Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Domingo, 25 de Outubro de 2009
Clubes de Madrid em plena crise

Autêntico vendaval assolou três equipas nos encontros antecipados da oitava jornada da Liga espanhola.

O Real Madrid monopolizou as atenções pelo empate (0-0) cedido em Gijon, e a estrutura dos merengues sofreu novo abalo. O técnico chileno Manuel Pellegrini depara-se com vários problemas devido a lesões, entre as quais a de Cristiano Ronaldo, mas o grande problema  é a vantagem que o rival Barcelona poderá consolidar se vencer o Zaragoza.

O Sevilha, que nos habituou a ver entre os lugares europeus, também cedeu dois pontos

(0-0) ao visitante catalão Españyol.

Por fim, o Atlético de Madrid, no seu estádio, também não conseguiu melhor que a igualdade (1-1) com o Maiorca, este a marcar nos últimos minutos e a actuar com nove jogadores.

O nosso conhecido Quique Flores, já contratado pelo Enrique Cerezo, assistiu ao pobre espectáculo das bancadas e ao ambiente tenso que se viveu em Vicente Calderón, onde cerca de 500 adeptos se aproximaram da tribuna de honra e insultaram o presidente do clube, além de pedirem a sua demissão.

O técnico espanhol, cujo trabalho na Luz constituiu uma frustração, vai confrontar-se com uma situação bem pior em Madrid, pois o clube de Simão Sabrosa tem seis pontos no campeonato - a 13 do Barça  - e está em último no grupo da Liga dos Campeões.

Curioso, no entanto, é o contrato que Quique Flores terá acertado com Atlético de Madrid: será prolongado em Maio se conseguir um lugar na Liga dos Campeões da próxima época.

Os homens do futebol estão loucos...



publicado por António Castro às 07:00
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Episódios do "filme" de Jorge Jesus

"Um voto de confiança a um treinador é a antecâmara do despedimento". Uma frase que, se a memória não nos atraiçoa, foi pela primeira vez proferida pelo já falecido Joaquim Meirim.

Após uma vida agitada, com alguns anos passados no mar em serviço num paquete, surgiu quase inesperadamente como treinador do Varzim na temporada de 69/70 e tornou-se numa das figuras mais polémicas desses tempos. Processos de treino, trabalho psicológico com os jogadores, declarações bombásticas, por vezes em choque com as instituições do futebol, divergências com colegas, eram sempre notícia. O seu nome e dos clubes que treinou andavam nas bocas dos adeptos.

O objectivo não é fazer o perfil de Joaquim Meirim, mas comparar a sua frase com a recente comunicação do Benfica à CMVM sobre as conversações mantidas com Quique Flores. Salienta o clube que "não têm intenção de avançar com qualquer rescisão unilateral do actual contrato" (claro, o preço é elevado) e "não existem negociações em curso relacionadas com o contrato em vigor". Refere ainda que "as duas partes tem estado a debater as condições relativas à preparação da nova época". Quais? As contratações já feitas sem conhecimento do técnico?

Se este documento tem como objectivo imediato a insinuação de um voto de confiança, então estamos na antecâmara do despedimento.

Só as exigências de Quique travam, talvez por horas, a lógica natural dos acontecimentos.

 



publicado por António Castro às 23:41
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Quique Flores aposta nos "invisíveis"

O treinador do Benfica tem uma imaginação fértil. Para desgraça do clube, no entanto, não se faz sentir no rendimento dos jogadores por si orientados. Mas acusa: "Erros de concentração que nos fazem sofrer golos incríveis, deixam-me desiludido."

Na última conversa com os jornalistas, considerar que o balanço de uma época se faz entre os objectivos "visíveis e invisíveis" é digno de uma verdadeiro tratado.

Mesmo perdida a Liga e ainda sem lugar garantido na Liga dos Campeões, Quique Flores aponta as virtudes do seu trabalho: "A aposta na formação - temos jovens a treinar-se na equipa principal -, o título que conquistámos (Taça da Liga) e o facto de termos a equipa da Europa com menos lesões, ao contrário da época passada, são objectivos que não se vêem, mas aspectos em que o clube melhorou muito".

Será que dirigentes, Rui Costa e adeptos concordam com esta análise da situação, depois de tantos jogos perdidos ingloriamente e exibições frustrantes?

O espanhol cultiva o auto-elogio: "Sou uma pessoa frontal e tenho o respeito de dirigentes e adeptos. No final da temporada falarei com o Benfica e chegaremos a uma conclusão que não será traumática para ninguém. Poderei ficar ou dar o lugar a outro projecto com muita naturalidade". 

Boa viagem, Quique!



publicado por António Castro às 23:51
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Segunda-feira, 16 de Março de 2009
Quique Flores perde carisma

Desde Agosto, o treinador que Rui Costa trouxe para a Luz andou nas boas graças de toda a gente: dirigentes, adeptos e  boa parte da comunicação social. Inteligente, disciplinador, afável, conversador no contacto com os jornalistas, sensato nas análise dos problemas gerais do futebol e do Benfica.

Quique Flores era alvo dos elogios possíveis a um ser humano, pois se lhe acrescentasse mais qualquer atributo teria de entrar na lista do deuses. Dos treinos escrevia-se que tinham algo de inovador, nunca visto nesta paragens, um professor a merecer avaliação máxima  segundo os métodos preconizados pela ministra da Educação.

Sobre o rendimento da equipa e de alguns futebolistas apresentados como vedetas de primeiro plano, existiu um grau de condescendência em momentos menos positivos, com o argumento de que uma equipa não se estabiliza de um dia para o outro. A eliminação das Taças UEFA e de Portugal contaram com essa atenuante, embora se começasse a ver que certas contratações se revelavam um flop e as opções do técnico, na escolha da táctica, dos titulares e nas substituições, eram desajustadas às circunstâncias.

Tudo era tolerado até à derrota com o Guimarães. De repente, o "iluminado" da Luz tornou-se cego e surdo, e soube-se do desagrado de algumas figuras da direcção.

Andavam assim tantos a dormir e, ao acordarem, aperceberam-se de uma realidade notória há meses. Cá para nós houve dedo do "diabo".



publicado por António Castro às 23:50
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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
Quique e Mota não deram bons exemplos

José Mota e Quique Flores travaram-se de razões no decorrer do jogo pelo facto de Katsouranis ter supostamente simulado uma lesão de gravidade com o único objectivo de ganhar tempo numa fase da partida em que o Benfica estava a sofrer forte pressão dos leixonenses.

Nos acessos aos balneários terá também havido desentendimentos, mas dos possíveis intervenientes ou assistentes nem uma palavra, com o argumento que nada viram. Só os jornalistas se aperceberam que a Polícia de Intervenção entrou nessa área. Não foi certamente por iniciativa própria, para dar os parabéns aos benfiquistas e consolar os matosinhenses.

O árbitro também foi contemplado com críticas por ter concedido pouco tempo de descontos, num jogo em que "Katsouranis esteve quatro minutos deitado no relvado", segundo José Mota. 

É certo que muitas vezes os jogos são resolvidos no último segundo, mas também se pode questionar a razão por que os leixonenses acordaram tão tarde na forte reacção à desvantagem, em especial depois de o adversário ter menos uma unidade.

José Mota não precisa de se socorrer de desculpas, pois o seu trabalho está à vista e tem merecido elogios de todos os quadrantes, tal como Quique Flores deve meditar nas opções tomadas, no convencimento da inevitabilidade da vitória.

Deseja-se que qualquer dos técnicos saiba digerir com humildade os bons e maus momentos, e transmitam o exemplo para as cabinas e as bancadas. 



publicado por António Castro às 23:50
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009
Quique Flores "ignora" princípios básicos

Os elogios à exibição do Sporting, bastante raros durante a temporada, surgiram de todos os quadrantes, pois obteve uma das vitórias mais convincentes dos últimos tempos, apesar dos números expressos no resultado não transmitirem essa ideia.

Os responsáveis benfiquistas preferiram salientar os erros cometidos em diversos lances decisivos e remeteram-se ao silêncio sobre o comportamento dos leões. Aliás, todos sabem que uma equipa joga aquilo que o adversário deixa fazer, em função do seu valor ou de momentânea inspiração.

Por isso, esperava-se mais explicações do técnico Quique Flores, que fala pelos cotovelos antes dos jogos, mas quando as coisas não correm bem dificilmente aceita a superioridade dos adversários.

Este técnico, vindo de Espanha rotulado como um dos mais prometedores, embora sem apresentar ainda um currículo de êxitos, denota certa dificuldade em encontrar soluções alternativas quando as coisas não correm de feição no início dos jogos, a sugerir pouca flexibilidade em relação aos esquemas ensaiados nos treinos.

Um questão de personalidade, que até se nota no facto de ainda falar em castelhano cerrado, após mais de seis meses em Portugal. Uma profissão exercida fora do país natal obriga a certos sacrifícios...

 



publicado por António Castro às 23:57
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009
Mais uns tantos ausentes dos estádios

Na viragem do campeonato, o FC Porto aparece, finalmente, no topo da classificação.

A utilização da palavra "finalmente" justifica-se pela superioridade exercida nas últimas épocas e pelo facto de ter sido a equipa menos irregular na primeira fase da prova.

Que os portistas estão longe do passado recente é notório, e o próprio comportamento do treinador Jesualdo Ferreira, enfadado com uma pergunta sobre a arbitragem do jogo de Braga, demonstra que nem tudo anda bem no reino do dragão.

Só que entre águias e leões as coisas não caminham melhor, pelo contrário. Enquanto Paulo Bento encontra sempre explicações para os desfechos menos felizes dos seus comandados e assume a responsabilidade de todos os desaires, o seu colega da Segunda Circular já muda o discurso e critica abertamente alguns dos jogadores que tanto empenho mostrou em trazer para a Luz. Alguns, infelizmente para eles e para o clube, longe do valor que os elogios antes das contratações faziam crer. Até parece que Quique Flores não os conhecia.

No meio de tudo isto, Vítor Pereira, o expert da arbitragem portuguesa, estará satisfeito. Mais algumas pessoas deixarão de deslocar-se aos estádios, pois as arbitragens da jornada convidaram a não ver mais cenas tristes.

Podem todos limpar as mãos à parede...



publicado por António Castro às 23:45
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Domingo, 19 de Outubro de 2008
Quique Flores "ganhou" preocupações

Na visita do Penafiel (II Divisão) à Luz, o técnico do Benfica assumiu o risco de dar oportunidade a jogadores menos rodados, para saber com o que conta no futuro.

Quique Flores correu um risco, de certa maneira calculado, já que o factor casa parecia suficiente para inibir os jogadores visitantes, tanto mais que dirimiam um confronto com individualidades, embora não titulares, muito mais cotados, pelo menos a avaliar pelo nível salarial. Mas um jogo de futebol não é uma ciência exacta e, por vezes, oferece imprevistos.

 Quase todos os jogadores do Benfica utilizados ofereceram uma imagem nada condizente com as expectativas criadas no momento das respectivas contratações e terão aumentado o nível normal de preocupações do seu técnico.

Deixaram o jogo chegar ao prolongamento com alguma sorte - o guarda-redes Moreira evitou que os penafidelenses, nos minutos finais, fossem os protagonistas de um escândalo - e apenas se apuraram na lotaria dos penalties.

Tiveram mais sorte que o Marítimo na deslocação a Arouca (II Divisão), onde os locais foram mais certeiros nesta forma de desempate, e do que o Rio Ave, eliminado em casa do Gil Vicente (Liga de Honra).

Uma eliminatória quase "pacífica", com o condão de mostrar algo inédito: o apoio dos adeptos da Luz mesmo nos momentos menos conseguidos da equipa. 



publicado por António Castro às 23:45
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