Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»
Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010
E aconteceu o impensável

«Um caramelo para Portugal. Os lusos ganharam com facilidade pasmosa. Abusaram da Espanha no contra ataque». Esta uma das conclusões de um jornalista do site da Marca logo a seguir ao termo do encontro.

Paulo Bento conseguiu em pouco tempo revolucionar a selecção sem recorrer a soluções milagrosas. Limitou-se a escolher os futebolistas em melhor forma no momento e montar a estratégia para explorar ao máximo as suas potencialidades e superar os pontos fortes dos adversários.

Ninguém pode negar que o grande espectáculo foi conseguido frente à Espanha - rivalidade de muitos anos explicam especial motivação -, mas não se deverá falar em vingança da derrota sofrida nos oitavos-de-final do Mundial da África do Sul, nem que Portugal passou a ser o melhor do mundo, como alertou o seleccionador português.

«Pior do que hoje não podemos fazer», afirmou desiludido o treinador campeão mundial Vicente del Bosque. De lembrar, entretanto, que a selecção Rosa já oscilou duas vezes desde que comquistou o título, com um empate frente ao México (1-1) e uma derrota na Argentina (4-1).

Razão por que devemos concentrar-nos na progressiva melhoria da equipa portuguesa e estar conscientes que os objectivos subjacentes à alteração de comando técnico ainda não foram conseguidos.

Reconheça-se o mérito de quem trabalhou para se viver este momento impar, mas importa não abrandar o ritmo, pois conquistar o direito a participar no Europeu de 2012 obrigará a mais sofrimento.



publicado por António Castro às 23:40
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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010
Beira-Mar coloca em risco o campeonato

Há alguns meses falava-se em demolir o Estádio de Aveiro, construído para o Europeu 2004, devido aos pesados encargos de manutenção, tanto mais que o Beira-mar disputava o escalão secundário.

A subida à I Liga não desanuviou o ambiente, já que os gestores do recinto pretendiam uma verba para a realização dos jogos considerada incomportável para as possibilidades do clube.

De repente tudo pareceu resolvido, mas surgem novas notícias que podem agravar a situação. O presidente ameaçou não ter capacidade para organizar o próximo jogo com o Benfica, que acarretará um encargo de 40 mil euros, inacessível aos cofres da agremiação.

António Regala refere que as anteriores dirigentes deixaram penhorar as receitas e não existem condições para pagar salários a jogadores e as contribuições devidas à Segurança Social. Acrescenta que os esforços junto dos anteriores responsáveis e negociações com outras entidades credoras não têm conduzido a uma solução.

Só a Liga, responsável pelo futebol profissional, e a Federação, entidade máxima da modalidade, poderão encontrar uma solução para este e outros casos semelhantes, a acontecer com demasiada frequência.

Ou encontram soluções legais para manter a actividade de clubes praticamente falidos ou fazem cumprir os regulamentos sem aceitar expedientes que apenas adiam os problemas.

A condescendência, nestes casos, apenas acarreta mais prejuízos e não evitará a extinção de entidades com um passado a preservar. Decisões megalómanas de vários agentes e a diversos níveis conduziram a esta situação.



publicado por António Castro às 23:03
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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010
De Special One a «canalha»

«O problema que têm com Mourinho é que ele vence. Esse é o verdadeiro problema que ele está a provocar».

 

Di Stéfano em declarações à televisão Antena 3

 

 

«Não contratámos Mourinho para fazer amigos, mas para que faça uma equipa campeã».

 

Emilio Butragueño, director das Relações Intitucionais do Real Madrid, ao site da Marca

 

 

A League Managers Association vai homenagear o português, no Hall of Fame Dinner, pelos êxitos no Inter e a primeira vitória no novo Estádio de Wembley.

Manolo Preciado, treinador do Sporting Gijón, ficaria muito grato por um convite para assistir à cerimónia do seu «amigo».  



publicado por António Castro às 22:46
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Villas-Boas: ironia ou irritação?

«Amanhã não contem comigo para comprar jornais», disse ontem André Villas-Boas, quando confrontado com perguntas dos jornalistas que pretendiam ter explicações da exibição menos conseguida do FC Porto na visita do Portimonense.

Tornou-se evidente que o treinador dos Dragões tinha uma visão diferente do jogo. Salientou, por um lado, a excelente oposição dos algarvios, elogiou a estratégia do técnico Litos e lembrou que nem sempre se pode ganhar por cinco golos, números que abalaram há uma semana as estruturas benfiquistas.

O responsável pela equipa nortenha continua a defender que com dez pontos de avanço nada está definido e aconselha a esperar até ao final do ano para avaliação mais correcto do futuro do campeonato.

As suas palavras acima transcritas podem reflectir alguma incomodidade pelas observações dos representantes da Comunicação Social, mas deve reconhecer-se que André Villas-Boas sabe manifestar a discordância com srenedidade e até recorrer a falso sentido de humor para transmitir os seus sentimentos.

Uma coisa é certa: o chá que bebeu enquanto viveu em Inglaterra, antes e depois da era Mourinho, permitem-lhe evidenciar certo fair-play , mesmo quando discorda da opinião alheia.

Haja alguém no nosso futebol que não perca a cabeça por coisas menores.

 



publicado por António Castro às 22:18
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Domingo, 14 de Novembro de 2010
Nuno Gomes dá lição na Luz

Aconteceu mais um jogo na Luz. Depois da derrota volumosa no Dragão, o Benfica marcou quatro golos à Naval. Sentiu dificuldades devido à boa organização da equipa de Rogério Gonçalves e apenas marcou por Kardec (10 m) antes do intervalo.

Tudo se alterou depois do descanso, graças ao primeiro golo de Gaitán (47 m) - marcaria outro aos 62 m.  Os figueirenses admitiram manter o ritmo anterior e segurar o adversário, mas aquele golo afectou a lucidez de alguns elementos. A partir daí, os benfiquistas partiram para uma amostra das cavalgadas do ano passado e resolveram a contenda, ironicamente com um golo de Nuno Gomes, que esta época não fora utilizado nos encontros da Liga efectuados no recinto da Segunda Circular.

Perpassou por muitos espíritos que estava redimido o desaire do Porto. Puro engano. Um coisa é defrontar a equipa com os valores à disposição de André Villas-Boas e outra dirimir forças com uma Naval de orçamento bem mais reduzido.

Aliás, tudo isto faz parte do quotidiano do futebol, repetido ao longo de meses e anos.

O regresso de Nuno Gomes à equipa, a marcação do quarto golo três minutos depois de pisar o relvado, através de uma acção a sugerir a desenvoltura de um jovem e a classe de um fora-se-série, a festa especial dos companheiros a um colega emocionado por razões de ordem familiar, fazem pensar em como a sensibilidade não é coisa que abunde nos responsáveis dos clubes e dos treinadores.

Jorge Jesus, ao puxar pelos galões e declarar «eu é que sei quem está melhor», ao ser confrontrado com o ostracismo votado ao jogador, evidencia não ter sólidos argumentos.

Nuno Gomes deu mais um exemplo de verticalidade e bom senso, aquilo que alguns «mandantes» do Benfica nunca tiveram como lema desde a formação até à idade adulta.



publicado por António Castro às 22:47
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Alvalade vive de ilusões

A vitória em Coimbra não acrescentou nada de positivo ao panorama do futebol de Alvalade nos últimos tempos. Tudo começa relativamente bem e acaba em sofrimento incompreensível. Há cerca de oito dias cedeu os três pontos ao Vitória de Guimarães depois de ter a vantagem de dois golos; ontem esteve quase - e não seria demasiado castigo - a dar um ponto aos estudantes.

Paulo Sérgio fala do retorno do fantasma com os minhotos. O «fantasma» é outro e não será apenas trabalho a resolver o problema.

José Eduardo Bettencourt tem de abrir os cordões ao bolso no mercado de Inverno e investir - se para isso tiver fundos ou crédito - em jogadores que transmitam outra consistência à acção desenvolvida pelo actual ou por qualquer outro treinador. A avaliação desta eventual necessidade pertence aos «competentes» responsáveis do respectivo departamento.

Caso contrário, o argumento do filme está definido. O histórico Sporting ficará este ano mais longe do topo e o seu campeonato limitar-se-à a despiques com adversários que procuram um lugar «positivo» na tabela. Regressar a posições que enriqueçam o palmarés do clube constitui pura ilusão.



publicado por António Castro às 15:06
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Sábado, 13 de Novembro de 2010
Para onde caminhas, futebol?

«O único erro do árbitro foi ter validado o golo do Braga», analisou Manuel Machado.

«Foi um espectáculo degradante», explodiu o presidente bracarense António Salvador.

«Não foi, de maneira nenhuma, uma boa arbitragem» lamentou-se Domingos Paciência.

Então e quanto ao comportamento das duas equipas?

Os jogadores estiveram sempre certos, não cometeram erros? 

A movimentação dos dois conjuntos atingiu níveis de acordo com as características das respectivas individualidades?

A estratégia dos treinadores foi a adequada ao desenrolar dos acontecimentos?

Em termos disciplinares dentro do campo, e de comportamento dos adeptos nas bancadas e no exterior do estádio, nada houve a reprovar?

Qual o interesse. Estes aspectos são secundários para quem vive de e para o futebol.

Na falta de uma análise sobre a imagem que transmitiram as equipas, eis uma opinião: o Vitória de Guimarães foi superior; o Sporting de Braga desceu alguns degraus em relação à época passada. Assim, entende-se que os três pontos ficaram bem entregues.

Quanto às opiniões expressas a abrir, esperem pelas explicações de Vítor Pereira...

 



publicado por António Castro às 23:42
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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
Mourinho «incendeia» Gijón

José Mourinho foi suspenso (dois jogos) por reclamar contra uma decisão do árbitro em termos desabridos, no Real Madrid-Murcia. Antes mandara  algumas «indirectas» a Pep Guardiola. Agora atacou sem rodeios o comportamento do Sporting Gijón quando enfrentou o Barcelona, ao denunciar que «ofereceram» o jogo aos catalães, face às declarações do seu técnico sobre a utilização de vários suplentes, pois «perante as vedetas do Barça nada havia a fazer.»

O português instalou a polémica, cultivada em Inglaterra e na Itália. no futebol espanhol.

O treinador da equipa asturiana não gostou e respondeu com palavras insultuosas, considerando o português um «canalha e mau companheiro».

Nesta altura entrou em acção a máquina do Real Madrid a protestar contra os termos utilizados por Manolo Preciado e, sem entrar em declarações contundentes, aconselhou-o a usar uma liguagem menos agressiva.

Como se isto não bastasse, o técnico ao serviço do Espanhol, o argentino Maurício Cochetino, apoiou Preciado e adiantou que utilizaria o mesmo termo se fosse ele o visado.

De polémicas que centralizem as atenções no seu nome, com o objectivo de libertar a pressão sobre os jogadores devido aos sucessivos compromissos competitivos, foi aquilo que muitos ainda não compreenderam e desgastam-se em diálogos estéreis.

Enquanto o expediente resultar e os títulos continuarem, o treinador português mais mediático do actual mundo do futebol andará na crista da onda. Talvez fosse conveniente, no entanto, não exagerar, pois os responsáveis do clube de Madrid apreciam a conquista de adeptos em todos os continentes através de um comportamento mais soft aliado aos êxitos desportivos.    



publicado por António Castro às 23:37
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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010
Seleccionador fiel ao seu rumo

Aproxima-se novo teste à selecção, desta feita sem consequências pontuais, dado tratar-se de um jogo particular, mas nem por isso menos importante. Na Luz, dentro de dias, estará apenas a Espanha de Vicente del Bosque, detentora do título de campeão do mundo desde Junho, na edição da África do Sul.

O treinador Paulo Bento estará tão sujeito à «vigilância» dos adeptos com nos dois encontros de qualificação do Europeu Polónia/Ucrânia, nos quais Portugal regressou às vitórias e abriu perspectivas de apuramento.

O seleccionador dispensou seis jogadores e como novidade apresentou Bosingwa, regressado há poucas semanas à equipa do Chelsea, depois de longos meses de ausência por lesão.

Mais uma convocatória que não deverá causar polémica, e o treinador confia nos18 jogadores agora chamados para «ganhar e não ver a Espanha jogar».

Sem subestimar o valor do adversário, ambição não falta a Paulo Bento, tal como acredita na capacidade técnica e psicológica dos seus eleitos e na estratégia a delinear para contrariar o tique-taca dos espanhóis.

 



publicado por António Castro às 22:52
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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010
Tempo volta para trás

As opções profissionais de meu pai levou-me, aos 14 anos, a viver em Barcelos cerca de três anos, apesar de ter nascido em Lisboa. Fui sócio do Gil Vicente, a militar na II Divisão, assistia a todos os jogos no Campo Adelino Ribeiro Novo, e apercebi-me da grande rivalidade entre clubes vizinhos, em especial com o Famalicão e o Vianense.

Em dada altura, estava acesa a luta entre barcelenses e vianenses para evitar a descida de divisão, e os gilistas tinham de deslocar-se ao campo do adversário. A cidade mobilizou-se em apoio do clube e foi organizado um comboio especial entre as duas cidades

Domingo de chuva intensa a obrigar o árbitro a anular o jogo pouco depois do seu início. Decisão não compreendida pelos visitantes, com a alegação de que não havia sequer condições para o início da partida, e o árbitro foi acusado de beneficiar os vianenses, pois o dinheiro da receita já não seria reembolsado. Das palavras passaram-se aos actos, gerou-se confusão nas imediação da estação, com o comboio de regresso a Barcelos a parecer uma enfermaria, dado o número de pessoas com pensos, depois de tratados no hospital, onde também tiveram de acorrer muitos naturais de Viana do Castelo.

História lembrada após a informação de que o Sporting de Braga colocou à disposição dos seus sócios 4500 bilhetes e também os transportará até Guimarães num comboio especial.

Meio de transporte utilizado com frequência nas deslocações dos apaixonados do futebol, não apenas nos encontros realizados entre o rivais de Lisboa e do Porto.

Quanto à parte negativa - desordem - acontecida há cerca de 60 anos, certamente não acontecerá, pois as claques serão vigiadas, e a visitante enquadrada por forças policiais até ao estádio.

Curioso é voltar a estar na moda a utilização de um meio de transporte, suplantado nos últimos anos pelo automóvel ou, para os mais endinheirados, pelo avião.

 



publicado por António Castro às 23:24
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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010
Luva na baliza: Goooooooooooooooooooolo!

«Há duas circunstâncias que não são bem sinalizadas. O contacto de um jogador atacante com o guarda-redes, que não foi assinalado, e a validação do golo sem a bola estar dentro da baliza. Queremos aprender, por isso, questionámo-nos sobre o que poderá ter influenciado a decisão. «Em primeiro lugar, as luvas do guarda-redes são brancas, a bola vai à barra, da barra vai à luva, da luva vem ao chão e, portanto, poderá ter sido isso que o assistente viu, uma coisa branca dentro da baliza e presumiu que fosse a bola. Mas de facto, a bola não chega a entrar. Tenho de dizer que neste jogo há uma situação difícil, que é a substituição de um árbitro. O quarto árbitro está a frio, mentalmente preparado para outro registo de exigências, e de repente tem de entrar, sem aquecer, e há um período de adaptação a uma nova realidade, e foi neste período que a situação aconteceu. Vamos ver com mais pormenor, mas estas podem ser algumas das razões que, do nosso ponto de vista, podem levar a esta situação desagradável e que se lamenta. Também nós precisamos de ter a sorte do nosso lado e, felizmente, acabou por não ter influência no resultado.»

 

 

Vítor Pereira, presidente da Comisão de Arbitragem da Liga, sobre a arbitragem do Sporting-Guimarães (in site Maisfutebol)

 

 

A explicação da confusão da luva com a bola só dá para chorar... de rir.



publicado por António Castro às 23:54
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Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010
Lágrimas chegaram a Alvalade

Entrava eu num restaurante perto do Porto, onde na véspera acontecera o descalabro do Benfica e, antes de me sentar olhei para o televisor que transmitia o encontro Sporting-Vitória de Guimarães e, no canto direito do ecrã podia ver-se que os leões ganhavam por 2-0, já o segundo tempo ia adiantado.

Entre o sentar, ver a lista, proceder à sempre difícil escolha, fazer o respectivo pedido e o aparecimento do petisco alguns minutos se passaram. Não tantos, contudo, para se terem passados coisas quase inacreditáveis em Alvalade.

Maniche queria um cartão amarelo para limoar um jogo de castigo com vista a determinado objectivo. No entanto, foi tão precipitado e ingénuo que mereceu ver o vermelho e os seus planos e, provavelmente, do técnico, foram por água abaixo. Targino, arma secreta que Manuel Machado havia lançado no jogo após longos meses de ausência, marcou dois golos. O terceiro, de Bruno Teles, foi a última «castanha» a estalar na boca dos leões, desde a primeira parte convencidos que igualavam os benfiquistas em pontos.

Paulo Sérgio, apesar de mais este desgraçado comportamento da equipa, considera que não tem de pedir desculpas a ninguém, dado o empenho que coloca no seu trabalho.

Tem toda a razão. Só que outros treinadores, por muito menos, pediram a demissão. Infelizmente, o futebol está minado de ingratos. Ninguém reconhece o trabalho de ninguém.



publicado por António Castro às 23:56
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Domingo, 7 de Novembro de 2010
KO benfiquista

O FC Porto alcançou uma vitória retumbante sobre o Benfica, uma goleada das antigas, sustentada em bom futebol. Indesmentível.

Os jogadores treinados por André Villas-Boas fizeram uma exibição empolgante, fruto de melhoria gradual que terá atingido um dos mais altos expoentes neste confronto. Possivelmente.

O Benfica, da maneira como se apresentou no Dragão, ao nível de algumas exibições que cavaram um fosso pontual apreciável em relação ao líder, facilitou este alarde de superioridade dos portistas. Indiscutível.

A leitura de Jorge Jesus sobre a maneira de contrariar a capacidade do adversário, facto que o levou a fazer alterações no sector recuado, contribuiu para o descalabro e a deficiente imagem transmitida, de novo, pelo conjunto. Evidente.

O brasileiro Hulk apareceu extremamente inspirado, como referiu o treinador da Luz, para justificar a pesada derrota. Andou à solta.  

Na conjugação destas reflexões restará algum mérito na estratégia montada por André Villas-Boas. Todo. 



publicado por António Castro às 23:49
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Sábado, 6 de Novembro de 2010
Villa-Boas filósofo e Jesus pragmático

O duelo entre o FC Porto e o Benfica está «diagnosticado» pelos observadores, pelo que será curioso abordá-lo, algumas horas antes, em função das declarações dos respectivos técnicos.

«Não sei se David Luiz irá jogar a lateral esquerdo. Se acontecer, mudam comportamentos e estaremos preparados. Referimos isso mesmo aos jogadores», conjecturou o portista que, entretanto recusou ser o «FC Porto-Benfica um Hulk-David Luiz. Não faz sentido falar em duelos individuais». Deu especial importância o discurso na preparação de um jogo. «Acredito na importância de uma palestra, por muito que o futebol actual se divirta com o táctico. Convém a muita gente destacar esse aspecto, para esconder as fraquezas. Ter qualidades humanas também é muito importante. Acredito nos valores da transcendência, da força do balneário. Houve um grito de revolta na Supertaça, e esse grito continua pelo que aconteceu na época passada.»

Jorge Jesus, por seu turno, lembrou os compromissos reccentes dos dois clubes: «O FC Porto vai lançar no jogo uma equipa que, penso eu, metade não jogou quinta-feira. Teve horas de recuperação para se apresentar nas melhores condições, tal como o Benfica.»
No entanto, ao lembrar o jogo da Luz com o Lyon (terça-feira, na Liga dos Campeões) e o FC Porto-Besiktas (quinta, na Liga Europa), menoriza os efeitos das horas de recuperação: «Temos mais dias, de terça para quinta, mas o Benfica jogou em intensidade muito alta e o FC Porto, com o apuramento quase garantido, geriu essa intensidade. Por isso vai estar na máxima força.»
Cada cabeça, sua sentença!



publicado por António Castro às 23:55
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Só os burros não mudam de opinião

«Sem ele [José Mourinho] não teríamos conquistado aqueles títulos [nter]. Embora tenha sido apenas uma época, adorei trabalhar com ele. Um ano com ele equivale a dez com qualquer outro... Era impossível ir com Mourinho para Madrid. Não volto a um clube que me tratou daquela maneira. Nunca mais jogo no Real Madrid.»

 

 O holandês Wesley Schneijder em entrevista ao L'Equipe

 

 

Depoimento insuspeito, a juntar a tantos outros, a contrariar os detractores do treinador português.

 



publicado por António Castro às 18:08
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