Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»
Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
Itália não dá valor ao puritanismo

Nos últimos dias, o nome de José Mourinho surge em tudo que é jornais, sites e blogues, com os comentários mais diversos - elogios não faltam e também sobram os insultos - sobre a polémica táctica utilizadapara eliminar o poderoso Barcelona.

Muita gente já esqueceu - ou não tem memória - que no futebol italiano, desde os tempos do «mago» Helénio Herrera fez escola o célebre catenaccio, interpretado por jogadores admirados em todo o mundo e que, conjugado com a astúcia de certos avançados, conduziu a inesperadas vitórias.

O Mundial de Espanha (92) foi um dos exemplos. A selecção do Brasil, treinada por Telé Santana, praticava um futebol de encantar, graças a jogadores com a classe dos médios Zico, Falcão e Sócrates, e ainda de Éder, Dirceu, Junior e Cerezo. A Itália orientada por Enzo Bearzot, não conseguiu ganhar qualquer jogo da primeira fase e apareceu na Catalunha destinada a ser o «bombo da festa» numa segunda fase que incluía os canarinhos e a Argentina de Maradona.

Puro engano. O conjunto que tinha como pedras basilares o guarda-redes Buffon, os defesas Baresi (actual adjunto de Mourinho), o rápido e tecnicista extremo Conti e os sagazes Altobelli e, em especial, Paolo Rossi começou, por derrotar a Argentina (2-1), que também perdeu com os brasileiros (3-1). E quando nas ramblas os brasileiros festejavam por antecipação o apuramento, aconteceu a chamada «tragédia de Sarriá» (recinto do Espanhol).

Os italianos ainda deram hipóteses a Sócrates e Falcão de marcar, mas a tradicional astúcia transalpina teve plena expressão nos três golos apontados por Rossi, a grande sensação do campeonato. Depois caíram a Polónia e a Alemanha.

Recordar estes dias vividos em Barcelona, entre Sarriá e Nou Camp, até à final de Madrid, tem por objectivo salientar que o futebol transalpino ainda mantém certa fidelidade à cultura do passado, embora assente num conceito nem sempre praticado por Helénio Herrera («em futebol é a surpresa, a velocidade, e variações inesperadas que abrem os caminhos do golo»). Um técnico que venceu três campeonatos de Itália, duas Taças dos Campeões e duas Taças Intercontinentais, precisamente ao serviço do Inter.

O caminho possível de José Mourinho perante o possante Barça não poderia desviar-se muito daqueles princípios, sob pena de ser humilhado pelo adversário e triturado num país - recorde-se - já campeão do mundo quatro vezes (1934, 1938, 1982 e 2006) e finalista vencido em duas, ambas com o Brasil (1994 e 1970).

Talvez assim se percebam melhor os elogios do seu presidente Massimo Moratti e do conceituado treinador Alex Fergusson.

 

 

 

 



publicado por António Castro às 23:50
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Quinta-feira, 29 de Abril de 2010
Quique Flores melhora imagem

O treinador espanhol Quique Flores, despedido do Benfica no final da época passada, por «triste e má figura», já qualificou o Atlético de Madrid para duas finais: Liga Europa e Taça do Rei.

Na competição espanhola terá o Sevilha como adversário. Na prova europeia defrontará o Fulham, depois de afastar o Liverpool em Anfield Road, coisa que o Benfica não conseguiu há poucas semanas.

Depois da vitória tangencial (1-0) em Vicente Calderón, os colchoneros do ex-benfiquista Simão Sabrosa e do ex-portista Paulo Assunção (Tiago está impedido porque já efectuou jogos europeus pela Juventus nesta temporada) não evitaram o prolongamento, durante o qual sofreram mais um golo. Forlán, no entanto, acabou com as ilusões dos ingleses treinados por Rafa Benitez, graças a um tento que, em termos de apuramento, valeu por dois. Não se deve esquecer, no entanto, que Fernando Torres, o grande trunfo do Liverpool e principal responsável pela eliminação da equipa de Jorge Jesus, esteve ausente devido a uma operação, e é duvidosa a sua presença na selecção espanhola no Mundial.

Quique Flores poderá dar a volta por cima depois da estada em Portugal e tem possibilidades de compensar o descontentamento provocado pela irregularidade de exibições na Liga espanhola. Não bastará, no entanto, a caminhada vitoriosa nas duas provas, pois os adeptos exigem agora os respectivos troféus.

 

 



publicado por António Castro às 23:57
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
Mourinho sem preconceitos

Uma «camioneta com atrelado» colocada à frente do guarda-redes brasileiro Júlio César e mais uma linha em que se incluíam os restantes jogadores, à excepção de Milito - mais tarde de Eto'o - chegaram ao Inter para apenas ceder um golo (fora-de-jogo) em Nou Camp e eliminar o Barcelona da Liga dos Campeões e ter como adversário o Bayern de Munique na final de Madrid.

Mesmo antes do conjunto italiano ficar reduzido a dez elementos, por expulsão do brasileiro Thiago Motta, era evidente que o treinador português optou por utilizar todos os expedientes legítimos para não deixar Messi e companheiros desenvolverem o seu habitual carrossel, qual sedativo, antes do ataque final às redes adversárias.

Simplesmente, foi o pouco atraente futebol dos transalpinos que anulou por completo o excelente futebol posto em prática na época passada por Pep Guardiola e impediu os catalães de tentarem a revalidação do título europeu.

Além disso, torna-se evidente que os jogadores do Barcelona estão a praticar um futebol de baixo andamento e só surgiram mais expeditos na fase final da partida, graças à moralização concedida pelo tento de Piqué.

Assim sendo, frente à solidez defensiva, permanente entreajuda dos interistas e atenta vigilância sobre Messi, era quase impossível aos campeões espanhóis impor a toada que já proporcionou a tantos êxitos.

Em Portugal, os treinadores das equipas mais apetrechadas desculpam-se quando os adversários se servem da «camioneta» e conseguem resultados inesperados. José Mourinho, que mais uma vez afirmou não gostar do futebol italiano, não teve esses pruridos para atingir o máximo objectivo.

Aliás, na análise aos dois encontros, o Inter fez uma grande exibição em Milão, enquanto o Barcelona claudicou tanto em Itália como em Espanha. 



publicado por António Castro às 23:56
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010
Disciplina ao desbarato

Quando Jesualdo Ferreira já estava preparado para seguir o próximo embate do FC Porto sentado na bancada, eis que surge uma decisão surpreendente da tão rigorosa Comissão Disciplinar da Liga em anteriores ocasiões.

A expulsão do treinador de FC Porto pelo árbitro lisboeta Pedro Henriques, devido a diálogo aceso mantido no final do encontro ao alcance das câmaras de televisão.

Apesar de não se conhecer o teor do diálogo (o cartão amarelo mostrado a Falcão, a impedir a presença do goleador no desafio com o clube da Luz, é hipótese admissível) aquela decisão só poderia conduzir, pensavam os mais ingénuos, a um jogo de castigo, pelo menos.

Afinal, um treinador que na sua carreira nunca fora obrigado a abandonar o banco, acabou com a «caderneta limpa», pois foi castigado com uma advertência mais multa e, separadamente, outra multa, num montante total «exorbitante» de 500 euros.

Decisão que sugere, além de outros pensamentos que nos dispensamos de referir, que o órgão disciplinar está a seguir a técnica dos feirantes. Fazem tudo mais barato quando se aproxima a hora de desmontar a barraca.

 



publicado por António Castro às 23:52
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010
Belenenses compromete futuro

O Belenenses não resistiu à incapacidade de se reformular nos últimos anos - apenas adiou a queda no abismo ao beneficiar de problemas de terceiros - e voltou à Liga de Honra, por onde teve efémera passagem há 12 temporadas.

Os tempos são outros, de maiores dificuldades, e um clube que tem sobrevivido apenas pela paixão de alguns adeptos indefectíveis - os jovens já não encontram aliciantes para aderir -, e sem timoneiros com capacidade e influência para amenizar prejuízos e valorizar o plantel, tornou irreversível a situação causada pela derrota em Guimarães.

Tudo agora será mais complicado de resolver, a continuarem as divisões patentes na última assembleia geral, e o terceiro «histórico» de Lisboa dificilmente evitará penosa travessia do deserto, caso de outros emblemas de prestígio, agora remetidos ao anonimato.

O perigo ronda o Restelo.



publicado por António Castro às 23:53
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Belenenses compromete futuro

O Belenenses não resistiu à incapacidade de se reformular nos últimos anos - apenas adiou a queda no abismo ao beneficiar de problemas de terceiros - e voltou à Liga de Honra, por onde teve efémera passagem há 12 temporadas.

Os tempos são outros, de maiores dificuldades, e um clube que tem sobrevivido apenas pelo paixão de alguns adeptos indefectíveis - os jovens já não encontram aliciantes para aderir -, e sem timoneiros com capacidade e influência para amenizar prejuízos e valorizar o plantel, tornou irreversível a situação causada pela derrota em Guimarães.

Tudo agora será mais complicado de resolver, a continuarem as divisões patentes na última assembleia geral, e o terceiro «histórico» de Lisboa dificilmente evitará penosa travessia do deserto, caso de outros emblemas de prestígio, agora remetidos ao anonimato.

O perigo ronda o Restelo.



publicado por António Castro às 23:53
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Domingo, 25 de Abril de 2010
Tudo igual à vista da meta

O Sporting de Braga não desarma. Passou mais um obstáculo - agora na Figueira da Foz - com um resultado convincente (4-0) - e adiou, matematicamente, a atribuição do título ao Benfica.

Parecerá uma ousadia esta frase, mas assumimos não acreditar que a equipa da Luz perca a totalidade dos seis pontos que ainda se encontram em disputa. Se a visita ao Dragão pode interromper este ciclo vitorioso dos encarnados, a posterior recepção ao Rio Ave não deixa grande margem para se admitir como aplicável nestas circunstâncias a ideia de no futebol tudo ser possível de acontecer acontecer.

Este foi o argumento usado por Domingos Paciência depois da brilhante exibição frente à Naval, embora possa aceitar-se que a capacidade dos minhotos permitirá passar incólumes na visita ao Paços de Ferreira e na deslocação à Madeira (Nacional). Cremos estar o Sporting de Braga mais perto de assegurar o segundo lugar do que atingir o primeiro.

O Sporting de Carlos Carvalhal também não aproveitou a oportunidade de se fixar definitivamente na quarta popsição - acesso à Liga Europa - ao esbanjar inúmeras oportunidades de golos, como se queixa Carlos Carvalhal e reconhece o técnico da União de Leiria, Lito Vidigal. Só que os jogos ganham-se com golos, e as falhas na finalização são apenas desculpas já sem sentido.

Curiosamente, o eventual contemplado poderá chamar-se Vitória de Guimarães, que já «vendeu» o seu treinador Paulo Sérgio ao clube de Alvalade.

Ironia do destino ou ingenuidade de dirigentes?

 



publicado por António Castro às 23:53
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Sábado, 24 de Abril de 2010
Braga e Naval têm a palavra

Cinco golos marcou o FC Porto em Setúbal e outros tantos o Benfica ao Olhanense na Luz. Houve, no entanto, substanciais diferenças entre os dois jogos.

Enquanto os pupilos de Manuel Fernandes - ainda a sentirem a corda apertada na garganta, pela possibilidade matemática de caírem num lugar de despromoção -, conseguiram marcar dois tentos, a equipa treinada por Jorge Costa - a viver idêntico drama - ficou em branco.

Diferente também o ambiente, pois a contestação dos portistas à amostragem pelo árbitro de um cartão amarelo a Falcão, impeditivo do colombiano defrontar o Benfica, acabou na expulsão do treinador Jesualdo Ferreira. Duas baixas com reflexos diferentes, mas de qualquer maneira importantes.

Na Luz, o ambiente foi de festa em todos os sentidos. As bancadas repletas levaram as assistências em jogos oficiais a ultrapassarem o milhão. O primeiro golo apareceu nos minutos iniciais e Cardozo não perdoou a grande penalidade. A equipa algarvia nunca mostrou capacidade para evitar a goleada.

Mais uma jornada de festa entre os encarnados, a maioria sem dúvidas sobre a conquista do título; apenas divergências quanto ao momento ideal de se concretizar essa tão ambicionada meta.

Alguns jogadores gostariam de fazer a festa nas Antas, outros querem a consagração em casa no jogo com o Rio Ave. Caso de Jorge Jesus ao afirmar: «Prefiro ser campeão a jogar.»

O Sporting de Braga e o seu treinador Domingos tem nas suas mãos a resolução imediata - deslocação à Naval - desta «paciência» ou adiar por uma semana.



publicado por António Castro às 23:54
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010
«Galhardetes» entre treinadores

Carlos Queirós e Jorge Jesus entraram numa «guerrinha» nas últimas horas, tudo por causa da referência a um jogador do Benfica.

Ao que parece, o treinador da Luz não terá gostado que o seleccionador declarasse que há cerca de ano e meio  se apercebeu que o jovem Fábio Coentrão revelava grandes potencialidades para desempenhar um lugar na esquerda da defesa.

Embora sem referir estas declarações, Jorge de Jesus defendeu, na TV do Benfica, que os seus pupilos Carlos Martins, Rúben Amorim e também o citado Fábio Coentrão deveriam ser incluídos na selecção presente no Mundial da África do Sul. E foi mais longe: «Se tal não acontecer, então anda muita gente distraída».

O responsável pela equipa de Portugal arranjou mais um conselheiro ou pode acrescentar outro nome à sua lista de críticos?

 



publicado por António Castro às 23:44
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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010
Apoio inédito à Liga

Longos anos se passaram até que houvesse entendimento entre os clubes, em especial os mais poderosos, para a criação de uma Liga de Futebol em Portugal.

Criada em 3 de Fevereiro de 1978, designada Liga Portuguesa dos Clubes Profissionais de Futebol, viveu períodos conturbados e de quase nula actividade até 22/9/88. Nesse dia, graças à fusão de duas entidades entretanto criadas, surgiu com designação mais simples - Liga dos Clubes, também com sede no Porto. Valentim Loureiro (Boavista) foi o primeiro presidente, entre Abril de 1989 e 1991, mas volta a atravessar uma fase de estagnação.

Mais tarde passa a designar-se Organismo Autónomo, e em Fevereiro de 94 Valentim Loureiro regressa por seis meses; Manuel Damásio (Benfica) por idêntico período; e Pinto da Costa (FC Porto) gere os seus destinos em 95/96.

Valentim Loureiro inicia nova era na presidência de uma entidade já com o actual nome entre 1996 e 2006. Nos último quatro anos, período quase a expirar, Hermínio Loureiro foi eleito para a presidência.

Breve historial de uma entidade com assento na FPF e o objectivo de gerir as competições profissionais e defender os interesses específicos dos respectivos clubes, que foi gerida por maioria de dirigentes nortenhos e nunca reuniu consenso.

Fernando Gomes, ex-dirigente da SAD portista, aparece agora como candidato e, atendendo aos apoios recebidos, os últimos dos presidentes do Benfica e do Sporting, não deverá encontrar obstáculos à eleição.

O futebol profissional necessita de uma liderança consensual, com ideias para promover o espectáculo-negócio e isenta de preconceitos clubistas.

É isso que se espera do futuro presidente.

 



publicado por António Castro às 23:54
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Quarta-feira, 21 de Abril de 2010
Promessa original

«Vou para ser campeão!»

Ao longo dos meus anos de profissional ouvi esta frase proferida por muitos técnicos, em vários clubes, em idioma português ou estrangeiro.

Na maioria dos casos, esse desejo legítimo de quem acredita nas suas possibilidades e no valor dos recursos colocados à disposição acabou em desilusão. As confirmações aconteceram, mas atingem números tão reduzidos que não constituem a regra, apenas se apresentam como excepções que a confirmam.

O passado de Paulo Sérgio - desportivo e algumas facetas pessoais - ocuparam páginas de sobra na imprensa escrita e apenas referiram qualidades e elogios ao ainda treinador do Vitória de Guimarães.

Não estamos em condições para colocar em causa essas opiniões. Apenas temos apreciado a carreira do clube sob sua orientação, pelo que o único reparo que agora podemos fazer é ter optado por um discurso estafado e, por enquanto, não assente em bases concretas.

Há anos que o Sporting pretende reconquistar um lugar de topo, mas poucos troféus - de provas menores do futebol português - entraram na sala de troféus de Alvalade.

Desejar melhor sorte ao futuro treinador do que a Paulo Bento e Carlos Carvalhal é o mínimo que se pode desejar. Caso contrário, ainda terá de agradecer aos dirigentes de Alvalade o facto de ter «representando um clube com história e grandeza , que lhe enriqueceu o currículo».

Estas foram as «caridosas» palavras dirigidas ao seu antecessor, apesar de tantas vicissitudes.

Nem dá para acreditar.



publicado por António Castro às 23:55
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Terça-feira, 20 de Abril de 2010
Mourinho ganha primeiro «round»

Uma parte está cumprida com distinção por José Mourinho. Em Camp Nou, dentro de oito dias, se verá qual será a reacção de Pep Guardiola e o desfecho desta meia-final da Liga dos Campeões.

Milão assistiu a um grande espectáculo e os campeões italianos cometeram uma proeza fora das previsões mais optimistas. Ninguém esperava que o «grande» Barcelona da época passada tivesse tantas dificuldades para impor o seu futebol, e o Inter conseguisse tal eficácia ofensiva - três golos marcados ao campeão europeu em título, facto que não acontecia desde a entrada do actual técnico.

Os espanhóis queixam-se da arbitragem de Olegário Benquerença; os italianos abordam pequenos casos; os portugueses nem disso falam.

Quem assistiu ao jogo através da televisão não pode dizer que todas as decisões foram acertadas, mas nem sempre prejudicaram os catalães.

Neste primeiro round torna-se indiscutível que José Mourinho deu a receita certa aos seus jogadores para contrariar a «teia» do adversário, e Schneider e companhia complementaram uma exibição quase impecável, através deum contra-ataque rápido e inteligente que entonteceu a defensiva catalã.

Os frutos estão à vista e não podem sofrer contestação. Se serão suficientes, resta esperar.



publicado por António Castro às 23:55
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010
Paulo Sérgio «eleito» e Hélder Postiga marca

Paulo Sérgio já é líder dos futuros treinadores, tal como Carlos Carvalhal ganhou no Sporting o título dos dispensados.

No dia em que se completou a 27.ª jornada da I Liga, os sites de A Bola e do Record dão como certa a transferência do primeiro de Guimarães para Alvalade no final da época, embora ainda se desconheça se a CMVM foi informada pelo clube desta decisão e quais as condições da saída dos minhotos, segundo parece fixadas em 500 mil euros.

Aliás, os leões açambarcaram as notícias neste dia, pois Hélder Postiga, notabilizado como avançado do FC Porto, marcou pela primeira vez esta época pelo Sporting. Quanto terá custado este toque para a baliza aos cofres geridos por José Eduardo Bettencourt?

Um golo que concedeu três pontos ao Sporting e consolidar a perspectiva de disputar a próxima edição da Liga Europa, aquilo que lhe resta depois de quatro presenças consecutivas na Liga dos Campeões.

O Vitória do Setúbal - treinado por um símbolo de Alvalade (Manuel Fernandes) - deixou escapar o empate. Seria uma pequena ajuda para ficar mais longe da zona da despromoção, ainda a quatro pontos de distância.

Carlos Carvalhal, entretanto, não consegue disfarçar o desgosto pelo futuro imediato não passar pelo Sporting e pela maneira como todo o processo decorreu. Caso contrário não diria que está a «trabalhar num contexto difícil».

Louve-se o seu espírito de sacrifício, mas com qualquer outra pessoa mais temperamental já teria passado a pasta ao «competente« Costinha, porventura um bom responsável técnico interino em embrião.

 



publicado por António Castro às 23:57
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Domingo, 18 de Abril de 2010
Pior altura para festejar um título

Num momento em que já se sabia, devido à vitória do Benfica em Coimbra, que o FC Porto cederia o título de campeão, a Federação Portuguesa de Futebol entregava o troféu do ano passado, no qual a equipa comandada por Jesualdo Ferreira conquistara o tretacampeonato para os portistas.

 

A expressão do capitão Bruno Alves - e até o comprometedor semblante de Gilberto Madaíl  - seriam bem diferentes se a entrega do troféu tivesse ocorrido imediatamente a seguir ao termo da prova, como acontece na maioria dos países.

 

O argumento de se tornar necessária a homologação do campeonato não justifica semelhante atraso, pois na Taça de Portugal esse expediente de índole burocrático não é considerado.

 

Se o bom senso imperasse entre pessoas com responsabilidades no futebol, seria impensável assistir-se a este triste - para não utilizar adjectivação mais contundente - espectáculo.

 

Na sequência dessa «insólita» cena, refira-se que o FC Porto não sentiu dificuldades para levar de vencida um Vitória de Guimarães ainda a sonhar com um lugar na Liga Europa. Intenção que Jesualdo Ferreira também revelou relativamente à Liga dos Campeões.

 

O técnico do Dragão só abdica dos objectivos quando são matematicamente impossíveis de atingir, mas desalojar o Sporting de Braga ainda faz parte das suas conjecturas - faltam três jogos e o atraso é de cinco pontos!

 

Jorge Jesus também não desperdiçou a deslocação a Coimbra para manter os seis pontos de avanço sobre os bracarenses, mas surgiu com um discurso mais cauteloso do que acontecia ainda há semanas. Considera que ao Benfica falta «um pequeno passo, mas é o mais difícil». Será isto o que realmente pensa, depois do êxito sobre a equipa dirigida por André Villas Boas não se apresentar tão concludente como em anteriores ocasiões, em especial nos números?

 

O Belenenses, mais uma vez, tem o destino traçado - descida de escalão. Será a terceira vez consecutiva que tal acontece, embora nas duas anteriores, dificuldades econónicas de outros clubes da I Liga tivessem concedido um lugar aos azuis do Restelo.

 

Diz-se o povo «não haver duas sem três», mas os dirigentes da histórica colectividade do Restelo não devem esperar por mais um «milagre» e pensar na adaptação das estruturas às actuais realidades, com perspectivas de se agravarem caso continue a deserção dos sócios verificada nos últimos meses.  

 

 

 

 

 

 



publicado por António Castro às 23:50
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Sábado, 17 de Abril de 2010
Braga cumpre em dia de prenda para Di Maria

O Sporting de Braga cumpriu perante o Leixões, embora pareça mais reduzido o campo de manobra para anular os seis pontos que o separa do Benfica e concederia a suprema glória aos minhotos: o título de campeão.

Domingos Paciência ainda acredita e exclama «Vamos ver se é desta!», na expectativa de uma escorregadela do Benfica na deslocação à Académica. Há que aguardar cerca de 24 horas, mas torna-se difícil admitir que Jorge de Jesus não deixará de utilizar, ainda com superior ênfase, os trunfos que levaram a sua equipa a renascer de um passado sombrio e conduzi-la a posição invejável.

Os jogadores estão moralizados e em Coimbra entrará em campo um Di Maria altamente motivado pela certeza de que Maradona já o incluiu na selecção da Argentina para a África do Sul. Um sonho concretizado numa época de muito empenho, e agora tudo fará para não estragar este primeiro dia em que se abrem as portas da fama.

A Paciência está destinado ter... paciência até ao momento da decisão. 



publicado por António Castro às 23:51
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