Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»

Segunda-feira, 9 de Setembro de 2013
Blatter aflito com calor do Qatar

A FIFA, preocupada com o decorrer das obras no Brasil para o Mundial no próximo ano, admite problemas na escolha do Qatar para 2022.

«É provável que tenhamos cometido um erro», admitiu agora o presidente Sepp Blatter.

Tenta justificar, no entanto, a leviandade de não terem estudado os reflexos das elevadas temperaturas da região na época tradicional da prova: «É preciso ter em conta, por outro lado, as realidades geopolíticas. O Campeonato do Mundo é o torneio mais global da FIFA. Quem somos nós, europeus, para exigir que este evento sirva as nossas necessidades acima de todas?»

Se a solução consistir em alterar os calendários das provas nacionais e continentais, talvez seja melhor esperar alguns anos. Caso as condições climatéricas se alterem ao ritmo dos últimos anos, talvez em 2002 o país da Ásia já tenha condições aceitáveis para jogar futebol de alto nível, ao contrário de outras zonas do mundo já contempladas.



publicado por António Castro às 21:43
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
Mourinho é nova legenda do futebol

José Mourinho, detentor de imensos títulos e vários prémios, tornou-se agora uma legenda do futebol mundial. Criado pela primeira vez pela FIFA, em colaboração com a publicação francesa France Football, um prémio destinado ao melhor treinador do ano, o troféu de estreia relativo a 2010 foi atribuído ao português pelo trabalho desenvolvido no Inter, que conduziu ao título europeu depois de 45 anos de jejum, além de conquistar todas as provas italianas.

Momento ímpar vivido em Zurique (Suíça), pois a distinção e as palavras antes proferidas pelo holandês Sneijder, seu pupilo em Milão, emocionaram até às lágrimas o «duro» de Setúbal.

Mourinho, em momento especial da carreira, proferiu os agradecimentos na língua pátria, por «ser um orgulhoso português».

 



publicado por António Castro às 23:54
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Domingo, 17 de Outubro de 2010
Suspeitas agitam a FIFA

A escolha do organizador dos Mundiais de 2018/2022 não está a ser pacífica. Depois dos elogios à proposta da Inglaterra por parte de Joseph Blatter, na sequência de um encontro com o primeiro-ministro britânico, referido no nosso post do dia 14 (Branco é...), a imprensa inglesa revela agora ter aliciado um executivo da FIFA para votar em determinada candidatura a troco de verba avultada, e do presidente da Confederação da Oceânia confessar que também recebeu duas propostas altamente tentadoras.

Entre os elogios do presidente do organismo à Inglaterra e os casos divulgados de tentativas de corrupção vai uma grande diferença. No entanto, alguém pode admitir que as palavras do «patrão» da FIFA se transformem numa forma de pressão sobre os elementos da comissão com poderes para decidir sobre a escolha entre as diversas candidaturas.

Joseph Blatter, além de preocupado com a perspectiva da corrupção ter contaminado a FIFA - para já não falar dos inevitáveis lobbies existentes em organizações deste tipo -, deverá ser mais cuidadoso nas suas declarações, valioso contributo para a transparência da entidade máxima do futebol mundial. 

 

 



publicado por António Castro às 23:53
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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010
Branco é...

«A candidatura de Inglaterra impressionou-me pessoalmente. A Inglaterra pode organizar o Mundial amanhã, não haverá qualquer problema. A Inglaterra é a mãe do futebol, já deu muito à modalidade. Já venceram situações difíceis (hooliganismo, por exemplo). Levaram segurança aos estádios», disse o suíço Joseph Blatter.

O presidente da FIFA assistiu a uma apresentação do projecto inglês no gabinete oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, em Downing Street, Londres.

«Se todas as federações e Ligas tivessem estádios como os vossos, haveria muito mais fair-play no nosso desporto. Se as medidas fossem tomadas por todos, não tínhamos tido os problemas de terça-feira em Génova», continuou, referindo-se à interrupção do Itália-Sérvia, devido a distúrbios. 

Além dos relatórios da comissão de avaliação das candidaturas, Blatter vai transmitir a sua opinião ao comité executivo da FIFA no final de Outubro. A FIFA vai anunciar os países anfitriões dos Mundiais 2018 e 2022 a 2 de Dezembro, em Zurique.

 

in site Maisfutebol

 

 

Alguém ficou com dúvidas que Portugal e Espanha podem tirar o cavalinho da chuva?



publicado por António Castro às 02:20
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Sábado, 10 de Julho de 2010
Polvo alemão

O Uruguai, desde há anos fora da ribalta mundial, apresentou na África do Sul jogadores de excelente nível e uma equipa personalizada, com uma defesa coesa, bem organizada entre os diversos sectores e uma mentalidade atacante de elogiar, com um mestre chamado Diego Fórlan. De realçar também o aspecto disciplinar, em comparação com o passado, quando era frequente o temperamento de certos jogadores conduzir a situações explosivas no relvado.

A selecção orientada por Óscar Tabárez além de surpresa do Mundial conquistou muitas simpatias entre os adeptos de outras nacionalidades e não admira que muitos considerassem justificado o lugar no pódio, melhor do que em 1954 e 1970.

Do outro lado, no entanto estava o «polvo» chamado Alemanha. Factores que conduziriam qualquer equipa ao colapso, entre os germânicos funciona ao contrário e permitem resultados inesperados.

Neste jogo de Port Elizabeth (Nelson Bandela Bay), os comandados de Joachim Low obtiveram o primeiro golo (19 m), deixaram-se suplantar no início da segunda parte (51), voltaram a liderar o marcador (82) e viram um livre apontado por Fórlan levar a bola ao poste, perto do apito final.

Num confronto à chuva de nível apreciável, com os jogadores libertos de elevada pressão e, portanto, em melhores condições para explanarem todas as suas qualidades, os tentáculos do «polvo» alemão asfixiaram os uruguaios.

E cumpriu-se, mais uma vez, a tradição: eram 11 de cada lado e ganhou a Alemanha. Pela quarta vez ficou em terceiro lugar, num palmarés com três títulos mundiais.

 



publicado por António Castro às 23:55
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Sábado, 26 de Junho de 2010
Destino estava traçado

Portugal empata com Brasil e fica na posição secundária do grupo. Espanha derrota Chile e assume liderança. Está decidido: duelo ibérico será um dos motivos de interesse dos oitavos-de-final.

Carlos Queirós sempre assumiu, mesmo nos piores momentos, que pretendia ser campeão do mundo. Os espanhóis, depois da conquista do Europeu de há dois anos, consideram quase como obrigatório suceder à Itália, cujas exibições escandalosas deixaram vazio o lugar no pódio.

Na jornada que decidiu aquele emparceiramento não se vislumbraram, em qualquer das selecções, argumentos suficientes para aspirara a voos tão altos. Portugal, é certo, tinha pela frente um adversário chamado Brasil; a Espanha derimiu com os chilenos a posição no grupo, mas a pensar nas dificuldades que as Honduras poderiam sentir para travar os suíços.

Dunga e Carlos Queirós resolveram fazer alterações nos respectivos «onzes» e, naturalmente, os expedientes não contribuíram para enriquecer o espectáculo. Pelo contrário, ficou mais pobre, não pela atitude cautelosa dos portugueses, como acusa o treinador brasileiro, mas pela reacção, por vezes a roçar a violência, dos brasileiros ao grau de oposição do adversário.

E se alguma coisa foi diferente depois do intervalo, ficou mais a dever-se às mudanças de Carlos Queirós do que a progressos na maneira de jogar das «estrelas» canarinhas.

Enfim, o desafio que terá criado a maior expectativa da fase de grupos foi um flop, e a responsabilidades deve ser repartida pelos dois conjuntos.

A Espanha, embora espicaçada no seu brio pela anterior derrota com a Suíça, também esteve longe do seu melhor, apesar da vantagem de dois golos e da expulsão do chileno de Estrada quando ainda se estava a sete minutos do intervalo. O golo de Millar acabou por afectar a produção de jogo da equipa de Vicente del Bosque.

Talvez por isso - ou na tentativa de começar a jogar em termos psicológicos -, o treinador espanhol diz-se preocupado com o parceiro ibérico.

 

 

    



publicado por António Castro às 08:00
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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010
Itália começa ao seu estilo

Admiração era a selecção comandada por Marcello Lippi ter uma estreia de nível. Seria contra a natureza do seu futebol. Um empate sofrido perante os paraguaios, uma das surpresas nas eliminatórias da América do Sul, está de acordo com a sua valiosa história nos Mundiais(quatro títulos, o último conquistado em 2006, na Alemanha, com vantagem nos penalties frente à França).

Nunca esqueceremos que em Espanha (1982) os italianos treinados por Enzo Bearzot passaram a primeira fase, na Galiza, sem ganhar qualquer vitória. Em Barcelona participaram em novo grupo com duas poderosas selecções e... deixaram a Argentina e o superfavorito Brasil pelo caminho.

Depois foi a caminhada para o pódio em Madrid, onde derrotarem a Alemanha (3-1).

A Holanda sem ser brilhante, chegou e sobejou para os dinamarqueses, os vencedores do grupo de qualificação em que tanto penou Portugal.

O Japão teve em Honda (!!) o marcador do golo que derrotou os Camarões de Eto'o.

Tudo isto aconteceu na véspera do dia D para Portugal. A selecção, neste momento de todos nós, tem um teste difícil com a Costa do Marfim, cujo técnico bem conhecido dos portugueses mantém suspense sobre a utilização de Drogba.

«Não há espaço para errar», alerta Carlos Queirós. «Rankingda FIFA nem sempre corresponde à verdade», considera Eriksson.

Os «dados» lançados por cada um dos treinadores para o relvado do Nelson Mandela Bay terão a palavra.



publicado por António Castro às 23:49
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Domingo, 13 de Junho de 2010
Dois frangos e o eterno candidato

Dois guarda-redes de selecções participantes no Grupo C andam com azar. O inglês Green ofereceu, ontem, o empate aos Estados Unidos e deixou furioso o italiano Fabio Capello. Uma noite passada, o argelino Chaouchi lançou-se tão devagar que viu a bola passar a centímetros e deu a prenda da vitória à Eslovénia.

Se o técnico italiano, apesar do golo prematuro de Gerrard, começou a ficar inquieto com a reacção dos americanos, nunca pensou na «traição» de um dos seus jogadores. E já tem um adversário com a vantagem de dois pontos, nada agradável neste tipo de competição.

Uma grande penalidade bastou aos ganeses para derrotar a Sérvia, enquanto a Alemanha deu uma lição de futebol aos australianos. Os comandados de Joachim Low, além de obterem a primeira goleada da prova, transmitiram uma imagem, mesmo atendendo às fragilidades do adversário, que estão na África como em todos as anteriores edições da prova: para vencer.

Os portugueses continuam no seu cantinho em Magaliesburg a preparar o embate com a Costa do Marfim, que continua a divulgar notícias contraditórias sobre a lesão do goleador Drogba. A última versão apontava para a possibilidade de jogar, caso o árbitro aceitasse a utilização de uma tala no braço.

A comitiva de Carlos Queirós ficou reduzida, já que Nani chegou a Lisboa, naturalmente abatido mas esperançado em recuperar dentro de uma semana, e confirmou as notícias sobre a maneira como contraiu a lesão no ombro. Facto que não impede uma pergunta: o departamento clínico da selecção não deveria ter-se pronunciado sobre o assunto, ainda em Portugal?

Silêncio estranho...



publicado por António Castro às 23:50
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010
Parreira define rota dos Bafana Bafana

Houve entusiamo, espectáculo, música, cor, bons lances de futebol, golos, e suspense na fase final do encontro de abertura.

Mostraram-se demasiado exigentes aqueles que deram uma nota negativa à organização ao estabeleceram comparações com edições anteriores. Ignoram que um continente, durante centenas de anos explorado por aventureiros de outras paragens, flagelado por lutas tribais e ditaduras ferozes, pela primeira vez se empenhou num acontecimento desportivo desta envergadura. Esquecem-se de estarem a tomar contacto com um povo muito diferente do europeu, americano, seja do Norte ou do Sul, asiático ou da Oceânia.

A exibição futebolística da África do Sul constituiu uma surpresa. No confronto com os mexicanos, mais experientes em competições deste género, apenas durante o período inicial sentiram a responsabilidade da estreia, mas conseguiram, gradualmente, controlar a manobra do adversário e estabalecer um diálogo equilibrado.

O espectacular golo de Siphiwe Tshabalala demonstrou que o brasileiro Carlos Alberto Parreira aproveitou o pouco tempo disponível para preparar os Bafana Bafana e, mais do que isso, transmitir-lhe as suas ideias sobre o funcionamento de uma equipa. O lapso defensivo dos sul-africanos a permitir o empate de Rafael Marques não coloca em causa o currículo do técnico, presente na sexta final de um Mundial, com um título conquistado a quando orientou a canarinha em 1994.

No outro encontro do Grupo, disputado na Cidade do Cabo, a França continua a desiludir e os uruguaios mostraram os mesmos defeitos, incluindo os disciplinares (um jogador foi expulso). Explicação para o fraco expectáculo e um resultado sem golos.

Tanto Raymond Domenech como Oscar Tabárez não ficaram com motivos para encarar o futuro com tranquilidade.

 



publicado por António Castro às 23:55
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010
Paraguaio Cardozo é exemplo a evitar

Mais um futebolista, entre as dezenas com perspectivas de iniciar o Mundial da África do Sul e que ficaram pelo caminho, corre o risco de entrar na extensa e sempre lamentável - para o próprio e respectiva selecção - lista de indisponíveis.

Oscar Cardozo, o melhor marcador da Liga portuguesa ao serviço do campeão Benfica, está a causar sérias preocupações ao dirigente federativo Horácio Cartes, já que o goleador «nem consegue chutar».

Desconhecendo se os responsáveis clínicos paraguaios avaliaram devidamente o estado do jogador quando chegou ao estágio da selecção,

sabe-se, no entanto, que nos últimos jogos efectuados pela equipa da Luz já evidenciava algumas limitações.

A obsessão de ultrapassar o portista Falcão na lista dos melhores marcadores do campeonato terão levado os responsáveis do Benfica

- responsáveis pelo departamento médico e, eventualmente, o treinador - a acreditar numa lesão passageira e poderão ter contribuído para o seu agravamento.

Seja quais forem os responsáveis, importa colocar um travão a avaliações superficiais ou interesses de segunda ordem, pois corre-se o risco de acabar com a carreira de um profissional.



publicado por António Castro às 23:40
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Segunda-feira, 15 de Março de 2010
Um minuto de azar

David Beckham, de 34  anos, um predestinado para o sucesso através do futebol, teve o seu minuto de azar. Uma lesão no tendão de Aquiles no último encontro do Milan na Liga italiana levou-o para uma sala de operações na Finlândia.

O ex-jogador do Manchester United, vinculado aos americanos do Los Angeles Galaxy, tudo fez para integrar a selecção inglesa no Mundial da África do Sul.

Perante a lógica exigência do seleccionador Fabio Capello no sentido de Beckham jogar num clube de nível mundial, vestia agora pela segunda vez a camisola do Milan, a título de empréstimo dos norte-americanos, para apurar a forma e justificar a convocatória.

Muitas conversações e compensações financeiras permitiram o acordo entre os dois clubes, por a paragem dos campeonatos não coincidir em Itália e nos Estados Unidos, e tudo se preparava para se cumprir o desejo do futebolista disputar o seu quarto Mundial.

Mas a pouco menos de 90 dias do início da prova aconteceu o imprevisto. A vida tem frequentes percalços e em cada dia que passa muitas são as vítimas.

Este foi notícia porque aconteceu a uma figura pública e idolatrada por milhões de adeptos do futebol em todo o mundo.



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Sábado, 5 de Dezembro de 2009
Portugal e Brasil recuam 44 anos

Aconteceu a 19 e Junho de 1966. Portugal (de Eusébio) e Brasil (de Pelé) defrontaram-se pela primeira e única vez em fases finais do Mundial no Godison Park da cidade inglesa de Liverpool. Os brasileiros ganharam antes o primeiro encontro com a Bulgária (2-0) e perderam frente à Hungria (1-3), enquanto Portugal levou de vencida estes adversários. A figura do embate final da fase de grupos chamou-se Eusébio, autor de dois golos da vitória (3-1) de Portugal, e assistiu-se à «queda» do já lesionado Pelé, que ressurgiria em 1970, no México, com novo título mundial.

O confronto repete-se 44 anos depois, com a curiosidade de no caminho dos portugueses voltar a aparecer a Coreia do Norte, no jogo dramático dos quartos-de-final que Eusébio «resolveu», e a novidade da Costa do Marfim. O último adversário da fase falará português como na grande campanha dos Magriços. Será um cenário para repetir?

As reacções ao sorteio da África do Sul surgem mais reservadas do que na qualificação, e o grupo é considerado dos mais difíceis. O seleccionador Carlos Queirós confessa: «Não custa reconhecer favoritismo ao Brasil, pela sua história e valor». E fica por aqui.

José Peseiro, que teve recentemente amargos de boca com os coreanos, garante que são «equilibrados a defender, e gostam de utilizar este sistema»

 Jesualdo Ferreira é mais exigente e considera que «chegar aos oitavos-de-final é o mínimo exigível a Portugal».

Paulo Costa, treinador do Burkina Fasso conhece bem a selecção da Costa do Marfim e garante: «Equipa forte no verdadeiro sentido da palavra, com jogadores a actuar nos melhores clubes da Europa.»

Pelo menos, o optimismo do apuramento não se repete. É meio caminho andado para evitar tantos percalços... 

 



publicado por António Castro às 02:55
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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Bósnia impede «convívio» com eslovenos

Uff! Não se fala mais em eslovenos. Calhou aos portugueses o penúltimo do ranking da FIFA e começam a aparecer as notícias sobre a capacidade dos bósnios, com uma selecção formada à base de emigrantes conceituados nas respectivas equipas e que constituíram uma surpresa na fase de qualificação.

Uma dor de cabeça para os mais cépticos, embora livres das temidas Ucrânia e Irlanda. A famosa Eslovénia calhou à Rússia, os gregos terão de medir forças com os ucranianos e os irlandeses, que falharam à tangente a qualificação em favor da Itália, defrontarão os surpreendentes, pela negativa, franceses.

Aproveitando os conceitos filosóficos de Miroslav Blazevic, um técnico sagaz com excelente currículo - terceiro lugar da Croácia no Mundial 98 e a qualificação da mesma selecção para as fases finais dos Europeu 2004 e Mundial 2006 -, por enquanto todos são candidatos ao apuramento.

Falta menos de um mês para tudo se decidir e, de Portugal à Ucrânia, haverá muitas festas e grandes dissabores. Acredite-se que Carlos Queirós tenha a receita certa para a selecção portuguesa recuperar plenamente da «doença» de há longos meses.

 



publicado por António Castro às 23:45
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Domingo, 18 de Outubro de 2009
Obsessão chamada Eslovénia

A selecção de Carlos Queirós conhecerá dentro de horas o adversário a defrontar na última hipótese para comparecer na fase final do Mundial da África do Sul.

Conhecida a decisão do presidente da FIFA em estabelecer dois potes em função do ranking dos países envolvidos, expediente que, em teoria dá oportunidade de apuramento aos mais fortes, entrou-se em Portugal numa espiral de especulação sobre as quatro hipóteses possíveis, mas a dar como «adversário certo» a Eslovénia.

França, Rússia, Grécia e Portugal terão pela frente um dos seguintes contendores: Ucrânia (23.ª do ranking), Irlanda (34.ª), Bósnia (42.ª) e Eslovénia (49.ª).

A preferência da maioria dos experts recaiu na última, como se as estatísticas e o futebol constituíssem uma ciência exacta. A ser assim, evitar-se-iam os play-off e atribuíam-se as quatro vagas da Europa às selecções mais cotadas.

Curioso é o facto da qualificação ser da Europa e a UEFA ter ficado silenciosa perante o critério estabelecido por Sepp Blatter. Perante alguns protestos de federações interessadas, Michel Platini ficou calado e aceitou esta intromissão de última hora do patrão da FIFA. O ex-futebolista francês saberá as razões.



publicado por António Castro às 23:37
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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009
Dimarca e Hungria a fugir...

Já esteve mais longe o dia em que a selecção de Portugal perderá em definitivo as esperanças de competir na África do Sul com a elite mundial.

A última jornada da fase de qualificação mostrou uma Dinamarca disposta a não ceder terreno e goleou a Albânia, com quem a equipa de Carlos Queirós empatou em casa.

A Hungria, vencedora de Malta aproximou-se da frente e, embora tenha um jogo a mais que dinamarqueses e portugueses, já conta 13 pontos, tantos como os nórdicos e mais sete que Cristiano Ronaldo e companhia.

Podem dizer que faltam ainda muitos jogos, que alguns confrontos ditarão, obrigatoriamente, perda de pontos dos rivais directos, mas cada vez surge mais longínquo um lugar garantido na "comboio" para África.

Tudo recomeça em Junho, um mês em que se desenharão certas tendências, mas a partir do que acontecer em Setembro  não haverá muita volta a dar.

A selecção de Portugal - treinador e jogadores - que se cuide, pois o tempo escasseia e as perspectivas, ao contrário do que muita gente sonha, são negras.



publicado por António Castro às 23:57
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