranense, no seu estilo peculiar, considerou: «O resultado mente, mais premeia a eficácia», e teceu elogios ao guarda-redes Peiser, um dos obstáculos aos objectivos dos vimaranenses.

Assim se fez a história de um confronto cujo desfecho pode transmitir mais serenidade aos sportinguistas na luta por um lugar europeu. Só apenas isso, pois compete a Paulo Sérgio e aos jogadores fazer pela vida e não esperar por escorregadelas alheias.

 



publicado por António Castro às 23:44
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011
Rangers volta a festejar em Alvalade

Portugal perdeu um representante na Europa. O Sporting, depois de ter dado a volta ao resultado (0-1 para 2-1) e estar apurado, cedeu o «ouro» aos escoceses do Glasgow Rangers já em tempo de descontos. Tal como na Escócia, marcou tantos golos como o adversário, mas este conseguiu dois em Alvalade e o direito a continuar em prova, como aconteceu há anos.

O Benfica quebrou o enguiço  e pela primeira vez ganhou na Alemanha. O Nuremberga fez pior que na Luz e saiu de cena com um total negativo de 4-1. Jorge Jesus terá agora pela frente a antiga equipa de Pedro Pauleta, o Paris Saint-Germain.

Os jogadores do Sporting de Braga marcaram aos polacos do Lech Posnan dois golos (Alan e Lima) e deram novo ânimo a Domingos Paciência, satisfeito com a passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa e radiante por defrontar o Liverpool. Resta saber se garantiu a continuidade à frente dos minhotos na próxima época, pois o seu presidente mantém tabu sobre o assunto.

Destes embates se falará a seu tempo, pois os próximos dias serão dominados pelo colapso dos leões e a situação do seu treinador, mais uma vez a garantir que só sairá de Alvalade «empurrado» pelos dirigentes. A seu tempo se saberá das razões que ditam um comportamento que está a criar agitação nas cúpulas leoninas, de certa maneira condicionados por estarem a desempenhar funções de mera gestão até às eleições.

Soluções não podem tardar, pois o Sporting ainda tem alguma coisa em jogo nesta desgraçada época.

 



publicado por António Castro às 23:44
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011
Afinal houve "serviços mínimos" no Dragão

«O FC Porto até pode perder por um golo no Dragão e deixará pelo caminho o Sevilha, devido aos dois golos marcados na cidade espanhola.» Transcrição de parte do nosso recente post titulado "Aperitivo europeu para derby de Alvalade", a seguir aos encontros da primeira mão dos dezasseis-avos da Liga Europa.

Na véspera da visita dos espanhóis ao Dragão disse André Villas-Boas: «Temos de tentar chegar ao golo, não pensar que o empate nos serve. Serve-nos uma vitória. É nisso que temos de pensar.»

Afinal foi suficiente aquilo que então tínhamos considerado os "serviços mínimos" para os portistas. Resultado que deixou um travo amargo nos adeptos e nos jogadores, enquanto André Villas-Boas procurou seguir por outro caminho ao afirmar que o «grupo está bem em termos de espírito de sacrifício».

Claudicou, no entanto, na concretização dos lances ofensivos, fosse por falta de sorte ou por confiança excessiva. Se no futebol actual não existem vencedores antecipados e, por reflexo, apuramentos antes do termo dos dois jogos, também é verdade que o valor da maioria das equipas espanholas, mesmo aquelas que ocupam lugares intermédios ou atravessam momentos de forma menos favoráveis, é superior às correspondentes portuguesas. Os dragões defrontaram um Sevilha que, na prática, é bem mais forte que o actual sétimo classificado em Portugal, mesmo atendendo a que os andaluzes estão a 31 pontos do líder Barcelona.

Os "estragos" no Dragão limitaram-se a uma questão de prestígio - eventualmente recuperável nos confrontos com o CSKA de Moscovo - e  menos alguns euros e pontos para o ranking. Do mal o menos...



publicado por António Castro às 23:51
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011
"Estrela" de Mourinho em Lyon

O Real Madrid não acabou com a mala pata em Lyon - nunca marcara e ganhara em Gerland nos últimos anos - mas ficou com mais confiança com o golo e o empate conseguido em Gerland. Tudo ficou a dever-se à «estrelinha» que tem acompanhado o Special One ao longo da sua carreira de treinador. Aos 63 minutos trocou Adebayor por Benzema, e um minuto depois o ex-jogador do clube francês marcou um golo em que a bola andou pelos pés de Ozil e Cristiano Ronaldo. O mérito pertence sobremaneira a Benzema ao procurar o terreno e o momento certo do remate e fazer passar a bola entre as pernas do guarda-redes.

Até aquela altura, em especial na primeira parte, o treinador português não tinha razões para estar satisfeito com a incapacidade dos seus jogadores em se libertarem da pressão adversária. Depois do intervalo pode lamentar so lances de Cristiano Ronaldo e Sérgio Ramos em que o poste e a barra substituiu o guarda-redes Lloris no caminho da bola para a baliza, e um eventual penalty não assinalado na sequência de novo livre do CR7. Estava escrito, no entanto, que o Lyon acabaria por empatar através de Gomis, a sete minutos do final da partida.

Metade do objectivo foi conseguido, o resultado é um dos considerados positivos quando obtido em terreno do adversário, mas os merengues não podem estar descansados, pois Claude Puel dispõe de argumentos suficientes para pregar um susto em Santiago Bernabéu, caso aos espanhóis não estejam mais inspirados do que em França.



publicado por António Castro às 23:42
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011
"Derby"? Isso era noutros tempos

O Benfica chegou a Alvalade e marcou um golo. Teve um jogador da defesa expulso perto do intervalo. Aumentou a vantagerm na segunda parte e, a partir daí, empurrou o Sporting para o jogo que mais lhe convinha. Segurar um adversário que sabia com poucas possiblidades de reagir.

É isto o derby de Lisboa? Claro que não, sob pena de se ofenderem jogadores dos dois clubes que proporcionaram encontros inesquecíveis, fossem favoráveis aos encarnados ou aos verdes. O termo inglês pressupõe rivalidade, emoção, intensidade, duas equipas a actuar em plano de igualdade, independentemente do respectivos momentos de forma, e vibração nas bancadas das duas claques.

Desta feita só uma equipa esteve em campo, praticou um futebol trabalhado, mostrou «serviço» e alguns jogadores inspiração q.b. - o Benfica. O Sporting limitou-se a mostrar o já visto ao longo da temporada e que conduziu, até agora, a 23 pontos do líder e a 15 do rival da Segunda Circular. Quanto aos adeptos, comportaram-se, naturalmente com muitas excepções, como meninos mal comportados.

Resta a prodigiosa imaginação de Jorge Jesus, ainda a defender que conseguirá anular a vantagem do FC Porto e não ceder o título, e a bizarra conclusão do adjunto de Paulo Sérgio ao considerar o resultado injusto, com a eterna desculpa do desperdício de oportunidades de golo.

 

 



publicado por António Castro às 23:17
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011
Braga cai e demissão em Coimbra

O Sporting de Braga não resiste na visita do Paços de Ferreira. A Académica perde na recepção ao Rio Ave. A Naval de Carlos Mozer foi empatar a Setúbal.

Face a estes resultados não admira alguma agitação nos clubes que não confirmaram o favoritismo e ficaram mais longe de concretizar os objectivos há muito traçados.

José Guilherme viu que não conseguia inverter a tendência de resultados negativos dos estudantes e entendeu que a melhor solução - a pensar no futuro da sua carreira e do clube - era a demissão, elogiada e aceite pelos responsáveis da Briosa.

Manuel Fernandes foi mais uma vez contestado pelos adeptos sadinos, já que a equipa não consegue afastar-se dos lugares de despromoção. Posição difícil para o técnico, já que o apoio da direcção poderá ceder face ao descontentamento da massa associativa.

Domingos Paciência, cuja continuidade no Sporting de Braga parece desde há tempos comprometida, considera a situação anormal e critica a postura do treinador pacense sobre eventual recusa da alteração da data do jogo. Argumentos que só por si não explicam a «queda» dos arsenalistas do Minho na presente temporada, nem tiram mérito ao trabalho desenvolvido por Rui Vitória.

Falta saber quais as consequências do resultado que acontecer em Alvalade, tanto mais que Jorge Jesus entendeu pronunciar-se sobre as prioridades dos dirigentes de Alvalade.



publicado por António Castro às 23:45
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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011
Aperitivo europeu para «derby» de Alvalade

Dois dias de ausência forçada não permitiram abordar a prestação das quatro equipas portuguesas na primeira mão dos dezasseis-avos-de-final da Liga Europa. A jornada de quinta-feira não merece passar em claro face aos resultados - duas vitórias, um empate e uma derrota - e à perspectiva que oferecem quanto a soluções favoráveis da eliminatória semana.

O FC Porto até pode perder por um golo no Dragão e deixará pelo caminho o Sevilha, devido aos dois golos marcados na cidade espanhola. O Benfica não precisará mais do que um empate na deslocação a Estugarda. Ao Sporting bastará uma igualdade a zero na recepção ao Rangers, dado que conseguiram uma igualdade a um golo em Glasgow e, naquelas circunstâncias, os escoceses ficavam em desvantagem. O Sporting de Braga saiu mais penalizado da Polónia e terá que marcar por duas vezes ao Lech Poznan e manter as balizas invioláveis.

Estes são os serviços mínimos exigíveis aos portuguesas para cometerem a proeza de se manterem na prova. Na maioria dos casos, além dos resultados, as exibições, deste ou daquele clube mais oscilantes, pautaram-se por nível agradável, e importa referir que os bracarenses actuaram em condições climatéricas quase desconhecidas em Portugal.

Se nada está perdido, reconheça-se também que nada está garantido, seja para os líderes do campeonato ou para os campeões em título, os vencedores na primeira parte da eliminatória, embora a equipa de André Villas-Boas seja agora anfitriã e a de Jorge Jesus tenha pela frente o penúltimo classificado da Bundesliga.

A nível interno, tendo o FC Porto já garantido os três pontos relativos à 20.ª jornada, em jogo antecipado com o Nacional (3-0), na sexta-feira o Vitória de Guimarães foi vencer (0-1) a Leiria e Manuel Machado manteve a ambição de um lugar europeu.

O mesmo estado de espírito não terá Carlos Azenha que apenas conquistou um ponto na visita do Olhanense e continuará com a lanterna vermelha, qualquer que seja o resultado da Naval em Setúbal.

Entretanto, começa a agitar-se o ambiente em torno do derby lisboeta de segunda-feira, em Alvalade, tão importante para o Sporting - amenizar época amargurada - como para o Benfica - não ver os portistas mais distanciados.

 



publicado por António Castro às 23:49
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011
«Tiki-taka» até adormece Barça

O espectáculo do Emirates Stadium, em Londres, correspondeu às expectativas. O Barcelona foi quase igual a si própria até ao intervalo, com excepção da eficácia ofensiva. O Arsenal sentiu enormes dificuldades nesse período, embora nunca transmitisse a sensação de se entregar sem luta ao tão reclamado tiki-taka dos catalães.

A surpresa aconteceu na segunda parte. Os comandados de Pep Guardiola admitiram que as constantes trocas de bola em pequenos espaços fossem suficientes para manter em respeito a equipa de Arsène Wenger. Mas esta toada, por vezes provocar olés dos culés, mas também bocejos entre os espectadores descomprometidos, só funciona se terminar em acelerações repentinas a caminho da finalização e perante um adversário que não esteja disposto a correr o risco do fora-de-jogo.

Aconteceu que, desperdiçadas as oportunidades anteriores, os campeões de Espanha adormeceram com aquele ineficaz tiki-taka e deixaram que algumas vedetas dos gunners mostrassem o seu valor e, mais do que isso, alardeassem agressiva manobra atacante (2-1).

Estão criadas as condições de redobrada expectativa na visita dos ingleses ao Nou Camp. Quanto a prognósticos, nem pensar.

A Roma provou não se encontrar no melhor momento e permitiram uma vantagem tangencial, é certo, aos ucranianos, mas por números (2-3) pouco favoráveis para a visita a Donetsk.

 



publicado por António Castro às 23:41
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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011
Liga dos Campeões recomeça com surpresas

A Europa entrou na ordem do dia e com duas surpresas. A UEFA, para manter a Liga dos Campeões como a prova dos milhões, dividiu a realização dos oitavos-de-final por vários dias - quatro jogos entre hoje e amanhã, e os restantes, sujeito a idêntico esquema, na próxima semana. A isso obriga a necessidade de potenciar as receitas das transmissões televisivas.

O Tottenham, na deslocação a Itália para jogar com o Milan, e o Schalke, visitante do Valência, contrariaram de certa maneira a maioria dos vaticínios. Os ingleses venceram por um golo a equipa de Leonardo e o Espanhol Raúl foi o autor do tento do empate (1-1) frente ao Valência, um dos representantes em prova do seu país. Nada decidido, é certo, mas reconheça-se certa vantagem dos visitantes.

O italiano Gattuso, com um passado disciplinar repleto de incidentes, voltou a exceder-se a agrediu o treinador adjunto dos Spurs. Uma nota desagradável a contrastar com a proeza de Raúl ao entrar na história das provas europeias. Tornou-se no melhor marcador no total de todas as edições das competições de clubes organizadas pela UEFA, com 71 golos, mais um que o italiano Inzaghi.

Arsenal e Barcelona são os protagonistas de principal embate de amanhã, enquanto a irregular Roma será anfitriã dos ucranianos do Shakhtar Donetsk. Londres pode dar pistas quanto a um eventual finalista.



publicado por António Castro às 23:44
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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011
Paris e Yokohama: drama e glória

Ronaldo abandonou os relvados aos 34 anos, mas desde há muito constitui uma legenda do futebol mundial, anos depois de se ter sagrado campeão Mundial em 1994 (Estados Unidos) na condição de suplente não utilizado. Carlos Alberto Parreira, como treinador do Brasil, convocou o jovem avançado de 17 anos, já de capacidades ímpares que lhe mereceriam o título de Fenómeno.

Em 1998 e 2002 acompanhei duas fases distintas da sua carreira. Assisti ao drama em França e à derradeira consagração a nível da canarinha no Mundial Coreia do Sul/Japão.

Vivi a sensação estranha das notícias contraditórias que durante cerca de uma hora agitaram as bancadas da comunicação social antes da final do Mundial no Stade de France. Uma primeira lista da formação da França e do Brasil incluia o nome de Ronaldo; pouco tempo passado, numa segunda já não figurava o Fenómeno; por fim, a entrada no relvado do jogador quer poderia resolver o desafio. De permeio rumores que se sentira mal disposto no estádio - nem chegou a fazer aquecimento -; deslocara-se a um hospital parisiense; por fim apareceu para defrontar a equipa de Zidane.

Tornou-se desde logo evidente que não estava em condições para jogar. Um caso em que, segundo comentários posteriores, os departamentos médico e técnico não colocaram acima dos interesses desportivos os dos homem. E Paris viveu uma noite de louca alegria.

A glória aconteceu no estádio japonês de Yokohama. Ronaldo voltou a mostrar a sua veia goleadora (dois tentos) na final com os alemães e juntou mais um título mundial ao palmarés.

Na sequência de lesões, operações, recuperações prematuras surge agora uma doença a obrigar à paragem definitiva, pois o «corpo já não corresponde aos desejos da mente», segundo confessou o Fenómeno na emocionada despedida do Corinthians.

Ronaldo Luiz Nazário de Lima, nascido a 22 de Setembro de 1976 no Rio de Janeiro, ficará, para sempreao lado dos melhores de todos os tempos.



publicado por António Castro às 23:51
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011
Presidente do ACP dá belo exemplo...

Luz e Axa não ofereceram nada de novo ao campeonato. Vitórias dos favoritos - Benfica e FC Porto - sobre equipas que a comunicação tenta catapultar para o primeiro plano - Vitória de Guimarães e Sporting de Braga - tendo em vista animar a prova e manter viva a chama dos respectivos leitores.

Jorge Jesus e André Villas-Boas pavoneiam-se com as exibições das respectivas equipas. O portista enaltece o «jogo perfeito» dos seus comandados. O benfiquista repete: «Tivemos grande nota artistica». Frases que fazem parte da «guerrilha» entre os dois técnicos e, se não ultrapassarem certos limites, nada de mal vem ao mundo do futebol português.

O mesmo não se pode dizer de alguém eventualmente integrado numa lista candidata às eleições do Sporting. Carlos Barbosa, a propósito da actuação do árbitro Olegário Benquerença em Olhão, teve uma declaração infeliz, transcrita em A Bola: «Com esta qualidade de arbitragens, os árbitros não devem espantar-se se um dia destes, adeptos de qualquer clube lhes fizerem uma boa espera à saída de um estádio.»

Isto sim, é grave. Trata-se de um incentivo à violência feito por um candidato à vice-presidência do clube de Alvalade e presidente do Automóvel Clube de Portugal.

Se os responsáveis governamentais estivessem tão atentos a estes procedimentos como aos dos dirigentes associativos rebeldes à alteração dos estatutos da FPF, quem proferiu aquela afirmação não poderia jamais ser dirigente desportivo e muito menos continuar como principal responsável do ACP.

 



publicado por António Castro às 23:51
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