Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»
Sábado, 21 de Dezembro de 2013
Bruno Carvalho "envergonha" Sporting

O Nacional não deixou o Sporting obter a sexta vitória consecutiva, que lhe garantia a liderança isolada na I Liga. Os jogadores de Manuel Machado controlaram os pontos fortes dos leões, e estes não ultrapassaram as virtudes que Leonardo Jardim tinha assinalado aos madeirenses.

Infelizmente, não foram estas questões as analisadas, na maioria dos casos, seguir ao jogo. Bruno Carvalho deu o mote para a discussão até à noite de consoada, talvez por várias semanas.

«Devo dar os parabéns aos presidentes dos clubes que connosco agora estão em primeiro lugar, porque ganharam dois pontos hoje. É isso que faz deles muito bons presidentes e de mim muito mau». Assim inciou a infeliz intervenção o presidente do Sporting, mas não ficou por aqui: «Condicionado estou eu, com dores de garganta. Não faço ideia se o árbitro estava ou não condicionado. Que hoje senti vergonha de pertencer ao mundo do futebol, isso senti.»

Bruno Carvalho, depois do que afirmou, só pode demitir-se do cargo. Também não deve ouvir os jornalistas das rádios e da televisão. Os erros do futebol, incluindo no sector da arbitragem, não podem ser analisados com insinuações a outros dirigentes. Se o presidente de Alvalade está na posse de factos, tem muitas entidades para onde pode recorrer e "lavar-se" da vergonha.

uma parte do discurso de Manuel Machado também causou surpresa - ou sorrisos -, pois viu um falta de um adversário a 70 metros de distância. Ninguém sabia que usava binóculos no banco...

Por fim, a habitual lucidez de Leonardo Jardim: «O Sporting nunca perdeu ou empatou jogos por causa do árbitro. Eles não têm essa capacidade para decidir jogos. O Sporting não fez um dos seus melhores jogos frente a um Nacional competente. Em termos gerais, o Sporting empatou por não ter conseguido concretizar. Não fizemos um jogo ao nosso nível. Temos de dar mérito ao Nacional. Na primeira parte fomos muito pressionados e na segunda colocaram-nos alguns problemas em termos defensivos.»

O técnico de Alvalade limitou-se a acentuar a diferença de critérios do árbitro Manuel Mota:«Depois da entrada que o Jefferson sofreu na primeira parte que nem falta foi, aquele lance [de Slimani] nunca poderá ser falta.»

Saliente-se esta nota de bom senso na mar tempestuoso de Alvalade.

 



publicado por António Castro às 23:04
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Sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013
Do bom portista ao suficiente encarnado

O FC Porto voltou a dar espectáculo no Dragão. Mais importante do que a goleada (4-0) ao Olhanense foi a exibição do brasileiro Carlos Eduardo, que andou meses "esquecido" na equipa B. Três assistências e um golo de excelente execução confirmaram a  imagem transmitida no último jogo e devem garantir-lhe em definitivo a titularidade.

Paulo Fonseca não terá ficado agradado com o rendimento dos dragões até ao intervalo, apesar do golo de Mangala, mas os restantes 45 minutos concederam-lhe mais tranquilidade. Voltou a ver um ataque eficaz, consequência do melhor aproveitamento da movimentação de Jackson, do "aparecimento" de Herrera, e da coesão transmitida ao meio-campo por Carlos Eduardo, além dos dotes de goleador.

Se na Liga dos Campeões, o FC Porto esteve aquém das expectativas, a nível das competições nacionais Paulo Fonseca tem à disposição um lote de jogadores capaz de lutar pela renovação do titulo. Assim disponha as peças no tabuleiro em função das suas características.

O Benfica, por seu turno, saiu do Bonfim com uma vitória, mas sem convencer. Não fez um remate, na primeira parte, à baliza dos sadinos. Apenas algumas alterações de Jorge Jesus depois do intervalo concederam maior equilíbrio ao meio-campo e conduziram aos golos de Rodrigo (54 m) e Lima (69 m, de grande penalidade).

A mensagem de Natal de Filipe Vieira ainda não foi apreeendido pelos jogadores, e o treinador parece não ter encontrado as soluções para tornar a manobra da equipa mais consistente.

«Houve diferenças de uma parte para a outra. É normal. Na primeira tivemos dificuldades, com o Vitória a defender muito bem. Na segunda, alterámos posicionamentos, tivemos outra ideia de jogo, e a partida tornou-se mais fácil, também porque não houve tanta intensidade por parte do adversário», explicou o técnico dos encarnados.

A vitória permitiu não descolar dos campeões e aproveitar eventual deslize do Sporting. Mantém-se, no entanto, a irregularidade nas exibições.



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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013
Jorge Jesus recebe outro voto de confiança

O presidente o Benfica, de maneira subtil, dirigiu mais uma vez um voto de confiança a Jorge Jesus, na mensagem de Natal dirigida aos adeptos.

«Quando se ganha não significa que tudo esteja bem. Também quando se perde não significa que tudo esteja mal. Temos de melhorar no que fizemos mal, temos de persistir no que fizemos bem, mas acima de tudo não podemos deitar fora todo o trabalho que até aqui realizámos», escreve Luís Filipe Vieira no site do clube.

Além de não esconder a «desilusão» pela eliminação da Liga dos Campeões, o dirigente benfiquista considerou: «O ano 2013 acaba para todos nós com um sabor amargo que não deve ser esquecido, o final de época representa uma lição de futuro que não podemos voltar a repetir. É tempo de olhar em frente e de renovar forças para os novos desafios.»

Aquelas palavras podem não agradar a alguns contestatários ao fruto do trabalho do treinador, mas constituem uma atitude inteligente numa altura em que o Benfica ainda pode concretizar alguns objectivos da temporada.

Com a confiança reforçada, Jorge Jesus deverá sentir dupla responsabilidade, e poderá ter necessidade de fazer opções que não estariam no seu horizonte quando entrou na Luz.



publicado por António Castro às 23:03
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Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013
Mourinho em dificuldades no Chelsea

O alarme soou em Stramford Bridge. O Chelsea foi eliminada (2-1) da Taça da Liga no campo do Sunderland, ao terminar o prolongamento.

José Mourinho confessou estar frustrado pela debilidade defensiva revelada nos últimos jogos e mostra-se disposto a trocar uma toada deliberadamente ofensiva por precauções defensivas.

Recorde-se que o treinador chegou a ser criticado, tanto em Inglaterra como no Real Madrid, por sacrificar o espectáculo em favor das vitórias, opção que lhe valeu muitas críticas.

Os donos do clube londrino começam a preocupar-se e o português não está disposto a abdicar dos seus princípios, que tão bons resultados, como era de esperar, deram em Itália.

Razão para não estranhar o seu aviso: «Estamos a caminhar na direcção certa, mas é frustrante. O futebol resume-se a resultados e é bastante frustrante se tivermos de dar um passo atrás para sermos mais consistentes na defesa. Não é algo que eu queira fazer, passar a jogar em contra-ataque, mas é algo em que tenho de pensar seriamente.»

Janeiro, o mês destinado a fazer acertos nos plantéis ao aproveitar o curto período de transferências, pode oferecer um novo rosto ao Chelsea.

Realismo e capacidade de fazer alterações radicais nunca faltaram a José Mourinho.



publicado por António Castro às 22:19
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Terça-feira, 17 de Dezembro de 2013
Futeblistas contestam lucros de empresários
A iniciativa da UEFA denominada fair-play financeiro para evitar o actual desequilíbrio entre despesas e receitas dos clubes, levou outra entidade ligada ao futebol a desenvolver acções no sentido de moralizar as verbas envolvidas nas transferências de jogadores.

«O sistema de transferências sempre foi construído, e continua a ser, à custa dos direitos dos nossos membros, tanto na qualidade de trabalhadores, como de seres humanos», denunciou em comunicado o presidente da FIFPro (Federação Internacional de Futebolistas Profissionais).

Vários aspectos merecem reparos. As indemnizações aos clubes pela formação dos atletas serem calculadas com base em valores superiores ao custo real e, ainda segundo Philippe  Piat, «aos futebolistas são impostas indemnizações exorbitantes por incumprimento do contrato, inimagináveis em qualquer outro sector de atividade».

O presidente da divisão europeia da FIFPro, Bobby Barnes, revelou que 28% do valor movimentado nas transferência atinge 550 milhões de euros anuais, e «fica perdido para o futebol», cabendo aos empresários.

A FIFPro, além de apresentar o caso à Comissão Europeia pensa recorrer ao Tribunal de Justiça da União Europeia e Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

À semelhança do que acontece noutros sectores, poderá acontecer que a razão se sobreponha ao poder.


publicado por António Castro às 23:30
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Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013
Villas-Boas azarado em Inglaterra

E vão duas! André Villas-Boas foi despedido pela segunda vez de um clube inglês. Apontado como o sucessor de José Mourinho, não aqueceu o lugar no Chelsea. No Tottenham permaneceu uma temporada e quatro meses, mas desde há tempos que os adeptos do clube londrino manifestavam insatisfação pelo rendimento da equipa.

Duas goleadas quase consecutivas, a última na recepção ao Liverpool (5-0) para a Liga, constituiu o toque a rebate, e os dirigentes do Spurs tomaram a habitual atitude no mundo do futebol - chutar o treinador.

Esquecida ficou curiosa estatística de período em que o Villas-Boas esteve em Hart Lane Park. Desde há 114 anos que os registos não apressentavam 55,7 por cento de vitórias.

Simples números, pois a sobrevivência no comando de uma equipa está condicionada pelos resultados e pela conquista de títulos.

No plano internacional o dia também ficou marcado pela realização dos sorteios da Liga dos Campeões e da Liga Europa, esta com a participação de equipas portuguesas.

O FC Porto receberá o Eintracht Francfort na primeira mão dos dezasseis-avos, e o Benfica desloca-se à Grécia para defrontar o PAOK Salónica, em 20 de Fevereiro do próximo ano, e a eliminatória conclui-se oito dias depois.

Os oitavos-de-final reservam o Nápoles ou Swansea para portistas ou alemães. Ao Dnipro ou Tottenham, este já sem Villas-Boas no comando, estão destinados benfiquistas ou gregos.

FC Porto e Benfica são agora os únicos sobreviventes para atenuar os estragos sofridos pelos os portugueses na fase de grupos das duas provas europeias.



publicado por António Castro às 17:15
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Domingo, 15 de Dezembro de 2013
Águias e dragões voltam às vitórias

Benfica e FC Porto souberam ultrapassar as anunciadas dificuldades em Olhão e Vila do Conde e mantiveram o atraso de dois pontos em relação à equipa-surpresa da época. Os desaires da Liga dos Campeões já pertencem ao passado.

Jorge de Jesus, que cumpriu o último jogo de castigo na bancada, sofreu mais que Paulo Fonseca, pois os algarvios estiveram duas vezes em vantagem, mas a pressão atacante dos lisboetas prevaleceu, com Sulejmani a resolver, em lance vistoso, a conquista de três pontos no início da segunda parte.

Raul José confessou as dificuldades que o Olhanense de Paulo Alves apresentou aos encarnados e reconheceu a influência do sérvio na decisão da partida: «A equipa precisava de largura e sentimos que Sulejmani, pelas suas características diferentes de Ivan Cavaleiro, podia ser importante dentro de campo naquele momento.»

O FC Porto teve mais facilidades no confronto com o Rio Ave, que sentiu dificuldades em impor uma manobra consistente, assinalada desde que passou a ser orientado por Henrique Calisto.

Cerca dos 20 minutos, o vila-condense Fraga ainda respondeu ao tento prematuro de Maicon, mas Jackson concretizou com mais um golo a superior eficácia portista, e Danilo (82 m) colocou ponto final na discussão do resultado.

Paulo Fonseca introduziu alterações no onze derrotado pelo Atlético Madrid, com a titularidade atribuída a Carlos Eduardo e Licá, e o primeiro confirmou boas condições para ser uma mais-valia.

«A equipa apresentou-se bem. Foi uma vitória natural. Carlos Eduardo deu outra dinâmica à equipa. O Rio Ave povoou muito o corredor central e o Carlos foi inteligente e percebeu que poderia fazer a diferença junto aos corredores laterais», salientou o treinador portista.

Uma nova vedeta está a despontar no Dragão.



publicado por António Castro às 23:31
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Sábado, 14 de Dezembro de 2013
Sporting em alta voltagem

O Sporting continua embalado. O Belenenses, que já causou alguns estragos ao FC Porto e Benfica com empates (1-1), respectivamente no Restelo e na Luz, apenas assustou o Sporting até ao momento em que o árbitro assinalou (mal) uma grande penalidade transformada por Adrien Silva.

E o árbitro voltou a errar, em sentido contrário, ao deixar passar uma falta sobre Montero dentro da área.

Notório que o golo sofrido naquelas condições afectou os homens do Restelo, embora mantivessem por cerca de meia-hora o marcador inalterado.

A pressão exercida pelos leões depois do intervalo foi decisiva e excelente jogada de Carrillo permitiu a André Martins bater de novo o guarda-redes azul, que ainda foi desfeiteado por Wilson Eduardo.

O Sporting entrara na segunda parte com elevada rotação, repetindo o espectáculo e os golos dos melhores momentos de anteriores jogos.

Leonardo Jardim mantém um discurso positivo, mas recusa a euforia: «Mais importante que a classificação é trabalhar sobre o nosso processo, é mostrar intensidade, disciplina táctica e qualidade. Mostrámos isso tudo num jogo equilibrado. Sabíamos que o adversário ia colocar intensidade e grande poder físico e muito jogo directo, partindo o jogo, o que é difícil para quem quer pressionar. Na segunda parte voltámos a ser melhores que o adversário, que teve menos intensidade e com isso criámos desequilíbrios.»

Nas próximas seis jornadas surgirão sinais se o Sporting será esta época candidato ao título.



publicado por António Castro às 23:37
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Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2013
Madeirenses seguram ponto em Coimbra

Académica e Marítimo abriram a 13.ª jornada da I Liga com mais um empate. Makelele colocou os estudantes em vantagem na primeira parte, mas Derlei fixou o nulo final de um jogo de luta mas sem grandes motivos de interesse. Excepção aos golos, ambos de cabeça e a iludir quase da mesma maneira os guarda-redes.

Os treinadores, no entanto, tiveram opiniões diferentes, como se tivessem assistido a dois jogos.

Sérgio Conceição considerou: «Era um jogo complicado. Na segunda parte soltámo-nos um pouco mais e a grande oportunidade para desempatar a partida é nossa, mas penso que o resultado é justo.»

Pedro Martins não tem dúvidas: ««Não foi um bom resultado porque fomos superiores durante os 90 minutos. Dominámos em toda a linha, tivemos mais posse de bola e mais oportunidades. Fizemos um jogo absolutamente fabuloso

Quem está a exagerar?



publicado por António Castro às 23:46
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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2013
Paulo Sousa sobrevivente na Liga Europa

Paços de Ferreira, Vitória de Guimarães e Estoril tinham o destino traçado (eliminação) antes da última ronda da fase de grupos da Liga Europa.

Com duas equipas a jogar em casa esperava-se que conseguissem, pelo menos, arrecadar alguns euros, mas foi o conjunto que actuou no estrangeiro o único a partilhar o prémio com o adversário.

O Paços de Ferreira foi à Roménia defrontar o Panduriu e regressou com um empate (0-0). O Guimarães recebeu os franceses do Lyon e perdeu (2-1), tal como o Estoril, que perante os checos do Liberic sofreu idêntica derrota.

Em termos de classificação. os vimaranenses ficaram em terceiro lugar (5 pontos) no seu grupo, os pacenses também a seguir aos apurados (3 pontos) e os estorilistas em último (3).

Uma participação confrangedora, a juntar ao comportamento do FC Porto e Benfica, relegados da Champions para a Liga Europa, o que indicia um futuro nada prometedor, logo à partida com menor número de clubes nas competições europeias.

Paulo Sousa é a única nota positiva até este momento. Como treinador conduziu o Maccabi Telavive ao segundo lugar do respectivo grupo e ascendeu ao patamar para onde desceram portistas e benfiquistas.

Parabéns ao antigo internacional, campeão mundial de Sub-20 em 1989, e com vários títulos em clubes europeus no palmarés.



publicado por António Castro às 23:15
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Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013
Dragão desilude até ao fim

«Quem comete tantos erros não merece seguir em frente». Frase insuspeita do El Comandante Lucho Gonzaléz que explica a desoladora carreira do FC Porto na Liga dos Campeões.

Uma equipa que não consegue ganhar um único jogo em casa na fase de grupos - Atlético Madrid (1-2), Zenit (0-1) e Áustria de Viena (1-1) - compromete irremediavelmente o apuramento. Garantiu a presença na Liga Europa com os mesmos pontos (5) do último, porque os austríacos só melhoraram de rendimento na fase final da competição.

A equipa de Viena, que goleou (4-1) na visita aos russos na última jornada, escancarou as portas dos oitavos-de-final aos portugueses, mas Paulo Fonseca não conseguiu a vitória no campo do dominador do grupo, o eficaz Atlético de Madrid.

Diego Simeone, o treinador e antigo jogador dos colchoneros, fez gestão do plantel, acautelou as linhas recuadas e explorou o contra-ataque, mortal para os portistas. E, apesar de quase todas as estatísticas se apresentarem a seu favor, os dragões não tiveram talento para evitar dois golos em Vicente Calderón.

Assim caiu do céu o apuramento ao Zenit de Sampetersburgo.

Paulo Fonseca continua fragilizado no Dragão e de pouco servirão as reacções ao encontro em Espanha: «Poderíamos ter saído daqui com outro resultado, mas quem sofre estes golos dificilmente tem hipótese de passar nestas competições. Não é este resultado que deixa o FC Porto fora da Champions. Foi claramente em casa que falhámos.»

E que falhanço!



publicado por António Castro às 22:45
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Terça-feira, 10 de Dezembro de 2013
Benfica: a vitória inglória

O Benfica encontrava-se em situação curiosa antes do último encontro da fase de grupos da Liga dos Campeões  frente ao PSG. Precisava de

fazer melhor do que o Olympiakos na visita do Anderlecht, isto é, empatar se os gregos perdessem, ou ganhar se a equipa da Grécia empatasse.

Os encarnados venceram, mas a "tragédia" abateu-se na Luz. Os belgas não resistiram num encontro com dois golos de Saviola, cometeram três grandes penalidades (uma falhada pelo ex-benfiquista) e sofreram três expulsões.

Acrescente-se outra situação pouco vulgar. Não foram os franceses que atiraram os portugueses para a Liga Europa. O mal vinha detrás, quando o Benfica empatou com o Olympiakos na Luz e perdeu em terras helénicas. Ficou logo aí em desvantagem com os gregos no caso de igualdade pontual.

A equipa de Laurent Blanc apresentou-se em Portugal sem alguns titulares, e mesmo sob a pressão inicial do Benfica marcou primeiro (Cavani), mas pouco antes do intervalo consentiu o empate numa grande penalidade apontada por Lima.

Depois, os parisienses recuaram sobre a defesa, a pensar apenas nos contra-ataques, e não resistiram num lance em que Gaitán selou a compensadora vitória apenas em termos financeiros.

Jorge de Jesus rendeu-se à evidência dos números, mas sem aceitar a superioridade dos gregos: «O Benfica fez uma segunda parte melhor do que a primeira, mais pressionante, e esteve melhor fisicamente do o adversário Era importante ter vencido, pena não dar o apuramento. Neste grupo, eram o PSG e o Benfica as melhores equipas.»

Agora, o treinador já sonha em repetir a presença na final da Liga Europa. Talvez seja demasiado cedo.



publicado por António Castro às 22:30
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Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013
Sporting recorda velhos tempos

Fredy Montero volta a mostrar a sua raça e o Sporting goleia o Paços de Ferreira. A vitória de ontem  permite aos leões lembrar tempos antigos.

Henrique Calisto montou a estratégia pacense no reforço do meio-campo e exploração do contra-ataque. Expediente que segurou a esperada pressão ofensiva leonina, embora não evitasse que William Carvalho tenha feito o gosto ao pé antes do intervalo.

O pior para os nortenhos veio a seguir, por erros próprios e artes de Montero ao aproveitar um ressalto da bola num adversário e uma grande penalidade. Não foram, é certo, "obras de arte", mas o colombiano confirmou o "faro" para o golo - já contabilizou 11.

Ao cair do pano ainda se mostrou André Martins, pois fixou a goleada que levou o Sporting ao primeiro lugar do campeonato, em igualdade pontual com os rivais da Luz.

Leonardo Jardim foi sincero sobre as consequências imediatas da vitória: «Estaria a mentir se dissesse que preferia estar em segundo do que em primeiro. Neste momento estamos em primeiro com outra equipa de forma meritória.»

Sobre o título teve o discurso de sempre «Não podemos limitar o que os outros pensam de nós, sejam adeptos ou jornalistas. Sabemos para onde queremos ir», enfatizou.

Henrique Calisto lembrou: «Jogámos frente a uma equipa moralizada, que podia ser líder. Há muito tempo que não tinha este desiderato antes do Natal. É uma vitória justa.»



publicado por António Castro às 17:34
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Domingo, 1 de Dezembro de 2013
Lima foi vedeta em Vila do Conde

As preocupações do Benfica em Vila do Conde existiram apenas durante quatro minutos. É certo que houve equilíbrio na fase inicial, mas uma falha do guarda-redes vila-condense Ederson deu facilidades a Rodrigo para marcar o primeiro golo.

Quando Ukra, na segunda parte, estabeleceu a igualdade num belo lance, renasceu a esperança entre os locais. Só que Lima estava inspirado e desfez a igualdade quase de seguida na marcação de um livre de soberba execução. E foi o mesmo brasileiro, passados seis minutos, a acabar com as esperanças da equipa de Nuno Espírito Santo.

Enquanto o treinador do Rio Ave considerou a derrota imerecida, Raul José, adjunto do castigado Jorge Jesus, fez leitura diferente: «Penso que tivemos sempre grande intensidade no jogo. Apesar do Rio Ave ter chegado ao empate, nunca perdemos a identidade e voltámos a comandar. Fomos uma equipa competente, pelo que merecemos o resultado.»

O Benfica aproveitou o desaire do FC Porto em Coimbra e ganhou nova confiança. O campeonato, que alguns admitiam quase resolvido, promete.



publicado por António Castro às 22:15
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