Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»
Segunda-feira, 30 de Junho de 2008
Espanhol Torres "ofusca" Cristiano Ronaldo

Bosingwa e Pepe são os únicos jogadores da equipa portuguesa que figuram na selecção ideal de 23 elementos ontem divulgada pelo grupo de estudos da UEFA., na qual estão incluídos nove espanhóis, vencedores indiscutíveis do Europeu 2008. Destes, evidencia especial para o médio Xavi Hernandez - 28 anos e 63 internacionalizações - considerado o melhor jogador do torneio, porque "marcou o ritmo da sua equipa em todos os jogos", segundo os experts responsáveis pelas escolhas. Os "laureados" da selecção portuguesa surgem a par dos espanhóis Marchena e Puyol, do alemão Lahm, apesar de início de prova oscilante, e do russo Zhirkov.

Fernando Torres, o espanhol do Liverpool  e uma das vedetas, a par de  Cristiano Ronaldo, do campeonato inglês, também surge na lista, e para isso muito terá contribuído o excelente golo que ditou os sucessores da Grécia no pódio europeu.

Existe sempre algo de subjectivo nestas escolhas, e atendendo aos dez médios eleitos, afigura-se injusta a ausência de Deco, que se mostrou muito perto da forma ideal depois de uma penosa época no Barcelona. Já a exclusão de Cristiano Ronaldo, que parece atravessar uma fase mais virada para viver dos louros do passado recente do que prosseguir na consolidação da carreira, cremos que não haverá razões para se queixar. E caso se distraia, até pode ser ultrapassado por Torres como melhor jogador do mundo.

 



publicado por António Castro às 19:45
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Domingo, 29 de Junho de 2008
Finalmente ganhou o melhor

A Espanha confirmou no encontro decisivo todas as qualidades, tanto do ponto de vista individual como estratégico, reveladas desde o encontro da estreia, conquistando sem derrotas o Europeu 2008.

A prova organizada pela Suíça e Áustria confirmou os processos de trabalho e as teorias defendidas por um seleccionador obstinado, juntando ao seu palmarés um título que constituiu a cereja no topo de uma carreira brilhante, como jogador e responsável técnico.

Luis Aragonés, que teve de sujeitar-se às diatribes dos seus pupilos, já não muito aconselháveis para quem tem 69 anos e viveu quase um mês de emoções fortes, foi o grande obreiro deste conjunto, lutando contra tudo e conta todos, mormente a comunicação social do seu país que agora o incensa.

Torrres, o espanhol vedeta do Liverpool, teve neste jogo a grande oportunidade de brilhar, o que ainda não acontecera na prova. Não apenas por marcar o golo que valeu o troféu, mas por se tornar autêntico quebra-cabeças para a defensiva alemão noutros lances, o primeiro dos quais levou a bola a um poste da baliza de Lehmann.

Por fim, não vingou a frase lapidar proferida um dia pelo britânico Lineker - jogaram vinte e dois jogadores e a vitória não foi alemã, mas espanhola, a selecção que melhor futebol mostrou no relvado de Viena. Enfim, ganhou o futebol.

 



publicado por António Castro às 23:24
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Sábado, 28 de Junho de 2008
Calculismo alemão contra "salero" espanhol

Enquanto os portugueses andam entretidos com o nome do futuro seleccionador, e alguns respeitáveis figuras do nosso futebol como António Oliveira, treinador da selecção de má memória presente no Mundial da Coreia do Sul/Japão, considera incompetente o presidente da FPF Gilberto Madaíl - agora ou quando o contratou? - sobe a tensão no que respeita à final do Europeu 2008, que ao final da tarde de amanhã se desenrolará em Viena entre a Espanha e a Alemanha.

Diversas sondagens, e não apenas as originárias de nuestros hermanos, apontam a selecção orientada por Luis Aragonés como francamente favorita, e os próprios elementos da comitiva germânica comungam das mesmas expectativas, mas penso que no íntimo já estão a ver-se desfilar pelo Estádio Ernst-Hapel com o troféu ao alto.

Joachim Lowe, treinador da Alemanha, não dá como definitiva a ausência do influente Ballack, mas caso aconteça o pior garante ter substitutos à altura do "capitão". E entre elogios ao adversário, estárá a congeminar a maneira de impedir que os espanhóis montem a "tenda" no meio-campo e a partir daí causem dores de cabeça a Lehmann, mesmo não podendo contar com o surpreendente Villa, ainda o melhor marcador desta edição da prova.

Os dados estão lançados, apenas resta saber se a fria e calculista Alemanha não resiste à quente e salerosa Espanha.

 



publicado por António Castro às 23:13
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
"Somos os melhores" para Luis Aragonés

Afinal, coube à Península Ibérica estar representada na final do Europeu Suíça/Áustria 2008, só que quem mostrou valor para o conseguir foi a Espanha, mais uma vez indomável no confronto com os surpreendentes russos. Os pupilos de Guus Hiddink não foram tão coesos como se mostraram dias antes e os comandados de Luis Aragonés estiveram ao nível da sua estreia na competição.

O treinador espanhol, que bateu um record - 37 vitórias ao serviço da selecção em 53 jogos, contra 36/62 de Javier Clemente -, ganhou até agora todas as batalhas, inclusivamente a travada com a comunicação social espanhola, que durante meses exerceu forte pressão para Luis Aragonés incluir Raul (Real Madrid) na "La Roja".

Aos 69 anos continua sem abdicar das suas convicções até às últimas consequências, mas surge após o apuramento menos tenso e mais optimista. Ao pronunciar-se sobre a final de domingo com a Alemanha já admite sem reticências a vitória, porque "somos os melhores".

A euforia passou das ruas - da Galiza a Andaluzia a noite foi de festa - para a equipa e até o reservado treinador assume um discurso de vitória.

Resta saber se os alemães, que já demonstraram certas preocupações - aliás como aconteceu antes do jogo com Portugal -, recorrem ao habitual calculismo e cumprindo os conceitos tácticos de Joachim Lowe não estragam mais uma vez a festa anunciada.



publicado por António Castro às 13:45
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
E o vencedor é... ALEMANHA

Noventa minutos de futebol intenso, de loucura consideraram alguns, com a selecção turca a demonstrar uma vez mais que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. A saga da equipa comandada por Fatih Terim terminou ontem em Basileia, mas tanto o treinador como os jogadores devem sentir-se orgulhosos por aquilo que mostraram no Suíça/Áustria 2008.

É certo que atendendo ao que se presenciou durante a maior parte do tempo de jogo em St. Jacob-Park, a lógica não imperou e, qual cerimónia dos Óscares, apareceu o nome de um vencedor anunciado - a Alemanha.

Todos sabem, no entanto, que um dos trunfos da popularidade do futebol é a inexistência de lógica, o inesperado ser sempre possível, enfim, nada ser definitivo antes do final.

Aliás, os turcos viveram esses momentos felizes durante a competição, mas desta feita os adversários foram os bafejados.

E se quisermos entrar um pouco por teorias abstractas, até poderemos dizer que, atendendo ao passado, imperou a lógica... alemã. Mas o espectáculo, esse foi, indiscutivelmente, proporcionado pelos turcos, merecedores dos louros.

 



publicado por António Castro às 01:00
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
"Esperar sentados" pela justiça federativa

Seria uma surpresa que tudo ficasse decidido a tempo e horas. Os elementos dos órgãos disciplinares da FPF têm desde há muitos anos timings próprios, e já toda a gente percebeu que, em Portugal, a justiça, seja ela qual for, não é dada a pressas. E se acontecer que o processo prescreva, tanto melhor, pois não se torna necessário perder tempo com casos "chatos e complicados".

Os apelos dos presidentes da Liga e da Federação para que o Conselho de Justiça da FPF emita o seu parecer sobre os diversos casos que impedem a homologação dos campeonatos de 2007/8, facto na circunstância de maior acuidade, dado estarem em causa a descida ou subida de escalão de alguns clubes, foram veementes, mas tal como tem acontecido no passado, estão condenados a cair em saco roto.

Se não acontecer assim, seremos os primeiros e penitenciarmo-nos pela nossa descrença na eficácia da justiça, seja ou não desportiva, aliás baseada em casos concretos e não por mera maledicência.

Os nosso votos são que Hermínio Loureiro e Gilberto Madaíl não tenham de esperar sentados para arrancar com os sorteios das provas da próxima época. Seria uma vitória para o futebol português, à falta de outras bem mais apetecíveis.



publicado por António Castro às 22:45
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Terça-feira, 24 de Junho de 2008
As fintas fora dos relvados

Passada a euforia patriótica do Euro, resultante do prematuro afastamento de Portugal, o mercado de transferências passou a estar na ordem do dia. A competição mais importante da Europa entre selecções, acompanhada com interesse  em quase todos os continentes, tornou-se, após 90 penosos minutos, num facto menor para os portugueses que, na realidade, gostam menos do espectáculo futebolístico e privilegiam as vitórias e o folclore mediático, em especial quando aparecem na televisão.

O clubismo impera nesta fase em que os responsáveis directivos procuram contratar jogadores com a intenção de reforçar os respectivos plantéis. Chamam-lhe reforços, palavra utilizada há muitos anos, mas que está, na verdade, fora do contexto, pois só passados alguns meses é que se sabe se o jogador X ou Y constituiu realmente uma mais-valia para o conjunto.

Novos nomes surgem todos os dias como prováveis contratações deste ou daquele clube; "juras de amor" por determinado emblema são as palavras mais ouvidas pelo futebolistas em causa; colectividades vendedoras, compradoras  ou os empresários anunciam acordos iminentes, embora com diferentes objectivos.

No dia seguinte, no entanto, volta tudo à estaca zero, quando não acontece um jogador fazer um contrato com uma entidade a 300 quilómetros de distância do previsto. E com milhares de diferença em euros. Estas "fintas" é que estão a dar...



publicado por António Castro às 21:00
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
Técnico para a selecção: melhor do que Scolari

Se toda a gente tem opinião sobre quem deverá ser o futuro treinador da selecção, permito-me também mandar o meu palpite.

Não me alongarei em fastidiosas considerações, sugerindo como condição essencial, logo à partida, que seja melhor do que Luiz Felipe Scolari.

Apresenta-se a seguir a questão da nacionalidade e neste aspecto também sou directo : estrangeiro.

Porquê? As razões são evidentes e baseiam-se no facto de os maiores feitos do futebol português terem sido obtidos por técnicos que apreenderam a mentalidade lusa  e mostraram-se insensíveis a pressões. Alguns exemplos que ainda estão na memória de muitos: Otto Glória, Bela Guttman, o próprio Scolari.

Haverá quem argumente que Carlos Queirós, com dois títulos mundiais de sub-20, é um talento português desperdiçado em terras inglesas.

Não esqueçamos, porém, que a selecção principal de um país não cria os génios, apenas aproveita o trabalho desenvolvido por terceiros e procura enquadrá-los num conjunto. Desenvolver o futebol através das bases está noutro patamar e deverá ter uma estrutura própria.

 



publicado por António Castro às 18:00
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Treinadores sujeitos aos caprichos de uma bola

As surpresas - ou talvez não - continuam a acontecer no Euro 2008 e o último fim-de-semana continuou sob o signo do impensável. A Rússia, que estava condenada a sair, pois teria pela frente a surpreendente Holanda, foi o principal protagonista de um dos melhores jogos da prova e enviou para casa a selecção que os sensacionalistas já apelidavam de nova "laranja mecânica". Curiosamente dirigida por um compatriota de Van Basten chamado Guus Hiddink, que nos últimos anos tem sido autêntico globetrotter de sucesso. Os portugueses foram uma das suas primeiras vítimas em Seul (2002), quando ele treinava a Coreia do Sul e a conduziu quase às portas da final. Hiddink rumou depois para a Austrália e voltou a estar na ribalta com uma futebol e uma selecção sem historial. Agora já conseguiu que a selecção da Rússia voltasse a ser falada, o que não acontecia desde a desagregação da URSS. Tudo ainda está em aberto a esta jovem equipa e o técnico tem garantida a permanência naquelas paragens durante a campanha para o Mundial da África do Sul, tendo até rejeitado tentadora proposta do Chelsea, cujo dono não atendeu a questões éticas na contratação de novo técnico.

A Espanha conseguiu aquilo que estivera interdito ao seu futebol, em jogos oficiais, durante 88 anos: superiorizar-se aos italianos. Nas grandes penalidades, é certo, mas a aposta do controverso Luis Aragonês está ganha e o futuro do italiano Roberto Donadoni é agora uma incógnita. Os alcatruzes da vida dos treinadores...


: futebol, hiddink, aragonês

publicado por António Castro às 12:41
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Sábado, 21 de Junho de 2008
A lição dos turcos

A selecção portuguesa regressou a casa ainda a tempo de ver na televisão a nova "façanha" da Turquia. Os jogadores treinados por Fatih Terim, bem conhecido de Nuno Gomes (Fiorentina) e Rui Costa (Fiorentina e Milan),  voltaram a "ressuscitar" nos últimos minutos de um jogo - a primeira vez aconteceu frente à República Checa na fase de grupos, com a marcação de três golos em cerca de 15 minutos -, desta feita no final do prolongamento no confronto coma Croácia, e asseguraram nos penalties a presença nas meias-finais.

Impressionante a forma como os turcos encararam a desvantagem no marcador nas duas partidas, com a confiança e a certeza - tantos são os exemplos - que os jogos só estão decididos após o apito final do árbitro.

Um exemplo para muitas selecções teoricamente de superior capacidade individual, mas cujos jogadores abdicam demasiado cedo de lutar parar inverter situações desfavoráveis.

Os portugueses são daqueles que deveriam aprender esta lição... 

 



publicado por António Castro às 05:59
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
Scolari sai tarde e pela porta dos fundos

A Scolari não se deve atribuir a total responsabilidade pela frustração que neste momento invade o futebol português. Tão pouco os jogadores serão os únicos culpados pela despedida, para alguns prematura, da selecção do Europeu 2008. Outros factores, que tem a ver com a maneira de ser e estar na vida dos portugueses, ajudaram a criar um ambiente de euforia nunca suportado pelas prestações da equipa nos últimos meses, ou melhor, desde o início da fase de apuramento.

A campanha que permitiu a presença na Suíça foi pobre, sem chama e terminou com um forcing que apenas permitiu o segundo lugar de acesso. As vitórias nos dois primeiros jogos da fase final não se fundamentaram em exibições convincentes e a derrota com a Suíça constitui uma mancha no palmarés de Portugal, pois em campo estiveram jogadores que não desmentem ser assediados por equipas estrangeiras de alto nível. Por fim, Cristiano Ronaldo foi, também perante a Alemanha, uma sombra do que aconteceu ao longo da época no Manchester United, como era de admitir.

Tudo isto foi evidente, mas na hora de analisar as perspectivas para o confronto com os alemães, nada foi equacionado pelos novos comentaristas (alguns jornalistas) que pululam pelas televisões e rádio, preferindo pautar as suas palavras por um patriotismo balofo e embalar numa superioridade portuguesa quase ofensiva em relação aos adversários.

Agora não digam que Scolari fez mal em não adiar o anúncio do contrato com o Chelsea, que Cristiano Ronaldo nunca deveria alimentar o diferendo Manchester United/Real Madrid, entre outros casos. Continuem a atribuir ao árbitro as culpas do terceiro golo e digam apenas que o guarda-redes Ricardo ficou "mal na fotografia". Pergunta-se: em quantas, desde o Sporting à selecção. 



publicado por António Castro às 01:29
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
Alemanha é "sempre" favorita

O "capitão" Nuno Gomes considerou que a Alemanha é favorita porque ganhou a Portugal no Mundial 2006, na luta pelo terceiro lugar. Eu diria que a Alemanha é sempre favorita, qualquer que seja o momento de forma da selecção, a categoria e grau de inspiração dos jogadores ou o potencial dos adversários .

Poderá dizer-se que esta "realidade" começou no Mundial de 1954, curiosamente realizado na Suíça, em que os alemães defrontaram os superfavoritos húngaros. Um equipa que oferecia, desde a conquista do título olímpico dois anos antes, autênticos espectáculos de futebol, graças a génios como Puskas, Czibor, Hidegkuti, Kocsis e Boszik, entre outros.

Depois da copiosa derrota da Alemanha frente à Hungria (8-3) na fase preliminar, a final no Estádio Wankdorf era para toda a gente simples pró-forma, podendo-se entregar antecipadamente a Puskas e companheiros o troféu mundial. Puro engano. Os germânicos recuperaram da desvantagem de dois golos e, contrariando todas as expectativas, conquistaram o primeiro título mundial.

Situação que se repetiu várias vezes ao longo dos anos, mesmo com exibições menos conseguidas e com algumas vitórias demasiado penosas.

Nuno Gomes, Cristiano Ronaldo e companheiros podem sonhar, mas torna-se imperioso que estejam acordados no momento da verdade. E não se deslumbrem com o facto de alguns considerarem que estão a praticar o melhor futebol do Europeu. Análise que não é propriamente realista, embora ainda possa merecer total consenso.



publicado por António Castro às 03:54
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008
Treinador alemão longe do novo relvado

Os espanhóis, além do comportamento da sua selecção, já apurada para os quartos-de-final, rejubilaram com o facto do seu compatriota Mejuto Gonzalez ser protagonista de uma atitude inédita em qualquer edição dos Europeus.

O árbitro do Áustria-Alemanha teve a coragem, após indicações do quarto árbitro, o esloveno Damir Skomina, de expulsar os treinadores das duas equipas, respectivamente Joseph Hickersberger e Joachim Lowe, o que correspondeu, segundo decisão de ontem da Comissão de Disciplina da UEFA, a um jogo de castigo para cada um. O alemão assistirá da bancada ao confronto com os portugueses e, teoricamente, não poderá comunicar com o seu adjunto Hans-Dieter Flick, nem, logicamente, com os jogadores, enquanto o austríaco cumprirá o castigo no primeiro jogo da fase eliminatória do Mundial de 2010.

Frequentes protestos dos responsáveis técnicos terão estado na origem de semelhante decisão do primeiro responsável da equipa de arbitragem, enaltecida pela imprensa do país vizinho. Só que constituiu mais um argumento a juntar à "troca de galhardetes" entre os elementos das selecções de Portugal e Alemanha, que nesta quinta-feira lutam por um lugar nas meias-finais. E a expectativa que paira sobre este duelo, diga-se em abono da verdade, não precisava de estímulos extra.


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publicado por António Castro às 17:20
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Terça-feira, 17 de Junho de 2008
"Sereia" Ballack no caminho de Portugal

Como se previra, a selecção portuguesa encontrará nos quartos-de-final do Euro 2008 os alemães, apesar dos pupilos de Joachim Lowe continuarem longe de mostrar o potencial de outros tempos e do apuramento apenas ser conseguido por Ballack num dos seus habituais petardos na marcação de um livre.

Repete-se, assim, um jogo do Mundial de 2006, para apuramento do terceiro e quarto classificados, altura em que a selecção de Scolari se considerava favorita e acabou por nem sequer igualar a proeza dos Magriços no Mundial de 66.

Espera-se que Cristiano Ronaldo e companheiros não sejam tentados por idêntica sobranceria, que deitaria por terra, apesar das circunstâncias especiais da derrota com a Suíça, as expectativas de milhões de portugueses e, mais do que isso, colocaria em causa a propalada qualidade do futebol nacional, dando razão a alguns estrangeiros que continuam a duvidar que Portugal possa algum dia ganhar uma prova de selecções.

Este confronto terá de ser encarado com a humildade própria dos génios e ninguém pode embalar-se no canto de sereia de Ballack que, logo a seguir à qualificação, concedeu o favoritismo a Portugal. Nem ser influenciado por Beckenbauer, quando disse ser necessário jogar melhor para a Alemanha continuar em prova. Uma das características da sua selecção é precisamente essa: crescer exibicionalmente com o decorrer das competições.    

 



publicado por António Castro às 02:14
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FPF contamina UEFA

As decisões disciplinares no futebol português foram, desde há muitos anos, autêntica praga, qualquer que seja a dimensão e gravidade dos casos. Recursos, contestações, decisões demoradas dos diversos órgãos disciplinares e os processos arrastam-se ao longo de meses, por vezes até anos. E não só na justiça do futebol.

Não é por acaso que Portugal é considerado "um país de brandos costumes", pelo que esta situação se torna já rotineira e ninguém surge interessado e com poder para alterar semelhantes comportamentos.

Surpreendente é constatar-se que se trata de uma "doença" transmissível e altamente contagiosa, a avaliar pelas notícias de ontem oriundas da UEFA sobre o caso da presença do FC Porto na Liga dos Campeões. Há dias, quando o Júri de Apelo decidiu devolver o processo à Comissão de Disciplina que castigara os campeões, argumentou-se que não foram cumpridos certos preceitos, mas recusou-se que o assunto tenha voltado à estaca zero.

Agora, os dirigentes de Nyon consideraram que nem as instâncias disciplinares da FPF nem as da UEFA poderiam apreciar o caso em tempo útil e o FC Porto foi autorizado a participar na competição da próxima época.

O vírus propaga-se a um ritmo incontrolável.


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publicado por António Castro às 01:43
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