Análise das questões do desporto e, em especial do futebol, feita por António Castro, agora mais distante dos centros de decisão, ao contrário do que aconteceu durante 40 anos ao serviço do extinto «Mundo Desportivo» e do «Diário de Notícias»
Sábado, 31 de Janeiro de 2009
Sporting em risco no Carnaval

Há alguns anos, o Sporting perdia as ilusões de ser campeão quando se atingia a época do Natal. Com o passar do tempo, a tradição deixou de ser o que era, embora sem especiais êxitos leoninos.

Esta época, porém, são já demasiadas as oportunidades que os leões desperdiçam para se impor no panorama nacional, e afigura-se que o futuro ficará muito comprometido por alturas do Carnaval.

No início da temporada não houve em Alvalade quem não prometesse o título - presidente, treinador e jogadores. Admite-se que façam esforços nesse sentido, mas os factos mostram que nem os dirigentes do clube e da SAD conseguiram o desejado equilíbrio nas contratações e cedências; o treinador não consegue incutir na equipa um rendimento consequente e  dinâmica de vitórias; uma parte dos futebolistas parece pensar menos nos títulos e mais nos brilharetes individuais, para auferirem mais dinheiro noutras paragens.

Os principais elementos da hierarquia do clube saberão quais as medidas para inverter o rumo dos acontecimentos e não devem esperar mais tempo nem ter contemplações.

Caso contrário, começará a definhar mais um histórico do futebol português e do desporto erm geral. 



publicado por António Castro às 23:55
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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
"Insólito", só...

A dúvida que paira sobre um dos concorrentes às meias-finais da Taça de Portugal - Guimarães ou Belenenses - provocou desencanto no treinador do Benfica. Quique Flores, ao salientar o facto de, na segunda-feira, efectuar um treino sem conhecer qual o adversário do desafio a realizar na quarta, disse nunca tal lhe ter acontecido e considerou ser "insólito".

Compreende-se a adjectivação utilizada pelo treinador, a viver num país estrangeiro e cauteloso em proferir afirmações polémicas, que possam repercutir-se negativamente na sua imagem e na do clube.

Convenhamos, no entanto, que não se trata de um caso insólito, "mas vergonhoso". Já veio a público que uma decisão do Conselho de Justiça mais célere ficou inviabilizada pelo segundo recurso apresentado pelo Belenenses, devido ao cumprimento dos trâmites processuais. Aceita-se a explicação, mas é incompreensível que para situações de excepção não esteja previsto um processo mais expedito.

O futebol português continua a cobrir-se de ridículo, e tudo se complicará quando aparecerem as primeiras reacções à recente decisão do Tribunal Constitucional. Pode acontecer que o FC Porto não seja penalizado em seis pontos, Pinto da Costa não sofra castigo; e o Boavista não devesse ser despromovido.

Pergunta-se: quem não tem vergonha de tudo isto? 



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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
História do Nacional mais rica

Mais um sonho  acabou em pesadelo na Taça de Portugal, mas outro transformou-se em realidade. No futebol, como nos velhos alcatruzes da nora, enquanto uns sobem outros descem irremediavelmente.

O Arcos de Valdevez, a militar na II Divisão B, teve um percurso surpreendente ao atingir os quartos-de-final à custa de adversários com vivência em escalões superiores.

O Nacional deslocou-se a Melgaço com um percurso muito agradável na fase inicial da I Liga e sem nunca ter alcançado as meias-finais da prova.

E que aconteceu? Os minhotos ficaram pelo caminho sem atingir a tal meta vivida há cerca de duas dezenas de anos; os madeirenses chegaram a um patamar nunca antes atingido.

Mas sofreram, e a decisão obrigou ao recurso do desempate por grandes penalidades. Razão por que se compreende que os nortenhos considerem esta participação na prova como facto relevante no historial do modesto clube.

Quanto ao Nacional, regressou à Madeira em festa e na esperança de o sorteio das meias-finais ajude a concretizar outro sonho - a final do Jamor.



publicado por António Castro às 23:50
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
Leixões continua à espera de um "prémio"

O Leixões ficou pelo caminho, mais uma vez com uma exibição ao nível de credenciado adversário. José Mota, embora frustrado, pode estar orgulhoso do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos tempos em Matosinhos, elevando à condição de vedeta a sua equipa.

Mas, como disse depois da eliminação por um golo frente ao FC Porto, a "vida de pobre é difícil", mas pode ser digna, como o próprio treinador adversário reconheceu.

Jesualdo Ferreira voltou a não poupar elogios aos homens do Mar, vencedores há meses no Dragão em desafio da Liga, e não terá ficado totalmente satisfeito com o seu plantel. O "onze" portista continua a não deslumbrar os adeptos. No entanto, ainda podem estar mais optimistas na conquista do título do que os rivais.

No Paços de Ferreira-Naval houve chuva no terreno e nas balizas, já que foram marcados oito golos. Os pacenses passaram às meias-finais da Taça de Portugal e, juntamente com o FC Porto, esperam por adversários dispostos a lutar pela presença na final : Arcos de Valdevez ou Nacional, em Melgaço, e Vitória de Guimarães ou Estrela da Amadora, depois em eliminatória a duas mãos.

Uma novidade em Portugal que, em teoria, favorece os contendores mais fortes. O dinheiro a condicionar o desenrolar de uma prova cujo aliciante residia precisamente na superior probabilidade de surpresas.  



publicado por António Castro às 23:50
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009
Acusação de "arranjos" impõe averiguações

A montanha pariu um rato. Mesquita Machado, que prometera revelações sobre a sua demissão, limitou-se a repetir as afirmações da véspera.

Os erros de arbitragem nos encontros do "seu" Sporting de Braga frente ao Benfica e ao FC Porto vieram de novo à baila; considerou que os bracarenses, se não tivessem sido prejudicados ao longo da primeira volta da prova seriam líderes destacados; insistiu na demissão de Vítor Pereira, só merecedora da discordância do próprio; e solicitou - uma novidade! - a intervenção de Hermínio Loureiro, dirigente máximo da Liga dos Clubes.

De salientar, entretanto, que Mesquita Machado continua a insinuar a existência de certos "arranjos" na nomeação de árbitros, aspecto que parece demasiado importante para passar em claro nesta "montanha" de protestos.

Caso não haja iniciativas para averiguar da veracidade de acusação tão grave, ninguém com responsabilidades maiores no panorama futebolístico nacional - da Federação e da Liga - terá moral para continuar no desemoenho das suas funções.

Será mais uma prova de que os alicerces da modalidade em Portugal estão podres e, nestas condições, só existe um caminho a seguir - remover o entulho de imediato.



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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
Dirigentes obrigados a encontrar soluções

Multiplicam-se as acusações que colocam em causa a honestidade de alguns agentes do desporto, nomeadamente do futebol.

Determinadas afirmações atingem tal gravidade que os próprios autores se decidem por solicitar a demissão de cargos importantes na hierarquia directiva, por manifesta incompatibilidade com a tomada de posições demasiado radicais. Outros, no entanto, "obviamente" ficam nos seus lugares...

Como se previa, a afluência ao estádios durante a primeira volta da I Liga desceu comparativamente com os números verificados na época passada.

Dir-se-à que a crise mundial tem reflexos em todos os sectores, mas não será de desprezar a agitação dos últimos tempos para justificar o alheamento dos adeptos.

Face a este panorama, estranha-se que não apareçam vozes autorizadas, naturalmente emergentes dos organismos do futebol, a apontar os erros e a implementar as estratégias indispensáveis para inverter o rumo quase catastrófico dos acontecimentos.

Ninguém desconhece a quem compete essa missão - obrigatória até para quem se dispôs a desempenhar certos cargos -, a menos que estejam à espera daquilo que a FIFA e a UEFA recusam: a intervenção dos governantes.  



publicado por António Castro às 23:50
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009
Tempos difíceis esperam José Mourinho

Adriano, avançado do Inter colocado na prateleira, na época passada, pelo treinador Roberto Mancini, e com um percurso atribulado na era de José Mourinho, que o tentou recuperar das noitadas e da bebida, começa agora a justificar a aposta feita pelo português.

Mais uma vez nos últimos jogos, o Inter ficou a dever ao brasileiro a permanência isolada na liderança do campeonato, também nos minutos de compensação, agora antes do intervalo.

Ausente o sueco Ibrahimovic por castigo, a Sampdoria colocou demasiados problemas ao campeão. José Mourinho foi expulso por protestar a amostragem de um cartão amarelo a um dos seus jogadores.

Novo contratempo para o treinador de Setúbal, cuja paixão por trabalhar em Itália está a mostrar-se mais amarga do que a experiência vivida em Inglaterra.

Ainda não acertou na composição de um ataque eficaz, e tal como qualquer outra equipa do país tem como ponto forte a defesa, ao contrário das intenções de impor uma nova imagem do futebol transalpino.

Mantém no banco dois jogadores que lutou por contratar - Mancini, do Roma, que já lhe manifestou desagrado pela situação, e Quaresma -, além de que Figo surge a espaços em campo para "serenar" os companheiros.

O presidente Moratti já demonstrou, no relacionamento com o antigo técnico quatro vezes campeão, ter uma capacidade de tolerância limitada. Mais um repto para Mourinho.



publicado por António Castro às 23:30
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009
Mais uns tantos ausentes dos estádios

Na viragem do campeonato, o FC Porto aparece, finalmente, no topo da classificação.

A utilização da palavra "finalmente" justifica-se pela superioridade exercida nas últimas épocas e pelo facto de ter sido a equipa menos irregular na primeira fase da prova.

Que os portistas estão longe do passado recente é notório, e o próprio comportamento do treinador Jesualdo Ferreira, enfadado com uma pergunta sobre a arbitragem do jogo de Braga, demonstra que nem tudo anda bem no reino do dragão.

Só que entre águias e leões as coisas não caminham melhor, pelo contrário. Enquanto Paulo Bento encontra sempre explicações para os desfechos menos felizes dos seus comandados e assume a responsabilidade de todos os desaires, o seu colega da Segunda Circular já muda o discurso e critica abertamente alguns dos jogadores que tanto empenho mostrou em trazer para a Luz. Alguns, infelizmente para eles e para o clube, longe do valor que os elogios antes das contratações faziam crer. Até parece que Quique Flores não os conhecia.

No meio de tudo isto, Vítor Pereira, o expert da arbitragem portuguesa, estará satisfeito. Mais algumas pessoas deixarão de deslocar-se aos estádios, pois as arbitragens da jornada convidaram a não ver mais cenas tristes.

Podem todos limpar as mãos à parede...



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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
Europeus contra o "elefante" árabe

A proposta milionária do Manchester City para assegurar o concurso do brasileiro Kaká funcionou como um toque de alarme para o futebol europeu.

A maioria dos dirigentes mostrou-se despreocupada - talvez até agradecida - com o assalto dos milionários árabes a clubes ingleses, mas, de repente, quando se aperceberam do alastrar do fenómeno a eventuais concorrentes, ficaram alarmados.

Ajudaram a instalar o elefante fora do seu habitat e, agora, mostram-se apavorados.

Só assim se explica que a recentemente criada Associação dos Clubes Europeus - ECA, sigla em inglês -, formada pelo antigo Grupo dos 14, do qual fazia parte o FC Porto, e que conta com mais dois membros, tente controlar a entrada de petrodólares no futebol do Ocidente. Entabularam conversações com a UEFA e a própria União Europeia e sugerem a fixação de um tecto, não apenas para o valor das transferências, como em relação aos salários dos futebolistas.

Medidas que, numa altura em que a tendência é a livre circulação de bens num mundo cada vez mais capitalista, liberal e global, convidam a recorrer a expedientes ilícitos para atingir os objectivos. Acordaram tarde os falsos puristas...



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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
Árbitro expulsa papagaio

A história aconteceu em Inglaterra. Num encontro entre equipas de escalão secundário, uma espectadora, de nome Irene Kerrigan, levou o seu papagaio para o campo.

Só que o bicho ficou entusiasmado com o espectáculo e, sempre que o árbitro apitava, emitia um som idêntico, estabelecendo a confusão entre os jogadores.

O ábitro não teve outro remédio perante o cenário e expulsou o papagaio que, ao passar junto à linha lateral, perto dos futebolistas que tinham pedido para o retirar do recinto, exclamou: "Jeitosos!"

Não se resiste a comparar este insólito episódio num momento em que em Portugal estalou  forte polémica em torno do comportamento dos árbitros e de declarações de um dos seus dirigentes.

Também por cá existem uns "papagaios" muito "jeitosos" nas entidades que superintendem no futebol. Venha de lá esse árbitro britânico!!!

 



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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009
Futebol não precisa de problemas

Os portugueses são peritos em criar problemas. Quando não existem, inventam-nos. Ao escrever estas palavras estou a lembrar-me de um colega no jornal que, quando terminava qualquer tarefa, perguntava: "Precisa de algum problema?"

O futebol deste País, realmente, já tem preocupações suficientes que ninguém mostra interesse ou capacidade para resolver, mas o nosso poder criativo - para a polémica - faz gala em manter as águas permanentemente agitadas.

O Belenenses encontrou uma expressão inglesa no regulamento da malfadada Taça da Liga cuja interpretação considera legitimar a sua participação na meia-final com o Benfica, no lugar do Vitória de Guimarães.

O director desportivo do Sporting, Pedro Barbosa, ainda há pouco tempo acusado de manter um silêncio prejudicial ao clube, dadas as funções que desempenha, criticou o ausência de qualquer dirigente do FC Porto no sorteio (?) da mesma prova.

 Com os dados já lançados há vários meses, inclusivé o local do jogo, pode questionar-se qual o interesse em estar presente só para saber se o adversário era o Benfica ou o Sporting.

Qualquer obra não se concretiza com palavras; torna-s indispensável agir. Porque não tentam os responsáveis seguir esta via? Proporcionaria ao futebol português um média -average - muito superior 



publicado por António Castro às 23:45
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009
Se Vítor Pereira não gosta, deve sair...

"Se as pessoas não acreditam no futebol, não vão ao futebol". Se esta frase tivesses como origem um anónimo adepto da modalidade, passaria sem qualquer comentário.

Mas não. Constituiu uma declaração, de sobranceria dispensável, proferida por Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga e, pior do que isso, reflecte uma arrogância imprópria de um responsável por sector tão sensível da modalidade.

O novo Presidente do país que se arroga no mais importante do mundo, além de definir, na sua tomada de posse, a sua estratégia política, apelou à união dos americanos e de todos os povos de bem para uma nova caminhada do mundo no combate às assimetrias.

Um mero presidente de um departamento da Liga, pelo contrário, convidou ao confronto, e acusou os críticos de situações inacreditáveis passadas recentemente em diversos jogos se tornarem responsáveis pelo fim do futebol.

Quer dizer: os árbitros e quem os dirige cometem os erros, por negligência, incapacidade, ou qualquer outro motivo, e ainda se apresentam como vítimas.

Se não mudar de mentalidade, haverá alguém, certamente, a convidar Vítor Pereira a abandonar o cargo, para evitar o risco do futebol acabar. 



publicado por António Castro às 23:45
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
Só reformas imediatas justificam Mundial

Portugal é um país pequeno e os habitantes pensam de acordo com o tamanho do território. Não terá sido sempre assim, se pensarmos na saga dos Descobrimentos, mas, nos últimos tempos, todos os projectos mais ambiciosos geram imediatas críticas com uma argumentação "pequena".

A hipótese de candidatura conjunta Espanha-Portugal à organização da fase final do Mundial 2018 ou de 2012 é o último exemplo. Está a provocar exaltadas reacções, face a uma iniciativa que não se compagina com a actual crise.

Nos próximos seis anos - dois antes do início da prova - ninguém sabe o que vai acontecer, e a intenção das Federações interessadas terá que ser manifestada na FIFA até 2 de Fevereiro. Razão por que estas reacções parecem prematuras.

É indiscutível que Portugal não tem condições para ser candidato único, mas associado à Espanha e se evitar a loucura de construir estádios, como aconteceu no Europeu 2004, para ficarem ao abandono, poderá eventualmente retirar benefícios da iniciativa.

Uma coisa, no entanto, obriga os responsáveis da Federação e da Liga. Imprimir de imediato nova dinâmica ao futebol português, digamos mesmo uma revolução, em todas as suas vertentes - competições, arbitragem, situação financeira dos clubes, formação de dirigentes, entre outras.

Não será a organização de um Mundial que resolverá estes problemas.



publicado por António Castro às 23:52
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Domingo, 18 de Janeiro de 2009
Maus tempos fustigam futebol

Desnecessário perder tempo com a Taça da Liga. Aquilo que os dirigentes pretendiam foi conseguido, apesar de alguns clubes terem feito tudo para que tal não acontecesse. Nas meias-finais estão Benfica, Sporting e FC Porto, aos quais se junta o Vitória de Guimarães. O sorteio será mais uma vez condicionado, já que os clubes lisboetas serão visitados, por razões que a razão desconhece...

À falta de interesse no futebol português, numa olhadela pelo estrangeiro ressaltam os tempos difíceis de José Mourinho. Não resistiu à inspiração do Atalanta e o Inter saiu de Bérgamo com uma pesada derrota (3-1) e os adversários directos muito próximos. Mesmo assim o técnico português teve a sorte da Juventus ceder um empate na deslocação a Roma, frente à Lazio.

O Milan tinha vencido na véspera com um golo de Pato, num encontro que se considera em Itália como o último de Kaká na equipa de Carlo Ancelotti. Tudo e todos têm um preço e, se Silvio Berlusconi se mostrou receptivo à cedência do jogador quando lhe acenaram com 130 milhões, o brasileiro parece aceitar uma proposta monetária do outro mundo, ou melhor, das Arábias, apesar de se concretizar em Inglaterra.

Qual será a resistência do futebol a estes atentados, tanto à equidade (no aspecto desportivo) como ao bom senso (no  financeiro)?

 



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Sábado, 17 de Janeiro de 2009
Treinadores querem ser ouvidos pela Liga

A Taça  da Liga arrasta-se penosamente entre o desinteresse dos principais clubes e a participação de outros com salários dos jogadores em atraso.

Agora, ouviram-se críticas de treinadores pelo facto da última jornada da fase de grupos, com classificações dependentes de diversos jogos, não se realizarem no mesmo dia e à mesma hora, para evitar atropelos à verdade desportiva.

Levantam o problema, já aflorado nestes comentários, da subordinação aos interesses televisivos, afinal a receita determinante da prova, enquanto a da bilheteira, talvez por isso mesmo, continua em baixos níveis. Vítor Serpa levanta esta questão na edição de A Bola, e aproveita para assinalar que há anos não se realizava na Luz um jogo ao Sol.

De lamentar que os treinadores só agora tentem assumir-se como interlocutores na forma de organizar uma competição criada apenas para satisfazer o ego dos dirigentes da Liga.

A avaliar pela realidade, não tiveram o cuidado de estudar as condições do mercado, impor a obrigação dos clubes garantirem o prestígio da prova com um mínimo de presenças de habituais titulares, assegurar uma contrapartida válida do patrocinador para assegurar proveitos aliciantes aos clubes.

A Taça da Liga nasceu apenas porque se usa em alguns países europeus. O seu nome oficial, que recusamos sempre escrever, denuncia tratar-se de uma iniciativa de fachada.



publicado por António Castro às 23:53
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