Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»
Domingo, 31 de Agosto de 2008
Maioria de candidatos sem inspiração

Os campeonatos europeus que suscitam mais atenções dos portugueses tiveram uma jornada muito semelhante em relação aos pretendentes ao título. Esta semana, a maioria dos favoritos à conquista dos respectivos troféus mostraram-se pouco inspirados e, nalguns casos, nem sequer conseguiram pontuar.

Se em Portugal, o Benfica-FC Porto se resumiu a um empate, na vizinha Espanha foi o "descalabro" para Real Madrid e Barcelona, que cederam os três pontos, respectivamente nos relvados do Deportivo da Corunha e do Numância.

O Arsenal, que derrotou claramente o Newcastle, foi a excepção positiva em Inglaterra. O Chelsea recebeu e empatou com o Tottenham e o Liverpool obteve idêntico resultado na deslocação ao campo do Aston Villa.

Alguns italianos ficaram chocados com os comportamento dos seus "maiores". Relembrem-se os jogos: Fiorentina-Juventus, 1-1; Nápoles-Inter, 1-1; Milan-Bolonha, 1-2; Roma-Nápoles, 1-1.

Bayern de Munique (Alemanha) derrotou o Hertha de Berlim e, em França, o Lyon continuou na senda dos êxitos perante o Saint-Étìenne.

Já não há respeito pelos mais poderosos em historial e... investimentos.



publicado por António Castro às 23:09
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Sábado, 30 de Agosto de 2008
Procissão da Liga nem chegou ao adro

O primeiro despique entre candidatos ao título terminou empatado. Aliás, começa a ser tradicional no futebol português que não são os embates entre o trio FC Porto-Sporting-Benfica que decidem os campeonatos. Decisivos são os confrontos entre estas equipas e as outras que, com uma excepção nos últimos anos, lutam pelos lugares secundários.

Se acrescentarmos a esta tendência o facto do jogo se realizar logo à segunda jornada, quando muita coisa está por definir, tanto no que se refere ao rendimento dos conjuntos, como à distribuição de pontos, mais se confirma a ideia de ser prematuro fazer contas.

As consequências do Benfica já ter desperdiçado quatro pontos e o empate do FC Porto ainda não se podem contabilizar, pois a jornada está por concluir e não são de enjeitar surpresas.

Será normal que o técnico Quique Flores esteja mais preocupado neste momento, dado precisar de tempo para que os benfiquistas assimilem em pleno os seus conceitos tácticos e estratégicos, além das alterações no plantel. Jesualdo Ferreira terá trabalho mais facilitado nestes aspectos, mas pareceu que a movimentação da equipa em alguns sectores está longe do ideal, pelo que deve manter altos os níveis de pressão sobre os seus pupilos.

Em suma, importa dar tempo ao tempo.

 



publicado por António Castro às 23:51
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
Conselheiros a brincar às escondidas

Mais um capítulo, infeliz, do Conselho de Justiça da Federação. Depois de terem garantido que não se demitiam e solicitado ao presidente da assembleia geral novas eleições para o organismo, na sequência dos acontecimentos lamentáveis de há meses, quatro dos seus sete membros apresentaram agora a Mesquita Machado o pedido de demissão do cargo, pelo que deixou de haver quorum.

Descisão que não se afigura inocente, já que estava para breve o regresso às funções do presidente Gonçalves Pereira, demitido por aqueles membros e mais um.

Assim, embora já esteja marcada a assembleia para as eleições, ainda sem qualquer lista apresentada, o que terá de acontecer até 8 de Setembro, os elementos demisssionários deram a machadada final nesta composição do Conselho de Justiça, certamente receosos de qualquer manobra de bastidores que invertesse a situação.

Gilberto Madaíl já pediu o cumprimento dos prazos na realização das eleições, marcadas para 4 de Outubro, preocupado com o não funcionamento de um organismo fundamental da federação.

Além de fundamental, contudo, deverá ser honesto nos julgamentos e digno no comportamento. Será pedir muito? 



publicado por António Castro às 23:45
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
Presidente da UEFA atento a portugueses

Michel Platini abordou no Mónaco três casos relacionados com o futebol português, tendo opiniões concretas que contradizem, em certa medida, a acusação de que não nutre grande simpatia por Portugal, antes demonstra ideias próprias sobre questões relacionadas com o desempenho do cargo.

O presidente da UEFA não escondeu, como já tinha referido, o incómodo pela presença do FC Porto na próxima edição da Liga dos Campeões. Acentuou "ser positiva para o FC Porto, mas negativa para a ética desportiva", atendendo aos anunciados casos de corrupção confirmados, através de uma reunião insólita, pelo Conselho de Justiça da FPF.

A eliminação do Vitória de Guimarães pelo Basileia em consequência da anulação de um golo legal de Roberto também mereceu um comentário de Michel Platini,  que não deixou de lamentar a eliminação da equipa de Manuel Cajuda - "Estou desolado", disse" -, embora não colocasse em causa a honestidade do árbitro.

Cristiano Ronaldo, uma das vedetas dos sorteio por ter recebido os prémios de melhor avançado e melhor futebolista do ano da Liga dos Campeões - o primeiro troféu foi entregue por Eusébio - mereceu elogios do dirigente máximo do futebol europeu por se ter mantido no Manchester United. Criticou, entretanto, o "frequente desrespeito pelos vínculos laborais",  e, vagamente, apontou responsáveis: "Há comissões, agentes... é uma pena."

Michel  Platini tem direito a uma opinião e, embora nem sempre seja favorável aos portugueses, desta feita não parece ter ultrapassado limites inaceitáveis. 



publicado por António Castro às 20:10
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Cá se fazem, cá se pagam

Manuel Cajuda e jogadores do Vitória de Guimarães estiveram perto de concretizar o sonho de entrar na fase de grupos da Liga dos Campeões. Derrotados em Basileia por 2-1, depois de um resultado no Minho que poderá ter comprometido desde logo o apuramento - empate a zero - os portugueses viveram durante algum tempo na expectativa de concretizar um sonho em realidade.

Empatados na primeira parte, tinham vantagem pelo golo marcado fora, que mais tarde vieram a perder e, finalmente, queixam-se de que os trio de arbitragem lhes anulou um segundo tento legal, assinalando pretenso fora-de-jogo.

Nestas circunstâncias será penoso ter falhado um proeza inédita nas suas carreiras e no historial do clube, e serem "transferidos" para a Taça UEFA. Não se dirá o mesmo dos dirigentes, pois tiveram o castigo que mereciam.

Diz o povo que cá se fazem, cá se pagam, e os responsáveis do Vitória de Guimarães pagaram por se terem metido indevidamente, num caso - a hipótese do FC Porto ser afastado da Liga dos Campeões - que não lhes dizia directamente respeito, tal como ao Benfica. Deveriam ter-se afastado do processo e nem sequer atender à solicitação de esclarecimentos pedida pela UEFA. E até enviaram recursos para o organismo europeu.

Presidente e restantes colegas tiveram o "prémio" que mereciam - sair agora dos Campeões.



publicado por António Castro às 23:45
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
Insensatez dos meninos ricos do futebol

Raros são os jogadores de futebol que conseguem ter uma postura decente quando vislumbram a possibilidade de melhorar os já chorudos salários que auferem. Com a experiência de vida destes novos tempos, nem sequer se pode argumentar que são jovens. Simplesmente revelam-se, na maioria dos casos, insensatos.

O caso de Cristiano Ronaldo que animou a fase final do Europeu e a pré-temporada apresenta-se como a situação mais gritante pela negativa, mas foram vários os protagonistas que não souberam refrear o entusiasmo de poderem rapidamente robustecer a sua conta bancária ou satisfazer caprichos de meninos novos ricos.

Agora acontece com Di Maria que, regressado a Portugal com a medalha do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos, alterna um discurso de humildade com outro mais arrogante. Confessa a esperança do treinador Quique Flores ter um lugar para ele na equipa titular do Benfica, clube onde pretende ser campeão. Ao virar da esquina, as palavras atraiçoam-no e admite que se aparecer uma boa proposta... enfim... que se "dane" a conquista do título português.

Será que os futebolistas ainda continuam só a pensar com os pés?



publicado por António Castro às 21:00
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008
Benevolência e cinismo nas análises aos olímpicos

O fraco nível na participação dos portugueses nos Jogos Olímpicos de Pequim tem originado os mais diversos comentários, tanto de responsáveis directivos e de elementos que estão ou estiveram ligados ao fenómeno desportivo, como do adepto anónimo.

Daqueles surgem palavras de compreensão pelos resultados obtidos na China e o reconhecimento de que todos os atletas deram o máximo para a obtenção das melhores tempos ou marcas, e desculpam algumas desilusões pelas contingências próprias das competições desportivas.

Que poderiam dizer? Nada mais do que isso, caso contrário correriam riscos que podem ainda recair sobre Vanessa Fernandes ao colocar em causa a dignidade de alguns atletas.

Dos últimos ressaltam elogios aos participantes, realçam as deficientes condições de preparação, e dirigem ataques aos privilégios que dizem beneficiar o futebol, lembrando o número de estádios construídos para o Europeu 2004, alguns agora condenados a ter meia dúzia de espectadores cada fim-de-semana, e um deles utilizado uma vez por ano, sem possível aproveitamento para outras modalidades.

Se existe alguma razão para estes reparos, analisemos o problema noutra perspectiva - o número de espectadores que cada uma das modalidades atrai ao longo do ano. Estes críticos, a quantas provas de atletismo, natação, judo, triatlo, canoagem, remo, tiro, vela, ténis-de-mesa, ginástica, trampolins ou de outras modalidades ditas amadoras assistiram numa temporada. E quantos jogos de futebol, incluindo os que não abdicaram do conforto do sofá, viram de princípio ao fim. 

Deixem-se de apregoar princípios moralistas e reconheçam que a maioria dos portugueses gosta essencialmente de futebol, e só quando há Jogos Olímpicos dá uma espreitadela a outras actividades desportivas e arma-se em defensor dos "desprotegidos".



publicado por António Castro às 08:00
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"Vaga sul-americana" portista submerge Liga

Se o Belenenses sentiu ontem os efeitos da "vaga sul-americana" ao serviço de Jesualdo Ferreira, o espanhol Quique Flores tomou o primeiro contacto com a maneira como as equipas consideradas mais modestas encaram, em especial no seu terreno, o duelo com os chamados "grandes" e estreou-se na Liga com a cedência de dois pontos.

Nuno Gomes espera que este resultado não tenha influência nas contas finais, chamando desde já a atenção para um facto que tem acontecido com frequência nos últimos anos. Na verdade, Sporting e Benfica concedem as maiores vantagens ao FC Porto nos desaires frente a conjuntos de menor estatura competitiva, não apenas nos seus redutos, mas pior ainda, no próprio campo. E, neste aspecto, os Dragões não concedem tais facilidades,

Tudo está ainda no princípio, sendo prematuro fazer cenários sobre o que nos mostrará a tabela classificativa em Maio do próximo ano. Mas uma coisa é certa: os portistas continuam a demonstrar grande consistência de jogo. Passa pela segurança defensiva; pela coesão no meio-campo, sector onde os adversários raramente têm um momento de descanso; e, finalmente, pela espontaneidade no remate. Sem esta qualidade, os golos chamados felizes não surgiriam com tanta frequência.

Indiscutível que, neste momento, Jesualdo Ferreira é o treinador que pode trabalhar com menor pressão.



publicado por António Castro às 01:30
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Domingo, 24 de Agosto de 2008
O tempo está a voltar para trás...

Quaresma está lesionado? Encontra-se em forma deficiente? Foi castigado por qualquer atitude de indisciplina? Está a ser resguardado para não contrair uma lesão antes do termo das transferências? Os dirigentes do Dragão não gostaram que o futebolista tenha manifestado o desejo de tentar nova experiência no estrangeiro?

Ninguém consegue  desvendar a razão exacta do afastamento do jogador dos treinos de conjunto e dos jogos e aparece com frequência na bancada, ao contrário do que acontecia na época passada, pois era assíduo nos relvados nos desafios de preparação.

Enfim, o assunto está rodeado de um silêncio que faz lembrar os velhos tempos. Nessa altura não havia quem pensasse sequer em assunto delicado, pois o "patrão" podia desconfiar e exercer duras represálias; os que pensavam e não alinhavam com o procedimento do "dono" também estavam calados, pois corriam o risco de perder benesses; aqueles que ousavam questionar directa ou publicamente determinado problema considerado tabu estavam condenados a sofrer o castigo que o "senhor" entendesse mais de acordo com os instintos sádicos dos seus capatazes.

O 25 de Abril aconteceu em 1974. E com ele foi institucionalizada a liberdade de expressão, desde que não seja ofensiva. É altura de ser prática comum no futebol. 



publicado por António Castro às 08:00
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
Vitória de Nélson torna mais premente a reflexão

"O Deco do atletismo português", como escreveram com certa ironia os jornais chineses ao referirem-se a Nélson Évora, pelo facto de ser naturalizado, voltou a ser figura em destaque.

Desta feita, as suas imagens reportaram-se à cerimónia da entrega das medalhas que, naturalmente, foram antecedidas pelas do salto olímpico de ouro.

"Não há fome que não dê em fartura", diz-se na sabedoria popular, e o ego de alguns portugueses vibrou duplamente com a mesma proeza. Uma compensação para o fracasso de outras participações que se anteviam prometedoras.

Nélson Évora teve o condão de transformar a grande vitória no Ninho do Pássaro numa despropositada vaga de euforia entre alguns responsáveis da comitiva, que se servem de estatísticas ou de dados subjectivos para colocar a participação na China no topo das presenças olímpicas portuguesas.

Se assim é, porque preconizam, então, mudanças profundas de procedimentos?

Se foi a melhor representação de sempre, justificar-se-á alterar o rumo?

Por favor, tenham calma. A vitória pertence a Nélson Évora, um "animal de competição" como acentua o seu amigo e treinador. Fica registada na história olímpica de Portugal, mas deve-se em medida reduzida às estruturas desportivas do País.

Importa, portanto, meter mãos à obra com a mesma abnegação que se exige aos atletas.



publicado por António Castro às 19:35
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
Nélson de ouro, presidente "ressuscitado"

Portugal conquistou a quarta medalha de ouro do seu longo, embora modesto, historial olímpico. Nélson Évora, ao alcançar 17,67 metros no triplo salto, juntou-se a Carlos Lopes (84) e Rosa Mota (88), na maratona, e a Fernanda Ribeiro (96) nos 10.000 metros.

O atlteta de 24 anos, filho de cabo-verdianos, nascido na Costa do Marfim e que veio para o nosso País a partir dos cinco anos (naturalizou-se português em 2002), trouxe um raio de luz à comitiva portuguesa na tarde chuvosa de Pequim.

Os elogios não param, desde o seu treinador a todos os membros da delegação, e a disposição do dirigentes alterou-se radicalmente graças à mínima confirmação das suas exageradas expectativas.

As cores reluzentes da medalha de Nélson Évora parecem ter encadeado todos aqueles que já consideram brilhante uma participação nitidamente frustrante, tanto em resultados como, segundo se diz, em comportamento de certos atletas.

Até o presidente do COP, Vicente de Moura, está a participar nesta onda, e já admite que poderá recandidatar-se, mas na condição de haver "profundas alterações", afinal aquilo que não conseguiu implementar ao longo de 20 anos de mandato.

Portugal, não podes fugir à tua sina. Cantar o fado e chorar...

 



publicado por António Castro às 20:40
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
Criticar agora presença nos Jogos é só "fumaça"

Será que era necessário o percalço de Naide Gomes, semelhante a alguns que tem acontecido a muitos atletas em várias edições da prova, inclusive em Pequim, para se levantar um clamor sobre o rendimento da representação portuguesa nos Jogos Olímpicos?

Será que ninguém tinha notado que a maioria dos atletas escolhidos nem sequer apresentavam no seu palmarés tempos ou marcas que admitissem a obtenção de um diploma (oitavo lugar)?

Será que não eram públicas as verbas destinadas aos atletas que reunissem condições para se incluírem na lista de alta competição, recebendo compensações especiais?

Será que ninguém sabe que a prática de desporto nas escolas é uma "mentira" desde há muitos anos, e algum trabalho positivo ainda é feito por modestos clubes, que descobrem e moldam a matéria-prima mais tarde aproveitada apenas como marketing pelas colectividades de superior dimensão?

O azar de Naide Gomes foi apenas um episódio que nada tem a ver com os maus resultados na China, e as palavras de Vanessa Fernandes, ao criticar a falta de dedicação de alguns praticantes, também não constituirão novidade para dirigentes e treinadores.

Os vícios e políticas desportivas inadequadas já vêm de longe, pelo que este escândalo deverá ser entendido apenas como "fumaça".

  

 



publicado por António Castro às 21:20
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
Tratamento de choque para desporto português

Jaime Pacheco resolve, após avanços e recuos, deixar de treinar o Boavista. As razões não foram divulgadas, mas não foi de ânimo leve que o único treinador que deu ao Bessa um título de campeão nacional tomou semelhante atitude, ao fim de muitas semanas.

Evidentes são as dificuldades do clube e, infelizmente, a provável queda no abismo, mas nos bastidores apontam-se outros factos que obrigam o treinador a procurar vida noutras paragens.

Vicente de Moura, na China, anunciou que não se recandidatará a presidente do COP em Dezembro, cumpridos cinco mandatos, e a justificação reside na fraca prestação de Portugal nos Jogos Olímpicos, pois, segundo disse, "a culpa não pode morrer solteira". Uma atitude que se regista, mas cumpre reconhecer que o "marido" da culpa não pode ser apenas Vicente de Moura, já que o processo de preparação e selecção para os Jogos permite a "poligamia". Governantes, dirigentes desportivos, treinadores, atletas e outros agentes ao seu serviço, cada um no âmbito das suas responsabilidades, devem assumir publicamente a frustração que, a 22 dias do início da competição, admitimos nesta "montra" como possível, numa altura em que vingava a euforia em todos esses quadrantes.

Duas decisões tristes para o desporto português. É impossível, no entanto, ultrapassar um sistema sem linhas precisas de orientação, a viver de facilitismos e sem noção das realidades.



publicado por António Castro às 20:06
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
Vanessa Fernandes, finalmente

Portugal conquistou a primeira medalha em Pequim. Na sequência de várias desilusões da numerosa comitiva, a triatleta Vanessa Fernandes, apontada como uma das favoritas da prova, teve de render-se à superioridade da rival australiana e ficou com o bronze.

"Vale mais do que ouro", comentou. E revelou ter sempre, ao longo dos últimos dias, a "sensação de que não chegaria ao primeiro lugar. Mas, com esta idade (22 anos) foi bom. Sofri até ao fim e torna-se muito difícil estar no top. Portugal é um país pequeno, enquanto a modalidade está muito desenvolvida na Austrália".

Uma medalha que a jovem atleta dedica ao pai Venceslau Fernandes, ciclista e vencedor da Volta em 84, "pelas dificuldades que passou e por tudo aquilo que me deu".

Num momento em que o desporto português "lavou parte da face" nesta edição dos Jogos Olímpicos, Vanessa Fernandes criticou a falta de ambição de alguns atletas, que encaram a alta competição "com certa leviandade", desconhecendo o sofrimento necessário para atingir determinados patamares de rendimento. Apontou razões: "Não há uma estrutura fixa nalguns sectores, é tudo à balda".

Os responsáveis pela representação olímpica não gostam das críticas vindas do exterior, mas têm de confrontar-se com as proferidas por quem conhece, por dentro, as realidades. Aceitem os reparos e assumam uma mudança radical de pessoas e processos de trabalho.

 

 

 



publicado por António Castro às 21:10
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Domingo, 17 de Agosto de 2008
Os "amigos" de ocasião de John Terry

O defesa central e "capitão" do Chelsea John Terry ultrapassou tudo o que se conhecia da sua personalidade. Ainda ninguém esqueceu a sua quota parte de responsabilidade no ambiente criado em torno de José Mourinho que culminou com a sua saída em Fevereiro. Aliás, a imprensa inglesa não deixou de o apelidar de "traidor" e revelou que alguns dos companheiros, casos de Lampard e Drogba, por exemplo, criticaram as maquiavélicas manobras no processo de despedida do técnico português.

Surpreendentes, no mínimo, as palavras agora proferidas pelo inglês, depois de tecer rasgados elogios a Luiz Felipe Scolari. "Voltamos a ter um treinador de topo", sentenciou, certamente não estando a referir-se ao antecessor Avam Grant, dada a conclusão da frase: "Tem um carisma semelhante ao de José Mourinho." 

Terry já tinha mostrado há tempos uma maneira de proceder pelo menos de intenções duvidosas ao falar de Fabio Capello, quando o italiano foi escolhido para seleccionador da Inglaterra, sendo evidente que tentava abrir caminho para ser o "capitão" da "Rosa". Mais recentemente mostrou-se surpreendido com a classe de Deco, apesar de o ter defrontado duas vezes, quase o colocando num pedestal, mesmo antes da excelente exibição na estreia da Premiership.

Com um amigo destes, nem Scolari nem Deco precisam de inimigos. 



publicado por António Castro às 20:45
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