Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Segunda-feira, 18 de Novembro de 2013
Paços de Ferreira feliz na Taça

Em novo regresso ao Paços de Ferreira, Henrique Calisto (60 anos), que sucedeu a Costinha, conseguiu uma vitória, depois de empatar em Arouca (I Liga) e perder na Ucrânia (Liga Europa). Quase uma proeza para uma equipa que ocupa o último lugar da I Liga, apesar de na época transacta ter alcançado o acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Marcou um golo no campo do Tondela (II Liga), mas teve de sofrer até ao nonagésimo minuto, altura em que Irobiso desfez uma igualdade que adiava o desfecho da eliminatória por mais alguns minutos.

O passado de Calisto nos pacenses está marcado por trabalho positivo e terá chegado a hora de uma equipa, embora sem algumas das vedetas da última época, pelo menos libertar-se da zona da despromoção.



publicado por António Castro às 18:04
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Terça-feira, 27 de Agosto de 2013
Confiança perigosa do Braga

O Sporting de Braga sofreu para derrotar o Belenenses. Argumenta-se que Jesualdo Ferreira alterou o plantel com a nova moda da gestão do plantel,quando nesta altura da época aquilo que se compreende é testar algumas unidades e esquemas tácticos.

Todos viram, no entanto, certa sobranceria dos bracarenses, em especial depois da grande penalidade apontada por Edinho. De tal forma que os azuis do Restelo empataram bastante mais tarde (74 m) e estiveram perto de sair da Pedreira com o primeiro ponto da prova.

Valeu o forcing final dos anfitriões e o êxito da iniciativa de Aderlan Santos quando passava um minuto dos 90.

«Depois do golo do empate foi notória alguma maturidade desta equipa, o que me deixou satisfeito, porque foi capaz de não perder a organização, de não entrar no jogo directo, de perceber que o Belenenses baixou demasiado e que era importante decidir no último terço do campo. Fomos felizes no golo, mas antes não tínhamos sido em dois ou três lances do Rúben Micael», reconheceu Jesualdo Ferreira.

Alegar compensações para momentos de infelicidade não sugere realismo.



publicado por António Castro às 18:12
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Quarta-feira, 26 de Junho de 2013
Uruguai assusta brasileiros

Numa exibição sem brilho, o Brasil foi praticamente “amordaçado” pelo seu carrasco do Mundial de 50.

Desta vez venceu, mas durante a maior parte do jogo não convenceu. O recuo da quase totalidade da equipa Celeste sempre que o adversário detinha a posse da bola e a tentativa de explorar as qualidades de contra-ataque do trio composto por Cavani, Luis Suaréz e Fórlan – este também especialista em marcar livres – foi responsável pelo eclipse dos anfitriões, que mostraram poucos atributos para ultrapassar essas contrariedades.

A lentidão imperou em todos os sectores da equipa de Scolari, Neymar não se sentiu bem com a vigilância de que foi alvo e raramente foi o desequilibrador por falta de espaço.

Essa tarefa coube a Julio Cesar ao defender uma grande penalidade marcada por Fórlan com o resultado ainda em branco, e à inspiração de Paulinho nos minutos finais.

Os resultados são, por vezes, enganadores, mas a vitória tangencial em Belo Horizonte reflecte um estado de espírito, mesmo que a exibição brasileira rondasse a mediocridade.

Luiz Felipe Scolari não escondeu o que se observou no relvado: «Penso que o importante foi notar que nós ainda temos algumas coisas para aprender, no sentido de jogarmos com mais qualidade. Ainda somos novos. Vamos ter que amadurecer um pouquinho. E nada melhor que um jogo destes para amadurecer.»

Nova demonstração da lucidez do “Sargentão”.



publicado por António Castro às 23:48
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2012
Fácil tornado difícil

O golo de Ola John (7m) e o fluxo atacante inicial dava garantias que o Benfica tinha caminho desbravado para uma vitória fácil sobre o Celtic. Puro engano, pois menos de 30 minutos passados Samaras empatou a partida na Luz.

Pior do que isso foi o tento dos escoceses ter bloqueado os benfiquistas, que pouco mais fizeram até ao intervalo, face ao reforço defensivo do adversário.

Os jogadores saíram transfigurados dos balneários e começou a avalancha ofensiva dos portugueses, enquanto o Celtic ensaiava contra-ataques, em especial a partir do golo da vitória que entreabriu as postas da qualificação (71).

Lógica, no entanto, a pergunta: por que razão os portugueses, tão dominadores neste período, apenas conseguiram um golo, insuficiente para a tranquilidade absoluta? Simplesmente, a eficácia faltou nos inúmeros lances junto da baliza de Forster, e noutras ocasiões surgiram os companheiros da defesa e evitar o remate certeiro. Elucidativo o facto do tento decisivo ter a participação de dois centrais – Luizão e Garay.

Jorge Jesus deu apenas um passo para o apuramento, embora o seu discurso aponte para vencer o Barcelona (apurado), com base na derrota dos catalães em Glasgow.

Discurso para benfiquista ouvir, pois as contas ainda podem ser favoráveis aos escoceses.



publicado por António Castro às 23:30
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Domingo, 11 de Novembro de 2012
Finalmente

Franky Vercauteren proporcionou a primeira alegria aos adeptos do Sporting, desde Setembro. O treinador belga apostou em Eric Didier no lado direito da defesa, em substituição do castigado Cédric e, curiosamente, pertenceu a este inglês de 18 anos a assistência para Wolfswinkel marcar bastante cedo o golo da vitória. Lance que embalou os leões para manobra de bom nível, a encravar a “máquina” do Braga até ao intervalo.

Depois assistiu-se ao reverso da medalha, pois José Peseiro conseguiu despertar os seus jogadores para a realidade e valeu a classe de Rui Patrício – do outro lado também esteve um guarda-redes (Beto) que muito contribui para a confiança dos companheiros – para assegurar o “tesouro” assegurado tão prematuramente.

Os minhotos queixam-se de um erro de arbitragem que obrigaria o Sporting a penar mais alguns dias e a desaproveitar a hipótese de tirar a totalidade de pontos ao terceiro classificado, que mantém ambições legítimas de conquistar um lugar na Liga dos Campeões.

Desta vez, meia parte chegou para inverter a penosa marcha do Sporting desde o começo da época, mas treinador e dirigentes sabem que a arrancada para lugares mais perto do topo necessita de maior consistência nas exibições.



publicado por António Castro às 23:45
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012
Braga assusta Old Trafford

Old Trafford viveu uma jornada da Liga dos Campeões inédita. Aos 20 minutos, o Manchester United estava a perder por dois golos perante o olhar atónito do conceituado treinador Alex Fergusson e os milhares de adeptos ingleses.

Não era um dos clubes poderosos da Europa que se encontrava frente ao red devils, mas o português Sporting de Braga que, apesar de começar a impor-se no contexto nacional e internacional, não se compara financeiramente com os grandes da Europa.

Futebolisticamente, no entanto, deu uma lição aos ingleses, que ficaram a dever ao inspirado Hernandez, autor de dois golos - o primeiro e o terceiro - não acontecer um escândalo em Inglaterra.

José Peseiro reconheceu que faltou aos seus jogadores um pouco mais de audácia antes da reacção dos ingleses, mas salientou: «Quem tem esta equipa tem de acreditar em qualquer campo. Por isso não saímos daqui satisfeitos, antes com um desgosto».

Se o resultado pode hipotecar mais altos voos, o rendimento inicial e a personalidade dos jogadores nos momentos menos favoráveis constituem facto relevante no palmarés dos bracarenses.



publicado por António Castro às 12:43
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012
Sá Pinto deu a volta a Bielsa

 Uma cabeçada-foguete de Insúa e um lance habitual do reportório de Capel despertaram Alvalade, cujo público começava a admitir que Sá Pinto já não tinha argumentos para virar uma derrota em nova vitória na Liga Europa.

Os desperdícios frente à baliza de Iraizoz durante a primeira parte, tendo Wolfswinkel como principal protagonista, para desilusão do próprio holandês, prolongaram-se por demasiado tempo e agravaram-se por o Athletic de Bilbau ter marcado nove minutos depois do intervalo.

Tudo se conjugava para o técnico de Alvalade ensaiar alternativas para mudar o rumo dos acontecimentos e começou com a entrada de Carrillo. Oito minutos passados acontecia o tal golo "inédito" do defesa Insúa, a redimir-se de anterior falhanço, e quase a seguir Izmailov, mais esclarecido do que antes de receber o cartão amarelo que o impede de jogar em Espanha, serviu Capel para o "golo do costume" - correr para terrenos interiores e aproveitar o primeiro buraco que lhe pareceu favorável - e a bola passou entre as mãos do guarda-redes e o poste da baliza.

Sá Pinto considerou que se viu «um Sporting enorme». Marcelo Bielsa assumiu ser responsável pela derrota porque ao substituir Ander Herrera por San José provocou um "desequilíbrio" no processo de segurar os sportinguistas quando ainda estava em vantagem no marcador.

O técnico de Alvalade deve reconhecer, no entanto, que durante muitos períodos os espanhóis demonstraram boa organização a partir da defesa e sagacidade nas desmarcações, facto que lhes permitiu recuperar muitas bolas a meio-campo e empreender transições perigosas, que também não foram bem aproveitadas no momento decisivo.

O responsável argentino lá terá as suas razões para se penitenciar, mas importa lembrar que a substituição coincidiu, praticamente, com a entrada de Carrillo, a transmitir superior ritmo às acção dos leões de Alvalade.

Mais uma vez nada está resolvido para qualquer das equipas, e a incógnita sobre a presença na final de Bucareste persistirá até Bilbau.


publicado por António Castro às 23:15
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Quinta-feira, 15 de Março de 2012
Sporting apurado a... ferros

 

«Sofri mas nunca perdi a confiança, disse Sá Pinto no final do encontro em Inglaterra. Aliás, a marcha do marcador criou uma expectativa fora do comum em qualquer observador do encontro, ao vivo ou na televisão, dada a sequência dos golos.

Atingir dois golos de vantagem - com mais um de Lisboa - antes de findar a primeira parte, em livre de Matías Fernández e no toque de Wolfswinkel após centro genial de Izmailov, dava grande tranquilidade, tanto mais que se repetia o que aconteceu em Lisboa - displicência dos ingleses e total entrega dos leões.

Quanto à questão de confiança, já parece forçada. Quando a eliminatória chegou ao global de 3-3, uma intervenção de Rui Patrício, em lance do guarda-redes adversário, evitou a eliminação.

O técnico de Alvalade, aliás, não esconde o seu estado de espírito numa fase final de sofrimento, quase sufocante. «Fiquei um pouco desanimado na segunda parte, sem tirar mérito ao Manchester City, que tem imensos argumentos, por as oportunidades deles terem resultado de algumas falhas nossas. Houve também alguma quebra física e emocional. Mas vale a pena acreditar. Foi a mensagem que passei. No futebol não são os jogadores a ganhar mas as grandes equipas. Conseguimos o respeito deste adversário e do futebol europeu.»

Deve acrescentar-se que Sá Pinto ganhou, também, o respeito como treinador, pelas responsabilidades



publicado por António Castro às 22:30
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
FC Porto volta ao topo

Vítor Pereira não admitiria há semanas orientar o FC Porto na Luz na condição de líder em igualdade com os encarnados. No futebol acontecem com frequência estas surpresas, e a desvantagem (5 pontos) desapareceu num ápice.

Não foi num ápice, no entanto, que os dragões atingiram a situação prevista na sequência do empate de Coimbra. Estiveram 68 minutos à espera que o Feirense, penúltimo da classificação, consentisse um golo, depois do guarda-redes Paulo Lopes ter defendido uma grande penalidade apontada por Hulk.

A enervante espera para aproveitar os dois pontos perdidos pela equipa de Jorge Jesus no dia anterior terminou com uma cabeçada de Maicon e a serenidade chegou quatro minutos mais tarde. Jaime Rodríguez, saído do banco - lesão de Varela - e que já assistira o companheiro na abertura do marcador, fechou a contagem num belo lance.

Assim se chega ao embate de sexta-feira entre Benfica e FC Porto em situação inesperada. Uma das curiosidades residirá em ver se os lisboetas estão tão ineficazes no ataque como sugeriram os dois últimos jogos, e se continuará a irregularidade dos portistas, apesar das mais-valias relativas às contratações de Janko e Lucho Gonzalez.

Prognósticos... nem pensar!

 



publicado por António Castro às 23:32
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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011
Esperança volta com Hulk

 

Dragões sofreram na Ucrânia, mas Hulk garantiu, para já, a presença na Liga Europa. O apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões fica agora dependente de um triunfo na visita ao Porto dos russos do Zenit, na última jornada da fase de grupos.

O primoroso passe de João Moutinho permitiu ao brasileiro um tardio mas excelente golo, preponderante num confronto entre equipas que estiveram longe do seu melhor. Quando se entrava no tempo de compensação, Rat desviou a bola, num remate de Maicon, para a própria baliza.  

Vítor Pereira considerou que o «jogo anterior [derrota com a Académica] está morto e enterrado».

Palavras que se compreendem pelo facto de as portas principais da Europa continuarem abertas.

Aquilo que se viu em Donetsk, no entanto, aconselha muitas cautelas.

 



publicado por António Castro às 23:30
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Domingo, 14 de Agosto de 2011
FC Porto sem companhia de rivais

«Fizemos o jogo possível», confessou o treinador Vítor Pereira. Para o que se esperava do FC Porto, mesmo em casa do Vitória de Guimarães, foi pouco, mas o suficiente para os dragões já terem deixado os rivais a dois pontos, jogados apenas 90 minutos da Liga.

Manuel Machado conseguiu, sem grandes alterações tácticas, ofereceu superior oposição comparado com o que aconteceu na Supertaça, mas a equipa voltou a falhar na concretização. Reconheça-se, porém, que a vitória dos campeões resultou de uma grande penalidade marcada por Hulk, castigo muito discutido pelos vimaranenses.

As gentes do Dragão não terão ficado totalmente satisfeitas com a exibição global e o rendimento de algumas unidades, mas a conquista dos três pontos dá ânimo suficiente para acreditar na repetição das facilidades do ano passado.

Não devem esquecer, no entanto, que a procissão ainda está a organizar-se no adro. 



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Domingo, 16 de Janeiro de 2011
Serenidade no Dragão

O FC Porto é, praticamente, o único candidato ao título, apesar de Jorge de Jesus prometer luta sem tréguas e ter chegado agora à conclusão que o Sporting já perdeu todas as hipóteses de alcançar o topo. O treinador da Luz deveria preocupar-se com o rendimento da sua equipa e deixar Alvalade a lamber as feridas provocadas pela derrota com o Paços de Ferreira e a demissão do presidente.

Mais uma vez o Benfica teve dificuldades em vencer um adversário sem ambições que não sejam assegurar um lugar tranquilo no meio da tabela, e o seu técnico deve dirigir as suas preocupações para para o facto de os seus jogadores (já) estarem «cansados» e, por lado lado, avisá-los de que nunca devem subestimar um adversário por ficar reduzido a dez unidades...

O FC Porto continua no mesmo ritmo, embora a vitória sobre a Naval (3-1) se tenha desenhado a partir do final da primeira parte, através de Falcão e de Hulk, este a repetir um remate certeiro que decidiu a contenda.

Inesperados foram os comportamentos de setubalenses e leirienses que, na condição de anfitriões, cederam os três pontos, respectivamente ao Marítimo (2-4) e ao Beira-Mar (0-3). Manuel Fernandes deixou fugir um adversário directo e começa a sentir dificuldades para colocar a equipa numa rota de cruzeiro. 



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Domingo, 24 de Outubro de 2010
Aniversário sofrido do presidente

No dia do 50.º aniversário do presidente, os jogadores do Sporting reservaram-lhe como prenda longos minutos de suspense, até que o defesa Abel, pouco dado a grandes raides pelo ataque adversário, rematou em lance com poucas probabilidades de êxito e alcançou o golo da vitória.

José Eduardo Bettencourt já nem esperaria por esta «amabilidade». Primeiro, decorria o minuto 89. Depois, a equipa têm primado pela modéstia

- talvez melhor, desilusão -, e tudo apontava para mais uma vez não ganhar em Alvalade em jogos do campeonato nacional, como acontecia desde 22 de Agosto.

Paulo Sérgio não terá ficado insensível a mais uma exibição medíocre, mas tal como acontece agora com outros treinadores, elogiou o espírito de luta dos seus pupilos, como se tal não seja obrigação comum a qualquer trabalhador.

Espera-se, no entanto, que no segredo do balneário o treinador manifeste perplexidade por em 11 remates, quatro sejam direccionados por cima da barra, três levem a bola ao travessão, um ao lado do poste e apenas três, no qual está incluído o do golo, tenham sido enquadrados com  baliza; alerte para o facto do meio-campo ter primado pela ineficácia no controlo da manobra dos vila-condenses e por demasiados erros nos passes; critique a desaceleração nos lances de ataque quando da aproximação à área contrária, com a consequente perda de espaço de manobra dado o aglomerado de adversários.

O presidente não pode ficar sensibilizado com «prendas» tão pobres e tardias, e o clube precisa de outro tipo de abordagem dos jogos, qualquer que seja o potencial do antagonista.

  



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Domingo, 10 de Outubro de 2010
Traição ao jornalista

A condição de jornalista reformado permite fazer excepções em relação ao passado em termos de distanciamento sobre os acontecimentos desportivos. Lembro-me de uma vez, em trabalho para o Diário de Notícias, ter vibrado de forma nada habitual com o que se passava no relvado do Stade Velódrome em Marselha.

Portugal estava a cinco minutos de assegurar o acesso à final em encontro com os franceses. A partir do primeiro golo de Jordão, a obrigar a prolongamento (1-1, Domergue marcara antes), sofri como qualquer adepto, e a tensão aumentou quando Chalana voltou a servir Jordão para um remate que colocou o marcador em 2-1.

Resultado que se manteve até cinco minutos do final, «estragado» pelo forcing da equipa treinada por Michel Hidalgo e a classe de Platini. Este fixou o resultado em 3-2, na sequência de um novo remate certeiro de Domergue e depois de portentosas defesas do saudoso Bento. Nunca se tinham alterado tão profundamente as minhas reacções.

A primeira vitória da selecção no terceiro encontro da fase de qualificação do Euro 2012 teve reflexos parecidos com os de há 26 anos, agora através das imagens da televisão. E não encontrei melhor maneira de assinalar a estreia de Paulo Bento com o pé direito do que fazer gazeta ao novo «emprego» e não publicar ontem o blogue.

Regresso na véspera de mais um teste ao espírito da selecção, agora perante uma selecção da Islândia de cotação europeia inversamente proporcional à determinação, estatura e simplicidade de processos atacantes.

 



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Sábado, 3 de Julho de 2010
Maradona desiludido e Del Bosque com sorte

Maradona sofreu uma humilhação que não estava nos seus planos, mas muita gente admitia. Os resultados da Argentina foram aparecendo e criaram a ideia que ao futebolista de excepção sucederia um treinador de eleição. A experiência da África do Sul parece provar que Diego só tem lugar na história do futebol mundial como jogador fora-de-série. A Alemanha contribuiu para se extrair esta ilação com a maneira como soube controlar os argentinos e a expressão dos números da vitória (4-0).

A partir de agora, o treinador Joachim Low fica com a responsabilidade de dar razão ao célebre avançado inglês Gary Lineker, que proferiu a célebre frase: «O futebol são 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha.»

A Espanha, depois de afastar Portugal, não se mostrou tão exuberante como é habitual e teve dificuldades em afastar os paraguaios de Oscar Cardozo. O jogador do Benfica, figura de destaque por ser o último marcador do penalty (grande descontracção) que eliminou os surpreendentes japoneses, esteve agora em destaque pela negativa.

Os espanhóis, fiéis ao actual estilo de jogo - nalguns períodos já começa a tornar-se monótono -, dominavam o jogo mas não ganhavam especial ascendente nas acções frente à baliza dos sul-americanos. Até que Cardozo (suplente utilizado nos anteriores jogos e agora titular) desperdiçou uma grande penalidade.

Três minutos depois, a equipa de Vicente del Bosque beneficiou de castigo idêntico e Alonso marcou, mas o árbitro mandou repetir por haver jogadores dentro da área antes do pontapé. E aconteceu o inacreditável: Alonso imitou Cardozo e ficou tudo na estaca zero.

David Villa, no entanto, não se esqueceu dos créditos que o levam ao Barcelona e da veia goleadora já revelada na África do Sul, e decidiu um impasse que durava há 83 minutos.

Assim vai repetir-se a final do Europeu 2008 com uma meia-final entre alemães e espanhóis.  



publicado por António Castro às 23:51
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