Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»
Terça-feira, 16 de Março de 2010
«Special One» renasce em Inglaterra

José Mourinho voltou ao seu lugar preferido - a ribalta.

Ausente do banco do Inter na Liga italiana em três jogos, por castigo; derrotado na visita ao Catania; reduzida a vantagem de sete para um ponto em relação ao segundo classificado, o Milan; obrigado ao silêncio, tal como os jogadores, por decisão do presidente Massimo Moratti, para travar a onda de protestos sobre as arbitragens e os consequentes castigos; o português estava a viver um momento nada tranquilo.

A vitória (2-1) sobre o Chelsea na primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões mantinha aparente paz nas hostes interistas, mas a a imprensa já fazia eco - com fundamento ou intuitos especulativos - que as relações entre presidente e técnico começavam a degradar-se.

Chegou o dia da visita a Inglaterra para derimir o apuramento na prova europeia e José Mourinho mais uma vez deu a volta por cima, com uma exibição de tal modo convincente em Stamford Bridge que até Carlo Ancelotti reconheceu a superioridade do adversário.

Táctica adequada às características do Chelsea - com a surpresa de apresentar três avançados -,  jogadores ambiciosos e empenhados em cumprir os desígnios de um técnico que em defesa dos seus princípios deixou o irreverente Balotelli em Itália, a inspiração de Schneider e o «faro» de Eto'o foram argumentos decisivos para a imprensa britânica reviver os tempos do Special One.

Com a insinuação de uma vingança do português em relação ao comportamento do todo poderoso dono dos blues, o russo Abramovich, que obcecado com a a conquista Liga dos Campeões despediu prematuramente aquele que agora lhe tirou mais uma hipótese de satisfazer esse capricho.

José Mourinho, no entanto, não pode descansar. Continuará a ter à perna os colegas de ofício de Itália, à espera de motivos para reatarem a guerra.

 

 



publicado por António Castro às 23:52
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Segunda-feira, 15 de Março de 2010
Um minuto de azar

David Beckham, de 34  anos, um predestinado para o sucesso através do futebol, teve o seu minuto de azar. Uma lesão no tendão de Aquiles no último encontro do Milan na Liga italiana levou-o para uma sala de operações na Finlândia.

O ex-jogador do Manchester United, vinculado aos americanos do Los Angeles Galaxy, tudo fez para integrar a selecção inglesa no Mundial da África do Sul.

Perante a lógica exigência do seleccionador Fabio Capello no sentido de Beckham jogar num clube de nível mundial, vestia agora pela segunda vez a camisola do Milan, a título de empréstimo dos norte-americanos, para apurar a forma e justificar a convocatória.

Muitas conversações e compensações financeiras permitiram o acordo entre os dois clubes, por a paragem dos campeonatos não coincidir em Itália e nos Estados Unidos, e tudo se preparava para se cumprir o desejo do futebolista disputar o seu quarto Mundial.

Mas a pouco menos de 90 dias do início da prova aconteceu o imprevisto. A vida tem frequentes percalços e em cada dia que passa muitas são as vítimas.

Este foi notícia porque aconteceu a uma figura pública e idolatrada por milhões de adeptos do futebol em todo o mundo.



publicado por António Castro às 23:54
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Domingo, 14 de Março de 2010
Elogio aos últimos

Se evita a descida ou não, o tempo dirá. A vitória do Belenenses em Olhão justifica que se registem apenas as prestações do Benfica e do Sporting - a dos encarnados difícil mas sem hipotecar a luta pelo titulo; a dos leões «supersónica» na corrida pelo acesso à Liga Europa.

Vinte jogos (sete meses) estiveram os azuis do Restelo sem ganhar e, com a corda a apertar dolorasamente a garganta, ainda mostram ânimo para ganhar no terreno de um adversário a pisar terrenos mais seguros nos últimos tempos.

António Conceição, que não conseguia inverter a marcha para o abismo que levara à saída do Restelo de João Carlos Pereira, conseguiu que os jogadores acreditassem naquilo que ninguém - e porventura muitos continuam a pensar - ser impossível.

A perseverança é uma das melhores qualidades do ser humano, pelo que se respeitam as afirmações do ex-treinador dos romenos do Cluj proferidas no Algarve:«Agora a luz ao fundo do túnel fica mais forte».



publicado por António Castro às 23:49
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Sábado, 13 de Março de 2010
Pela boca morre o peixe

O Benfica na visita ao Nacional e o Sporting na recepção ao Vitória de Guimarães, a lutarem por objectivos muito diferentes, não estão «autorizados» a falhar.

Os encarnados, na sequência da magra vitória do Braga sobre o Rio Ave; os leões porque defrontam adversário com ambições possibilidades de ocupar o último lugar que dá acesso à Liga Europa da próxima época.

Neste contexto começam por surpreender as palavras de Carlos Carvalhal que, ao contrário do que aconteceu desde a entrada em Alvalade, coloca-se no poleiro e manda recados aos dirigentes. Que tenha a ambição de continuar no Sporting e entender que merece essa recompensa pelo trabalho desenvolvido será legítimo. Dar a conhecer esse sentimento nesta altura - véspera de jogo importante a nível nacional e da decisão da eliminatória com o Atlético de Madrid - parece inoportuno e uma forma de pressão que poderá ser contraproducente .

Acrescente-se que Jesualdo Ferreira, apesar de confessar a necessidade da vitória sobre a Académica, não terá ficado satisfeito, e Domingos Paciência prepara já eventual resultado negativo ao afirmar que o confronto com o Benfica ainda não será o do título.

Várias maneiras de «jogar» fora das quatro linhas. 



publicado por António Castro às 23:58
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Sexta-feira, 12 de Março de 2010
Promover o jogo através da discussão

Joseph Blatter não está tão aberto à introdução das novas tecnologias como sugeriram certos observadores. Dias depois das reuniões da Internacional Board, o presidente da FIFA revelou os motivos da recusa do conselho que define as regras do futebol.

Mais uma vez não houve a abertura esperada para a introdução de um chip na bola a fim de evitar dúvidas sobre os  golos, e surgiu uma explicação no mínimo curiosa, capaz de fazer pensar aqueles que contestam o «imobilismo» da IB.

Blatter acentuou o propósito de «proteger a universalidade do jogo», ou seja, que «o futebol seja disputada da mesma maneira em todo o mundo». E em defesa desta tese argumentou: «A aplicação das novas tecnologias tem grandes custos, além de não poderem ser aplicadas a nível global.» Por isso, entende prioritário «melhorar a qualidade da arbitragem, fazer com que os árbitros estejam melhor preparados». A seguir insinuou que a polémica sobre certas decisões mantém viva a paixão pelo futebol.

Depreende-se que o presidente da FIFA não defende a padronização do jogo, antes considera positivo haver motivos de permanente discussão. Uma maneira de o promover, embora com o risco de algumas injustiças.

Em suma, os grandes negócios são incompatíveis com normas lógicas e isentas de subtilezas.

 



publicado por António Castro às 23:55
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Quinta-feira, 11 de Março de 2010
Heróico e inglório

As equipas portuguesas ainda presentes na Liga Europa tiveram exibições e resultados cuja adjectivação vai do heróico ao inglório.

O Sporting já tinha um jogador a menos à passagem do trigésimo minuto e mesmo assim manteve em respeito o Atlético em Vicente Calderón. Até ao intervalo controlou a manobra adversária e ainda criou algum perigo junto à baliza dos espanhóis.

Após o intervalo, os jogadores de Quique apareceram com mais alma. Kun Aguero demonstrou ser um fora-de-série e apenas falhou na finalização. Período em que ressaltou a atitude dos leões, mais pressionados mas com a frieza suficiente para não se desarticularem. Por isso ser legítimo dizer que a exibição foi heróica, ainda com o contratempo de os nervos terem atraiçoado Tonel no final.

O Benfica não foi a habitual «máquina trituradora» e pareceu surpreendido com a segurança defensiva, tranquilidade e certeza de passe do meio-campo e iniciativa atacante revelada pelos marselheses.

Algumas das armas da Luz - Aimar, Cardoso e Di Maria - foram neutralizadas até ao regresso do intervalo, a partir do qual os franceses não puderam mais «adormecer» o jogo e sofreram um golo.

Vantagem escassa a animar os adeptos. Só que não afectou o adversário, sempre atento à baliza de Júlio César, até que Ben Arfa tornou inglório o tento de Maxi Pereira. Reconheça-se, no entanto, ter sido reposta a justiça..

Dentro de oito dias segue-se o último capítulo desta eliminatória e, a avaliar pela confiança de Carlos Carvalhal e Jorge Jesus, Portugal continuará na... Europa. Estão no seu papel, mas não temos assim tanta certeza. 

 



publicado por António Castro às 23:57
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010
Milan segue pisadas do FC Porto

Os ingleses não brincam em serviço. Um dia depois do colapso dos dragões em Londres, os italianos do Milan foram massacrados (5-0) em Liverpool, pelo Manchester United, já vencedor (3-2) na visita a Itália.

Duas goleadas consentidas por conjuntos latinos que, durante a presente temporada, estão a passar por dificuldades pouco vulgares nos respectivos campeonatos, e o afastamento nos oitavos-de-fnal da Liga do Campeões apenas confirma esse subrendimento.

Mais surpreendente foi o colapso do Real Madrid na eliminatória com os franceses do Lyon. Respondeu muito cedo, por intermédio de Cristiano Ronaldo, ao golo sofrido em Lyon, mas afundou-se na segunda parte e consentiu o empate à equipa de Cissokho e Lisandro Lopez.

Os milhões despendidos por Florentino Perez e a assessoria do expert Valdano de nada serviram para os merengues regressarem ao pódio europeu no ano em que a final se disputa precisamente em Santiago Bernabéu.

Estes resultados talvez contribuam para atenuar o alarmismo em torno da eliminação dos portistas, embora não sirvam de compensação.

Segue-se a visita do Marselha de Lucho Gonzalez à Luz  para a Liga Europa, e a deslocação do Sporting ao Atlético de Madrid de Simão Sabrosa e Tiago, e do técnico Quique Flores, que deixou poucas saudades nos encarnados.

Atendendo ao que se passou nos dois últimos dias, o melhor será esperar para ver.



publicado por António Castro às 23:48
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Terça-feira, 9 de Março de 2010
Dragões deixam Europa pela porta pequena

O apuramento dos portistas para os quartos-de-final da Liga dos Campeões estava condicionado, em nossa opinião, à reacção do Arsenal à derrota no Porto (2-1), a eventuais consequências negativas da ausência do espanhol Fabregas e ao regresso a exibições convincentes dos portugueses.

A equipa de Arsène Wenger começou da melhor maneira e, aos 25 minutos,  tinha vantagem na eliminatória (2-0) com golos do dinamarquês Brendter, um quebra-cabeças para a selecção portuguesa na qualificação para a África do Sul. Quanto a Fabregas, viu tranquilamente das bancadas excelente exibição dos companheiros frente a um desorientado conjunto de Jesualdo Ferreira.

Ao técnico serão agora atribuídas todas as responsabilidades pela goleada. Esquecidos estarão os últimos três anos e, em especial, a inspiração dos endiabrados gunners, como o russo Arshavin e o francês Samir Nasri, autor de um golo com direito a figurar na história da competição, além do já referido nórdico, marcador de mais um penalty, todos comandados pela batuta de outro gaulês chamado Diaby.

Alguns cronistas da nossa praça, confessos desconhecedores de tácticas e estratégias, até sugeriram quem deveria pisar o relvado do Emirates Stadium. O técnico, por coincidência, fez-lhes a vontade. Talvez percebam agora que o rendimento de uma equipa de futebol está sujeita a muitos outros factores e não se apressem a colocar no pelourinho a cabeça de Jesualdo Ferreira.

Qualquer que seja a decisão, Pinto da Costa tratará o treinador com quem firmou compromissos com um aperto de mão com a dignidade devida pelo seu trabalho desenvolvido no clube, além do valioso contributo para a sala de troféus.



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Segunda-feira, 8 de Março de 2010
Águia voa e Dragão ataca em Londres

Começa a vislumbrar-se uma tendência quanto ao futuro campeão, embora se reconheça haver muitos pontos (24) ainda a «distribuir» pelos candidatos e respectivos opositores.

O Benfica teve uma jornada repleta de «êxitos». Foi superior ao Paços de Ferreira, embora sem esmagar como tem acontecido noutros casos; viu o Sporting de Braga ceder dois pontos em Setúbal; e, com maior supresa, o FC Porto só conquistar um na visita da sua «filial» - imagem sugerida pelo número de jogadores emprestados - de Olhão.

A matemática obriga a admitir três candidatos ao título, incluindo os dragões, a 11 pontos do topo, mas tudo sugere que a grande luta ficará reduzida aos encarnados de Lisboa e de Braga, E, pelo desempenho dos últimos tempos, parece difícil aparecer um novo nome na restrita lista dos campeões portugueses.

O FC Porto tem as atenções viradas, nas próximas horas, para o Emirates Stadium, onde defenderá a continuidade na Liga dos Campeões. Apresenta-se perante o Arsenal com o resultado positivo (2-1) do Dragão. Jesualdo Ferreira acredita em marcar em Londres, facto que a acontecer poderia destroçar o conjunto de Arsène Wenger. Resta saber como reagirão os gunners, e as consequência da ausência da sua estrela Fabregas. 



publicado por António Castro às 23:43
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Domingo, 7 de Março de 2010
Dirigentes leoninos não gostam de estabilidade

O Sporting não realizou a habitual conferência de imprensa antes do encontro com o Belenenses, e Carlos Carvalhal, após a goleada no Restelo, com quatro golos de Liedson, avisou logo o repórter da SporTV que faria uma declaração sobre o jogo e não responderia a perguntas. Não escondeu que cumpria uma determinação das «estruturas» do clube e falaria apenas como treinador.

Que mosquito mordeu às «estruturas» de Alvalade para, além de não divulgarem a lista dos convocados para aquele jogo, parecem agora zangados com a comunicação social, cumprindo apenas os serviços mínimos.

Não se vislumbram factos graves que conduzam a este procedimento - em qualquer circunstância sempre inadequados e sinónimo de vistas curtas dos responsáveis - numa altura em que os jogadores surgem libertos de complexos e conseguem vitórias e exibições mais de acordo com o exigível ao plantel.

A menos que a prematura divulgação de um nome como possível treinador na próxima época tivesse provocado complexos de culpa, face à exemplar postura e desempenho de Carlos Carvalhal.

Neste caso, o alvo será outro. O boicote deverá ser imposto a todos os responsáveis directivos, porventura a começar pelo presidente, tendo em conta exemplos do passado.



publicado por António Castro às 23:55
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Sábado, 6 de Março de 2010
Bracarenses abrem luz verde ao Benfica

O Vitória de Setúbal só deixou Domingos Paciência levar um ponto para Braga.

O Olhanense, treinado por Jorge Costa, que não se cansa de divulgar a vontade de regressar ao FC Porto como treinador, tirou dois pontos a Jesualdo Ferreira, e só Guarín, em tempo de descontos, evitou que fosse mais um.

Conclusão: o mais directo rival dos benfiquistas, em termos pontuais, parece já ter oferecido a passadeira vermelha por onde passará Jorge Jesus com o título. O FC Porto ficará a ver a festa e a tentar perceber como falhou o segundo penta do seu historial.

Dir-se-à que toda esta conversa pode não fazer sentido dentro de algumas horas, caso o Paços de Ferreira mostre talento para ser o terceiro protagonista da jornada, imitando ou fazendo até melhor que Setúbal e Olhanense, na visita ao Benfica.

Só que a capacidade demonstrada pelos jogadores da Luz nos últimos tempos deixa pouca margem de manobra para se acreditar numa realidade ainda hoje provada de que no futebol tudo pode acontecer.

Pelo contrário, minhotos e portistas tem dado sinais de alguma fragilidade. Por isso acreditamos que a jornada encerrará com um líder mais isolado, risco de quem faz prognósticos antes dos jogos. 

 



publicado por António Castro às 23:57
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Sexta-feira, 5 de Março de 2010
«Paradinha» na ordem de trabalhos da IB

A International Board, entidade fundada em 6/121882 e que superintende nas regras do futebol com um espírito muito conservador, reúne-se neste sábado na sua 124.º sessão geral anual.

Comparecem representantes da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, membros fundadores com direito a um voto, e da FIFA, a quem foram concedidos quatro. Para complementar esta apresentação, acrescente-se que as alterações só serão aprovados por 75% dos votos..

Entre os temas a abordar, aquele que os membros da IB consideram mais premente é a célebre «paradinha», de volta à ribalta nos últimos tempos e a causar. Até o presidente da FIFA apoia a proibição deste expediente na marcação de penalties - considerado por muitos como desvantagem suplementar para os guarda-redes - e propõe a sua proibição e a amostragem do cartão amarelo a eventuais infractores e o vermelho em caso de reincidência.

Aliás Joseph Blatter, devido ao escândalo da eliminação da Irlanda pela França graças à mão de Henry, surge mais aberto às novas tecnologias, e não será opositor à introdução de um chip na bola, para determinar com exactidão se ela passou a linha da baliza.

 No entanto, afigura-se que a «paradinha» seja a única decisão do conclave, e alguns observadores admitem a proibição já no Mundial da África do Sul.



publicado por António Castro às 23:55
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Quinta-feira, 4 de Março de 2010
Afinal era só fumaça

Pinto da Costa «não concretizou afirmações» quando ouvido na Liga, e o processo foi arquivado pela respectiva Comissão Disciplinar. Um despacho lapidar para um leigo nesta matéria.

Quando o presidente do FC Porto pediu publicamente a entidades indefinidas, a propósito do Apito Dourado, que fossem investigados apitos encarnados ou de outras cores, foi-lhe instaurado um processo de inquérito pelo órgão da Liga, que reuniu suportes de jornais e CD's de gravações de áudio.

Convocado para esclarecer essa palavras, proferidas no aniversário da Casa do FC Porto em Espinho, em 11 de Janeiro deste ano, o dirigente máximo dos dragões manteve-se em silêncio, ou seja, «escudou-se e resguardou-se no direito de não prestar declarações», segundo o comunicado da Comissão Disciplinar.

Se os regulamentos permitem este procedimento,  mais valia estar quieto.

 

 



publicado por António Castro às 23:57
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Quarta-feira, 3 de Março de 2010
Ninguém prometeu ópera em Coimbra

Portugal marcou dois golos à China. Cristiano Ronaldo mostrou alguma das suas melhores qualidades: transmitiu dinâmica ao ataque e ofereceu um golo a Hugo Ameida.

O jogador do Werder de Bremen apareceu recuperado da grave lesão. Simão Sabrosa desenvolveu com acerto missão de apoio à frente ofensiva em posição menos habitual mas não desconhecida na sua carreira.

Nani não foi feliz nos remates, mas também confirmou atravessar um bom momento.

O guarda-redes Hilário estreou-se na selecção aos 34 anos, cumpriu e deixou uma mensagem a reter: «Nunca é tarde para nada.»

A selecção voltou a marcar depois do intervalo (João Moutinho ou Liedson?) com uma equipa praticamente nova e exibição pobre.

Varela, mais inibido do que FC Porto, e Tonel, chamado à última hora por lesão de Ricardo Carvalho, ainda remaram contra a maré, mas não disfarçaram o comodismo e o deserto de ideias dos restantes companheiros.

O público reagiu da pior maneira. Assobiou os portugueses e premiou o empenho dos chineses com «olés». Pareceu estar habituado a ver grandes espectáculos de futebol todas as semanas.

Se pretendiam ópera, deveriam dirigir-se a outro local!



publicado por António Castro às 23:52
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Terça-feira, 2 de Março de 2010
Coimbra é apenas um simples teste

O facto do encontro com a China ser o último antes da escolha dos convocados por Carlos Queirós para a África do Sul está a ser inesperadamente empolado. Que o seleccionador pretenda testar a equipa perante uma selecção com um futebol parecido com o da Coreia do Norte ainda se aceita - os coreanos ocupam o 85.º lugar e os chineses o 87.º no ranking da FIFA, a ser actualizado amanhã -, mas ainda faltam bastantes dias até Maio, mês em que os nomes do jogadores serão comunicados ao organismo mundial.

Será lógico que o seleccionador tenha ideias concretas sobre a «sua» selecção - aliás já deu indicações nesses sentido -, mas é suficientemente experiente para admitir que durante dois meses muita coisa pode acontecer. Lesões de uns, recuperação de outros, perda de forma ou o despontar de novo valor são possíveis de acontecer.

Ninguém se deve sentir seguro da deslocação à África do Sul só por estar indicado para o desafio de Coimbra, nem os outros desistir por não figurarem nesta lista.

Evitem formas de pressão que em nada beneficiam o ambiente em torno da equipa de «todos nós», para o bem e para o mal.

 



publicado por António Castro às 23:46
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