Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»
Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Benfica em terreno movediço

A estrela de Jorge Jesus começa a perder brilho. E quase se apagava, em termos de competições da UEFA, não fora um jovem de 19 anos, chamado  Alexandre Lacazzette marcar o golo do empate do Lyon a dois minutos do final do confronto com os israelitas do Hapoel Telavive. O Benfica esteve, portanto, a dois minutos de, além de não cumprir a promessa de chegar longa neste regresso à Liga dos Campeões, contribuir para mais um ano de esquecimento na Europa.

Nenhum clube pode garantir no princípio da época que vai ganhar isto ou aquilo, pois o lugar de destaque em qualquer pódio é apenas um. Aqui residirá uma das razões para ser tão grande agora a frustração dos responsáveis benfiquistas, bem mais humildes do que há uma semana. O presidente Luís Filipe Vieira e Jorge de Jesus só podem garantir aos associados aquilo que depende única e exclusivamente da sua acção, e esquecer os imponderáveis do futebol, aliás como em tudo na vida.

Agora começam a apanhar alguns cacos de «promessa partidas» e necessitam de fazer reflexão aprofundada sobre a situação da equipa com vista ao futuro imediato e a médio e longo prazo.

O rendimento está uns furos abaixo da época passada, todos reconhecem. Deficiente forma de alguns e desmotivação de outros jogadores é demasiado patente. Alterações no decorrer dos jogos nem sempre bem sucedidas, também se torna evidente.

Razões? Essas pertencem aos responsáveis avaliar. Para o exterior, no entanto, passa a imagem de que certa gente está no lugar errado, e outros vivem na ilusão que já atingiram o patamar máximo para dirigir uma equipa de futebol, tanto a nível interno como internacional.



publicado por António Castro às 23:43
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Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010
Haja vergonha

A ideia peregrina de uma Liga Ibérica em futebol - por enquanto ainda não se colocou eventual fusão política dos dois países - começa a ser falada com mais insistência e a ter alguns defensores.

Depois do que se passou com a candidatura aos Mundiais de 2018 e 2022 e a diferença de potencial do desporto em geral e, em especial do pontapé na bola, considero vergonhoso que haja portugueses a admitir sequer essa hipótese.

Os defensores dessa união nunca terão pensado nas consequências que adviriam para quase todos os clubes, numa primeira fase da I Liga, no cotejo com os poderosos de Espanha, que não se resumem ao Barcelona e ao Real Madrid.

Basta terem assistido ao encontro entre o FC Porto, expoente máximo neste momento no panorama nacional - o Benfica é apenas campeão em título - e o Vitória de Setúbal para se avaliar o que aconteceria à maioria das equipas portuguesas. Se, mesmo sem a concorrência directa dos espanhóis, estão a desaparecer em ritmo acelerado, a quase total extinção era inevitável.

Podem os responsáveis técnicos dos portistas e setubalenses - André Villas-Boas comandou a equipa de longe - ligado a Pedro Emanuel que, por vezes, dava enérgicas instruções para o campo como se fosse o treinador adjunto Vítor Pereira, e Manuel Fernandes queixarem-se de fadiga, da arbitragem, da chuva ou multiplicar-se em desculpas para o mau espectáculo que as duas equipas ofereceram, que em nada alteram o fosso existente entre o futebol de Portugal e Espanha. Nem a recente derrota dos campeões do mundo frente à selecção de Paulo Bento serve para disfarçar as diferenças.

É tempo de encarar as realidades e trabalhar para inverter a tendência suicida dos últimos anos. Se os dirigentes mais experientes já não dispõem de ideias e forças, tentem recuperar o atraso e preparar uma nova geração  para proceder à indispensável mudança.



publicado por António Castro às 23:39
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Domingo, 5 de Dezembro de 2010
Até amanhã!

Por razões que, com um simples clique, poderão descobrir, hoje resolvi meter uma folga. Bastava não aparecer qualquer texto para os leitores do blog chegarem a essa conclusão, mas entendo que devo antecipadamente avisar os habituais visitantes, merecedores de respeito.

Por outro lado, aos responsáveis do SAPO impõe-se uma explicação, dada a sua permanente disponibilidade, e esta área do site não viver dos ausentes, mesmo dos mais modestos. Compreenderão a razão, caso tenham oportunidade de fazer o tal «clique».

 

PS - Não deixo de salientar, no entanto, dois factos de ontem dos campeonatos português e espanhol. O Sporting de Braga continua a surpreender pelas derrotas e, frente à União de Leiria, também pela indisciplina de alguns jogadores. Tal como o treinador Domingos, o seu colega Manuel Machado precisa de paciência para encarar novo empate do Paços de Ferreira em Guimarães.

José Mourinho foi mais feliz. Os merengues ainda não recuperaram o trauma da goleada em Barcelona. Reconheça-se que o Valência não era a equipa ideal para visitar Santiago Bernabéu neste momento, mas a personalidade das estrelas do Madrid e do seu técnico impunham uma exibição mais desinibida, sem tanto receio pela perda de mais pontos.

Um factor foi providencial: era dia de Cristiano Ronaldo!

 

Finalmente, adeus!

 



publicado por António Castro às 01:00
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Sábado, 4 de Dezembro de 2010
Presunção espanhola

A escolha das candidaturas ao Mundiais de 2018 e 2022 causou polémica em meios futebolísticos de certos países e notícias de alguns órgãos de informação estrangeiros nada de acordo com a ética da informação.

O conceituado EL País de Madrid ofereceu neste aspecto um mau exemplo. Talvez seja exagerada a extensão deste post, mas o artigo em questão é digno de ser transcrito na íntrega, para melhor conhecimento em Portugal. Vejamos o texto publicado no idioma de origem.  

La FIFA explota la veta rusa

El dinero de los grandes magnates ligados al fútbol, como Roman Abramovich, y el aperturismo a nuevos mercados propician que Rusia organice en 2018 su primer Mundial y derrote a España y Portugal- Qatar, en 2022, será la sede con menos población de la historia

 LUIS MARTÍN - Zúrich - 02/12/2010

 

Dos horas antes de conocerse el resultado de las votaciones del comité ejecutivo de la FIFA, las apuestas daban por perdedora a España. No nevaba, pero el frío se metía en los huesos con la misma facilidad que el pesimismo cundía en la delegación de la candidatura ibérica para

organizar el Mundial de 2018. Especialmente, por parte portuguesa: "He visto cosas raras", se quejaba el presidente de la federación, Gilberto Madail, que desconfiaba tanto de los ingleses, por la frenética actividad de su primer ministro, David Cameron, el día anterior, como de la sonrisa aparentemente inocua del magnate Roman Abramovich, multimillonario ruso dueño del Chelsea. Mientras, Ángel María Villar, presidente de la Federación Española desde hace 22 años y vicepresidente de la FIFA desde hace una década, se reunía con Joseph Blatter, presidente de la FIFA, y los otros 20 miembros del comité, del que forma parte, para elegir sede de la fase final de los Mundiales del 2018 y del 2022.

La rumorología se disparó. Trascendió que Inglaterra había caído en primera ronda. De nada le sirvió a los ingleses movilizar al Príncipe Guillermo, a David Cameron y a David Beckham. También se supo pronto que Qatar había ganado para 2022, porque lo anunció Al Jazeera mientras el notario trasladaba el sobre con los ganadores de la sede de la FIFA al Messezentrum de Zúrich. Poco más había trascendido hasta que casi media hora más tarde del horario previsto, a las 16.30, Blatter abrió el sobre lacrado. "La decisión no la sé ni yo", dijo mientras los nervios se apoderaban de la platea. Para entonces, Villar seguía convencido de que en 2018 el Mundial volvería a España. Pero no, ganó Rusia. De nada sirvió que los inspectores de la FIFA hubieran subrayado en su informe de evaluación las distancias entre las sedes, que llegan a los 2.480 kilómetros de Este a Oeste, y la necesidad de construir 13 de los 16 estadios propuestos y renovar los otros tres (solo en instalaciones Rusia tendrá que invertir 2.800 millones). La FIFA no resistió ante el dinero ruso y muchas de sus grandes fortunas ligadas al fútbol, caso de Abramovich. Además, la rusa es una veta futbolística a explotar, mientras que los mercados inglés, español, holandés o belga ya están lo suficientemente consolidados. El resultado de las votaciones en la sede suiza de la FIFA huele a petróleo y gas, a inmensas fortunas de dinero, pero también a apertura de nuevos mercados. Conscientes de cómo está el patio económico mundial, resulta evidente que la FIFA ha apostado por la financiación privada, garantizada tanto por Rusia como por Qatar, que se llevó el Mundial 2022.

Fueron necesarias dos tandas para decidir el ganador, según comunicó después la organización: en la primera, efectivamente, cayó Inglaterra, que solo tuvo dos votos, y pasaron España (con 7), Bélgica y Holanda (4) y Rusia (9). Los ingleses, que habían denunciado actitudes poco éticas en el proceso de obtención de apoyos, lo pagaron caro. En segunda ronda, la candidatura de Holanda y Bélgica perdió dos votos, España mantuvo los siete de la primera ronda y Rusia alcanzó los 13 apoyos que le daban la mayoría absoluta. Al revés de lo esperado, esta vez Blatter, que acostumbra a votar en caso de empates, no se privó en ninguna ronda.

"No sé para qué sirve el informe técnico, para qué puntúan las candidaturas si al final gana la que menos puntos tiene", lamentó el director de la ibérica, Miguel Ángel López, tras el desenlace. "La FIFA es así", lamentó Jaime Lissavetzky, secretario de Estado para el Deporte. "Estoy aprendiendo a perder", añadió en referencia a las últimas derrotas vividas con la candidatura olímpica de Madrid, que perdió con Londres en la lucha por los Juegos Olímpicos de 2012 y con Río de Janeiro por los de 2016. "Me siento vacío, pero solo podemos felicitar al ganador, que seguro que lo hará muy bien", cerró Jorge Pérez, secretario general de la Federación, mientras que Villar se mantuvo callado antes y después. No tuvo nada que decir. Sí lo hizo el seleccionador campeón del mundo, Vicente del Bosque: "Lo hubiéramos hecho muy bien, porque somos un país moderno y preparado".

El resultado de las votaciones en la sede suiza de la FIFA huele a petróleo y gas, a inmensas fortunas de dinero, pero también a apertura de nuevos mercados. Conscientes de cómo está el patio económico mundial, resulta evidente que la FIFA ha apostado por la financiación privada, garantizada tanto por Rusia como por Qatar, que se llevó el Mundial 2022.

De nada le sirvió a Villar saltarse el plan previsto durante su discurso en la presentación, en la que también participaron el presidente español, José Luis Rodríguez Zapatero, y el portugués, José Sócrates. No hubo un hueco para el fútbol: ni palabra de Del Bosque, Paulo Bento, Casillas, Butragueño, Fernando Hierro, Figo y Eusebio. Villar asumió el protagonismo y miró a los ojos a sus compañeros de comité, de quienes defendió su honradez, puesta en duda tantas veces y concretada recientemente cuando la propia FIFA apartó de la votación a dos miembros por irregularidades previas: "Sois honestos, basta ya de tantos ataques. Y os hablo a vosotros, que tanto me habéis enseñado... Que nos conocemos hace 20 años...". Villar tenía que haber hablado del legado del Mundial pero se metió en el cuerpo a cuerpo ante la ofensiva rusa, que arreó con todo el peso de su capacidad diplomática para arrancar fidelidades, superando en 20 minutos el tiempo concedido a cada categoría. Ni así. Villar perdió otra vez, como perdió en 1998 cuando rechazó unirse a Portugal, que le ganó la carrera y terminó organizando la Eurocopa 2004. España no consiguió en los despachos lo ganado en el campo. Villar no habló al abandonar el Messezentrum de Zúrich, pero dicen que la votación le hizo daño. Perder siempre es doloroso.

 

Desde logo salta à vista a maneira como é tratada a candidatura conjunta de Portugal e Espanha. Neste texto, apenas duas vezes se refere o facto em termos aceitáveis (assinalados a verde) e em cinco de forma incorrecta, pois apenas surge a palavra Espanha (vermelho).

Fica também a saber-se que durante a última apresentação da candidatura, Ángel María Villar, presidente da federação espanhol e vice-presidente da FIFA, «assumiu o protagonismo» - qual foi o papel de Gilberto Madaíl, presidente do organismo português? - e figuras convidadas, casos dos treinadores das selecções dos dois países e ex-futebolistas famosos fizeram apenas figura de corpo presente.

Nota final para a recordação de que a Espanha (neste caso a referência está correcta) e Villar tiveram nova derrota, como aconteceu em 1988 «quando recusou juntar-se a Portugal», escolhido para organizar o Europeu 2004.

Espera-se que os dirigentes portugueses nunca mais pensem em fazer parcerias deste estilo. Relações amistosas e de cooperação são de incentivar, mas as regras deverão ficar bem definidas à partida. Nunca se deve esquecer a sabedoria popular em relação a Espanha, tão conhecida que é dispensável referir.



publicado por António Castro às 04:35
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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010
Falcão sem limites; Benfica condicionado

O FC Porto completou a jornada europeia dos portugueses com mais uma vitória em condições climatéricas penosas para quem está habituado a temperaturas mais moderadas.

Nas actuais circunstâncias, no entanto, não existem obstáculos de qualquer espécie para os Dragões. Pelo contrário, um relvado coberto de neve constituiu motivo para redobrado empenho dos jogadores e, curiosamente, apresentou-se como fonte de inspiração para o colombiano Falcão, autor dos três golos seguintes ao dos austríacos do Rápido de Viena.

Uma exibição para não esquecer, segundo o treinador André Villas-Boas, a orientar uma equipa com uma embalagem vitoriosa impressionante, seja no panorama nacional como na Liga Europa.

Jorge Jesus, depois da vitória sobre o Olhanense na Luz, em confronto antecipado da 13.ª jornada da I Liga, considerou o resultado melhor que a exibição.

A dupla Cardozo - com a cumplicidade do guarda-redes Moretto, ex-jogador dos encarnados - e Saviola voltou a solucionar os problemas com que o técnico continua a debater-se para atingir os níveis da temporada passada.

Para já não desperdiçou os três pontos e gostaria que acontecesse um «milagre» na segunda-feira, na deslocação do Vitória de Setúbal ao recinto dos portitas.

Amanhã, o Sporting de Paulo Sérgio continua à procura da se libertar de complexos, agora na viagem a Portimão.

A vida continua, depois da desilusão de alguns portugueses pela FIFA ter desprezado a candidatura ibérica para o Mundial de 2018. Os nossos brandos costumes impedem imitar o presidente da Federação inglesa que pediu, pura e simplesmente, a demissão do cargo. Roger Burden não quer mais conversas com Joseph Blatter.



publicado por António Castro às 23:42
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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010
Ibéricos andaram a sonhar alto

Afinal, andavam todos a enganar-se a si próprios. Responsáveis portugueses e espanhóis, governamentais e federativos, tinham quase como certa que a candidatura ibérica tinha os apoios suficientes para organizar a edição de 2018 do Mundial. Como referimos esta manhã, Gilberto Madaíl estava consciente das sensibilidades no comité executivo da FIFA e mostrou-se mais realista que todos os outros. 

Conhecida agora a Rússia como palco privilegeado dentro de oito anos, todos apontam agora as razões da escolha e, pior do que isso, até dizem compreender.

«Não quero fazer nenhuma elaboração sobre as razões da atribuição, mas se olharmos para as candidaturas percebemos que quem ganhou foram os novos países, aqueles que se candidatavam pela primeira vez. A FIFA optou pelas melhores candidaturas - se bem que, para mim, a melhor era a ibérica - e por novos mercados e novas soluções. São opções legítimas e temos que as aceitar”, sublinhou Laurentino Dias, secretario de Estado do Desporto. (in A Bola)

Miguel Ángel López, director da candidatura ibérica, considerou: «A FIFA pretende promover o futebol noutras latitudes, procura outros horizontes, e parece-me bem que não seja sempre nos mesmos continentes.» No entanto, foi crítico: «Se apenas pretende "a mundialidade" não vale a pena gastar dinheiro em visitar as candidaturas... Parecem não ser necessárias para nada.» (in A Bola)

«Estou naturalmente um pouco desiludido», disse Amândio de Carvalho, «pois decisões como esta implicam um grande peso a nível político». O vice-presidente da FPF acrescentou: «As declarações do primeiro-ministro russo Vladimir Putin e a ausência na cerimónia de atribuição faziam já supor que havia um pré-vencedor.» (in Record)

Destas afirmações podem retirar-se uma de duas conclusões: desconhecimento dos meandros do futebol mundial ou ingenuidade. Nada abonatório para os vencidos ibéricos.

 



publicado por António Castro às 22:45
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E o vencedor é...

Zurique é o centro das atenções do futebol durante parte do dia. Os países candidatos à organização do Mundial de 2018 já começaram a  última apresentaçãopara convencer os dirigentes da FIFA, e Portugal e Espanha estão prestes a mostrar pela última vez antes da decisão, o que valem os seus argumentos. E, como garantia de que existe o apoio dos respectivos governos, estarão presentes os chefes do Governo dos dois países.

À partida de Lisboa, o presidente da FPF utilizou palavras cautelosas sobre a escolha da FIFA, face à concorrência da Rússia, Inglaterra e da candidatura também conjunta da Holanda/Bélgica. Algumas razões terá Gilberto Madaíl para ser reservado, conhecedor da sensibilidade dos elementos a quem compete votar e dos interesses do própria entidade máxima do futebol.

Não consideramos garantida a escolha da Península Ibérica, porque a «política do futebol» também conta nestas decisões. E, salvo grandes dúvidas sobre o projecto russo, parece chegada a altura de fazer mais uma «abertura» a outras latitudes - agora a Leste -, em detrimento da Espanha (82) e da Inglaterra (66), já organizadoras.

De salientar que, embora o futebol na antiga URSS tivesse importante expressão, verificou-se nos últimos anos um boom inesperado da modalidade naquela zona do globo com a entrada em cena dos mecenas nos clubes, tanto na Rússia como no estrangeiro.

Um capital de expansão do futebol nada desprezível para quem dirige os destinos da FIFA.

Eu voto Rússia!



publicado por António Castro às 08:38
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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010
Leões cumprem serviços mínimos

O Sporting fez o pleno. Apuramento para a fase eliminatória e o primeiro lugar no seu grupo da Liga Europa. Situação teoricamente vantajosa para o próximo jogo dos dezasseis-avos , pois evitará todos os outros vencedores e a maioria dos clubes repescados da Liga dos Campeões. Por fim, mais uns euros a entrar nos cofres de Alvalade, porventura para ajudar aos prejuízos acumulados, já que não parece haver intenção de aproveitar a abertura do mercado de Inverno.

Além da vitória sobre o Lille (Polga festejou um dos poucos golos marcados durante os anos como leão) pouco a salientar de uma exibição que Paulo Sérgio considerou mais bem conseguida em relação ao recente clássico com o FC Porto. Só se foi pelos resultados, já que o rendimento da equipa continua a ser intermitente e, em certos momentos, houve «ofertas» que os franceses não aproveitaram.

O técnico de Alvalade lá sabe porque tem esta opinião. De fora não parece haver razões para tanta confiança.

 



publicado por António Castro às 23:47
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